SOBRE O BLOGUEIRO

Sou um Beatlemaniaco. Tudo começa assim... Fiquei reprovado duas vezes no Mobral, mas nunca desisti. Hoje, sou doutor em Parapsicologia formado na mesma turma do Padre Quevedo; sou antropólogo e sociólogo formado, com honra, em cursos por correspondência pelo Instituto Universal Brasileiro. Em minha vasta carreira acadêmica também frequentei até o nono ano de Medicina Cibernética, Letras Explosivas, Química da Pesada, Direito Irregularmente torto e assisti a quase todas as aulas do Telecurso 2000 repetidas vezes até desistir de vez. Minha maior descoberta foi uma fábrica secreta de cogumelos venenosos comestíveis no meio da Amazônia Boreal. Já tive duas bandas de Rock que nunca tocaram uma música se quer. Comi duas vezes, quando criança, caspas gigantes da China pensando que era merda amarela. Depois de tudo isso, tornei-me blogueiro. Se eu posso, você pode também. Sou um homem de muita opinião e isso desagrada muita gente. Os temas postados aqui objetivam enfurecer um bom número de cidadãos.

- [Portal da Língua Inglesa] -

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domingo, 24 de julho de 2011

Política deveria ser assim no Brasil também.





Já parou pra pensar como poderíamos ter um mundo melhor e mais igualitário se pensássemos política de forma mais justa? Não vou me alongar nessa postagem, pois acredito que o vídeo (reportagem bem feita pela TV Bandeirantes) fale por si só.
Peço que após ver essa reportagem, façam uma reflexão sobre a importância da participação de todos vocês nos debates políticos em todas as esferas.
Temos que parar com essa forma que fazemos política no nosso país e somente com a tomada de consciência é que poderemos traçar os novos caminhos de um real desenvolvimento do Brasil.
Esse vídeo mostra como funciona o sistema político na Suécia. Peço que divulguem o vídeo.

[POESIA] REPETIU A MESMA ROTINA



repetiu a mesma rotina


Aqui alguém disse:
“Outrora já houve cinema”.
Então o tempo passou.
E triste, anos depois, falou:
“Ai que pena!”

Aqui alguém disse:
“antigamente havia paz”.
Mas cruelmente foram-se os anos.
“se havia, onde estás?”

Então se repetiu a mesma rotina.
Foi ai que perguntaram:
“teve alguma idéia brilhante?”  
A resposta ficou num olhar insinuante.

As flores são mesmo insensatas.
O problema vem de tudo que respira.
Colhidas ferozmente por mãos ingratas.
Mesmo depois de morta, ela conspira!

Aí alguém disse:
“Ai que pena!”
Então o tempo passou.
Ainda bem que teve o cinema.



BRUNO CORIOLANO DE ALMEIDA COSTA
Mossoró – RN, 28/08/2010.


sábado, 23 de julho de 2011

Conto: O dia que não nasceu! Por Bruno Coriolano.



Por Bruno Coriolano de Almeida Costa


Sofia adorava ficar debruçada na janela de casa, olhando para as estrelas. Contava, conversava ou só olhava para elas por horas a fio. Só as nuvens a atrapalhavam. Juntavam-se em conspiração para roubar-lhe o céu estrelado, aquele tapete de pontinhos brilhantes parecia levá-la a um novo mundo mais cheio de vida e radiante. A lua daquela noite iluminava bastante os campos onde repousavam os sonhos. Era uma lua cheia, e a brancura se espalhava de uma maneira que parecia possível um contato mais íntimo. Quando havia lua, o céu não exibia todo o seu esplendor.
Ao nascer do sol, a lua não se deixava ofuscar por ele. O astro brilhante fazia seu papel de uma forma que não roubava a cena só para si. Mas ela continuava por ali, a cortejá-lo. Pareciam ter sido feitos um para o outro, uma combinação perfeita que somente algum ser com uma sabedoria infinita poderia ter pensando nisso, antes mesmo da criação das outras espécies.
Todas as noites se repetiam como uma dobra atemporal. As vozes que vinham do seu coração pareciam querer dizer-lhe algo mais; pareciam estar se comportando de forma diferente naquele dia. Estava escaldada pelo sentimento mais límpido, era uma margem da própria alma, sentiu que a expressão daquele sentimento era maior: Era uma experiência poética.
Sofía ficou com a cabeça nas nuvens, mas com os pés no chão, ainda estava lúcida. Viu cada imagem como única, abriu um livrinho azul de poesias, decodificou cada verso, cada palavra, cada letra. Ela, na verdade, tinha fome de beleza. Olhou para um riacho que se encontrava naquele parque. Pescou um peixe sem entender de anzol; Entendeu que aquele momento era particular, único em sua vida. Pensou que estava sonhando, mas sabia que a metafísica pousa na realidade. Ah, Sófia como sonhava aquela menina!
O tempo foi passando e mais uma vez, de tanto admirar o sol, não viu que a lua já estava mostrando todo o seu esplendor. Sofia Sentia que a beleza não era luxo; era uma necessidade.
Sofia começou a cantar mesmo sendo desafinada. Soltou algumas frases melódicas temperadas com poesias. Ela conhecia vários tons para uma mesma palavra. Naquele momento sua sensibilidade não tinha mais governo; estava completamente libertada de qualquer regra.
No dia que se sucedeu aquele, ela continuou de forma religiosa toda a sua rotina. Mais uma vez levantou-se e contemplou as luzes límpidas que se refletiam no riacho que podia ser visto de seu quarto. “Admirar-se do que é extraordinário é fácil para qualquer idiota, mas admirar-se das coisas simples é para poucos!” Às vezes os atos heróicos estão mais escondidos e no anonimato do que pensamos. 
Depois de dias e mais dias vivendo a mesma rotina, os mesmos atos simples, ela sentiu que deveria fazer algo para aliviar seu sofrimento. Durante a noite, pareceu estar mais triste. Ninguém conseguia entender o que estava acontecendo naquele momento. Será que alguma coisa não estava indo bem na vida dela?
Mas tudo na vida tem uma explicação. Nada se passa nesse grande teatro sem que exista um propósito. As noites existem porque têm algum sentido. As estrelas da mesma forma e tudo mais que existe no universo. Tudo foi criado por algum motivo que muitas vezes não são claros.
Sofía cometeria mais atos como os relatados acima. Ela tem todo o direito de viver uma vida da forma que bem entender. Ninguém é dono de ninguém. Nenhum ser humano tem o direito de escolher o destino de outrem.
Quem nunca se imaginou realizando aquela viagem dos sonhos? Ou viver aquele amor como nos contos de fadas? Ter todos os seus desejos realizados? Tentar viver a vida de outra forma e aproveitar ao máximo as coisas boas, esse era seu objetivo.
Mas somente o dono da dor sabe o quanto ela doe. Tudo isso teria acontecido com Sofía se a sua mãe a tivesse permitido nascer. Isso mesmo. Sofía nunca existiu. Ou melhor, chegou a estar no ventre de sua mãe, mas devido a uma gravidez não desejada da mãe, Sofía não teve a oportunidade de viver tudo aquilo que foi descrito nas linhas que ficaram para trás. Enquanto tudo isso poderia ter acontecido um dia, a mãe da nossa personagem cometeu um aborto antes.
Como um guerreiro sanguinário, essa mãe não se permitiu conhecer o sentido e a alegria de ter um filho. Com a espada ainda suja de sangue, ela nem teve tempo de se despedir de sua filha. Após ingerir várias doses de diversos medicamentos. Mas Sofía não sente angustia ou ódio da sua progenitora, ela tem os níveis de ódio e perdão de formas iguais. Sabe usar os dois na mesma proporção.
Agora Sofía não fica mais debruçada na janela de casa, olhando para as estrelas. Contando-as. Só as nuvens a atrapalhavam. Agora ela é uma delas; E sua mãe chora ao olhar para o céu, onda cada estrela parece uma lágrima!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

[CONTO] Leve isso para o seu túmulo

Imagem meramente ilustrativa

Quem me conhece sabe do meu interesse por literatura, para ser mais específico, sou muito viciado em contos. Se alguém me perguntar quando esse interesse começou, respondo facilmente.

Tudo começou quando eu ainda estava na faculdade de Letras. Sou graduado em Letras com habilitação em Língua Inglesa e suas Respectivas Literaturas. Quando falo em Respectivas Literaturas, me refiro também à Literatura Americana, aquela literatura produzida nos Estados Unidos da América. Bem, em um determinado período, a universidade onde estudava entrou em greve, perdi um semestre por causa dela. Como sempre acreditei que tudo tem uma razão, não fiquei muito preocupado. Nesse momento, comecei a devorar muitos livros para poder manter meu ritmo de leitura mesmo sem estar sendo obrigado a tal coisa. Foi ai que “conheci” um autor que me chamou a atenção: Edgar Allan Poe.

Um dia, movido pela vontade de encontrar algo interessante, fui até um estabelecimento que vendia revistas e livros na minha cidade e comprei um livro de capa de luxo azul: Histórias Extraordinárias. Esse livro mudou minha vida completamente. Comecei a ler motivado pela curiosidade que o autor causou em mim. Depois de algum tempo, eu já estava escrevendo contos e ai não parei mais. Não me considero um autor bom ainda, mas tenho certeza que no futuro terei desenvolvido melhor essa técnica. Esse é o tipo de oficio que só se aprende mesmo com o tempo, não tem outro jeito. Hoje, olhando pelo retrovisor do tempo, eu digo: QUE GREVE ABENÇOADA AQUELA. Foi o período que mais aprendi durante a universidade.

Segue aqui um conto de minha autoria. Não o considero uma obra-prima, mas serve para despertar a curiosidade devido ao seu final inesperado. Esse foi publicado em uma revista do Rio de Janeiro em 2011 (Revista Litteris – ISSN 1983-7429. Número 7). Segue o inicio desse conto e o restante no link abaixo.



Leve isso para o seu túmulo

Bruno Coriolano de Almeida Costa

A Vida nos carrega do desconhecido ao desconhecido. Não temos certeza de nada. Não podemos considerar o que vivemos ou que sentimos como coisas absolutamente reais. Cada minuto está revestido de um apaixonante mistério. Eu não sei de onde vim, nem para onde vou. Mas tenho certeza de que não estou aqui por acaso. Sei que tenho uma ligação muito grande com esse país, com essa cidade e com minha nova família. Chamo-me Jenny Sutton, mas tenho certeza de que já tive outro nome e outra vida. Vivo na Irlanda, onde sei que já vivi há algum tempo. Sou alguém que procura respostas para as perguntas que me são feitas.

Isso tudo começou há alguns meses. Foi quando consegui superar o grave problema que chamamos de medo. Certa noite, comecei a sonhar com aquela mulher de pele clara, cabelo curto e estatura média. Ela se chamava Mary Cockell, vivia na Irlanda por volta de 1579, para ser mais exata, ela vivia em Dublin e era de família humilde. Era uma menina cheia de sonhos, mas sem muitas perspectivas.

Ela havia cometido vários erros no passado, mas todos os seres fazem a mesma coisa. Aquele que diz que nunca cometeu um erro está mentindo. Todos os seres humanos já fizeram coisas ruins, mas poucos percebem que as pessoas com quem agimos errado, tornam a cruzar nossos caminhos.

Veja o restante do conto

CONTO: LEVE ISSO PARA O SEU TÚMULO

http://revistaliter.dominiotemporario.com/doc/CONTO_REVISTA__BRUNO.pdf

terça-feira, 19 de julho de 2011

[POESIA] O MUNDO É SEU ESPELHO


O mundo é seu espelho

é com o passar do tempo que sua mente,

Em um excesso de angústias e preocupações

Percebe ter vivido rápida e profundamente

Todas as suas desventuras e decepções.


E sob um leve desespero você pensa.

Que existe confusão entre o acaso e a sorte

E que a vida, com o tempo, fica mais tensa

E você só descansa nos braços da morte.


Nossa existência chega a enfadar

Não me perco no meio da multidão,

Nem ligo pra morte a me esperar

Pois sei, não serei exceção.


Nem sorria, nem lamente pela dor.

Viva sempre esse conselho

Nessa vida você é mero espectador

E o mundo é seu espelho.



BRUNO CORIOLANO DE ALMEIDA COSTA


Mossoró – RN, 26/11/2009.

INFORMATIVO

PROJETO ESCRITORES INDEPENDENTES

Escritores Independentes
A InCult Produções Culturais promove, entre os meses de julho e agosto, o projeto Escritores Independentes. Nele, 50 pessoas irão escrever juntas um livro de crônicas que será publicado gratuitamente no site Clube de Autores e, posteriormente, vendido no mesmo.
O objetivo principal do projeto é promover autores e escritores de crônicas desconhecidos do grande público através da publicação de um livro com textos inéditos.
Regulamento
Das inscrições
Prazo: 15 de julho a 15 de agosto de 2011.
A inscrição é gratuita. Para participar, os interessados devem ser maiores de 18 (dezoito) anos.
Cada autor deverá participar com duas (2) crônicas. Os textos devem ser inéditos, sem qualquer tipo de publicação na web ou em impressos. O tema dos textos é livre, observando que serão eliminados da seleção aqueles que contiverem ofensas ou insultos a qualquer tipo de pessoa ou instituição pública ou privada.
Para garantir sua participação o candidato deverá “curtir” a página da Incult no Facebook (http://www.facebook.com/pages/Incult/239447749417057?ref=hnav) e enviar para o emailprodutoraincult@gmail.com os dois textos, formatados na fonte Times New Roman, 12. Além disso, é necessário incluir seus dados para contato e o endereço de sua página para divulgação de outros textos, caso seja de seu interesse que a Incult divulgue. É necessário colocar no assunto do e-mail as seguintes informações: escritor independente seu nome/inscrição, como no exemplo abaixo:
Assunto: Escritor Independente Denise dos Santos/inscrição
Lembrando que outros trabalhos dos participantes não implicarão no processo de seleção dos textos e não é obrigatório que o candidato os possua. O fator decisivo será unicamente as características dos textos enviados, como originalidade, concisão de idéias e uso devido da língua portuguesa. Não será estipulado um mínimo ou máximo de caracteres para os textos, mas é importante lembrar que se trata de uma crônica e que deverá ser usado o bom senso no tamanho dos mesmos.
A inscrição não garante a participação no livro. Os participantes serão escolhidos pela produtora. Cada participante só poderá se inscrever uma única vez e enviar os 2 ( dois) textos juntos. Caso não seja obedecida a regra, o candidato será eliminado do processo.
Do processo
Serão escolhidos 50 (cinquenta) autores para participar do livro,cada um com seus 2 (dois) textos enviados no momento da inscrição.
No dia 25 de agosto de 2011 os selecionados serão divulgados no blog e na página da Incult no Facebook. Todos os autores escolhidos vão receber um email explicativo sobre como funcionará o processo de desenvolvimento e publicação do livro, assim como termos de veiculação dos textos e pagamento dos direitos autorais.
Os direitos autorais serão exclusivos de cada autor. A Incult e o Clube de Autores não retém nenhum direito autoral, porém a Incult será a detentora da exclusividade comercial do livro e a responsável por repassar os valores referentes aos direitos autorais sobre as vendas.
O valor de venda do livro será estipulado em conjunto com os autores selecionados obedecendo aos regulamentos do site clube de autores, ficando desde já determinado que 50% do valor será destinado a Incult e a outra metade a ser dividida igualmente entre os 50 autores que tiverem seus textos publicados.
Os interessados em saber como funciona o processo de publicação e venda poderá acessar o site do Clube de Autores (http://www.clubedeautores.com.br), lembrando que o referido site será apenas o executor da publicação, utilizando a conta/perfil da Incult.
Em algum momento através da página da Incult no Facebook todos os participantes poderão votar no melhor título para a publicação.
Ficará por conta dos próprios autores a divulgação do livro que será vendido no Clube de Autores.
Para maiores esclarecimentos, entre em contato através do email produtoraincult@gmail.com
Boa Sorte!
Incult Produções Culturais

[HISTÓRIA E EXPRESSÃO] vitória de Pirro

Vitória pírrica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Vitória pírrica ou vitória de Pirro é uma expressão utilizada para expressar uma vitória obtida a alto preço, potencialmente acarretadora de prejuízos irreparáveis.

A expressão recebeu o nome do rei Pirro do Épiro, cujo exército havia sofrido perdas irreparáveis após derrotar os romanos na Batalha de Heracleia, em 280 a.C., e na Batalha de Ásculo, em 279 a.C., durante a Guerra Pírrica. Após a segunda batalha, Plutarcoapresenta um relato feito por Dioniso de Halicarnasso:

Descrição: Cquote1.png

Os exércitos se separaram; e, diz-se, Pirro teria respondido a um indivíduo que lhe demonstrou alegria pela vitória que "uma outra vitória como esta o arruinaria completamente". Pois ele havia perdido uma parte enorme das forças que trouxera consigo, e quase todos os seus amigos íntimos e principais comandantes; não havia outros homens para formar novos recrutas, e encontrou seus aliados na Itália recuando. Por outro lado, como que numa fonte constantemente fluindo para fora da cidade, o acampamento romano era preenchido rápida e abundantemente por novos recrutas, todos sem deixar sua coragem ser abatida pela perda que sofreram, mas sim extraindo de sua própria ira nova força e resolução para seguir adiante com a guerra.

Descrição: Cquote2.png

Esta expressão não se utiliza apenas em contexto militar, mas também está, por analogia, ligada à atividades como a economia, a política, a justiça, a literatura e o desporto para descrever uma luta similar, prejudicial para o vencedor.

Link: http://pt.wikipedia.org/wiki/Vit%C3%B3ria_p%C3%ADrrica

segunda-feira, 18 de julho de 2011

NINGUÉM CONSEGUE REALIZAR NADA SEM A COLABORAÇÃO DE MUITOS.


Ninguém consegue realizar nada sem a colaboração de muitos

Unir-se é um bom começo, manter a união é um progresso, e trabalhar em conjunto é a vitória.

Sempre que falamos de um Líder estamos supondo que há um grupo de pessoas que o segue ou pelo menos acredita que a sua orientação será de fundamental importância para a execução da tarefa. Por outro lado, há um bocado de diferença entre pessoas trabalhando juntas num projeto e todas elas apenas trabalhando ao mesmo tempo.

Existem quatro fundamentos básicos para todo de trabalho de uma equipe:

1. Objetivos Claros

É necessário que o líder esclareça qual o objetivo a ser cumprido. Parece óbvio, mas muitas vezes as pessoas não sabem exatamente o que vão fazer, pois não conhecem o contexto ou não percebem a grande figura. Se for uma equipe nova é mais crucial ainda que o objetivo esteja claro. A pergunta é: O que queremos fazer?

2. Competências críticas

Um dos diferenciais para se trabalhar em equipe é usar a diversidade de ideias e conhecimento como um fator competitivo. Quando o líder investe um tempo em conhecer as pessoas e identificar os pontos fortes de cada um, ele pode encontrar as soluções para o desafio dentro da equipe ou buscar pessoas de fora da equipe que podem colaborar para a resolução do desafio. A pergunta é: Do que precisamos saber para nos sair bem?

3. Função dos integrantes

Existe um ditado popular que diz que “cachorro que tem muito dono morre de fome ou morre gordo!” Aqui é importante que o líder deixe claro a cada um qual é a sua tarefa ou quais atividades que cada um será responsável. Sem dúvida que quanto maior for a experiência ou conhecimento dos integrantes nas suas respectivas tarefas melhor será a contribuição individual. A pergunta é: Quem é o responsável pelo quê?

4. Comunicação

De todos os fundamentos de uma equipe é a comunicação que pode ajudar de forma significativa ou dificultar de forma implacável. Na maioria das vezes é o líder o maior causador da dificuldade, pois a sua forma de expressar leva em conta o seu ponto de vista e a sua própria experiência; e não a perspectiva ou a bagagem da equipe. A pergunta é: Como informaremos uns aos outros aquilo que precisamos saber?

E aqui vai uma Dicaduka: Se você é o líder de uma equipe faça regularmente uma refeição com todos fora da empresa. A base de uma equipe é a confiança e como se diz no interior de São Paulo: “Para conhecer bem um caboclo, é necessário comer um quilo de sal junto”.

Mochila nas costas e até a próxima trilha!

Paulo Campos / 2011.07.14

@pvcampos10 ou pvcampos@terra.com.br

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Crônica da semana.

Crônica dos dias atuais: A batalha entre o presente e o ausente.

Bruno Coriolano*


É desprezível, mas é uma verdade que nossa educação anda ziguezagueando e agonizando dia após dia. A aula começa e o professor ensaia nervosamente as primeiras palavras, mas de repente, começa o tiroteio de psiu - psiu, pedindo silêncio e mendigando um pouco de atenção para um bando de alunos ligados nos 220 volts.

O danado do grupinho que senta no fundão começa o cochichado e o grupo das patricinhas passa uma revista de fofocas de mão em mão. A desatenção é de 100%. Em um determinado momento, toca um celular. Deve ser uma mensagem de alguém que não tem nada haver com o assunto tratado na aula. O papo é posto em dia. Tudo tem mais importância do que aquela aula de história do professor.

O mestre começa a falar sobre a Idade Média, mas os alunos querem é saber mesmo é da mídia, o que está passando na TV e o que tá rolando na net; Nada de aulas. O pobre do homem continua, em seu monólogo que parece não ter fim, descrevendo como as pessoas se vestiam naquela época. “Quem liga pra essas coisas antigas?” Diz uma das alunas. Eles querem é saber daquele novo par de calças jeans que viram no shopping semana passada.

De repente o blá-blá-blá do professor é quebrado. Alguém pergunta pela merenda do dia e todos olham para o relógio do celular. O educador começa a suar frio, empalidecer e pensa: “será que a aula está perto de terminar?”

Em determinado momento ele insiste: “alguém tem alguma dúvida, pergunta ou colocação?”. Claro que o esforço é totalmente em vão. Nem uma simples palavrinha é pronunciada em resposta.

Com o tempo a coisa fica mais angustiante. Um aluno saca, da sua mochila, uma arma mortal, um verdadeiro tirador de atenção: um mp4 player. O menino mostra um vídeo amador feito por ele mesmo na semana anterior. Todos fazem aquela zorra pra ver o que acontece. Toca o sinal e como se estivessem saindo de uma prisão, os alunos correm numa gritaria em direção ao pátio da escola sem nem mesmo falarem com o professor que havia falado todo aquele tempo sozinho. Lá fora, a gritaria continua. Parece ser a maior alegria do dia da grande maioria.

Na sala de aula agora quase que totalmente vazia, resta o que sobrou do mestre e um monte de livros e cadernos jogados no chão. O semblante triste, mas com a consciência tranqüila por ter “ensinado” faz com que o professor se sinta aliviado por ter terminado a aula pelo menos sem ter se machucado. Em um movimento quase que involuntário, o professor apanha um livro do chão e olha fixamente e pensativo enquanto o coloca sobre a mesa. É hora de tomar um copo de cafezinho na sala dos servidores e ver os outros colegas de profissão respirando aliviados por não estarem mais gritando em sala pedindo a atenção dos alunos e preparando-se para a próxima turma. No ar, apenas a certeza da luta entre o ser que estava presente à aula e os outros que estavam ausentes.

EDUCAÇÃO PARA TODOS: TRAÇANDO OS CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO.

Bruno Coriolano de Almeida Costa

Um país se faz com homens e livros. A frase que inicia esse manuscrito é atribuída ao escritor Monteiro Lobato, um dos grandes escritores da nossa literatura. Esse pensamento reflete a mais pura verdade. Para podermos constatar a veracidade dessa citação é só observar o comportamento que os países desenvolvidos tiveram em relação aos seus investimentos na educação. Países como Estados Unidos da América, Canadá, Alemanha, Itália, Japão, China, Índia e Coréia investiram pesado nessa área e estão colhendo seus frutos.

Não há dúvidas de que o apagão de investimentos na educação é evidente. Quando se trata do poder publico estadual, isso fica mais evidente ainda. São escolas em condições precárias, professores desestimulados com salários miseráveis, salas de aulas superlotadas, faltam materiais escolares de qualidade, carência de recursos modernos, falta de sincronia e objetividade. Um descaso total. Os problemas mencionados estão intimamente ligados aos níveis mais básicos: ler, escrever, e as quatro operações fundamentais. A qualidade do ensino é ainda muito fraca e não existe uma formula mágica capaz de amenizar ou resolver tal problema. O alerta vermelho está ligado. É uma verdadeira corrida contra o tempo. Já que quanto mais demoramos nos investimentos, mais problemas vão surgindo.

Oferecer boa formação, manter os educadores atualizados, remunerar de forma motivadora e justa, cobrar resultados e avaliar o desempenho são algumas medidas a serem tomadas. É um trabalho difícil e em conjunto, mas se não for feito agora, nuca será. No Brasil não se atrai os talentos, o governo os espantaram por das salas de aula. Isso vem ocorrendo devido à grande desmotivação financeira, a pouca possibilidade ascensão social e uma carga horária muitas vezes desumana a qual os profissionais da educação são submetidos. Na maioria das vezes o professor precisa completar sua carga-horária trabalhando os três turnos para poder ter um pouco mais de “conforto”. Quase ninguém quer ser mais professor nesse país. A profissão já ficou marginalizada. Não existe motivação para seguir esse caminho. São anos de abandono real.

O nosso sistema é carente, as escolas públicas estão entregues as baratas. A verdade é que, enquanto professores, precisamos formar alunos com visão de mundo, adotar o regime integral colocando o jovem mais tempo em contato com o ambiente escolar, premiar os bons exemplos, estimular a leitura e a pesquisa, trabalhar com a sociedade, fazer o uso adequado das tecnologias e parar de jogar de forma irresponsável os alunos nas universidades superlotando-as sem observar as exigências do mercado de trabalho e sua educação com qualidade. É preciso atacar os fatores e acontecimentos que atravancam o bom desempenho dos profissionais e adequar a formação profissional às necessidades e exigências da nossa sociedade moderna, onde a competição se faz presente o tempo todo em um sistema desumano.

É bem verdade que demos os primeiros passos nesse ultimo governo federal, mas temos que continuar seguindo em frente, temos que elevar o número de cientistas e pesquisadores e colocá-los em atividade. Chega de analfabetos funcionais. Em um mundo onde as dificuldades de se conseguir emprego sem boa qualificação profissional é enorme e onde tarefas simples são feitas por máquinas, saber noções básicas passa não só a ser um direito, mas uma questão de sobrevivência. Tenham certeza que é a educação que vai definir o sucesso ou o fracasso dos países nos próximos anos. Temos que tirar a educação no nosso país da marginalização. É a partir daí que teremos o inicio da resolução dos nossos outros problemas.


Tudo está bem, até que um dia...

Essa semana me veio à cabeça uma inquietação – vivo de inquietações. Na verdade, comecei a refletir sobre a morte, mas não qualquer morte; comecei a pensar na forma que EU gostaria de morrer, caso me fosse dada uma escolha.

Esse tema pode assustar a muitas pessoas, mas é algo que não temos como evitar. Muitos de nós, por um motivo ou outro, vão viver uma vida de rei, de aventuras; enquanto outros viverão vidas desastrosas. Não dá para premeditar o dia, a hora e o local, mas um dia você terá um encontro marcado com a MORTE.

Doença? Não, não gostaria, pois seria uma morte muito cheia de melancolia. Assassinado? Jamais, seria uma desonra. Eu gostaria de morrer aos 98 anos e ainda lúcido e surfando.

Como sei que na internet as coisas duram para sempre, só saberei se consegui esse feito daqui a 71 anos. Até lá preciso apenas aprender a surfar, mas como não tenho pressa, vou viver bem essas quase sete décadas que tenho pela frente.

E você, amigo leitor? Como você acha que vai morrer?

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Quando viajar sem sair do lugar é possível.



Para ler essa crônica, peço que desligue sua mente e ouça as cores dos seus sonhos. Não é preciso estar consciente para desfrutar dos benefícios dessa aventura. Se você assim o fez. Entre, aperte seus cintos e tenha uma boa viagem ao fantástico mundo onde viajar sem sair do lugar é possível e viver é mais fácil com os olhos fechados.

Por Bruno Coriolano de Almeida COSTA

Lembro-me das minhas primeiras investidas para entender um mundo, que imaginava eu, existir naquelas páginas brancas e sem graça e que continham símbolos até então indecifráveis para mim. Curioso, eu passava horas tentando entender a razão de grudar os olhos naqueles livros sem perceber que o tempo passava cruelmente e sem avisar que já haviam passado séculos.

Esse mundo que falo é a leitura. Tão fascinante e curioso quanto o universo dos números, ler sempre me chamou a atenção pelo seu caráter sublime e (in) imaginável. Sempre tentei entender a lógica existente por traz de todas aquelas frases que via nos livros, jornais e revistas. Assim como Alice (personagem de Lewis Carroll), me questionava em relação à falta de gravuras ou desenhos. Ora, como pode alguém fixar seus olhos em um livro sem gravuras? Que graça tem?

Muitos anos se passaram e quando dei por mim, já era um leitor compulsivo. Não aconteceu da noite para o dia, mas nem percebi quanto tempo já havia passado. Antes era um curioso que queria saber de que se tratava aquele conjunto de símbolos, palavras e frases espalhadas nas páginas dos livros que via sobre as prateleiras das escolas e bibliotecas que sempre frequentei. Hoje sou um curioso que procura entender a mesma coisa. Puxa, será que nada mudou daquele mundo? Às vezes ainda me pergunto a mesma coisa.

Tudo tem começo na curiosidade. Todas as pessoas sentem a necessidade de encontrar explicação para suas perguntas e eu não sou diferente. Comecei querendo descobrir o sentido da leitura e acredito ter encontrado muito mais, muito mais mesmo, pois foi através dela que descobri encontrei outro mundo. Foi por meio dela que o real passou a fazer sentindo – paradoxalmente, a partir da ficção.

Foi por meio da leitura, por meio da literatura, que descobri que poderia viajar sem sair do lugar, conhecer pessoas de todas as épocas, idades, lugares, caráteres e lugares sem ser machucado ou precisar falar suas línguas; pude conhecer a história da humanidade mais profundamente. Também foi por meio desta que depurei minha sensibilidade para bem usufruir das boas coisas existentes no mundo exterior. Conheci os picos da Patagônia, os mares da polinésia, os museus da Europa e dos Estados Unidos; amigos que nunca nem vi. Descobri com a experiência dos antigos como viver nos dias atuais.

Por meio das minhas viagens proporcionadas por essa fantástica ferramenta, fui até ao centro da Terra e mergulhei vinte mil léguas submarinas. Perdi-me em uma ilha onde conheci Robinson Crusoé e Sexta feira. Cacei ferozmente uma baleia gingante chamada Moby Dick, depois de percorrer os sertões, subi ao Morro dos Ventos Uivantes, conheci o Conde Drácula de perto, passei de forma rápida pelo céu, purgatório e inferno de Dante; dancei com a dama das camélias quando estive na França, mergulhei no Maëlstrom depois de escalar as montanhas escabrosas com Edgar Allan Poe e vi o gato preto que estava a brincar com o corvo. Enfrentei gigantes com Homero. Percorri mundos inimagináveis com Gulliver durante suas viagens; contemplei o retrato de Dorian Grey na presença de Oscar Wilde, enfrentei o cardeal Richelieu juntamente com os três mosqueteiros. Eu vivi inúmeras vidas que não só a minha, e amadureci rapidamente sem nem ao menos um único fio de cabelo meu ficar branco.

Agrada-me o desafio intelectual, e esse é um dos mais ricos. Enquanto muitos tentam obter fama, poder e riqueza. Prefiro me deleitar na imensa vastidão desse mundo fantástico. Impressiona-me a capacidade não verbal de expressão e o poder de persuasão de pessoas únicas. Fico admirado com os poetas, contistas, romancistas, ensaístas e agora cronistas que ousam mostrar aos deuses outras formas de criação. As grandes obras literárias serão sempre inesgotáveis fontes de conhecimento, de prazer e vida. Trarão sempre mais sentido as coisas já existentes e continuarão a criar outras novas.