SOBRE O BLOGUEIRO

Sou um Beatlemaniaco. Tudo começa assim... Fiquei reprovado duas vezes no Mobral, mas nunca desisti. Hoje, sou doutor em Parapsicologia formado na mesma turma do Padre Quevedo; sou antropólogo e sociólogo formado, com honra, em cursos por correspondência pelo Instituto Universal Brasileiro. Em minha vasta carreira acadêmica também frequentei até o nono ano de Medicina Cibernética, Letras Explosivas, Química da Pesada, Direito Irregularmente torto e assisti a quase todas as aulas do Telecurso 2000 repetidas vezes até desistir de vez. Minha maior descoberta foi uma fábrica secreta de cogumelos venenosos comestíveis no meio da Amazônia Boreal. Já tive duas bandas de Rock que nunca tocaram uma música se quer. Comi duas vezes, quando criança, caspas gigantes da China pensando que era merda amarela. Depois de tudo isso, tornei-me blogueiro. Se eu posso, você pode também. Sou um homem de muita opinião e isso desagrada muita gente. Os temas postados aqui objetivam enfurecer um bom número de cidadãos.

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terça-feira, 3 de julho de 2012

Confira os bastidores das principais disputadas da história da ciência.

Fofocas, tramoias e... progresso. Os bastidores surpreendentes de algumas das disputas mais importantes da história da ciência e da tecnologia desde o século 17, de Isaac Newton a Bill Gates







Insultos, trapaças, intrigas e muita, muita confusão. Embora pouca gente desconfie, a trama secreta que se passa dentro dos laboratórios é capaz de botar no chinelo um enredo de novela mexicana. Em meio a tubos de ensaio e lousas abarrotadas de equações, pode haver um(a) verdadeiro(a) chiliquento(a) de jaleco. "O cientista é um brigão inveterado, um indivíduo que se abala por um nada", afirma o historiador Michael White em Rivalidades Produtivas.

Vista de perto, a ciência pode ser quase tão competitiva, cheia de rixas e picuinhas quanto um concurso de beleza. "As pessoas geralmente imaginam que os cientistas têm um grau de santidade quase inalcançável", já disse o físico vencedor do Prêmio Nobel Leon Lederman. "A coisa não funciona bem assim. A competição existe em todos os níveis: o internacional, o nacional, o institucional e, finalmente, com o cara do outro lado da sala."




Duvida? Então examine os episódios em que a ciência foi usada como arma de guerra e instrumento de propaganda. Na corrida para desenvolver a bomba atômica, na Segunda Guerra, os Estados Unidos gastaram 22 bilhões de dólares e empregaram quase 130 mil cientistas no projeto Manhattan. Mas o chefe do projeto, Robert Oppenheimer (dir.), foi falsamente denunciado como espião comunista pelo ex-companheiro Edward Teller (esq.), e só continuou no mundo científico graças à intervenção de Albert Einstein (centro). No calor da Guerra Fria entre EUA e União Soviética, o biólogo predileto de Josef Stalin abdicou da lógica para espinafrar a ciência do Ocidente. "Tudo isso de DNA, DNA...", disse Trofim Lysenko. "Todo mundo fala, mas ninguém nunca viu!"

Disputas como essas e as das próximas páginas não raro são o motor do progresso e da tecnologia. E o conflito é parte constante do diálogo entre pesquisadores. "Na ciência, você não precisa ser gentil. Precisa apenas estar certo", afirmou o ex-primeiro-ministro inglês Winston Churchill. Os cientistas podem se tornar tão passionais "quanto um fanático político ou poeta", diz White. Quando isso acontece, é melhor correr do laboratório.


Gênio de mau gênio


Um soco no estômago. Foi o que despertou a obsessão por conhecimento do garoto inglês que viria a se tornar um dos maiores gênios científicos da história. O rapaz de 13 anos prometeu ao valentão que o agrediu: "Não descansarei até ser o melhor aluno da escola". Após tirar sangue do nariz do colega, ainda quis humilhá-lo naquilo em que sabia ser superior: o intelecto. Em um ano, Isaac Newton (dir.) cumpriu a promessa. Em dez, revolucionaria a ciência. Só que a fama não sossegou seu espírito de rivalidade. Mesmo quando aparentava ser modesto, como na frase "Se enxerguei mais longe, é por estar de pé sobre os ombros de gigantes", destilava ironia. Seu alvo de escárnio era o cientista Robert Hooke, um anão.


O descobridor da gravidade usava seu poder para esmagar inimigos. O principal, o alemão Gottfried Leibniz, elaborou um método alternativo para o cálculo, uma das mais relevantes invenções do rival. "Eles publicaram suas obras sobre cálculo na década de 1670. Mas Newton concluiu: ‘Ah, sou o primeiro mesmo! Pensei antes’", diz o físico e historiador Steven Goldman, da Lehig University (EUA). A ferramenta, essencial na engenharia, permite calcular volumes com exatidão e, por exemplo, projetar estruturas 3D a partir de formas planas. Newton ficou tão transtornado que instaurou um tribunal na Royal Society de Londres e realizou um julgamento fajuto para definir o alemão como plagiador. Não contente, passou o resto da vida manchando a reputação do colega. E sabe qual a notação de cálculo que os engenheiros usam hoje? A de Leibniz.


Macaco é a sua avó!


"É por parte de avô ou avó que você descende do macaco?", disse o bispo Samuel Wilberforce (centro) após um inflamado discurso contra a teoria da evolução no museu da Universidade de Oxford, onde mais de mil pessoas assistiam ao debate. Mas quem respondeu à pergunta naquele 30 de junho de 1860 não foi o pai da teoria. "Eu gostaria tanto de estar morto quanto de responder ao bispo numa assembleia", afirmou o reservado Charles Darwin (dir.), que nunca falou publicamente sobre sua descoberta. Mas até um gentleman como ele, que concedeu a coautoria de sua tese a Alfred Wallace ao saber que o colega havia pensado numa versão alternativa da teoria, tinha seus desafetos. Darwin não engolia o naturalista e professor do Real Colégio de Cirurgiões Richard Owen (esq.) . Também pudera: Wilberforce era só um títere nas mãos de Owen, rival persistente que usou sua influência para impedir que Darwin recebesse o título de "sir". A defesa do evolucionismo no debate de Oxford coube ao chamado "buldogue de Darwin", tão fiel que era ao amigo. "O que eu preferiria como avô? Um homem altamente dotado pela natureza, mas que utiliza suas faculdades com o mero propósito de introduzir o ridículo numa discussão científica, ou um miserável macaco? Sem hesitar, escolho o macaco", disse Thomas Huxley ao bispo.


O tom duro de discussões como essa teve efeito positivo ao despertar o interesse público sobre a ciência. A teoria da evolução, apesar de sofrer preconceito por contrariar preceitos religiosos, é um exemplo típico de como a disputa pode favorecer o conhecimento. Huxley usava a polêmica para difundir a tese em conferências para trabalhadores. "Eles me seguem maravilhosamente. Na próxima sexta-feira todos estarão convencidos de que são macacos", escreveu. O bispo conhecido como "Sam Ensaboado" atacou Darwin até o fim da vida. Só que acabou caindo do cavalo - literalmente. Enquanto exibia suas habilidades para o presidente da Câmara dos Lordes, levou um tombo, rachou o crânio numa pedra e morreu. Huxley não perdoou. "Por uma única vez, a realidade e seu cérebro entraram em contato. E o resultado foi fatal", afirmou em carta a John Tyndall, em 1873.


Perdendo a cabeça


Casa de Antoine Lavoisier (dir.), Paris, 1775. O cientista inglês Joseph Priestley conta, empolgado, as descobertas que havia feito sobre o "ar deflogistado". Do outro lado da mesa de jantar, o homem que concebeu a química como hoje a entendemos presta muita atenção no francês sofrível do convidado. Ele sabia o valor dos dados experimentais escondidos sob os conceitos estranhos de Priestley. Na manhã seguinte, Lavoisier vai direto para seu sofisticado laboratório na mansão cedida pelo rei Luís XVI.


Ele repetiu os processos descritos pelo inglês e chegou ao mesmo resultado: obteve um gás capaz de alimentar a chama de velas e manter roedores vivos. Aposentou o conceito de flogisto (uma espécie de fluido existente em todos os objetos que seria responsável pelo fogo) defendido por Priestley e chamou sua descoberta de... oxigênio. E, assim, incendiou os ânimos britânicos. "Lavoisier nunca descobriu o oxigênio até que Priestley o descobrisse para ele!", afirmou lorde Brougham, entre outros críticos. "O filósofo da ciência Thomas Kuhn dizia que, na verdade, Lavoisier não ‘descobriu’ o oxigênio, pois faltou um aspecto importante do achado científico no experimento: a revelação de que o oxigênio estava oculto no mundo, à espera de ser encontrado", diz Steven Goldman. Nem os lunáticos botavam fé nas ideias de Priestley. "Antes de meus últimos experimentos, o flogisto quase foi posto de lado pela Lunar Society", escreveu ele mesmo referindo-se ao clube de intelectuais que deu origem ao adjetivo. Embora não desse crédito aos colegas, foram as ideias de Lavoisier que entraram para os anais da ciência. Mas ele teve destino de nobre: morreu decapitado na Revolução Francesa.

Ringue eletrizante


"Tesla, você não entende nosso humor americano", disse Thomas Edison (esq.) a seu empregado, em tom de deboche. Ele havia acabado de descumprir a promessa que fizera um ano antes, em 1884: pagar 50 mil dólares para o engenheiro croata Nikola Tesla resolver o problema da sincronização em motores. Tesla não só cumpriu sua parte do acordo como já havia engordado a coleção de patentes de Edison com outros 24 projetos. O inventor americano orgulhava-se de alcançar glória e fortuna com o trabalho alheio. "Todo mundo rouba no comércio e na indústria. Eu mesmo já roubei muita coisa. Mas eu sei como roubar", afirmou certa vez, segundo o biógrafo Matthew Josephson. Assim é fácil entender como o cientista soma 1093 patentes de invenções nos Estados Unidos e mais 1239 em 34 países - para dar uma ideia, a empresa recordista nos EUA (a IBM) somava 4186 patentes no início do ano passado.


O calote foi a gota d’água para Tesla, que pediu demissão para trabalhar numa ideia capaz de detonar o monopólio de Edison: a corrente alternada. Mas então se viu forçado a virar pedreiro para sobreviver. Depois de um ano em canteiros de obras, teve a sorte de contar seus planos de iluminar o mundo a um capataz bem relacionado, que lhe apresentou ao executivo A.K. Brown. Soava o gongo para a disputa conhecida como "batalha das correntes".

De um lado do ringue, Thomas "maníaco contínuo" Edison: lutador agressivo, peso pesado, cabelos despenteados, roupas amassadas e manchadas de comida, arrogante, sem paciência para tolos, prático e anti-intelectual. "Se eu frequentasse escola, você acha que chegaria a algum lugar?", dizia. Do outro, Nikola "gênio alternativo" Tesla: lutador tático, peso pena, cabelo partido ao meio, tímido, poliglota e amante dos livros. "Quem usa teoria e cálculo economiza 90% de trabalho." Nessa luta, Edison jogou baixo para emplacar a corrente contínua: eletrocutou publicamente vacas, cachorros e cabras, manipulou a imprensa e estimulou o uso da cadeira elétrica. De nada adiantou. Tesla foi "empresariado" pelo magnata George Westinghouse e nocauteou Edison. Só que se deu mal ao pendurar as luvas: foi roubado pelo empresário. Morreu aos 87 anos em um quarto de hotel, ignorado no meio científico e na miséria.


Dona do DNA


"Nem batom ela usa. E se veste com a imaginação de uma nerdzinha adolescente", disse o geneticista James Watson sobre a colega Rosalind Franklin. Ele é daqueles que não perdem a piada: "Dizem que seria terrível se usássemos a genética para deixar as mulheres bonitas. Eu acho que seria bom". O inglês desvendou a molécula de DNA em parceria com Francis Crick. Mas sempre tratou com desdém a cientista que encontrou a peça-chave para decifrar o código da vida. Escreveu que Rosalind era irracional, dissimulada e "nada sexy". Não é de estranhar que ela tivesse um pé atrás com a dupla. Naquela época, mulheres eram desvalorizadas na ciência; faziam trabalho de computador - "computadoras" era até o termo usado para designar a função de certas astrônomas. Rosalind e suas colegas almoçavam longe dos homens no King’s College de Londres, em uma salinha apertada. E eram pressionadas constantemente para fornecer dados a outros pesquisadores.


O momento "eureca" dos pais do DNA só veio em janeiro de 1953, quando o parceiro de Rosalind, Maurice Wilkins, cometeu uma indiscrição: mostrou a Watson imagens de moléculas obtidas por ela. "Não meti a mão na gaveta e roubei. Elas foram mostradas a mim", disse ele, que reconheceu a importância do evento para a descoberta que lhe rendeu o Nobel de 1962. "Mas a verdade é que teríamos conseguido no outono. Havia dados suficientes." Há dúvidas de que a ideia da dupla hélice tivesse decolado sem as imagens. "Se você fosse um apostador na década de 50, suas fichas iriam para Linus Pauling", diz Bill Bryson, autor de Breve História de Quase Tudo. Pauling iria para a Inglaterra e estaria com Wilkins, mas teve o passaporte retido nos EUA em função do macartismo. Rosalind morreu de câncer aos 37 anos. Maurice Wilkins também recebeu o Nobel.


Quem quer dinheiro?


Washington, 1995. Um homem se descabela com as oscilações da bolsa de valores: está mais pobre. Mas já em 1999 ele ganharia 6 milhões de dólares por hora. Quem conhece o tino comercial de Bill Gates (esq.), dono da Microsoft, não se admira com seu gigantesco patrimônio. "Quando faz negócios com ele, você se sente estuprado", disse Philippe Kahn, fundador da Fullpower Technologies. Gates conseguiu comprar o sistema operacional Q-DOS por 25 mil dólares, tirar o Q do nome e vendê-lo como DOS à IBM por 200 mil. Sua genialidade ao fechar contratos - como garantir que todo computador da marca teria de vir de fábrica com o sistema Windows - rendeu muito dinheiro e ele se tornou um dos homens mais odiados da informática.


"O mais desprezível é a mentira de Bill, esse negócio de inovação. Isso me dá vontade de vomitar", disse Larry Ellison. Mas o ex-hippie de São Francisco também "vampirizou" a IBM para erguer a Oracle, empresa que o transformou na pessoa mais rica do planeta em 2000. Segundo Michael White, "hoje, e talvez por algum tempo", parte da competição científica migrou "da política para o comércio" e o melhor exemplo é a disputa entre Ellison e Gates. O dono da Oracle destila veneno: "Bill é o cara mais obsessivo, bitolado e ambicioso que já conheci". A resposta de Gates? O topo da lista Forbes de bilionários em 2009, com 40 bilhões de dólares. E Ellison? Quarto lugar: 22,5 bilhões.



Saiba mais

Site: http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/historia/confira-bastidores-principais-disputadas-historia-ciencia-689452.shtml

LIVROS
 

Rivalidades Produtivas - Disputas e Brigas que Impulsionaram a Ciência, Michael White, Record, 2003


Um ranking detalhado dos maiores conflitos que já explodiram nos laboratórios científicos.


Breve História de Quase Tudo, Bill Bryson, Companhia das Letras, 2005
"Quase tudo" de cientistas e bastidores da ciência. E escrito em tom de conversa inteligente.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O uso de Blogs para divulgação de resultados de pesquisas.



Ontem eu estava assistindo a uma entrevista do programa da Maria Gabriela – de frente com Gabi. Nele, Boni, grande nome da televisão desse país e entrevistado do dia, disse que a TV brasileira precisava mudar, pois o público já havia mudado. Que tipo de mudança seria essa? As pessoas ficam mais tempo em frente ao computador do que em frente à televisão. Nessa postagem é a vez da Ciência mudar a forma de divulgação dos resultados acadêmicos.  Cientificamente comprovado, os blogs são aliados daqueles que desejam alcançar um público sedento por mais informações. Alguns já perceberam isso e já estão colocando em prática suas ideias nos blogs.


Não faltam exemplos de como o uso de blogs para a divulgação de resultados de pesquisas traz mais transparência e dinamismo para a prática da ciência. Novos argumentos em favor dos blogs de ciência vêm do estudo feito por uma dupla de economistas americanos que resolveram atacar essa questão com métodos estatísticos. Eles concluíram que posts sobre estudos de sua área aumentam o número de acessos dos artigos abordados, fortalecem a reputação dos autores e parecem influenciar a atitude dos leitores.

Medir o impacto dos blogs de economia foi o objetivo de David McKenzie e Berk Özler, do Banco Mundial. Os resultados foram apresentados numa série de três posts publicados em novembro num blog da London School of Economics. No primeiro post da série, a dupla investigou como a publicação de um post sobre um determinado artigo influenciava o seu alcance, medido pelas estatísticas de acesso ao resumo e de downloads do trabalho no Research Papers in Economics, o RePEc, um banco de dados sobre artigos acadêmicos de economia. Foram monitorados 94 artigos e seis blogs.


Os resultados apontam uma relação inequívoca entre a apresentação de um estudo em blogs e seu número de acessos. Artigos que foram objeto de um post no blog Economix, do New York Times, por exemplo, tiveram um aumento de 135 visualizações de seu resumo em um mês. Para posts veiculados no Marginal Revolution, o aumento foi de 300 visualizações. O maior impacto foi associado ao blog Freakonomics: o aumento no acesso de estudos divulgados ali foi de 450 visualizações num único mês.


Um relato independente publicado este mês reforça essas conclusões. Num post publicado em seu blog, a pesquisadora de ciência da informação Melissa Terras relatou o impacto da divulgação em blogs e no Twitter de um artigo acadêmico escrito por ela. Ela contou que, antes da divulgação do trabalho nas redes sociais, ele havia sido baixado apenas duas vezes. Depois de cair na rede, ele foi baixado mais de 500 vezes numa única semana – o suficiente para colocá-lo entre os itens mais lidos do banco de artigos de sua universidade.

O gráfico mostra como a divulgação de um estudo no blog Freakonomics afetou o número de acessos ao seu resumo.



Num segundo momento, McKenzie e Özler investigaram se a divulgação de pesquisas em blogs aumentava a reputação de seus autores. Para tanto, eles trabalharam com a lista dos economistas mais admirados pelos seus pares americanos segundo um levantamento de 2011 e com a lista dos 500 economistas mais lidos e citados de acordo com as estatísticas da RePEc. Eles constataram que os autores que blogavam com regularidade tinham mais probabilidade de aparecer entre os mais admirados aos olhos de seus pares.


“Essa evidência é consistente com a visão de que a publicação em blogs ajuda a construir o prestígio e reconhecimento na profissão”, afirmaram os autores ao interpretar os resultados, antes de lembrar que o levantamento feito por eles apontou apenas uma correlação, e não uma associação causal.


Num terceiro post, por fim, a dupla tentou entender em que medida os posts sobre pesquisas acadêmicas em economia são capazes de influenciar a atitude dos leitores. Eles buscaram abordar essa questão com um levantamento que fizeram junto a economistas da academia e do mercado e com um experimento que realizaram com posts do blog do Banco Mundial no qual escrevem regularmente. Os resultados, dizem eles, sugerem que os blogs têm, sim, o poder de influenciar os leitores.


É preciso cautela ao extrapolar os resultados do estudo de McKenzie e Özler para os posts de outras disciplinas e mesmo para outras comunidades que não a dos economistas americanos. De todo modo, o estudo traz lastro quantitativo para a percepção de que o compartilhamento das pesquisas nos blogs e redes sociais aumenta a sua visibilidade. Como a própria revista Nature já reconheceu num editorial de 2009, passou da hora de os cientistas mergulharem de cabeça na blogosfera.




Visitem também o blog: PORTAL DA LÍNGUA INGLESA 

Foto: Simon Cockell (CC 2.0 BY)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

TIJOLADAS DO MOSQUITO, A MORTE E A DIFÍCIL MISSÃO DE MANTER UM BLOG POLÍTICO.



Esse é o tipo de postagem que nenhum blogueiro gostaria de postar, mas não podemos nos calar diante de tantas situações como essa. Onde está a democracia e o direito de dizer o que se pensa? Discordar ou concordar com algo é DIREITO de todo e qualquer cidadão. ATENÇÃO blogueiros, peço que divulguem e circulem essas notícias.  




Esse texto foi retirado do blog VISÃO PANORÂMICA. 




Esta semana fomos assaltados com a notícia do falecimento do blogueiro Amilton Alexandre – editor do Blog Tijoladas do Mosquito. Pouco depois de encerrar as atividades do blog (dia 09/12); Alexandre foi encontrado enforcado em sua casa na terça-feira (dia 13/12).

O sepultamento foi ontem (14/12) à tarde e a suspeita da polícia é de suicídio. No entanto, dadas as ameaças de morte quase constantes, as pressões que vinha sofrendo em sua vida pessoal e profissional e a declarações de amigos de longa data, que refutam veementemente a tese de suicídio, a polícia diz que investigará a hipótese de assassinato.

Infelizmente, a sagacidade, a acidez (às vezes excessiva) e a ferocidade com a qual o Mosquito (como era carinhosamente chamado por leitores e amigos) caracterizava seus textos fez muitos inimigos até entre a alta cúpula da polícia local. O que, para os mais chegados e para os leitores do blog, simplesmente não confere a desejada isenção a polícia local na realização das investigações.

Figura odiada por políticos e figurões da banda podre do serviço público de Santa Catarina, o Mosquito finalmente havia capitulado diante da avalanche de ações judiciais que o levaram a problemas financeiros. (Exatamente o mesmo problema que ocasionou o fechamento do Nova Corja). As investigações sobre a morte do Mosquito podem chegar exatamente ao mesmo ponto em que chegou o inquérito, aqui no Rio de Janeiro, do episódio do atentado ao blogueiro Ricardo Gama: lugar algum.

Vários meses após o ocorrido a polícia nada tem a apresentar e o atentado já caiu no esquecimento geral. Já com o falecimento do “Mosquito” a velocidade com a qual a polícia local abraçou a tese de suicídio (mesmo antes dos laudos periciais definitivos) já pode indicar que os poderosos relegarão as investigações a um segundo plano (ou mesmo a plano nenhum). Bastando-lhes o “suicídio” da mesma forma que bastou o “atentado” para a polícia carioca que coincidentemente tinha sua cúpula duramente atingida pelas denúncias do Ricardo Gama.

Assim, em um país onde manter um blog político pode significar risco de vida ou de ruína financeira, graças a litigância de má fé apoiada pelo próprio Judiciário, as autoridades se lixam para qualquer um que não seja político, membro do Judiciário ou repórter da Globo. As dificuldades de editar um blog político preocupado em manter a luz acesa sobre os desmandos e falcatruas das administrações públicas vão muito além da indiferença bovina da maioria dos cidadãos.

O mínimo que se poderia querer, em um país minimamente preocupado com a segurança de seus cidadãos, era o acompanhamento do Ministério Público Federal ou de alguma autoridade policial (também federal) em todos os crimes envolvendo denunciantes de personagens públicos. Isso garantiria a lisura mínima nas investigações ou, pelo menos, dificultaria o exercício nefasto de interesses perniciosos.

Mas, no país com 74% da população adulta composta por analfabetos funcionais – como reconhece o próprio governo – com uma classe política quase totalmente tomada pela corrupção; uma polícia que não gosta de investigar (a não ser que seja pressionada) e uma imprensa que se preocupa muito mais com a manutenção de um diploma e em fazer reserva de mercado do que com a verdade dos fatos e a liberdade de informação, não era de se estranhar que alguém como o Mosquito fosse “suicidado” ou que o final do inquérito do atentado ao Ricardo Gama chegue à conclusão de que tudo não passou de uma farsa.

Falta aos jornalistas encarar a figura do blogueiro como um aliado e inibidor do freio editorial das grandes corporações e as autoridades vontade e compreensão de que o assassinato político não pode ser tolerado em nenhuma esfera.

Meus sinceros sentimentos a família do Mosquito e aos leitores do Tijoladas. Perde a blogosfera brasileira, perde a luta pela ética na política e perde a nação brasileira em seu combate constante por um país melhor e mais justo para todos.
Um abraço Mosquito.


Vejam o vídeo do Blogueiro, praticamente, alertando as perseguições que vem recebendo. 



"Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade." – George Orwell

Link do blog do Mosquito (link)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Entrevista com Carlos Carbonel, um morador de rua que fala vários idiomas.





Que estilo de vida você gostaria de levar: uma vida curta e cheia de aventuras, ou uma vida longa e entediada? Vocês podem ter opiniões diferentes, mas eu estou certo de que você pararia por alguns minutos para me dá uma resposta.

Nesses vídeos, vocês poderão ver uma ótima entrevista com Carlos Carbonel, um morador de rua que largou a família e tudo o que tinha, em 1976, para fugir da Ditadura Militar, fala várias línguas e viajou por vários países. Vejam a visão desse homem que decidiu mudar de vida para se afastar do sistema.

Essa entrevista está muito boa. Esses vídeos podem servir de grandes companheiros durante alguns minutos. 





Parte 1 de 3








Parte 2 de 3




Parte 3 de 3



Todo homem decente se envergonha do governo sob o qual vive.
H.L. Mencken



Duvido muito que, depois desses vídeos, vocês não tenham sentindo uma sensação de necessidade de reflexão de suas próprias vidas. 

Na sua concepção, esse homem é um vencedor ou um perdedor? 




domingo, 21 de agosto de 2011

Digulgação do blog: PORTAL DA LÍNGUA INGLESA.



Estou divulgando meu blog para todos aqueles que desejam estudar e aprender inglês pela internet, no conforto da própria casa. É rápido, simples e você pode estudar na hora que quiser e quantas vezes desejar.
Não estou pedindo nada em troca, apenas a divulgação do mesmo. 
www.portaldalinguainglesa.blogspot.com

sábado, 31 de janeiro de 2009

A saudade é uma estrada longa



A saudade é uma estrada longa



Em um caminho de espinhos e sofrido
Em um lago reluzente e encantado
Pela estrada da solidão e gemido
Na triste figura caminha desolado.


Cercado de uma selva de concreto
Estava ela, linda e sozinha a chamar
Com sua beleza e seu perfume de perto
Cercado de medo e frio continua o ar.


O tempo sem ela tortura quando passa
Nua está sua lembrança em minha mente
Pareço um caçador sem sua caça
A procura de uma culpa pra pessoa inocente.



por Bruno Coriolano

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

POR QUEM OS SINOS DOBRAM


Por Bruno Coriolano

“Nenhum homem é uma ilha, sozinho em si mesmo; cada homem é parte do continente, parte do todo; se um seixo for levado pelo mar, a Europa fica menor, como se fosse um promontório, assim como se fosse uma parte de seus amigos ou mesmo sua; a morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, nunca procure saber por quem os sinos dobram, eles dobram por ti”.


É chegada a hora de votar e escolher os próximos governantes municipais. Mas será que todos sabem qual é a importância do ato de votar? Será algum um dia o cidadão acordará e terá consciente da sua importância na sociedade? Quando iremos despertar para os falsos apertos de mão e frases ideológicas repetidas?

Enquanto muitos estão lá fora com seus novos jogos de cartas marcadas, outros estão imersos em um sono profundo, sem conseguir entender o mundo a sua volta. Impotente às causas coletivas só me resta escrever, e escrevo por amor a arte, sem fins lucrativos, apenas um hobby.

Lembro me agora de uma citação poética que me encanta não só pela riqueza literária, mas pelo seu sentido profundo. É atribuída ao poeta inglês John Donne, e é retomada pelo escritor americano Ernest Hemingway em seu romance “Por quem os sinos dobram”, titulo escolhido por mim para esse texto. Mas Por quem os sinos dobram? Eles dobram por nós. O sentido sugerido é que nenhum homem poderia existir sozinho. Ele afirma que estamos todos interligados, e a perda de um ser humano simboliza a nossa perda também.

Por quem chora aquele sino? Aquele sino chora por todos nós.

Portanto, a idéia no caso se remete a uma escolha em nome coletivo. Votar consciente é pensar no outro. Ser responsável pela escolha dos líderes é um ato de extrema consciência e responsabilidade de cada um de nós. Não quero ser responsável por deixar retalhos na história do meu país e ser dominado por um sentimento de atraso, por não saber ler o mundo a minha volta. Não quero morrer sem contribuir para o avanço da minha civilização na evolução humana. Lembrem se que cada homem que desaparece leva consigo um pouco da história da humanidade. E é quando os sinos tocam por cada um de nós.

sábado, 24 de maio de 2008

TV Brasileira: uma realidade inaceitável.






“a televisão me deixou burro, muito burro demais.
E agora todas as coisas que eu penso me parecem iguais”.



A história da televisão brasileira começa na década 1950. Daquele tempo para cá muita coisa já mudou. Pouquíssimos podiam ter o aparelho em casa, mas hoje são várias opções de modelos, cores, tamanhos e marcas. Tornou-se quase que obrigatório ter uma TV na sala de casa, e em muitos casos, no quarto, na sala, cozinha. De lá até o presente momento muita coisa mudou na qualidade dos aparelhos televisivos. Passaram de verdadeiras caixas de madeira à TVs de plasma, e agora no Brasil chega a TV digital. Mas uma pergunta não poderia ficar sem resposta: como anda a qualidade dos nossos programas de TV?



Feliz era a época da televisão Brasileira em que tínhamos programas como "Os Trapalhões" para fazerem todos rirem um pouco. Infelizmente hoje a TV Brasileira só sabe falar de reality shows (BBB, simple life, o aprendiz e outros), fofocas, chacinas e uma comédia fraquíssima, que não chega nem aos pés dos programas como de antigamente como: Os Trapalhões e a Escolhinha do Professor Raimundo, Chaves e Chapolin.


Você pode nem ter notado, mas as mudanças na nossa programação foram muitas nestes últimos meses. Estamos cada vez mais imitando a programação americana, mas infelizmente estamos imitando a parte ruim da American television.


Você sabe como ganhar um milhão de reais sem sair de casa? A resposta para tal pergunta já é bem fácil de responder. Inscreva-se em um reality show (aquele tipo de programa que você não precisa saber nada e depois sai de lá famoso e recebe várias propostas e emprego, tudo que você tem que fazer é não sair da casa.). Aliás, a televisão do nosso país não mostra outra coisa. Muitos com a única intenção de mostrar a vida das pessoas e fofocas. Mas espere um pouco. O que o brasileiro quer ver na TV? O que me parece ser uma ótima resposta seria: fofocas. A grande surpresa desse tipo de programação fica com “Simple Life”, com Ticiane Pinheiro (profissão: mulher de Roberto Justus) e Karina Bacchi (profissão: não sei). Era um programa que tinha tudo para não agradar o telespectador, para sair do ar tão rápido quanto fosse possível, mas surpreendeu e vem emplacando índices suficientes para colocar a Record na briga pela liderança no horário e para praticamente garantir uma segunda temporada do reality show.


Outro destaque fica para a produção global “Toma lá, Dá cá”, que fez “A Diarista”, o programa sem graça de Cláudia Rodrigues ser esquecido em pouco tempo. A idéia do “sitcom” é longe de ser original, já que segue exatamente o mesmo molde dos seriados norte-americanos (risadas ao fundo, piadas simples e rápidas). Porém, este tipo de formato é pouco explorado na nossa televisão. Ao invés de programas humorísticos, SBT e a rede Record apostam em humoristas como, por exemplo, Tom Cavalcante ou Carlos Alberto de Nóbrega (humorista?), que acabam “segurando” o programa muito mais por seus talentos individuais do que por boas histórias.


Agora vamos aos destaques negativos. A pífia apresentação de Íris Stefanelli (ex-bbb não sei qual edição) no TV Fama não deve ser motivo de surpresas. Ficou mais do que provado que para se apresentar em um programa não basta carisma. É necessária no mínimo a noção de câmera e entonação de voz, coisa que a moça parece ainda não ter. Infelizmente, O “ERRO” não é dela, mas sim da Rede TV que não soube entender que Íris despreparada no ar não trará nenhum beneficio a ela, nem a emissora.


Tem também o programa do Leão Lobo, bem esse aí eu não vou nem comentar. Não sei que tipo de audiência uma emissora quer alcançar com tal programação. Alguém percebeu em exato tempo também, que o programa do Clodoviu era um lixo e o tirou da telinha.


De novela eu não falo. Não tenho domínio no assunto, mas sei que o SBT tem uma curiosa tendência de imitar e importar novelas mexicanas. O roteiro é sempre o mesmo: alguém começa pobre e muito triste e acaba rico (a) e feliz. Na Record tem a Caminhos do Coração que parece querer imitar os X-men, com mutantes bizarros.


O mundo da televisão é incompreensível. Existem vários programas esportivos que vão ao ar no domingo após cada rodada do dia citado. Neles os participantes discutem lances como erros do arbitro ou dos jogadores. Ora, o que isso traz de benéfico para o povo? Resultado: a Record tirou do ar o programa de Milton Neves (terceiro tempo).


Meu Deus, eu disse, meu Deus. Tem agora um programa chamado balanço geral com Geraldo Luis. De que se trata o programa? É um telejornal com matérias comunitárias pouco interessantes à comunidade, que prezam basicamente por explorar o sensacionalismo e que sempre acaba antes de um: “boa tarde Brasil”, mas o povo brasileiro (inexplicavelmente) adora este tipo de jornalismo.


E no jornalismo? Bem, o SBT (a sigla não quer dizer Sitio Bico Torto) investiu bastante nesta área nos últimos anos, mas ainda precisa melhorar muito. A credibilidade e o talento de Hermano Henning, Carlos Nascimento e Ana Paula Padrão são importantes, mas a estrutura disponível no canal ainda é precária para o jornalismo.


A Rede TV enfrenta problema semelhante ao da emissora de Silvio Santos. O espaço na grade para programas jornalísticos é bom, conta com bons apresentadores, mas peca pela falta de estrutura. O grande diferencial é que a Rede TV busca investir em programas menos quadrados, como o ótimo, ágil, inteligente e moderno “Leitura Dinâmica”, exibido nos finais de noite (esse é muito bom).


No Globo e na Record os formatos se confundem. Apesar de terem os dois jornais de maior audiência no horário nobre (“Jornal Nacional” e “Jornal da Record”), a sensação que fica é de algo ultrapassado, velho, uma mesmice.


O mundo da televisão, além de incompreensível, é repetitivo. Ao analisar a programação de final de ano das principais emissoras do Brasil, nenhuma surpresa: super shows, especiais (chatos) de Roberto Carlos e afins, filmes impactantes que todo mundo já viu no cinema ou alugou em DVD. Resumindo: tédio e falta de criatividade. A grande expectativa fica para os seriados que a Globo coloca como especiais, para ver se agradam ao público.


Resta saber se na nossa programação do futuro teremos bons programas para diversos gostos. Pois, é preciso que para uma TV digital de alta qualidade e definição, tenhamos pelo menos boas opções. Ligar a televisão aos domingos para assistir ao Domingão do Faustão ou ao Gugu (domingo legal) é um ótimo convite para ler um livro.


Lembre-se telespectador, mesmo com todos os defeitos da nossa programação você é ainda quem tem o poder, não se esqueça que você é quem tem o controle remoto em suas mãos e lembre-se também que pelo menos o programa do João Kleber acabou, ou melhor, acabou aqui no Brasil, pois ele continua em Portugal (Piada de português?). Antes que eu esqueça. Também não gosto do pânico na TV!


Bruno Coriolano de Almeida Costa
May, 5th, 2008.
Apodi – RN, Brazil.