SOBRE O BLOGUEIRO

Sou um Beatlemaniaco. Tudo começa assim... Fiquei reprovado duas vezes no Mobral, mas nunca desisti. Hoje, sou doutor em Parapsicologia formado na mesma turma do Padre Quevedo; sou antropólogo e sociólogo formado, com honra, em cursos por correspondência pelo Instituto Universal Brasileiro. Em minha vasta carreira acadêmica também frequentei até o nono ano de Medicina Cibernética, Letras Explosivas, Química da Pesada, Direito Irregularmente torto e assisti a quase todas as aulas do Telecurso 2000 repetidas vezes até desistir de vez. Minha maior descoberta foi uma fábrica secreta de cogumelos venenosos comestíveis no meio da Amazônia Boreal. Já tive duas bandas de Rock que nunca tocaram uma música se quer. Comi duas vezes, quando criança, caspas gigantes da China pensando que era merda amarela. Depois de tudo isso, tornei-me blogueiro. Se eu posso, você pode também. Sou um homem de muita opinião e isso desagrada muita gente. Os temas postados aqui objetivam enfurecer um bom número de cidadãos.

- [Portal da Língua Inglesa] -

Facebook Badge

Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Ministro da Educação da Austrália diz que professor não precisa ser inteligente.


“Não é necessariamente verdade que alguém academicamente inteligente é um professor melhor do que alguém que não é”. Foi esta frase que abriu a polêmica envolvendo o Ministro da Educação da Austrália Peter Garrett e profissionais da educação.

Perguntaram a ele se o governo queria elevar o nível dos educadores demitindo aqueles de baixo desempenho e Garrett respondeu que não acredita que a profissão de ensinar precise ser mais seletiva. “Não acho que a educação deva pertencer só aos inteligentes e bem dotados”.

É claro que depois ele explicou que conhece professores que não foram os melhores na faculdade e mesmo assim se saíram super bem na profissão, já que tinham paixão e entusiasmo e, assim, inspiravam os alunos. Neste ponto ele está certo. Só que ele insistiu na ideia de que, se o profissional der o melhor de si, o mínimo esperado já basta.

Daí fica a discussão: só a paixão é suficiente? E a busca pela melhor qualificação?

Em tempo: Peter Garrett é ex vocalista da banda Midnight Oil e deixou a vida de músico para seguir a carreira política. Seu engajamento com o meio ambiente conquistou os eleitores, mas, depois dessa, muita gente está pensando que ele deveria voltar a pensar na natureza e não na educação…

FONTE: >> aqui<<

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Dilma explica porque professores das federais entraram em greve 2012.




Esse discurso foi feito na época em que a Dilma era candidata a presidência.

Obviamente que o título do vídeo é uma figura de linguagem.
Povo brasileiro, não podemos esquecer das promessas feitas.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

¿Cuántas mujeres usan anticonceptivos en la primera relación sexual?

Aqui me parece seguir a lógica de que as mulheres informadas, ou seja, com maior grau de estudo, sabem da importância do uso de algum método contraceptivo. Acredito que a pesquisa serve para mostrar a importância da disciplina EDUCAÇÃO SEXUAL nas escolas. Um texto rápido e bem prático que não leva mais do que cinco minutos para ser lido. Boa leitura, mochileiros.








Más del 70 por ciento de las mujeres españolas utilizan métodos anticonceptivos durante su primera relación sexual, aunque este valor es diferente según las comunidades autónomas y el nivel de estudio de las encuestadas, según revela un estudio publicado en la revista Health and Place.


El estudio se ha realizado con más de 5.000 mujeres sexualmente activas de entre 15 y 49 años y residentes en España. "Teniendo en cuenta los factores individuales de las mujeres que intervienen en el uso de anticoncepción, vivir en una u otra comunidad autónoma también influye en su uso", ha explicado a SINC Dolores Ruiz Muñoz, investigadora de la Agencia de Salud Pública de Barcelona y autora del estudio. Las mujeres del País Vasco son las que más anticonceptivos usan - un 76,7 por ciento- y las murcianas, con un 55,8 por ciento, las que menos. En la Comunidad de Madrid eran un 73,3 por ciento las mujeres que afirmaban haber usado anticonceptivos en la primera relación sexual.


Las investigadoras encontraron que el uso de anticonceptivos también se relaciona con el nivel de pobreza de las familias y con el nivel de estudios de las mujeres. "El uso de anticonceptivos durante la primera relación sexual fue más común entre las mujeres no religiosas nacidas en países enriquecidos que tenían un mayor nivel educativo y que tuvieron su primera experiencia sexual entre los 18 y 19 años", ha indicado Ruiz Muñoz.


Además, el estudio también ha analizado el uso de anticonceptivos en el último mes, y ha encontrado que este fue más frecuente en los casos de mujeres jóvenes, que no cohabitaban con nadie, con hijos o con alto nivel educativo. Las autoras señalan la importancia de hacer llegar la educación sexual a todos los estratos de población, e insisten en que actualmente existen desigualdades entre comunidades en la facilidad de acceso a los métodos anticonceptivos.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Pós-graduação obtida por brasileiros no Mercosul poderão ter reconhecimento automático.






A medida consta do Projeto de Lei 1981/2011, de autoria do deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE), que recebeu, nesta terça-feira (22), parecer favorável da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul), durante reunião presidida pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR).

Os títulos de pós-graduação obtidos por brasileiros em instituições de ensino superior dos demais países do Mercosul - Argentina, Paraguai e Uruguai - poderão ter reconhecimento automático, para o exercício de atividades de docência e pesquisa. O parecer apresentado ontem é o primeiro passo da tramitação do projeto, que agora será analisado por duas comissões - Educação e Cultura, e Constituição, Justiça e Cidadania - e pelo Plenário da Câmara dos Deputados. Em seguida, a proposta tramitará no Senado.

Como observou em seu voto favorável o relator ad hoc do projeto, deputado José Stedile (PSB-RS), a regulamentação atualmente em vigor do Acordo de Admissão de Títulos e Graus Universitários do Mercosul determina que apenas professores e pesquisadores estrangeiros que trabalham no Brasil têm reconhecimento automático dos diplomas obtidos nos demais países do bloco.

O projeto determina a aplicação do mesmo princípio para os brasileiros, que ainda hoje precisam submeter seus diplomas aos procedimentos estabelecidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

"A proposição estende esse reconhecimento, no Brasil, a brasileiros que tenham obtido diploma em outros países do Mercosul e acrescenta sua utilidade para fins de concursos públicos, equiparando tais certificados, para efeito de posicionamento na carreira e no salário do detentor, àqueles regularmente obtidos em instituição de ensino superior brasileira", afirmou Stedile.
(Agência Senado)



segunda-feira, 21 de maio de 2012

Educação: Harvard e MIT anunciam cursos on-line gratuitos.

NOTA MINHA:

Boa notícia para aqueles que não têm medo de encarar desafios ainda maiores em suas carreiras. Já aviso que domínio completo do idioma de Shakespeare deve ser o requisito mínimo. Finalmente teremos uma maior valorização do ensino dessa língua aqui no Brasil. 


Por meio da parceria, chamada de EdX, serão oferecidos cursos e vídeos para estudantes de todo o mundo. Investimento será de 30 milhões de dólares



A Universidade Harvard e o MIT (Massachusetts Institute of Technology), ambos nos Estados Unidos, anunciaram nesta quarta-feira a criação de uma plataforma on-line de educação que vai oferecer cursos gratuitos para estudantes de todo o mundo. Após concluir o curso, batizado EdX, o estudante poderá pagar uma taxa, cujo valor ainda não foi divulgado, para receber um certificado. A data de lançamento não foi divulgada, mas as instituições prometem colocar os cursos no ar no segundo semestre deste ano (outono no hemisfério norte).

Além de cursos personalizados, o software deve apresentar testes, vídeos de aulas e ferramentas que permitam a colaboração e integração dos alunos. As instituições pretendem investir 30 milhões de dólares no projeto, que não tem fins lucrativos. Eventualmente, outras universidades poderiam oferecer cursos usando suas marcas na EdX.

Drew Faust, reitora de Harvard, afirmou, durante coletiva de lançamento, que a intenção não é apenas tornar o conhecimento mais acessível, mas também saber mais sobre como os alunos aprendem e, assim, poder ensiná-los de forma mais eficaz. "Dois dos meus compromissos mais importantes como reitora são aumentar o acesso à educação e fortalecer ensino e aprendizagem", disse a reitora, segundo comunicado oficial de Harvard. "O EdX nos permitirá avançar em ambos, de forma como nunca imaginamos."

O software deve mostrar, por exemplo, quanto tempo os alunos gastam fazendo um exercício ou assistindo a um curto vídeo. Dessa forma, os professores saberiam quais as lições que requerem mais dedicação e um tempo de aprendizagem maior. Com milhares de alunos matriculados, um curso no EdX deve fornecer dados preciosos e estatisticamente significativos sobre educação.

"A educação on-line não é inimiga da educação presencial. Pelo contrário, é uma profunda e libertadora aliada", afirmou Alan Garber, provost de Harvard (cargo ligado à reitoria). "Nosso objetivo é educar 1 bilhão de pessoas", completou Anant Argawal, diretor do laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Artificial do MIT.

Direto da fonte:

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

EDUCAR É IR ALÉM DOS MUROS DA ESCOLA.

Educaixão. 

Por Bruno Coriolano de Almeida Costa.

A nossa educação pública, de uma forma geral, não vem atingindo os resultados esperados em provas como ENEM. As universidades não formam cidadãos preparados para o mercado de trabalho e muitos alunos de licenciatura perderam o desejo de atuar em sala de aula após receberem o canudo da graduação. Esses acontecimentos são fatos. Mas o que surgiu há anos foi o questionamento em relação aos mesmos: por que o sistema educacional brasileiro não prospera?

Se observarmos a maneira como se constrói educação em outros países, perceberemos que no Brasil a coisa é feita de forma alheia, sem objetivos claros e sem critérios como a realidade social servindo de suporte para o sistema educacional. Nesse país, muitos pregam que “a educação é a solução para os problemas”. Mera fantasia. Essa visão é muito simplista e carrega para a lama muitos anos de pesquisas e estudos de intelectuais que vieram antes mesmo de muitos de nós começarmos a dá os primeiros passos e juntar as primeiras sílabas.

Talvez um dos grandes problemas seja a incompetência que o estado tem em administrar. Isso mesmo, o estado brasileiro não mostra competência nesse setor. Falar em educação pública já implica dizer que a qualidade é bastante questionável. E quem está dizendo isso não é o autor desse texto, pelo menos, não sozinho. Se nos basearmos nas evidências, e temos que fazer isso, perceberemos que educação não passa de um mero instrumento dos discursos políticos. Daqueles famosos discursos divorciados da prática.

Criamos tantos mitos ao longo da história, que muitos até associam a educação pública a uma forma de educação gratuita. Uma tremenda inverdade. “Como o estado pode manter uma educação de qualidade, se o mesmo não tem dinheiro?” Esse é o discurso de sempre. Pois, se “eles” não sabem, a educação é paga com o dinheiro dos impostos recolhidos do povo.

Mas se o estado coleta dinheiro público e não fornece ensino de qualidade, podemos concluir que ele, o estado, é incapaz. Claro que a lógica não é tão simplista assim.  O sistema responsável pela educação pública, assim como diversos outros setores também públicos, é guiado por pressões políticas e não importa o tamanho dos fracassos causados pelo mesmo, quando pelo menos fracassam, sempre haverá mais recursos disponíveis. Mais coletas de impostos. Não se tem dinheiro para educação, mas para criar mais cargos públicos como vereadores, por exemplo, existe recurso.

Melhorar a educação pública nesse país parece ser um convite para sair dos muros da escola e adentrar em questões relativas à cidadania. Não se pode querer resolver o problema de um setor, sem envolver os outros. Não podemos dizer que apenas o sistema de ensino público está sucumbindo, mas a saúde, segurança e outros setores também. O público não funciona nesse país.

O problema na educação brasileira está relacionado a questões sociais. Qual criança, que não tendo um prato de comida à mesa e que precise trabalhar para ajudar a família, vai encontrar sentido ou motivação em passar horas nas salas de aula estudando coisas que nem os professores sabem quando serão colocadas em prática?

Apenas fornecer educação não resolve nenhum problema. Veja o exemplo de Cuba, país onde o analfabetismo praticamente não existe mais. Naquela ilha, tanto um médico quanto um garçom recebem igualmente. Salários iguais para responsabilidades diferentes. Não desmerecendo a segunda profissão, mas destacando que em medicina se estuda bem mais, acredito ser injusto.

Eu diria que não resolve problema algum ter muitos médicos formados e bem instruídos, se eles não irão usar seus conhecimentos no mercado de trabalho, que muitas vezes, em Cuba, se encontra sem vagas. Pensem comigo, esse não foi um exemplo de “investir em educação”? Claro que sim, mas faltou pensar no pós-estudo. Depois de terminar os estudos, os aprendizes, agora recém-formados, terão lugar no mercado? Será que o Brasil pensa nisso quando aponta seus números mentirosos de avanço nesse setor?

Como vimos ao longo da história desse país, não é tão simples resolver qualquer problema na educação, mas a abertura para a discussão entre governo e sociedade parece ser o caminho mais coerente e viável. Romper com a visão de que educação somente é feita na escola e pensar a sociedade como educadora são pré-requisitos para uma escola pública de boa qualidade. Temos que parar de imitar o modelo errado e seguirmos os exemplos de países como Finlândia (desse país eu falo mais tarde). 


TEXTO DA SEMANA QUE VEM::

O ENEM COMO PÉSSIMO INDICADOR DE AVANÇO EDUCACIONAL

Por Bruno Coriolano de Almeida Costa.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Educação: O caminho para o aprendizado tem início no erro.

Imagem roubada descaradamente da internet. 

 

Vasculhando minhas coisas no meu laptop, encontrei esse texto que já nem lembrava que havia escrito. Ele parece ser sem graça e depois de algum tempo de sua publicação, vejo que mesmo publicado ele continha muitos erros – pensamentos soltos, problemas com a escrita. Não que eu tenha melhorado, mas por coincidência, o vestibular da UERN daquele ano, abordou essa mesma temática.

BRUNO CORIOLANO DE ALMEIDA COSTA


Se não fossem os desafios e os objetivos, a vida não seria nada mais do que uma simples e torturante rotina. Muitos de nós viveremos com homens e mulheres devotados à profissão, dedicados à vida e que passarão por experiências sem precedentes.

Por outro lado, muitos não terão a mesma sorte, ou por qualquer outro motivo, passarão por caminhos mais árduos e muitas vezes terão decisões mais difíceis para tomar. O certo é que todos nós falharemos de alguma forma e em determinados momentos teremos que aprender com o erro a encontrar o melhor caminho para resolver as situações adversas. Não existe um professor melhor do que o tempo e nem escola igual a vida, eles serão indispensáveis para a nossa formação como seres humanos capazes de usar o raciocínio de forma positiva e satisfatória.

   É indubitável que existe uma necessidade de aprender a falhar. Não falamos aqui de conformismo ou coisa parecida, mas de saber que o erro é uma etapa a ser experimentada na vida. No famoso dito popular “é errando que se aprende” podemos perceber um fundo vasto de verdade. Só podemos alcançar algo depois de descobrirmos a maneira correta de fazê-lo. Jean-Pierre Lebrun, psicanalista belga, diz que “aprender a lidar com o fracasso evita que ele se torne algo destrutivo”. O mesmo afirma que é inevitável que todos nós teremos experiências desagradáveis e que os pais sabem que as crianças não ficarão com eles a vida inteira, que não vão conseguir tudo o que almejaram e sonharam.  Portanto, não devem pressionar os filhos, mas ensiná-los que falhar faz parte do processo de aprendizado e que errar vai servir como componente importante, indispensável para a vida toda e servirá para o fortalecimento.

Hoje em dia, parece que os filhos se tornaram um indicador de sucesso dos pais e isso pode se tornar um perigo na formação dos jovens que correm o risco de crescerem pressionados e frustrados após passarem por algum insucesso. O bom exemplo seria uma reprovação em um vestibular. Muitos ficam apavorados devido à possibilidade de serem reprovados no exame e sofrerem duras penalidades dos seus pais. Nesse caso, a punição seria um caminho não muito aconselhável. Na verdade, essa seria uma ótima oportunidade para aprender com o erro; para uma futura mudança de atitude em ralação a prova anterior. Sempre haverá outras oportunidades. O ato de errar é humano e é isso que nos torna singulares entre todos os animais do planeta. Quando aprendemos algo, adquirimos uma série de características especiais que carregaremos o resto da vida.

Partindo da consciência de que errar faz parte do aprendizado, temos que encarar a vida como um processo longo de muitas experiências, muitas vezes, nada agradáveis que servem para nos ensinar o caminho a ser seguido. Se nós cometemos um erro, não seremos os primeiros a ter de aperfeiçoar uma nova idéia ou estratégia. É uma ótima oportunidade de tentar novamente.


Publicado em:
O mossoroense. Mossoró, RN. Domingo, 24 de Janeiro de 2010. Artigo: Educação: O caminho para o aprendizado começa no erro.


Segue como sugestão, esse vídeo muito bom para motivar seus alunos. [Clique aqui]

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Educação: professor sem salario digno e de barriga vazia.



Não é de hoje que isso vem acontecendo, mas o Rio Grande do Norte se mostra cada vez mais indisposto a melhorar a educação. Nem preciso apontar os números referentes a esse setor para que possamos verificar que nosso estado, assim como o resto do país, não caminha rumo à modernidade ou às melhorias no direito básico de todo e qualquer cidadão.

Ser brasileiro está cada vez mais difícil, pois nem receber o mínimo que o governo deveria prover nós estamos mais. Educação está sempre em evidencia nesse país primata, mas não com boas noticias.

Hoje cedo, ao levantar, liguei a TV e vi que agora o governo quer punir o professor “por comer a merenda do aluno”. Façam-me um favor. Esse discurso agora só vem mostrar o que todos nós já sabemos: o governo não está nem ai para a educação e que o DEM é um partido de atuação pífia. Sem diálogo.

Parecemos viver uma verdadeira ditadura. Está tudo caminhando para um caos total. Não conseguimos ver a luz no fim do túnel. Já não bastavam os descasos para com os professores e alunos, os salários ridículos, as dificuldades de aposentadoria e licenças que todos têm o direito, agora essa de falar que o professor está comendo a merenda do aluno? Estão tentando transformar o professor em vilão. Estamos vivenciando uma verdadeira inversão de valores, pois os professores nesse país são os únicos e verdadeiros heróis que ainda podemos apontar.

Para que serve a escola nesse país? Estão usando a educação para outros fins. A escola virou palanque. Todo ano você é obrigado a conviver com discursos divorciados da prática e baixar a cabeça para governantes que não conseguem nem sentir ressaca moral.

E você povo potiguar, o que vai fazer? Chegaram a hora e a vez de você se mover e fazer a diferença. Levante a bandeira da mudança; da educação e de dias melhores para todos os cidadãos que trabalham duro para manter essa maquina funcionando. Diga não para esses pseudo-líderes e libertem-se dessas amarras que apenas sufocam seus pulsos. Não para a ditadura no Estado Do Rio Grande do Norte. 





Vejam o que a atual governadora falou da educação em seu estado, o Rio Grande do Norte.



O nome do vídeo é “Rosalba manifesta preocupação com Educação no RN”. Será que está mostrando mesmo preocupação? 

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Por que o professor ganha tão ruim no Brasil? Parte II.

 

Se você perguntar para qualquer aluno do Ensino Médio ou Fundamental o que ele quer ser quando crescer, muito provavelmente não ouvirá PROFESSOR como resposta. Até mesmo se fizer a mesma pergunta para estudantes universitários de licenciaturas, ouvirá a mesma resposta. Mas a que se deve tamanha falta de interesse por essa profissão. Bem, todos têm suas razões; seus motivos. Claro que respeitamos, mas primeiramente temos que pensar que hoje em dia, nós temos mais acesso às informações mais rapidamente. Certamente, não precisamos de professores o tempo todo.

Hoje não precisamos do professor da mesma forma que precisávamos anos atrás. A maior prova disso é que se quisermos aprender uma língua estrangeira, podemos fazer isso apenas com um pouco de motivação e fazendo uso da internet. Existem inúmeros sites especializados em aprendizagem de línguas. Indo mais adiante, hoje temos até cursos de graduação e pós-graduação a distancia. Deixemos de lado a qualidade desses e passemos ao foco do tópico.

Diante da necessidade do mercado de trabalho, nós podemos constatar que o profissional tem seu valor mediado pela qualificação recebida durante seu período de preparo para exercer sua profissão. Mais ainda, o profissional ganha devido a quantidade. Se tivermos muitos professores no mercado, então é lógico que se pague menos.

Existe solução para isso? Não. Parece uma resposta simples, curta e carregada de um tom negativo, mas é melhor eu ser honesto e realista do que mentiroso e sonhador. Se chegamos até essa situação, é porque não podemos mais reverter esse quadro. O governo federal até tenta “tampar o sol com uma peneira”, mas isso não resolve problema algum. Com a ampliação dos Institutos Federais, tivemos a abertura de portas para profissionais de outras áreas, não apenas licenciaturas. O que vemos são muitos “ex-engenheiros”, literalmente, se arriscando na educação. Motivados pelo que? Dinheiro. Na maioria das vezes, mas nem sempre, eles não têm o conhecimento didático-pedagógico para o ensino de qualidade que o governo quer, se é que quer!

Não estou atacando nenhuma profissão, mas para expor meu ponto de vista, preciso de exemplos fortes. A justificativa para a criação de escolas técnicas é para preparar os alunos para o mercado de trabalho de forma mais rápida. Então, surgiu a necessidade de investir no Ensino Médio. Longe de não ser algo positivo, mas com isso os profissionais de outras áreas como a engenharia precisavam se interessar pela docência. Qual foi a solução encontrada pelo governo? Isso mesmo, atrair tais profissionais fisgando-os pelo bolso. Dinheiro, palavra mágica que pode mudar qualquer um.

Mas por que o professor ganha tão pouco? Porque uma profissão precisa ser marginalizada para que as outras sejam mais respeitadas. É a lógica do capitalismo. Outra razão: existe um número muito grande de “profissionais” nessa área e isso o torna fácil de ser encontrado. Mais além, existe a condição que chamo de “estar professor”, o que isso quer dizer? São pessoas que dão aulas para completar suas rendas, mas não estudaram para tanto. Terminando deixando uma perguntinha no ar: será que esses profissionais que são professores, teriam escolhido essa profissão quando estavam em suas universidades de Direito, Engenharia, Enfermagem, Ciências Econômicas...?


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

POR QUE O PROFESSOR GANHA POUCO NO BRASIL? Parte I



Depois desse texto, você será capaz de me odiar, pois acredito que não seria capaz de ler o mesmo sem a ajuda que obteve de algum professor um dia. Essa luta pela educação não é só de uma área, mas de uma nação.
Para começar a responder a essa pergunta, precisamos entender quem é o zelador da educação nesse país. No Brasil, o governo deveria ser o grande responsável pela manutenção da coisa publica. Bobagem, aqui está tudo entregue a um bando de sanguessugas. Não existe visão e os investimentos mais servem para cobrir rombos, gastos desnecessários e roubos do que para o que julgamos ser correto: o investimento em um país melhor.

Voltando a pergunta que serve também como título desse texto, tenho dito ao longo da minha vida que educação será sempre aquele setor usado para eleger alguns em época de campanha. Não haverá mudança se dependermos de políticos que não passaram pelas mazelas do nosso povo.



Comecemos pela visão que nossos governantes têm a respeito da palavra investimento. Quase 100% deles acreditam que dá dinheiro para a área do petróleo é investir, mas para a educação é gasto. Começo a acreditar que votar também deveria ser considerado gasto, pois gastasse muito para ter um pleito.

Acreditem, já foi bem pior. Antigamente, mas nem tão antigamente assim, os filhos de agricultores só tinham pela frente uma perspectiva: serem agricultores como os pais. 

Com o passar do tempo, surgiram aqueles que queriam “ensinar outras coisas”, mas não havia regulamentação nem preparo para tanto. O ensino era bem precário mesmo.

O tempo mudou, as necessidades mudaram, mas a educação ficou estagnada nessa visão, mesmo depois dos professores passaram a se preparar mais e melhor a coisa continua ruim.

Por que um professor ganha tão pouco no Brasil? Resposta simples: não são bem vistos pelo governo, pois “ensinar” a pensar criticamente pode ser uma arma muito perigosa nas urnas. Algo extremamente destruidor.

Como proposta, acredito que tornar a escola cada vez mais publica, obrigando os filhos e netos de políticos a cursarem as aulas como alunos regularmente matriculados, pode não só mostrar coerência, como também forçar o investimento nesse setor, pois qual político vai querer ver seu filho ou neto sem nenhuma perspectiva de vida como o resto de nós?
Fico triste quando imagino que pessoas como Paulo Freire, que deixaram um vasto legado para a educação, teriam que viver com um salario mínimo de professor em um país tão rico como esse nosso.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

EDUCAÇÃO PARA TODOS: TRAÇANDO OS CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO.

Bruno Coriolano de Almeida Costa

Um país se faz com homens e livros. A frase que inicia esse manuscrito é atribuída ao escritor Monteiro Lobato, um dos grandes escritores da nossa literatura. Esse pensamento reflete a mais pura verdade. Para podermos constatar a veracidade dessa citação é só observar o comportamento que os países desenvolvidos tiveram em relação aos seus investimentos na educação. Países como Estados Unidos da América, Canadá, Alemanha, Itália, Japão, China, Índia e Coréia investiram pesado nessa área e estão colhendo seus frutos.

Não há dúvidas de que o apagão de investimentos na educação é evidente. Quando se trata do poder publico estadual, isso fica mais evidente ainda. São escolas em condições precárias, professores desestimulados com salários miseráveis, salas de aulas superlotadas, faltam materiais escolares de qualidade, carência de recursos modernos, falta de sincronia e objetividade. Um descaso total. Os problemas mencionados estão intimamente ligados aos níveis mais básicos: ler, escrever, e as quatro operações fundamentais. A qualidade do ensino é ainda muito fraca e não existe uma formula mágica capaz de amenizar ou resolver tal problema. O alerta vermelho está ligado. É uma verdadeira corrida contra o tempo. Já que quanto mais demoramos nos investimentos, mais problemas vão surgindo.

Oferecer boa formação, manter os educadores atualizados, remunerar de forma motivadora e justa, cobrar resultados e avaliar o desempenho são algumas medidas a serem tomadas. É um trabalho difícil e em conjunto, mas se não for feito agora, nuca será. No Brasil não se atrai os talentos, o governo os espantaram por das salas de aula. Isso vem ocorrendo devido à grande desmotivação financeira, a pouca possibilidade ascensão social e uma carga horária muitas vezes desumana a qual os profissionais da educação são submetidos. Na maioria das vezes o professor precisa completar sua carga-horária trabalhando os três turnos para poder ter um pouco mais de “conforto”. Quase ninguém quer ser mais professor nesse país. A profissão já ficou marginalizada. Não existe motivação para seguir esse caminho. São anos de abandono real.

O nosso sistema é carente, as escolas públicas estão entregues as baratas. A verdade é que, enquanto professores, precisamos formar alunos com visão de mundo, adotar o regime integral colocando o jovem mais tempo em contato com o ambiente escolar, premiar os bons exemplos, estimular a leitura e a pesquisa, trabalhar com a sociedade, fazer o uso adequado das tecnologias e parar de jogar de forma irresponsável os alunos nas universidades superlotando-as sem observar as exigências do mercado de trabalho e sua educação com qualidade. É preciso atacar os fatores e acontecimentos que atravancam o bom desempenho dos profissionais e adequar a formação profissional às necessidades e exigências da nossa sociedade moderna, onde a competição se faz presente o tempo todo em um sistema desumano.

É bem verdade que demos os primeiros passos nesse ultimo governo federal, mas temos que continuar seguindo em frente, temos que elevar o número de cientistas e pesquisadores e colocá-los em atividade. Chega de analfabetos funcionais. Em um mundo onde as dificuldades de se conseguir emprego sem boa qualificação profissional é enorme e onde tarefas simples são feitas por máquinas, saber noções básicas passa não só a ser um direito, mas uma questão de sobrevivência. Tenham certeza que é a educação que vai definir o sucesso ou o fracasso dos países nos próximos anos. Temos que tirar a educação no nosso país da marginalização. É a partir daí que teremos o inicio da resolução dos nossos outros problemas.