SOBRE O BLOGUEIRO

Sou um Beatlemaniaco. Tudo começa assim... Fiquei reprovado duas vezes no Mobral, mas nunca desisti. Hoje, sou doutor em Parapsicologia formado na mesma turma do Padre Quevedo; sou antropólogo e sociólogo formado, com honra, em cursos por correspondência pelo Instituto Universal Brasileiro. Em minha vasta carreira acadêmica também frequentei até o nono ano de Medicina Cibernética, Letras Explosivas, Química da Pesada, Direito Irregularmente torto e assisti a quase todas as aulas do Telecurso 2000 repetidas vezes até desistir de vez. Minha maior descoberta foi uma fábrica secreta de cogumelos venenosos comestíveis no meio da Amazônia Boreal. Já tive duas bandas de Rock que nunca tocaram uma música se quer. Comi duas vezes, quando criança, caspas gigantes da China pensando que era merda amarela. Depois de tudo isso, tornei-me blogueiro. Se eu posso, você pode também. Sou um homem de muita opinião e isso desagrada muita gente. Os temas postados aqui objetivam enfurecer um bom número de cidadãos.

- [Portal da Língua Inglesa] -

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sábado, 31 de janeiro de 2009

A saudade é uma estrada longa



A saudade é uma estrada longa



Em um caminho de espinhos e sofrido
Em um lago reluzente e encantado
Pela estrada da solidão e gemido
Na triste figura caminha desolado.


Cercado de uma selva de concreto
Estava ela, linda e sozinha a chamar
Com sua beleza e seu perfume de perto
Cercado de medo e frio continua o ar.


O tempo sem ela tortura quando passa
Nua está sua lembrança em minha mente
Pareço um caçador sem sua caça
A procura de uma culpa pra pessoa inocente.



por Bruno Coriolano

domingo, 16 de novembro de 2008

Você é Hands On ? (Max Gehringer)




Vi um anúncio de emprego. A vaga era de Gestor de Atendimento Interno, nome que agora se dá à Seção de Serviços Gerais. E a empresa exigia que os interessados possuíssem - sem contar a formação superior - liderança, criatividade, energia, ambição, conhecimentos de informática, fluência em inglês e não bastasse tudo isso, ainda fossem HANDS ON.

Para o felizardo que conseguisse convencer o entrevistador de que possuía essa variada gama de habilidades, o salário era de 800 reais. Ou seja, nenhuma fábula... Não que esse fosse algum exemplo fora da realidade. Ao contrário, é quase o paradigma dos enúncios de emprego. A abundância de candidatos permite que as empresas levantem cada vez mais a altura da barra que o postulante terá de saltar para ser admitido.

E muitos, de fato, saltam. E se empolgam. E aí vêm as agruras da super-qualificação, que é uma espécie do lado avesso do efeito pitico...

Vamos supor que, após uma duríssima competição com outros candidatos tão bem preparados quanto ela, a Fabiana conseguisse ser admitida como gestora de atendimento interno.. E um de seus primeiros clientes fosse o seu Borges, Gerente da Contabilidade.

Seu Borges: -- Fabiana, eu quero três cópias deste relatório.
Fabiana: -- In a hurry!
Seu Borges: -- Ãh??!!
Fabiana: -- Seu Borges, isso quer dizer "bem rapidinho". É que eu tenho fluência em inglês. Aliás, desculpe perguntar, mas por que a empresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português?
Seu Borges: -- E eu sei lá? Dá para você tirar logo as cópias?
Fabiana: -- O senhor não prefere que eu digitalize o relatório? Porque eu tenho profundos conhecimentos de informática.
Seu Borges: -- Não, não.. Cópias normais mesmo.
Fabiana: -- Certo. Mas eu não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Eu já comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 30% das cópias que tiramos.
Seu Borges: -- Fabiana, desse jeito não vai Dar!
Fabiana: -- E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar.
Seu Borges: -- Como assim???
Fabiana: -- É que eu sou líder, e não tenho ninguém para liderar. E considero isso um desperdício do meu potencial energético.
Seu Borges: -- Olha, neste momento, eu só preciso das três cópias.
Fabiana: -- Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro...
Seu Borges: -- Futuro? Que futuro?
Fabiana: -- É que eu sou ambiciosa. Já faz dois dias que eu estou aqui e ainda não aconteceu nada.
Seu Borges: -- Fabiana, eu estou aqui há 18 anos e também não me aconteceu nada!
Fabiana: -- Sei. Mas o senhor é hands on?
Seu Borges: -- Hã?
Fabiana: -- Hands on....Mão na massa.
Seu Borges: -- Claro que sou!
Fabiana: -- Então o senhor mesmo tira as cópias. E agora com licença que eu
vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Foi o que me prometeram
quando eu fui contratada.


Então, o mercado de trabalho está ficando dividido em duas facções:

1 - Uma, cada vez maior, é a dos que não conseguem boas vagas porque não têm as qualificações requeridas.
2 - E o outro grupo, pequeno, mas crescente, é o dos que são admitidos porque possuem todas as competências exigidas nos anúncios, mas não poderão usar nem metade delas, porque, no fundo, a função não precisava delas.

Alguém ponderará - com justa razão - que a empresa está de olho no longo prazo: sendo portador de tantos talentos, o funcionário poderá ir sendo preparado para assumir responsabilidades cada vez maiores.

Em uma empresa em que trabalhei, nós caímos nessa armadilha. Admitimos um montão de gente superqualificada. E as conversas ficaram de tão alto nível que um visitante desavisado confundiria nossa salinha do café com a Fundação Alfred Nobel.

Pessoas superqualificadas não resolvem simples problemas!

Um dia um grupo de marketing e finanças foi visitar uma de nossas fábricas e no meio da estrada, a van da empresa pifou. Como isso foi antes do advento do milagre do celular, o jeito era confiar no especialista, o Cleto, motorista da van.

E aí todos descobriram que o Cleto falava inglês, tinha informática e energia e criatividade e estava fazendo pós-graduação..... só que não sabia nem abrir o capô.

Duas horas depois, quando o pessoal ainda estava tentando destrinchar o manual do
proprietário, passou um sujeito de bicicleta. Para horror de todos, ele falava "nóis vai" e coisas do gênero. Mas, em 2 minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar. Deram-lhe uns trocados, e ele foi embora feliz da vida.

Aquele ciclista anônimo era o protótipo do funcionário para quem as Empresas modernas torcem o nariz: O QUE É CAPAZ DE RESOLVER, MAS NÃO DE IMPRESSIONAR .

Max Gehringer
Colunista da Revista EXAME
Autor: Jean Bandeira
Fonte: Revista Exame

domingo, 19 de outubro de 2008

"À mais bela"


Imagine que você está no lugar de Páris e que tem uma missão pela frente: escolher a mais bela entre as principais divindades gregas. São elas: Hera, Afrodite e Atena.

Se for escolhida, Hera dar a você riqueza e poder. Atena oferece o conhecimento e a sabedoria. Já Afrodite promete o amor da mais bela mulher mundo.

* no caso das mulheres o amor do mais belo homem mundo.


Para quem você daria a maçã dourada?

sábado, 18 de outubro de 2008

ESTÁ AUMENTANDO O NÚMERO DE IDIOTAS NO MUNDO?


Se você é um daqueles que se assusta com textos longos, tchau! Essa postagem, definitivamente, não é para pessoas como você. Você não vai ler; direito seu.  

Com o perdão daqueles mais sensíveis à crueza da questão-título, respondo diretamente à pergunta. E a resposta é, ao mesmo tempo: sim e não! Explico um pouco melhor aqui abaixo.

Sim, infelizmente pode-se constatar empiricamente – mas isto poderia ser confirmado por alguma investigação “científica” – que está aumentando, para cifras nunca antes registradas nos meios de comunicação, o número de imbecis, idiotas ou simples energúmenos, cujas opiniões, elucubrações ou meras manifestações de “pensamento” conseguem ser captadas por esses meios de comunicação, encontrando assim um eco mais amplo nos veículos impressos e audiovisuais.

Por outro lado, nunca foi tão volumosa a produção científica ou a simples escolarização de massas antes excluídas do acesso à educação (de qualquer nível e qualidade). Com isso, a cultura científica se dissemina em meios antes entregues às mais variadas influências “culturais”, desde o curandeirismo shamânico até o fundamentalismo religioso pretendidamente “cientista”. Assim, a humanidade “progride”, ainda que isto possa ser descrito como sendo uma “fatalidade natural” do acúmulo do conhecimento científico e que esse saber esteja em muito poucas mãos (e cérebros).

Com esses dois processos se desenvolvendo simultaneamente, a resposta à pergunta central é, portanto, dupla e contraditória: nunca foi tão grande o número de pessoas partilhando de um mesmo conjunto de explicações simplistas – e basicamente erradas, quando não idiotas – sobre as complexidades do mundo e da vida, ao mesmo tempo em que aumenta gradativamente o número daquelas capazes de galgar as escarpas ásperas da ciência e de adotar explicações racionais, a fortiori racionalistas, para esses mesmos problemas. Uma coisa não exclui a outra, portanto.

sábado, 4 de outubro de 2008

Foto


Bruno Coriolano de Almeida Costa

[PROVÉBIO CHINÊS



Cem homens podem formar um acampamento, mas é preciso uma mulher para se fazer um lar.

[ESPORTE] ROBINHO, DEUS DO MANCHESTER CITY ?


Robinho, sobre os torcedores do City: 'Eu já sou um deus e não fiz nada'

Em entrevista ao jornal britânico "The Sun", atacante brasileiro diz que é tratado com muito carinho pelos fãs e quer retribuir

Com apenas um mês de Manchester City, cinco jogos e dois gols marcados, Robinho já foi elevado aos céus pelos torcedores do ainda modesto clube inglês. O atacante brasileiro de 24 anos reconhece o carinho imenso que tem recebido e promete retribuir.


- As pessoas me reconhecem o tempo todo na cidade. Eles são muito gentis comigo. Dizem-me grandes coisas e este tipo de motivação é muito importante para um jogador de futebol. Eu já sou um deus e eu não fiz uma coisa! Mas a minha vontade é a de pagá-la de volta, para mostrar a minha gratidão com os torcedores, com ótimas atuações e vitórias - afirma em entrevista ao jornal britânico "The Sun".

Ele fez uma comparação entre o futebol inglês e espanhol:

- O tempo no futebol inglês é diferente. O ritmo é de alta velocidade e a qualidade é excelente, melhor do que eu esperava. É o melhor campeonato do mundo. A diferença entre a Inglaterra ea Espanha é menor do que a que vivi quando me mudei do Brasil para Espanha. O piso fica úmido, como na Espanha, o que torna o jogo mais rápido. Acho que as grandes diferenças são os árbitros, que deixam o jogo fluir sem marcar muitas faltas, e os torcedores. Eles ficam muito mais envolvidos com o jogo do que na Espanha, eles gritam muito e nos empurram mais.

Inglês nota 2, mas ele pretende transformar em 10

Robinho admitiu que seu inglês não é muito bom por enquanto, mas que tem conseguido se entender com todos os companheiros:

- Nós compreendemos bem uns aos outros. O futebol tem uma linguagem universal - não é necessário falar a mesma língua para se entender com a bola. Eles me entendem e estão se divertindo com a altura em que, às vezes, no treino, eu grito. Meu Inglês é nota dois. Não estou tendo aulas, porque ainda estou morando em um hotel. Mas quando eu me mudar, vou ter tempo para isso. Em seis meses, a nota passará a ser dez.

Robinho admitiu que não cobra bem faltas, por isso gostou muito do gol que fez desta forma na derrota para o Chelsea de Felipão. E que só cobrou porque estava muito confiante na estréia. Ele se disse feliz por estar jogando como gosta na Inglaterra.

- O que me faz mais feliz é que finalmente estou jogando na minha posição real, o que nunca aconteceu na Espanha. Estou jogando como segundo atacante, com total liberdade para me deslocar, e não só pelo lado esquerdo - revela.

O atacante confessou também que tinha certas reservas para morar na Inglaterra. e explicou os motivos:

- Não existe nenhuma praia e sol. Mas estou desfrutando Manchester até o momento. Elano me levou para um passeio turístico e adorei. Depois de tudo o que as pessoas tinham me dito, eu temia o pior. Eu pensei que ia chegar aqui e não encontrar nada, só terreno baldio. Mas não é assim. Há belas casas de entretenimento e restaurantes, a cidade é linda. Não tenho nenhum problema com a comida. Existe um grande restaurante brasileiro no centro da cidade e eu vou passar a ser um cliente regular.