SOBRE O BLOGUEIRO

Sou um Beatlemaniaco. Tudo começa assim... Fiquei reprovado duas vezes no Mobral, mas nunca desisti. Hoje, sou doutor em Parapsicologia formado na mesma turma do Padre Quevedo; sou antropólogo e sociólogo formado, com honra, em cursos por correspondência pelo Instituto Universal Brasileiro. Em minha vasta carreira acadêmica também frequentei até o nono ano de Medicina Cibernética, Letras Explosivas, Química da Pesada, Direito Irregularmente torto e assisti a quase todas as aulas do Telecurso 2000 repetidas vezes até desistir de vez. Minha maior descoberta foi uma fábrica secreta de cogumelos venenosos comestíveis no meio da Amazônia Boreal. Já tive duas bandas de Rock que nunca tocaram uma música se quer. Comi duas vezes, quando criança, caspas gigantes da China pensando que era merda amarela. Depois de tudo isso, tornei-me blogueiro. Se eu posso, você pode também. Sou um homem de muita opinião e isso desagrada muita gente. Os temas postados aqui objetivam enfurecer um bom número de cidadãos.

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terça-feira, 26 de junho de 2012

Coca-Cola no Brasil tem substância suspeita de causar câncer.






26 Jun (Reuters) - A Coca-Cola vendida em vários países, inclusive no Brasil, continua apresentando níveis elevados de uma substância química associada a casos de câncer em animais, e que já foi praticamente eliminada na versão do refrigerante comercializada na Califórnia, disse na terça-feira o Centro para a Ciência no Interesse Público, com sede nos EUA.

A entidade disse que amostras da Coca-Cola recolhidas em nove países mostraram "quantidades alarmantes" da substância 4-metilimidazole, ou 4-MI, que entra na composição do corante caramelo. Níveis elevados dessa substância foram relacionados ao câncer em animais.

Em março, a Coca-Cola e sua rival PepsiCo anunciaram ter pedido aos fornecedores do corante para que alterassem seu processo industrial, de modo a atender a uma regra aprovada em plebiscito na Califórnia para limitar a exposição de consumidores a substâncias tóxicas.

A Coca-Cola disse na ocasião que iniciaria a mudança pela Califórnia, mas que com o tempo ampliaria o uso do corante caramelo com teor reduzido de 4-MI. A empresa não citou prazos para isso.

Na terça-feira, a Coca-Cola repetiu que o corante usado em todos os seus produtos é seguro, e que só solicitou a alteração aos fornecedores para se adequar às regras de rotulagem da Califórnia.

Segundo o CCIP, amostras da Califórnia examinadas recentemente mostravam apenas 4 microgramas de 4-MI por lata da bebida. A Califórnia agora exige um alerta no rótulo de um alimento ou bebida se houver a chance de o consumidor ingerir mais de 30 microgramas por dia.

Nas amostras brasileiras, havia 267 microgramas de 4-MI por lata. Foram registrados 177 microgramas na Coca-Cola do Quênia, e 145 microgramas em amostras adquiridas em Washington.

"Agora que sabemos que é possível eliminar quase totalmente essa substância carcinogênica das colas, não há desculpa para que a Coca-Cola e outras empresas não façam isso no mundo todo, e não só na Califórnia", disse em nota Michael Jacobson, diretor-executivo do CCIP.

A FDA (agência de fiscalização de alimentos e remédios dos EUA) está avaliando uma solicitação do CCIP para proibir o processo que cria níveis elevados de 4-MI, mas disse que não há razão para crer em riscos imediatos aos consumidores.

Neste ano, um porta-voz da FDA disse que uma pessoa teria de consumir "bem mais de mil latas de refrigerante por dia para atingir as doses administradas nos estudos que demonstraram ligações com o câncer em roedores".

A Coca-Cola disse na terça-feira que continua desenvolvendo a logística para adotar o novo corante caramelo.

"Pretendemos ampliar o uso do caramelo modificado globalmente, para nos permitir agilizar e simplificar nossa cadeia de fornecimento e os sistemas de fabricação e distribuição", disse a empresa em nota.

Uma porta-voz não quis comentar os custos dessa mudança.

(Reportagem de Brad Dorfman)

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Dilma explica porque professores das federais entraram em greve 2012.




Esse discurso foi feito na época em que a Dilma era candidata a presidência.

Obviamente que o título do vídeo é uma figura de linguagem.
Povo brasileiro, não podemos esquecer das promessas feitas.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

INFORMAÇÃO: Tarifas para saque, extrato e emissão de cheques estão mais caras.


Os juros caíram, mas há serviços cobrados pelos bancos privados que dobraram de preço. E muita gente nem se deu conta.

Pouca gente percebeu, mas os juros caíram. Já as tarifas cobradas pelos bancos dobraram de preço. Extrato bancário, saque em caixa eletrônico, emissão de cheque, tudo aumentou. O repórter José Raimundo fez as contas do tamanho do prejuízo.

Somando tudo, em média, os ajustes parecem pequenos, não chega a 2%. Mas há serviços cobrados pelos bancos privados que dobraram de preço. E muita gente nem se deu conta. “Não tenho notado nada. Também não observo. O dinheiro é tão pouco que não dá para observar”, reconhece a enfermeira Maria Luiza Gabriela.


Os extratos mensais, aqueles que os caixas eletrônicos fornecem para conferência de saldo e a movimentação da conta, estão quase 15% mais caro, mas o maior reajuste foi aplicado para venda de moedas estrangeiras.

Sacar dinheiro em postos de autoatendimento é um dos serviços bancários mais utilizados. Até quatro saques por mês, o cliente tem direito a isenção da tarifa por determinação do Banco Central. Acima desse limite, agora ele paga quase 12% a mais em relação ao valor que vinha sendo cobrado.


Atualmente, são cerca de 30 os serviços oferecidos, e todos eles sujeitos a cobrança. Para o economista Cesar Vaz, com os últimos reajustes nas tarifas, os bancos tentam recuperar o que deixam de ganhar com a baixa dos juros: “É uma busca para compensar a queda dos juros. É bom que se frise que as tarifas que os bancos cobram praticamente cobrem os custos operacionais deles”.


Só há uma maneira, segundo ele, de se enfrentar os constantes aumentos das tarifas. “O segredo é planejar, utilizar o mínimo possível os serviços bancários. Por exemplo, se você faz 10 saques por mês, passe a fazer quatro, porque são gratuitos”.

Eu vi no BOM DIA, BRASIL

Curiosidade do dia (21 de Maio de 2012)




Hoje se comemora o Dia da Cachaça. A Europa do século XVII experimentava uma bebida nova que fazia o maior sucesso, o rum, vindo da Jamaica. Era uma fermentação e destilação do mel da cana-de-açúcar. Os portugueses já tinham uma bebida feita de borra de vinho. Decidiram, porém, aproveitar o mel de cana abundante por aqui. A ideia era ter uma bebida própria, também de cana-de-açúcar, para competir com o rum. Nascia assim a cachaça, também conhecida como "garopa" e "jeribita". No princípio, a cachaça era a bebida do brasileiro pobre. Mas logo foi conquistando todas as classes sociais.


COMENTÁRIO MEU:

Quem nunca tomou uma branquinha com os amigos? Essa bebida já foi companheira durante muitas conversas jogadas fora e rendia muito tempo e nem doía muito no bolso. Hoje nem é mais uma opção para um passa tempo.

Guia do curioso. http://guiadoscuriosos.com.br/ 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

EDUCAR É IR ALÉM DOS MUROS DA ESCOLA.

Educaixão. 

Por Bruno Coriolano de Almeida Costa.

A nossa educação pública, de uma forma geral, não vem atingindo os resultados esperados em provas como ENEM. As universidades não formam cidadãos preparados para o mercado de trabalho e muitos alunos de licenciatura perderam o desejo de atuar em sala de aula após receberem o canudo da graduação. Esses acontecimentos são fatos. Mas o que surgiu há anos foi o questionamento em relação aos mesmos: por que o sistema educacional brasileiro não prospera?

Se observarmos a maneira como se constrói educação em outros países, perceberemos que no Brasil a coisa é feita de forma alheia, sem objetivos claros e sem critérios como a realidade social servindo de suporte para o sistema educacional. Nesse país, muitos pregam que “a educação é a solução para os problemas”. Mera fantasia. Essa visão é muito simplista e carrega para a lama muitos anos de pesquisas e estudos de intelectuais que vieram antes mesmo de muitos de nós começarmos a dá os primeiros passos e juntar as primeiras sílabas.

Talvez um dos grandes problemas seja a incompetência que o estado tem em administrar. Isso mesmo, o estado brasileiro não mostra competência nesse setor. Falar em educação pública já implica dizer que a qualidade é bastante questionável. E quem está dizendo isso não é o autor desse texto, pelo menos, não sozinho. Se nos basearmos nas evidências, e temos que fazer isso, perceberemos que educação não passa de um mero instrumento dos discursos políticos. Daqueles famosos discursos divorciados da prática.

Criamos tantos mitos ao longo da história, que muitos até associam a educação pública a uma forma de educação gratuita. Uma tremenda inverdade. “Como o estado pode manter uma educação de qualidade, se o mesmo não tem dinheiro?” Esse é o discurso de sempre. Pois, se “eles” não sabem, a educação é paga com o dinheiro dos impostos recolhidos do povo.

Mas se o estado coleta dinheiro público e não fornece ensino de qualidade, podemos concluir que ele, o estado, é incapaz. Claro que a lógica não é tão simplista assim.  O sistema responsável pela educação pública, assim como diversos outros setores também públicos, é guiado por pressões políticas e não importa o tamanho dos fracassos causados pelo mesmo, quando pelo menos fracassam, sempre haverá mais recursos disponíveis. Mais coletas de impostos. Não se tem dinheiro para educação, mas para criar mais cargos públicos como vereadores, por exemplo, existe recurso.

Melhorar a educação pública nesse país parece ser um convite para sair dos muros da escola e adentrar em questões relativas à cidadania. Não se pode querer resolver o problema de um setor, sem envolver os outros. Não podemos dizer que apenas o sistema de ensino público está sucumbindo, mas a saúde, segurança e outros setores também. O público não funciona nesse país.

O problema na educação brasileira está relacionado a questões sociais. Qual criança, que não tendo um prato de comida à mesa e que precise trabalhar para ajudar a família, vai encontrar sentido ou motivação em passar horas nas salas de aula estudando coisas que nem os professores sabem quando serão colocadas em prática?

Apenas fornecer educação não resolve nenhum problema. Veja o exemplo de Cuba, país onde o analfabetismo praticamente não existe mais. Naquela ilha, tanto um médico quanto um garçom recebem igualmente. Salários iguais para responsabilidades diferentes. Não desmerecendo a segunda profissão, mas destacando que em medicina se estuda bem mais, acredito ser injusto.

Eu diria que não resolve problema algum ter muitos médicos formados e bem instruídos, se eles não irão usar seus conhecimentos no mercado de trabalho, que muitas vezes, em Cuba, se encontra sem vagas. Pensem comigo, esse não foi um exemplo de “investir em educação”? Claro que sim, mas faltou pensar no pós-estudo. Depois de terminar os estudos, os aprendizes, agora recém-formados, terão lugar no mercado? Será que o Brasil pensa nisso quando aponta seus números mentirosos de avanço nesse setor?

Como vimos ao longo da história desse país, não é tão simples resolver qualquer problema na educação, mas a abertura para a discussão entre governo e sociedade parece ser o caminho mais coerente e viável. Romper com a visão de que educação somente é feita na escola e pensar a sociedade como educadora são pré-requisitos para uma escola pública de boa qualidade. Temos que parar de imitar o modelo errado e seguirmos os exemplos de países como Finlândia (desse país eu falo mais tarde). 


TEXTO DA SEMANA QUE VEM::

O ENEM COMO PÉSSIMO INDICADOR DE AVANÇO EDUCACIONAL

Por Bruno Coriolano de Almeida Costa.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Mais um gol de placa do Romário. Dessa vez contra a corrupção na CBF/FIFA.



Ele foi o maior jogador de futebol que vi jogar. Não vi o Zico, nem o bobalhão do Pelé, Michael Laudrup e Zidane foram gênios, mas não chegam nem perto do peixe, e quando vi o Maradona jogar (copas de 1990 e 1994) ele não deu o mesmo show que o baixinho deu.

Mas não é de futebol que venho falar nessa postagem. O ex-jogador de futebol, Romário de Souza Faria, agora deputado Romário Faria, merece ter esse vídeo divulgado aos quatro cantos desse país, e se legendado, os quatro cantos desse planeta. Isso sim é cidadão. Muitos, eu fui um, achavam que o Romário iria se envolver em política apenas para ser mais um. Engano meu. Como é bom estar errado! Nesse vídeo, sem medo, o baixinho dá um show de bola ao questionar Ricardo Teixeira e ao secretario da FIFA.

Notem que o brasileiro é bicho corrupto mesmo. Vejam o que o deputado, que presidia a casa no dia, diz. Reparem na reação (vozes) do público que assistia à sessão.

Muito bem Romário. Você acabou de ganhar mais um olho atento ao seu trabalho como deputado. Gol de placa.  

Sobre a CBF. Nunca vi uma instituição tão fraca em termos de tomada de decisão. Até hoje existe falta de informações claras sobre quem foi o campeão brasileiro de 1987 – Flamengo ou Sport Recife. As meninas de futebol nem liga para jogarem no país têm. Espero que durante essa copa no Brasil ou eu esteja morando fora do país ou vivendo em uma cidade com praia para que eu possa passar um momento de lazer durante as partidas desse campeonato.

Sobre a FIFA. A meu ver, uma instituição que cuida de tudo, menos futebol. Como pode a maior instituição do mundo não conseguir organizar um mundial de clubes de vergonha? Foi preciso incorporar a Copa Toyota de clubes do Japão para poder reconhecer um time campeão no mundo? Mera formalidade. O interesse da FIFA é financeiro. 

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Brasil sil sil sil...



Já viram essa pessoa em algum lugar? Brasileiro tem memoria curta mesmo, não é?
Essa é
Jaqueline Roriz

Alguém por ai sabe quem é essa

Jaqueline Roriz
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Então vejam os vídeos. Bem vinda ao Brasil!

Deputada Jaqueline Roriz é absolvida no Distrito Federal - 30/08/2011



Vídeo flagra filha de Roriz recebendo dinheiro de pivô do 'mensalão do DEM'




domingo, 21 de agosto de 2011

Humor brasileiro: antes e agora.

 

Essa semana estive conversando com um amigo sobre a comedia brasileira. Tudo começou quando estávamos em uma pizzaria e mostrei um pequeno panfleto sobre uma programação de várias apresentações na AABB daquela cidade. Nem comentei nada, apenas mostrei o panfleto.
Depois de ver quem seriam os humoristas ele fez o seguinte comentário “não gosto desses humoristas de hoje. O último humorista que prestou foi Chico Anísio”.

Longe de tentar argumentar contra, sei da importância desse humorista para o país, mas acredito que o humor, assim como outras coisas, mudam ou se adaptam ao contexto de cada período ou época. Lembro que gostava dos trapalhões e hoje em dia vejo o Didi com outros olhos. Não sei se fui eu que cresci ou se o Didi já está velho para fazer o mesmo tipo de humor.

Só para provar que existem ótimos humoristas hoje, fiz essa pequena postagem.

Marcelo Adnet (grande humorista da MTV)

Os caras de pau (programa da Rede bobo)

E ainda tem o clássico Chaves

Mussum e os conselhos médicos (Os trapalhões). Muito engraçado esse vídeo.  


Mussum e a Grávida (Os trapalhões)


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Por que o professor ganha tão ruim no Brasil? Parte II.

 

Se você perguntar para qualquer aluno do Ensino Médio ou Fundamental o que ele quer ser quando crescer, muito provavelmente não ouvirá PROFESSOR como resposta. Até mesmo se fizer a mesma pergunta para estudantes universitários de licenciaturas, ouvirá a mesma resposta. Mas a que se deve tamanha falta de interesse por essa profissão. Bem, todos têm suas razões; seus motivos. Claro que respeitamos, mas primeiramente temos que pensar que hoje em dia, nós temos mais acesso às informações mais rapidamente. Certamente, não precisamos de professores o tempo todo.

Hoje não precisamos do professor da mesma forma que precisávamos anos atrás. A maior prova disso é que se quisermos aprender uma língua estrangeira, podemos fazer isso apenas com um pouco de motivação e fazendo uso da internet. Existem inúmeros sites especializados em aprendizagem de línguas. Indo mais adiante, hoje temos até cursos de graduação e pós-graduação a distancia. Deixemos de lado a qualidade desses e passemos ao foco do tópico.

Diante da necessidade do mercado de trabalho, nós podemos constatar que o profissional tem seu valor mediado pela qualificação recebida durante seu período de preparo para exercer sua profissão. Mais ainda, o profissional ganha devido a quantidade. Se tivermos muitos professores no mercado, então é lógico que se pague menos.

Existe solução para isso? Não. Parece uma resposta simples, curta e carregada de um tom negativo, mas é melhor eu ser honesto e realista do que mentiroso e sonhador. Se chegamos até essa situação, é porque não podemos mais reverter esse quadro. O governo federal até tenta “tampar o sol com uma peneira”, mas isso não resolve problema algum. Com a ampliação dos Institutos Federais, tivemos a abertura de portas para profissionais de outras áreas, não apenas licenciaturas. O que vemos são muitos “ex-engenheiros”, literalmente, se arriscando na educação. Motivados pelo que? Dinheiro. Na maioria das vezes, mas nem sempre, eles não têm o conhecimento didático-pedagógico para o ensino de qualidade que o governo quer, se é que quer!

Não estou atacando nenhuma profissão, mas para expor meu ponto de vista, preciso de exemplos fortes. A justificativa para a criação de escolas técnicas é para preparar os alunos para o mercado de trabalho de forma mais rápida. Então, surgiu a necessidade de investir no Ensino Médio. Longe de não ser algo positivo, mas com isso os profissionais de outras áreas como a engenharia precisavam se interessar pela docência. Qual foi a solução encontrada pelo governo? Isso mesmo, atrair tais profissionais fisgando-os pelo bolso. Dinheiro, palavra mágica que pode mudar qualquer um.

Mas por que o professor ganha tão pouco? Porque uma profissão precisa ser marginalizada para que as outras sejam mais respeitadas. É a lógica do capitalismo. Outra razão: existe um número muito grande de “profissionais” nessa área e isso o torna fácil de ser encontrado. Mais além, existe a condição que chamo de “estar professor”, o que isso quer dizer? São pessoas que dão aulas para completar suas rendas, mas não estudaram para tanto. Terminando deixando uma perguntinha no ar: será que esses profissionais que são professores, teriam escolhido essa profissão quando estavam em suas universidades de Direito, Engenharia, Enfermagem, Ciências Econômicas...?


domingo, 24 de julho de 2011

Política deveria ser assim no Brasil também.





Já parou pra pensar como poderíamos ter um mundo melhor e mais igualitário se pensássemos política de forma mais justa? Não vou me alongar nessa postagem, pois acredito que o vídeo (reportagem bem feita pela TV Bandeirantes) fale por si só.
Peço que após ver essa reportagem, façam uma reflexão sobre a importância da participação de todos vocês nos debates políticos em todas as esferas.
Temos que parar com essa forma que fazemos política no nosso país e somente com a tomada de consciência é que poderemos traçar os novos caminhos de um real desenvolvimento do Brasil.
Esse vídeo mostra como funciona o sistema político na Suécia. Peço que divulguem o vídeo.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Legião Urbana: um grito de liberdade.

Prof. BRUNO CORIOLANO.

Eles mudaram os rumos da música brasileira na década de 1980. No país, um verdadeiro regime militar onde manifestar desejos e pensamentos próprios eram verdadeiras armas de destruição em massa. Na cabeça da juventude; a vontade de mudar um mundo. É exatamente nesse contexto que surge a estrela do nosso artigo: a banda de rock brasiliense legião Urbana. Esse grupo arrastaria verdadeiras multidões e bateria verdadeiros recordes de venda de discos.

Banda com doze álbuns lançados e que teve fim com a morte prematura do líder, Renato Manfredini Junior, Renato Russo, a Legião Urbana surge depois da extinção da banda de punk rock formada por Renato e os irmãos Fê e Flavio Lemos (capital inicial).

Renato tinha tudo para seguir uma vida normal e ser apenas mais um, mas a vontade de sair gritando aos quatro cantos que o mundo que vira não era o mesmo que gostaria de viver, o fez criar uma banda na tentativa de expressar seus pensamentos e até medos em relação à vida.

A Legião foi a voz que ecoou rápido pelo Brasil, ainda em formação democrática e país aterrorizado pelo fantasma da censura. Nas primeiras letras, a banda trazia muita influência do punk inglês e muitas mensagens politizadas, formula que ganhou a atenção dos jovens sedentos por dias melhores. É desse disco (legião urbana 1981) o primeiro passo na criação de um vasto repertório musical que atravessaria gerações com músicas como “será”, “ainda é cedo”, “geração Coca-cola” e “por enquanto” considerada por muitos como a melhor música para o encerramento de um disco. No ano de 1986 é a vez do álbum intitulado “dois”. Nele o hino da eterna juventude, “tempo perdido” e a história de “Eduardo e Mônica”.

No ano de 1987, as músicas como “que país é este?” “faroeste caboclo” e “química” puderam finalmente ser gravadas. Esse disco traz músicas com muita simbologia e denuncias do submundo do crime. Não é um álbum ruim, mas não mostra o que a banda tem de melhor. Diferentemente do disco anterior, “as quatro estações” de 1989, vem recheado de canções que entraram para a história do rock brasileiro. Músicas como “pais e filhos”, “meninos em meninas”, “monte Castelo”, “há tempos” entre outras, agora são tocadas por apenas Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, pois o baixista Renato Rocha acaba deixando a banda depois de problemas com os outros membros.

Alguns anos afastada dos estúdios, a legião surge com um novo trabalho. Estamos no ano de 1991 e o álbum em questão é o “V” (cinco), nome muito simples para letras tão complexas e misteriosas. Muitos dizem que Renato usa referências à temas que gostava: Idade Média e Maçonaria. Bem, são músicas do álbum: “a montanha mágica”, “a ordem dos Templários”, “metal contra as nuvens”, “teatro dos vampiros”, “vento no litoral” entre outras.

No ano seguinte apenas o lançamento do trabalho duplo intitulado “músicas para acampamentos” com várias gravações de estúdio e shows feitos pela banda. Destaque para a música “o senhor da guerra”.

Em 1993, depois de alguns problemas com álcool e drogas, o líder da banda volta a gravar e a banda faz um dos seus melhores trabalhos, talvez o melhor. “o descobrimento do Brasil” traz músicas com letras reflexivas como “só por hoje”, “hoje não dá”, “um dia perfeito” e “vinte e nove” e nostálgicas como “Love in the afternoon” e “giz”. A capa do disco traz a impressão de mistério e segredo.

Em 1996, a legião urbana entra em estúdio para gravar o ultimo trabalho intitulado “a tempestade” ou “o livro dos dias”. Um disco bastante carregado com clima tenso, pois nesse momento o líder já se encontrava bastante debilitado devido a problemas recorrentes do vírus HIV. “Uma verdadeira tradução do estado emocional de Renato Russo. Um adeus sombrio e amargurado”. Curiosamente esse foi um único disco em que a banda não escreveu a frase latina Urban Legio omnia Vince (legião Urbana vence todas as coisas) frase criada por Renato fazendo referência ao Império Romano. Em vez disso os dizeres do escritor brasileiro Oswald de Andrade “O Brasil é uma república federativa cheia de árvores e gente dizendo adeus”. Uma verdadeira despedida.

Não há dúvidas que a banda marcou a história desse país. Depois da morte de Renato Russo os outros membros anunciaram o fim da Legião Urbana e nos anos de 1997, 1998 e 1999 foram lançados os discos “uma outra estação” com várias músicas que não entraram na “tempestade”; “mais do mesmo”; uma coletânea e “acústico MTV” respectivamente.

Ps. Artigo dedicado a todos os amantes de uma boa música.