Sou um Beatlemaniaco. Tudo começa assim... Fiquei reprovado duas vezes no Mobral, mas nunca desisti. Hoje, sou doutor em Parapsicologia formado na mesma turma do Padre Quevedo; sou antropólogo e sociólogo formado, com honra, em cursos por correspondência pelo Instituto Universal Brasileiro. Em minha vasta carreira acadêmica também frequentei até o nono ano de Medicina Cibernética, Letras Explosivas, Química da Pesada, Direito Irregularmente torto e assisti a quase todas as aulas do Telecurso 2000 repetidas vezes até desistir de vez. Minha maior descoberta foi uma fábrica secreta de cogumelos venenosos comestíveis no meio da Amazônia Boreal.Já tive duas bandas de Rock que nunca tocaram uma música se quer.Comi duas vezes, quando criança, caspas gigantes da China pensando que era merda amarela. Depois de tudo isso, tornei-me blogueiro. Se eu posso, você pode também. Sou um homem de muita opinião e isso desagrada muita gente. Os temas postados aqui objetivam enfurecer um bom número de cidadãos.
Parte de fora do Palácio-Convento Nacional de Mafra.
Parte interna do Palácio-Convento Nacional de Mafra
Aposentos do Rei. Não lembro bem a história, mas parece que esse Rei, dormiu sua última noite aqui, pouco antes de ser assassinado. Não confiem nessa informação e pesquisem, pois já não lembro bem das informações desse local.
Antes mesmo de ir ao
Porto, fui à pequena vila de Mafra, próxima a Lisboa. Fui de ônibus e a viagem
foi bem rápida. Não tem muita coisa para se visitar por lá, no máximo alguns
jardins e o palácio nacional de Mafra.
Teto do palácio. O teto é o show. Por todo o local, pinturas e imagens embelezam tudo.
A Sala Amarela do Palácio.
O maior tesouro de
Mafra é a sua biblioteca, com uma coleção de mais de 36.000 livros. Abrange
áreas de estudo tão diversa como a medicina, farmácia, história, geografia e
viagens, filosofia e teologia, direito canónico e direito civil, matemática, história
natural, sermonaria e literatura. (Adaptado do Wikipédia).
Aposentos dos clérigos. Não deveria ser nada fácil viver por aqui em tempos mais antigos. Sem contato com o mundo lá fora e total obediência ao Senhor.
Enfermaria. Os enfermos eram tratados aqui e essas camas eram puxadas para o lado de fora para que os mesmo pudessem assistir as missas.
Enfermaria. Os enfermos eram tratados aqui e essas camas eram puxadas para o lado de fora para que os mesmo pudessem assistir as missas.
Quando vi esse negocio em frente ao altar, pensei que fosse uma pessoa e fiquei com medo de me aproximar. Não me sinto bem dentro de igrejas. Acredito em Deus, mas devo ter alguma sensibilidade bem aguçada e sei que a Igreja Católica matou e perseguiu zilhões de pessoas ao longo da História da Humanidade. Então, sinto algo muito negativo nesse locais. Tipo um pedido de socorro do além. Tirei a foto e virei de costas e, sem olhar mais para trás, me mandei dali.
Esse deve ser algum Santo Bruno não sei das quantas. Para falar a verdade, nem sabia que existia santo com esse nome. Não sou do tipo religioso, mas tirei a foto só mesmo para poder ver melhor em casa. Normalmente não tiro muitas fotos de imagens que lembrem algo religioso, mas... Pesquisando rapidamente, descobri que esse Bruno nasceu na Alemanha e foi professor e tradutor antes de cair de cabeça na religião (NOSSA!?). Um de seus discípulos virou papa (Urbano). As Últimas palavras de Bruno foram: "Eu creio nos Santos Sacramentos da Igreja Católica, em particular, creio que o pão e o vinho consagrados, na Santa Missa, são o Corpo e sangue, verdadeiros, de Jesus Cristo".
Igreja do Palácio Nacional de Mafra.
Jardins do Palácio.
Aqui é a representação de alguns frades que foram mandando ao Marrocos para catequizar o povo por lá, mas foram mortos pelos dito "infiéis".
Visitei o palácio,
que também era um convento, e fui para a igreja que fica ao lado. Depois, fui
para um jardim e ponto... Já havia visitado tudo e mais um pouco. Tão rápida quanto
essa postagem, foi minha ida à Mafra. De lá, segui para uma aldeia chamada Sobreiro.
Mas isso é assunto para outra postagem.
Não tenho como
objetivo explicar cada detalhe do Palácio Nacional de Mafra,
para isso,>> CLIQUEM AQUI.<<
São Sebastião nasceu na França
e foi para Roma. Alistou-se ao exercito romano e foi declarado traidor, embora
nunca tenha sido provada essa traição. O imperador romano da época mandou mata-lo
a flechadas e jogar seu corpo no rio. Sebastião não faleceu e foi resgatado por
Irene (Santa Irene, depois) e voltou a ficar frente a frente com o imperador. Para
que? Foi morto.
Tirei essa foto porque lembrei de uma idêntica que tinha na minha cidade natal. Era tão idêntica que tirei mesmo para poder comparar, mas até o momento ainda não tive tempo ou vontade de ir à igreja de lá para conferir. Foi um momento nostálgico ver essa estátua.
O
tempo me destruiu/ O tempo me profanou/ E houve alguém que me enganou/ Prometeu
e não cumpriu!/ O tempo é que permitiu/ Toda a minha infelicidade/ O interesse
e a impiedade/ Fizeram de mim curral/ Tem sido todo o meu mal/ O tempo e a
falsidade!
Nem preciso dizer que essa escultura foi feita para o escritor brasileiro Olavo Bilac, preciso? Só à título de informação, o Olavo Bilac foi um dos membros fundadores da nossa academia brasileira de Letras. Seu nome completo era Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac. Ele nasceu e morreu no Rio de Janeiro. Recomendo aqui a leitura de seu poema "Língua Portuguesa". "Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo,
esplendor e sepultura: Ouro nativo, que na ganga impura. A bruta mina entre os
cascalhos vela… Amo-te assim, desconhecida e obscura..." (Procurem o resto no Google).
Bem, é aquela famosa, "até agora não vi nada, vou tirar foto de tudo". Como faz tempo na minha vida que não vejo ninguém mais jogando futebol despretensiosamente no meio das praças, que resolvi tirar uma foto. Ao fundo, dois jovens batem bola.
Tranquilidade evidenciada pelas aves no lago. Vocês não imaginam o quanto foi difícil conseguir fazer uma senhora tirar essa foto. Não que tenha algum segredo, mas porque ela não parava de tremer. O povo português tem essa característica de ter medo de não agradar. Não sei explicar muito bem, mas acho que é mesmo uma baixa auto-estima muito elevada. Eles ficam o tempo todo perguntando se está tudo certo, se é assim e por aí vai...
Enquanto em Portugal,
mais uma vez eu resolvi procurar novos destinos. Não queria ficar igual à
cachorro: dando voltas em torno do próprio rabo. Como já havia estado em naquele
país no ano anterior, resolvi me aventurar em cidades que ficassem ao redor de
Lisboa, antes de pegar o avião para Dublin. (fiquei em Portugal por três dias
antes de partir para a Irlanda e depois voltei para ficar mais oito dias).
Setúbal foi o
destino. Uma cidade com um ar meio poético. Foi uma correria. Peguei um trem de
Lisboa para Setúbal e tinha poucas horas para conhecer o máximo que poderia. Dentro
do trem fui traçando minhas metas.
Essa imagem resume bem a ideia que criei de Setúbal. Pessoas que ainda conversam do lado de fora da calçada, sem medo de bandidos... Tirei várias fotos desse local. Não lembro de ter visto algo tão simples e ao mesmo tempo tão legal. Passa mesmo aquela visão de que o tempo não importa muito. Coisa bem bucólica, coisas de poetas.
Em algum instituto para idosos. Setúbal parece ser um local para se passar a velhice. Isso não tem nenhum argumento ou estudo aprofundado de minha parte, apenas a impressão que tenho, achismo mesmo, pois vi vários senhores e senhoras, mais homens do que mulheres, sentados nas praças curtindo a vida de forma lenta, sem pressa alguma. Talvez o tempo da correria já tenha passado.
Engraçado vê isso no meio da rua. Passa a boa impressão de que o tempo não passou muito por lá. Ver crianças não é uma coisa muito fácil em Portugal. O país é considerado um lugar de gente velha. Se não foi possível ver quase nenhuma criança, vestígios delas não faltam.
No que podemos chamar de centro comercial, parei para registrar um pouco dessa atividade na cidade. Confesso que quase nem vi muito movimento. Acredito que conseguir emprego na cidade esteja muito difícil mesmo esses dias. Como sou muito observador, fiquei vendo se as pessoas paravam para comer dentro dos estabelecimentos, mas o que via mesmo eram pessoas com sacolas na mão com comida, provavelmente levando para casa. (Em inglês britânico, dizemos have a Take-away)
Tudo tranquilo até o
cair da noite. De Setúbal segui para a Península de Tróia. Infelizmente, não havia
muito o que se fazer do outro lado. Atravessei em um barco para nada. Como estava
no inverno e Portugal é um dos países que mais sofrem com a atual crise econômica,
quase não vi ninguém. Basicamente estava um local mais pra pescadores.
Como atravessar para o outro lado, amigos? Isso mesmo, lá vamos nós se aventurar na água. Demorou cerca de 15 minutos para chegar à Península de Troia. (Tenho que dizer península, porque chamei de ilha e um português quase me engoliu)
Corri para visitar os
pontos que julguei mais interessantes e voltei para Lisboa lá para as 9 horas
da noite. Ufa! Deu sim para visitar todos os lugares que planejei. Um dia foi o
suficiente.
Momento engraçado é
que quando perguntei por uma direção (não lembro o local no momento) o senhor
perguntou: “Está à cavalo?”. Acho que ele quis dizer se eu estava de carro, ou
melhor, queria saber se eu estava à pé. Coisas do velho português de Portugal. De
toda forma, a língua falada em Setúbal é bem mais fácil de entender do que a de
Lisboa, para quem tem os primeiros contatos. É tudo português, é verdade, mas
as variações fonéticas são diferentes.
Foi um trabalho para conseguir esse sanduíche Não que eu não tivesse entendo o que o cara estava dizendo, mas porque eu não sabia o que era o que ele estava dizendo. era algum tipo de pescado... Eu acho. Comi e não morri, estava bom. Do outro lado, a velha cerveja. (Península de Troia).
Dentro da casa de Bocage, poeta português. Hoje o local é uma espécia de museu. Fui muito bem tratado e um tremendo de um fora da lei. Tirei várias fotos e dentre elas algumas que não são nem permitidas. Existe uma coleção de câmeras fotográficas antigas, que não se pode fotografar, mas pedi insistentemente que acabei recebendo autorização. A casa é simples e, segundo a senhora que me apresentou tudo, essa mesa e as cadeiras não são do tempo do escritor, são réplicas. Estou me referindo a mesa preta aí da foto.
Vitória de Setúbal é o nome do time da cidade. Outra curiosidade em relação ao futebol é que José Mourinho, hoje técnico do Real Madrid da Espanha, nasceu aqui. Não, não estou dizendo que ele nasceu dentro da loja do clube, mas na cidade.
Em algum lugar em Setúbal. Já não lembro bem o nome desse local.
Objetos de dentro da casa de Bocage.
Trem que peguei de Lisboa para Setúbal e fiz o caminho inverso.
Coleção de câmeras fotográficas antigas. Tirei várias fotos, mesmo sem permissão. Ainda fiz pose tipo, "Tô nem aí!". Legal poder ver a evolução dessas coisas. Olha o tamanho dessas câmeras! Achei que isso nunca tinha realmente existido. Só tinha vista isso no seriado Chaves.
Nunca vi um cassino vazio em minha vida. Bom, pelo menos não tinha visto até então. E olha que conheço muitos. Quase um para cada país onde já estive. Como não tinha nada na Península de Troia, resolvi entrar, urinar e sair nesse cassino.
Na Irlanda do Norte. Ao fundo Albert Memorial Clock. (Belfast 2013)
"As pinturas murais, os vestígios
da divisão entre as duas Irlandas e as histórias do conflito levaram-me às
lágrimas, enquanto as pessoas, o sentido de humor e a animação da cidade me
fizeram sorrir de orelha a orelha. Esta é a única cidade que me fez rir, chorar
e cantar, tudo no mesmo fôlego.”
Pleasance,
Londres
Não poderia deixar de
ir à Belfast. A capital da Irlanda do Norte sempre foi um mistério para mim. Confesso
que de todos os locais, esse foi o único que não pesquisei nada. Talvez por
isso não tenha aproveitado um pouco mais. Claro que já sabia que o idioma
oficial é o inglês e que eles usam a Libra como moeda, o país faz parte do
Reino Unido. Claro que eu sabia também sobre as guerras e separação da outra Irlanda
e dos confrontos entre católicos e protestantes e do IRA. Mas qual a música
tradicional, os costumes, o sotaque? Tudo isso veio à minha cabeça já quando eu
estava por lá.
Em frente ao Museu do Titanic. O museu é novo, já que foi lançado em 31 de março de 2012. No momento não lembro quanto paguei, mas foi um preço bem salgado, algo em torno de 15 ou 16 Libras, mas o investimento foi tirado em forma de muito aprendizado. Era proibido filmar, mas quem disse que eu não fiz várias imagens lá dentro?!
Ao fundo, o Museu do Titanic. Claro que o filme não retrata muita coisa que realmente aconteceu durante a construção desse gigante, que só foi utilizado uma única vez. E dizem que é mentira esse história de que alguém disse que "Nem Deus afunda esse navio!".
Ao que me parece,
Belfast não é um local de muita visitação por parte de pessoas que curtem viajar
para a Europa. Descobri em uma das minhas aulas no Brasil, que o Titanic foi construído
por lá, mas mesmo isso não era um grande motivo para querer conhecer a cidade. Esqueci
até de comprar uma bandeira do país. Mantenho essa tradição de comprar a
bandeira de todos os países para onde vou e onde a língua inglesa é o idioma
oficial.
Sai de Dublin para
Belfast de ônibus e sai na madrugada. Peguei o ônibus da estação de Dublin e,
se não me engano, passei 3 horas dentro do ônibus. Um bilhete de ida e volta
custou 25 Euros. Gostei muito das paisagens e fui no primeiro andar só
observando tudo. Intercalando momentos de cochilo e algumas olhadas para as
paisagens, lá fui eu, indo acordar definitivamente ao ver a neve caindo em
Sprucefield.
No museu, muita coisa
foi recriada igualmente ao original da época.
Basicamente, troquei Euros
por Libras na rodoviária em Belfast, me informei sobre os horários de volta
para Dublin, peguei um mapa e fui caminhando sem destino pela cidade.
No Museu do Titanic.
Visitei o museu do
Titanic e alguns monumentos ao redor da cidade. Por ter sido algo sem muito
planejamento, acabei com aquela noção superficial. Tive que estudar muito
quando voltei para Dublin para ver o que eu deixei de ver.
Particularmente, acho
que não viveria em Belfast, não tive uma má impressão da cidade, mas não teve
aquela sensação de “Nossa! Que cidade linda da porra!”. Nem sei se é um local
interessante para indicar como destino de estudo da língua inglesa, mas não vi
nenhum brasileiro. Graças à Deus!
Se você se interessou pela postagem e quer ver mais imagens e ouvir um som de uma banda Norte Irlandesa, veja esse vídeo abaixo: