SOBRE O BLOGUEIRO

Sou um Beatlemaniaco. Tudo começa assim... Fiquei reprovado duas vezes no Mobral, mas nunca desisti. Hoje, sou doutor em Parapsicologia formado na mesma turma do Padre Quevedo; sou antropólogo e sociólogo formado, com honra, em cursos por correspondência pelo Instituto Universal Brasileiro. Em minha vasta carreira acadêmica também frequentei até o nono ano de Medicina Cibernética, Letras Explosivas, Química da Pesada, Direito Irregularmente torto e assisti a quase todas as aulas do Telecurso 2000 repetidas vezes até desistir de vez. Minha maior descoberta foi uma fábrica secreta de cogumelos venenosos comestíveis no meio da Amazônia Boreal. Já tive duas bandas de Rock que nunca tocaram uma música se quer. Comi duas vezes, quando criança, caspas gigantes da China pensando que era merda amarela. Depois de tudo isso, tornei-me blogueiro. Se eu posso, você pode também. Sou um homem de muita opinião e isso desagrada muita gente. Os temas postados aqui objetivam enfurecer um bom número de cidadãos.

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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O nascimento da inteligência.

Esse é o tipo do texto que deve ser lido por todos os pais. Trata-se de um assunto de extrema importância: O nascimento da inteligência. Postarei apenas o início do mesmo com o link direcionando para a reportagem completa da revista ISTOÉ.



Pesquisas revelam que fatores como amamentação, suplementação de vitamina D e até a obesidade dos pais terão impacto no nível do QI da criança do seu nascimento até o resto de sua vida
Monique Oliveira e Wilson Aquino

Uma safra de novos estudos realizados em todo o mundo está apresentando revelações surpreendentes sobre o processo de desenvolvimento da inteligência humana. As pesquisas apontam, pela primeira vez, fatores importantíssimos associados ainda à vida uterina e aos primeiros anos de vida que serão decisivos para a evolução do intelecto. Reunidos, esses trabalhos traçam o mais completo retrato científico do nascimento da inteligência.
E se trata de um retrato belíssimo. Ele deixa claro o quanto essa habilidade depende de uma combinação complexa de circunstâncias para que atinja seu ápice na vida adulta. Condições que surgem antes mesmo da fecundação, como evidencia uma pesquisa realizada no Centro Médico Forest Baptist (Eua). O trabalho apontou que filhos de mães com Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 30 (já classificado como obesidade) têm maior chance de desenvolver limitações cognitivas. Eles manifestaram três pontos a menos de QI (quociente de inteligência) em relação aos nascidos de mulheres de peso normal. Ainda se estuda de que maneira o excesso de peso da mãe impacta a inteligência do filho, mas há algumas hipóteses. “O acúmulo de peso pode contribuir para um maior número de células anormais do sistema imunológico, capazes de atacar outras estruturas”, disse à ISTOÉ Jennifer Helderman, uma das autoras do estudo. “O mecanismo resulta em uma maior predisposição à inflamação, que poderia afetar o tecido neurológico da mãe e do feto”, especula.


Nas primeiras semanas após a fecundação, inicia-se uma etapa-chave: é quando começa a se formar o tubo neural, a estrutura que dará origem ao cérebro. Diversos trabalhos relacionam o sucesso desse processo à presença em concentração adequada de ácido fólico (vitamina B). Caso contrário, uma das extremidades do tubo não se fecha, originando, por exemplo, a anencefalia (ausência parcial do encéfalo e da calota craniana). “Pesquisas confiáveis apontam forte conexão entre déficit de ácido fólico e essa anomalia”, explica o médico Luiz Celso Villanova, chefe do setor de neurologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).







Para ler o texto "O nascimento da inteligência", Clique aqui (link)




terça-feira, 23 de outubro de 2012

Redes sociais e sua lógica falta de privacidade.

Imagem da Internet. 



Diante dos comentários gerais sobre a privacidade na internet. Isso mesmo, o brasileiro é modista. Adora seguir o fluxo. Se criam uma vacina, correm para tomar sem nem saber para o que é que serve. Ontem (isso foi domingo) um programa de televisão revelou o que “ninguém sabia”: Seus dados estão disponíveis para todo o planeta. Ora, claro que quando um pobre rapaz decide criar uma conta em uma rede social ou até mesmo quando compra um serviço de internet, ele é “obrigado” a fornecer alguns dados, e ele, inocentemente, "não sabe" que um computador tem um código, o IP. O simples fato de usar a internet implica dizer que você já lançou dados para um servidor, que manipula sua informação e… (já não sei mais)

Diante da “repercussão bombástica” causada pela emissora, as redes sócias “acordaram” com uma missão nesse dia: Divulgar mensagens pedindo para que as pessoas desabilitassem algumas funções especificas entre seus contatos. Claro que isso não vai adiantar de nada. Logo, alguém vai fazer um comentário via rede social que vai gerar mais e mais comentários. Logo, alguém vai postar uma foto, que também vai gerar “curtidas e mais curtidas” e mais conversa, pano pra manga, no jargão nordestino.

Na boa, se o cara não quer ter suas informações expostas, escolha não ter uma conta na rede social. Vivemos em um mundo onde somos “obrigados” a ter contato com pessoas de todos os tipos. O ser humano é um ser (animal?) social.  Não é porque tenho a opção de colocar meu nome completo, a cidade onde moro e outras informações que preciso usar tudo, mas se decidiu ir por esse caminho, encare as consequências. Se colocou, clocou para alguém ver, certo?

Por outro lado, o cara pode optar por somente alimentar sua página com informações gerais e produtivas, não necessariamente pessoais; bloquear suas fotos, escolher melhor quem está aceitando como contato. 

Vivemos em um mundo onde quem não é visto não é lembrado, mas nem por isso você precisa expor sua vida o tempo todo. Eu por exemplo, sou ocupado e não perco meu tempo procurando saber o que fulano comeu no almoço ou a hora que ele cagou. Tenho outros afazeres. O George Orwell estava certo quando previu em seu livro 1984 o fim da privacidade, ele só não imaginava (acredito eu) que a busca pelo sigilo poderia se tornar um mercado. Pois é, segundo o futurologista alemão, Gerd Leonhard, quem quiser ter privacidade no futuro terá de pagar por ela e isso já é fato na Europa e nos Estados Unidos.

Fazer o que? Estamos seguindo o fluxo. Garanto que, quando cada um que está lendo esse texto agora, estiver usando um chip na mão direita ou na testa, não vai achar a ideia de rede social um absurdo.

Não é a rede social que faz o mal, é o usuário despreparado que não sabe sua real utilidade.





terça-feira, 21 de agosto de 2012

¿Los hombres prefieren el fútbol a las mujeres?




Nada de eso, según afirma haber demostrado un equipo de científicos de la Universidad de Bristol (Reino Unido). Trabajando con seguidores del equipo Newcastle United, expertos en Psicología Biológica comprobaron que los aficionados al fútbol se sentían más estresados si se rompía ante ellos una fotografía de sus compañeras sentimentales o esposas que si se hacía lo con retratos de los jugadores de su equipo.

Midiendo sus niveles de estrés han podido cuantificar que los hombres adoran cinco veces más a sus parejas que a sus equipos de fútbol, por muy forofos que sean del deporte rey, según los resultados de los que se hace eco el periódico The Daily Telegraph.

Y además >> aquí <<<

terça-feira, 5 de junho de 2012

Leonardo Boff - Economia verde vs Economia solidária.




Por Leonardo Boff


O Documento Zero da ONU para a Rio+20 é ainda refém do velho paradigma da dominação da natureza para extrair dela os maiores benefícios possíveis para os negócios e para o mercado. Através dele e nele o ser humano deve buscar os meios de sua vida e subsistência. A economia verde radicaliza esta tendência, pois como escreveu o diplomata e ecologista boliviano Pablo Solón “ela busca não apenas mercantilizar a madeira das florestas mas também sua capacidade de absorção de dióxido de carbono”. Tudo isso pode se transformar em bonos negociáveis  pelo mercado e pelos bancos. Destarte o texto se revela definitivamente  antropocêntrico como se tudo se destinasse ao uso exclusivo dos humanos e a Terra tivesse criado somente a eles e não a outros seres vivos que exigem também sustentabilidade das condições ecológicas para a sua permanência neste planeta.

Resumidamente: “O futuro que queremos”, lema central do documento da ONU, não é outra coisa que o prolongamento do presente. Este se apresenta ameaçador e nega um futuro de esperança. Num contexto destes, nãoavançar é retroceder e fechar as portas para o novo.

Há outrossim um agravante: todo o texto gira ao redor da economia. Por mais que a pintemos de marron ou de verde, ela guarda sempre sua lógica interna que seformula nesta pergunta: quanto posso ganhar no tempo mais curto, com o investimento menor possível, mantendo forte a concorrência? Não sejamos ingênuos: o negócio da economia vigente é o negócio. Ela não propõe uma nova relação para com a natureza, sentindo-se parte dela e responsável por sua vitalidade e integridade. Antes, move-lhe uma guerra total, como denuncia o filósofo da ecologia Michel Serres. Nesta guerra nãopossuimos nenuma chance de vitória. Ela ignora nossos intentos. Segue seu curso mesmo sem a nossa presença. Tarefa da inteligência é decifrar o que ela nosquer dizer (pelos eventos extremos, pelos tsunamis etc), defender-nos de efeitos maléficos e colocar suas energias a nosso favor. Ela nos oferece informações mas não nos dita comportamentos. Estes devem se inventados por nós mesmos. Eles somente serão bons caso estiverem  em conformidade com seus ritmos e ciclos.

Como alternativa a esta economia de devastação, precisamos, se queremos ter futuro, opor-lhe outro paradigma de economia de preservação, conservação e sustentação de toda a vida. Precisamos produzir sim, mas a partir dos bens e serviços que a natureza nos oferece gratuitamente, respeitando o alcance e os limites de cada  bioregião, destribuindo com equidade os frutos alcançados, pensando nos direitos das gerações futuras e nos demais seres da comunidade de vida. Ela ganha corpo hoje através da economia biocentrada, solidária, agroecológica, familiar e orgânica. Nela cada comunidade busca garantir  sua soberania alimentar. Produz o que consome, articulando produtores e consumodres numa verdadeira democracia alimentar.

A Rio 92 consagrou o conceito antropocêntrico e reducionista de desenvolvimento sustentável, elaborado pelo relatório  Brundland de 1987 da ONU. Ele se transformou num dogma professado pelos documentos oficiais, pelos Estados e empresas sem nunca ser submetido a uma crítica séria. Ele sequestrou a sustentabilidade só para  seu campo e assim distorceu as relações para com a natureza. Os desastres que causava nela, eram vistos como externalidades que não cabia considerar. Ocorre que estas se tornaram ameaçadoras, capazes de destruir as bases físico-químicas que sustentam a vida humana e grande parte da biosfera.

Isso não é superado pela ecocomia verde. Ela configura uma armadilha dos países ricos, especialmente da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) que produziu o texto teórico do PNUMA Iniciativa da Economa Verde. Com isso, astutamente  descartam a discussão sobre a sustentabilidade, a injustiça social e ecológica, o aquecimento global, o modelo econômico falido e mudança de olhar sobre o planeta  que possa projetar um  real futuro para a Humanidade e para a Terra.

Junto com a Rio+20 seria um ganho resgatar também a Estocolmo+40. Nesta primeira conferência mundial da ONU de 5-15 de julho de1972 em Estocolmo na Suécia sobre o Ambiente Humano, o foco central não era o desenvolvimento mas o cuidado e a responsabilidade coletiva por tudo o que nos cerca e que está em acelerado processo de degradação, afetando a todos e especialmente aos países pobres. Era uma perspectiva humanística e generosa. Ela se perdeu com a cartilha fechada do desenvolvimento sustentável e agora com a economia verde.


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Podemos recusar uma proposta da empresa?



Um texto bem elaborado que trata bem essa questão referente ao mundo corporativo. Não é uma questão simples e ler muito sobre o assunto é a ação mais assertiva. O tempo de leitura do mesmo é de maios ou menos cinco minutos. Boa leitura. 





Sempre que penso nessa questão me lembro da fábula dos moicanos canadenses que resumidamente diz:


“…formigas aboletadas em tronco que desce rio abaixo, acreditam, piamente, que estão conduzindo o tronco…”

Na minha opinião essa resposta passa por entendermos a diferença entre conduzirmos efetivamente a carreira ou acharmos que estamos conduzindo.

Quando aceitamos uma proposta da empresa pelo simples fato de imaginarmos que a recusa pode significar um tarja negativa no histórico ou a possibilidade de uma demissão, estamos agindo como as formigas que caminham para o lado que o tronco leva e na velocidade que o rio conduz e ainda assim acham que estão conduzindo o tronco. Aceitar uma proposta nessas condições significa sentar no banco do passageiro e deixar que alguém conduza sua carreira dizendo como e o que você deve fazer. Significa delegar a empresa e ao líder algo que é indelegável: a gestão da sua carreira.

Partindo, então, do princípio de que não se delega a gestão da carreira, a resposta a questão inicial fica clara. Sim, podemos e devemos recusar propostas que nos levem na direção contrária a aquela que acreditamos ser a mais adequada para nossos desejos e ambições profissionais. Entender essa questão não resolve um outro problema inerente a questão. Como dizer “não” sem gerar uma situação desconfortável junto ao seu líder e aos planos da empresa? Só vejo uma saída: agir com transparência e proatividade.

Transparência para esclarecer o real motivo para não aceitar a proposta, mostrando todas as variáveis que fazem com que, tanto do ponto de vista profissional quanto do pessoal, a proposta não atenda aos seus anseios e expectativas e proatividade para apresentar alternativas que possam viabilizar os planos da empresa mesmo com a sua recusa.

Aproveite a oportunidade para reforçar, se for o caso, o seu comprometimento e envolvimento com a empresa e que essa recusa não significa um desconforto com a empresa e sim com a proposta apresentada. Estou certo que um bom líder saberá entender e respeitar sua postura. Caso contrário, talvez valha a pena repensar se você esta na empresa correta e sob uma liderança que o apoiará na construção da sua carreira.

Texto de Fábio Jorge Celeguim
@fabioceleguim

terça-feira, 22 de maio de 2012

Quando eu quase desisti.

Compartilho aqui um texto bem estimulante onde podemos aprender o valor de termos uma boa equipe para nos prover suporte no momento que precisamos. Indico o mesmo para líderes que querem mostrar o valor de trabalhar em boas equipes e/ou para aqueles que querem seguir um bom exemplo e encontrar motivação em momentos difíceis.


Quando eu quase desisti

Crédito: Ilustração: Lula Palomanes

Antes de abandonar um desafio, faça uma pausa para refletir e converse com um amigo que saiba te escutar.

Recentemente fiz uma viagem aventura. Com meus amigos Júlio e Décio fui de moto até Cuzco, no Peru, onde encontramos nossas mulheres para visitar Machu Picchu. Percorremos mais de 5 000 quilômetros em sete dias. Foi uma das experiências mais emocionantes, e duras, que tive em toda a vida. Houve momentos mágicos, como a entrada na região amazônica e a travessia dos Andes. Houve um momento difícil, em que quase desisti.

Em Mato Grosso, já com algumas dores no corpo, comecei uma manhã enfrentando um infernal trânsito de caminhões, com a meta de viajar mais de 900 quilômetros naquele dia, sob um sol de 40 graus. Para piorar, perdi uma das malas, que, com um pequeno defeito na presilha, saiu quicando pelo asfalto quase provocando um acidente. Assustado, na primeira parada informei a meus amigos que iria só até Cuiabá, despacharia a moto para São Paulo e voltaria de avião.

Era meu limite e, para mim, já tinha sido uma vitória. Foi quando senti o valor da equipe. "Vamos respeitar sua escolha", disse Júlio. "Mas primeiro vamos almoçar, depois você decide." E durante o almoço, um pouco mais relaxado, a conversa foi sobre o valor do companheirismo, a força que o grupo emana, a coesão proporcionada pelos objetivos comuns, tudo isso fluindo naturalmente das histórias de vida de cada um.

Ao fim da refeição, respondendo ao olhar interessado de meus amigos, eu disse: "Vamos em frente pessoal". A viagem foi maravilhosa, principalmente pelo prazer da aventura associado ao aprendizado relacionado às dificuldades, mas confesso que aquele episódio ajudou a tornar a experiência ainda mais rica. Se eu não passasse por um momento tão duro, acho que não teria valido tanto a pena.

Isso me fez recordar vários momentos da vida, igualmente difíceis, que exigiram doses extras de energia, e que, por isso mesmo, foram marcantes e colaboraram para a construção de meu caráter. Você fez vestibular? Batalhou para conseguir um emprego? Abriu seu próprio negócio? Faliu? Casou? Montou sua primeira casa? Em todos esses eventos com certeza há momentos de dúvida e pensamentos de desistência.

Mas não dá para desistir de viver. Em todos esses momentos ter uma equipe de verdade a seu lado pode ser determinante. Que equipe? Ora, a que você constrói enquanto caminha pela longa estrada da vida — família, amigos, companheiro(a). Não desista de nada já. Primeiro tenha um almoço descontraído e troque uma ideia com alguém que saiba ouvir.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Puzzle: E pluribus unum OU Cuique suum? Apenas lembre-se que Sol lucet omnibus!


Não vou recontar os acontecimentos do livro “O retrato de Dorian Gray” do escritor irlandês Oscar Wilde, mas essa obra pode nos mostrar como um homem comete uma espécie de auto sabotagem, ou seja, ele acaba tentando contra si mesmo. Existem momentos na vida que achamos que acertamos e aí descobrimos que, na verdade, apenas atrasamos nossas vidas mais uma vez.

Não vou me prolongar e espero que um dia alguém consiga montar as peças desse quebra-cabeça, pois já estou cansado de me auto sabotar. No livro em questão, o personagem principal, Dorian Gray, deseja ser jovem para sempre enquanto seu retrato é que sofre as alterações com o passar do tempo.

Não sei se a questão aqui é relativa a preservar uma beleza explicita, mas um bem ainda maior: MINHA PACIÊNCIA. Estou no que chamo de “dilema do EU”. Já percebo que o tempo já vem fazendo um estrago enorme nas minhas escolhas porque só vejo um projeto mal pronto vindo pela frente, caso eu continue a pensar como o Dorian... será o quadro que irá me matar. CANsan...do... 

Lembro aqui de uma frase do grande escritor espanhol, Cervantes: “Y así, del poco dormir y del mucho leer se le secó el cerebro, de manera que vino a perder el juicio”. 

Será que secou mesmo? Ou eu apenas não percebi que fiquei mais forte e não preciso mais aceitar o mundo do jeito que se projeta? Fica aqui o trailer do filme The Picture of Dorian Gray:



quarta-feira, 25 de abril de 2012

Menos dívida, Mais dinheiro Faça escolhas mais simples e baratas para ter dinheiro para curtir a vida.



Casa própria. Por darem tanta importância a esse sonho, inúmeros brasileiros se precipitam e assinam um contrato de financiamento bem antes de conquistar reais condições de quitá-lo com tranquilidade. Pagam uma montanha de juros por isso. Assumem prestações que tornam a maior parte do orçamento inflexível. Falta dinheiro para o lazer e para os planos de curto e médio prazo.

Não há verba para se educar e aumentar sua renda. Poupar? Nem pensar. Com um orçamento apertado por uma pesada prestação, qualquer imprevisto leva esses brasileiros a contraírem pequenas dívidas. Férias? Carro? Só financiados. A casa está a caminho de se tornar própria, mas todo o consumo é dependente do dinheiro de bancos ou financeiras, deteriorado por juros, que diminuem o poder de compra.

O que nos falta é a percepção de que a ingênua escolha de se endividar excessivamente para pagar a casa própria faz com que seu consumo cotidiano deixe de ser próprio. Uma vez dentro da ciranda das dívidas, esse brasileiro só consegue consumir se tiver um banco disposto a lhe alugar dinheiro a juros nada convenientes. Não é raro deparar com a absurda proposta de dividir compras de supermercado em 12 prestações.

Se desmembrarmos o orçamento da classe média entre consumo, impostos e custo financeiro, teremos aproximadamente um terço da renda para cada um desses itens. Em outras palavras, apenas um terço do suado dinheirinho do trabalho realmente se transforma em aquisição de bem-estar. O restante é dividindo entre um governo ganancioso e incompetente e bancos competentes em entender e explorar esse jogo.

Existe receita para tornar seu consumo mais eficiente. Prefira uma vida simples, para que mais dinheiro sobre para suas escolhas de bem-estar. Enquanto não tiver ao menos 40% do valor do imóvel que deseja comprar, trabalhe bastante, estude para aumentar sua renda e viva em um imóvel alugado, mais modesto do que aquele que você compraria. Poupe um pouco e gaste seu dinheiro com prazer.

A hora de comprar chegará quando, ao fazer as contas, você perceber que pode quitar seu imóvel em um prazo de até 15 anos. Depois disso, você terá que gastar com reformas. Discipline-se para acumular dinheiro antes de realizar seus sonhos cotidianos de consumo. Evitando dívidas e compras a prazo, você pagará menos juros e comprará mais bens e serviços, dando mais produtividade a seu dinheiro.É um ganho considerável.

Artigos - Gustavo Cerbasi. 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

RELIGIÃO: VERDADES INCONVENIENTES: CONHECEIS A VERDADE E ELA VOS LIBERTARÁ.





Nesse texto sobre religião, seguem algumas dúvidas que assombram o cristianismo. Deixo claro que minha intenção não é influenciar, mas sim fazer os leitores refletirem sobre alguns fatos que merecem consideração, e tentarei fazer isso de modo mais imparcial possível. TODO ESSE TEXTO FOI RETIRADO DO BLOG: AS CRÔNICAS DE VON SERRAN.


A primeira grande questão na qual os convido, seria sobre o fato de o Deus cristão ser diferente dos demais. Vamos começar pelo cristianismo e islamismo (as duas maiores religiões do mundo) para comparar. Segundo a bíblia essas duas nações são divididas em dois patriarcas – Dos judeus descendentes de Isaque filho de Abraão e Sara, e Ismael que descende os árabes, filho também de Abraão e Agar, escrava de Sara (Gen. 21:1- 3).

Assim sendo, os dois descendem do mesmo pai, e, portanto, em tese adoram o mesmo Deus. O fato de um chamar Alá e o outro Jeová fica nos critérios regionalistas do idioma, ou seja, Good morning e bom dia são a mesma coisa, porém com pronuncia diferente. Pesquisadores fizeram um estudo de DNA e comprovaram que judeus e árabes são parentes próximos, como diz a Bíblia.

 A descoberta significa que todos são originários de uma mesma comunidade ancestral, que viveu no Oriente Médio há 4.000 anos.


Já no budismo não se nega a existência de Deus, ele apenas enfatiza que o homem é responsável pelo seu futuro pelo que age no presente. Ou seja, se Deus te deu uma cabeça e braços, pense e trabalhe. No hinduísmo, existe uma pluralidade de Deuses, porém nos Vedas, Brahma é um dividido em outros (lembram do pai, filho e espírito santo?).

 Assim, se começarmos a refletir, não chegaremos à conclusão que o que difere um Deus de outro são as culturas humanas, com suas características, influenciando o modo de pensar na divindade no ambiente em que essa cultura é dissipada?


ESSA É UMA QUESTÃO. VAMOS PARA OUTRA.

Já se perguntou se alguma vez, você aprendeu uma coisa corretamente?


Um fato que poucos conhecem, são das políticas por trás das grandes decisões do cristianismo. Os cristãos deixaram de ser perseguidos em 313 e apenas 12 anos depois seus bispos foram convocados para o Concílio de Nicéia, primeiro passo dado para a criação do Novo Testamento.



Na reunião, os evangelhos de Marcos, Lucas, Mateus e João foram escolhidos para narrar a biografia de Jesus por uma razão simples: expressavam a visão dominante na Igreja. E todos os demais foram considerados apócrifos, falsos e perigosos para o estabelecimento do novo livro.




Começou, então, a perseguição a todos que ousavam discordar da recém-formulada Escritura Sagrada. Os gnósticos, docetas, ebionitas e ofitas foram acusados de heresia. Os que insistiam em desrespeitar o cânon eram punidos com a excomunhão ou a morte. Dezenas de livros – ou centenas, já que ninguém sabe ao certo quantos eram – foram destruídos ou queimados.




Nag Hammadi foi um deles, encontrado em um vaso de uma caverna egípcia conseguiu escapar da destruição. Possui a mesma idade histórica, e autenticidade dos evangelhos do novo testamento. Assim a bíblia que você lê hoje, foi uma compilação política para que a igreja existisse como ela é hoje, um Vaticano que explorou ouro das nações pobres, que apoiou a caça às bruxas, que nega o celibato a padres, por não querer sustentar famílias em vez de indivíduos sozinhos.



Nos outros evangelhos como os apócrifos, existem relatos que as pessoas não conhecem da bíblia comum, alguns relatam sobre as experiências de cristo dos 10 aos 30 anos. Segundo alguns relatos escritos, Jesus esteve na Índia junto com os budistas. Depois foi para a Pérsia e viajou para a Mesopotâmia. Na Grécia viajou com os Sumérios e depois para o Egito que é uma cultura bem diferente da dos Judeus.



Daí a explicação de Jesus ser tão diferente do Deus do primeiro testamento.


Ele pregava o amor, dar a outra face caso alguém lhe batesse.



O Deus do primeiro testamento é vingativo, ciumento, bem diferente de Jesus que Pregava sobre o Amor ou o desapego das coisas materiais, que é mais típico dos budistas. E se estudar sobre Buda os pensamentos dele, seus ensinamentos não diferem muito ou nada sobre os de Jesus, Inclusive Buda também dizia parábolas.



Veio então à reforma protestante, e Martinho Lutero se revolta contra o clero tradicional, que vendia milhões de relíquias de Cristo por semana. Sua tese é questionada e passa também a ser perseguido. Mas reescreve a bíblia do latim, para o alemão.




Tempos depois a bíblia é reescrita do alemão, para o italiano e depois para o inglês. Pense em como foi feita estas traduções, das interpretações, e do tempo em que elas sofreram com estas mudanças históricas. Chegamos à conclusão, que você não sofreu censura de informação a partir da segunda guerra mundial, como dizem as teorias de comunicação, mas sim de 100 depois de Cristo.




Estas informações não foram inventadas, algumas constam na biblioteca secreta do vaticano, e foram divulgadas por alguns padres que se converteram ao protestantismo.




Convido vocês a pesquisarem, e acrescentarem algo.



Acho válido, como debate, assim poderemos entender melhor estas questões.



Sei que muita coisa vem da fé, não discordo de quem acredita pela fé, eu respeito muito.


O que eu quero é descobrir se vale à pena levantar uma bandeira para defender um ponto... Porque religião é ponto de vista e Deus é outra coisa.


Ai eu pergunto a vocês, revisando tudo que escrevi:



Deus é o mesmo em todas as religiões?

Você acha que aprendeu tudo que devia saber sobre a sua fé?
Espero ansiosamente os comentários.

De onde veio esse texto? link

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

“A eternidade és teu dom miserável, e tens que suporta-la… Fazendo da morte, uma vitória”.





A repetição. Não existe nada mais doloroso do que fazer sempre a mesma coisa; viver a mesma rotina. Todo amanhecer pode te trazer uma história, mas a mesma história nascendo juntamente com o sol me parece algo melancólico.

Não faça sua vida apenas passar diante dos seus olhos. Ouse, seja irresponsável às vezes, e tente o que ninguém nunca tentou antes: Fazer tudo do mesmo jeito apenas lhe torna um repetidor, não um criador.

Seja o protagonista da sua própria história. Não deixe que as outras pessoas te digam que você não pode fazer o que acha prudente e certo, e nem seja o que os outros querem que você seja. Viva sua própria vida e use você mesmo como um modelo inacabado que pode aprender com os próprios erros. Erre muito e descubra o que ainda falta aprimorar. Viver para sempre você não irá. É até melhor assim, pois a eternidade é um dom miserável. 

domingo, 25 de dezembro de 2011

NATAL + bRASIL: O Papai Noel seria bem-vindo?


A morte do bom velhinho.



Figura quase onipresente no mês de dezembro, o Papai Noel está em shopping centers, peças publicitárias, enfeites e muito mais.  Todo esse carinho tem motivo claro: o bom velhinho recompensa as crianças que tenham se comportado bem ao longo do ano com presentes que ele mesmo distribui na madrugada do dia 24 para o dia 25 do referido mês.  Tudo gratuitamente.  Para mim, o único problema dele é a inexistência. Mas pode ter certeza: se o Papai Noel existisse, seria odiado pela maioria dos proeminentes políticos e economistas. 

De onde tirei isso?  Simples: como tais pessoas tendem a ser hostis à entrada de produtos estrangeiros melhores ou mais baratos do que os nacionais, é óbvio que não iriam gostar que um groenlandês entrasse no país e distribuísse brinquedos gratuitamente.  Ao buscar impor barreiras ao bom velhinho, provavelmente o acusariam de dumping, de maltratar suas renas ou de escravizar os duendes, a fim de enquadrá-lo como praticante da "concorrência desleal" ou coisa parecida.  No entanto, não há dúvidas de que seria a mera atitude de dar presentes que faria o Papai Noel ser pintado como um sabotador da economia nacional, responsável pelo fim de empregos e pelo enfraquecimento da indústria.

Teriam razão?  Certamente não!  A ideia de que importações são maléficas tem claras pitadas de nacionalismo e xenofobia, mas sua raiz é mais profunda.  Como a existência de uma necessidade não satisfeita é o pressuposto de cada atividade econômica, diz-se que o fim de uma necessidade ou sua perfeita satisfação são eventos que devem ser evitados, porque provocariam uma diminuição da atividade econômica.  Por tal motivo, quem odeia importações também odeia máquinas e acredita que guerras e desastres naturais têm efeitos positivos.  Trata-se de um grande equívoco!  O aparecimento de soluções mais eficientes para certos problemas de fato prejudica o pequeno grupo que está acostumado a ganhar dinheiro lidando com eles, mas beneficia aqueles que sofrem com tais problemas, pessoas que certamente formam um grupo bem maior.  Além disso, o pequeno malefício é passageiro, visto que os beneficiários buscam satisfazer outras de suas infinitas necessidades, demandando soluções para outros problemas, antes preteridos.  

Sendo assim, é correto afirmar que a existência do Papai Noel seria nefasta para fabricantes de brinquedos e afins, mas é preciso destacar que a economia nos gastos natalinos possibilitaria aos pais de crianças bem comportadas a aquisição de outros produtos e serviços — o que não apenas aumentaria o conforto material deles, mas também direcionaria a energia produtiva do setor de brinquedos para os setores contemplados.  Com as importações comuns (em que se busca lucro), ocorre o mesmo fenômeno, embora, infelizmente, sem tanta força, pois a quantia economizada por quem recebe os produtos não é tão grande — afinal, há uma compra mais barata, e não uma doação. 

As práticas protecionistas, portanto, criam barreiras à entrada de soluções, o que é economicamente equivalente a criar novos problemas.  É como se o Estado furasse pneus em prol de borracheiros.  Ora, não precisamos de mais dificuldades no caminho da prosperidade!  Basta!  Soluções são bem-vindas e ponto final.  O Papai Noel infelizmente não existe, mas tem muita gente disposta a atravessar o mundo para nos servir um pouco melhor.  Por que recebê-los mal?

Onde leio o original? Aqui (link)


Fica a dica dessa parodia feita com o Papai Noel. (link)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Muito prazer, meu nome é África: Breves comentários sobre a literatura africana e suas potencialidades.







Formado por diversas nações pobres, devastadas por vários anos de guerras. Oitocentos milhões de habitantes, um sétimo da população mundial, mas, devido à sua extensão territorial, é pouco povoada. Sua densidade demográfica é equivalente ao Brasil. Porém a definição desse continente não pára por ai. Ele ainda enfrenta o preconceito, a descriminação, ainda não tendo se livrado de uma imagem distorcida de lugar exótico, primitivo, miserável e incapaz de se erguer por conta própria. Na verdade, quando falamos daquele continente devemos observar que o mesmo não se apresenta de forma singular, mas multicultural: são diversos idiomas, histórias, potencialidades, identidades e nações.

A literatura em questão era, até pouco tempo atrás pouco difundida. O fato se dá devido a alguns problemas ainda vividos no outro lado do Atlântico. Mesmo com altos índices de analfabetismo, dos sofrimentos causados por conflitos armados, da precariedade da vida, da herança deixada pelo mundo, um número crescente de escritores africanos vem se revelando, contando em forma de poesia, contos e romance a história desse continente, e assim, reafirmando uma diversidade que trazem a marca de uma verdadeira resistência cultural.

Tal literatura tem como contexto, guerras civis e caos social, que servem como plano de fundo da maior parte das obras. A religião também exerce uma influência forte. Uma característica marcante é a tradição oral. Na Guiné, por exemplo, existe o Djumbai, encontros em que se contam fábulas, histórias tradicionais, contos infantis. É uma tradição antiga que ajuda a preservar e manter viva a criatividade artística.

Mesmo sendo do mesmo continente, alguns escritores não mantêm um contato entre si. Eles são, muitas vezes, apresentados quando participam de eventos de literatura no exterior. Muitos deles já receberam diversos prêmios ao redor do globo, prêmios esses que repercutem e fazem despontar novos talentos.  Os livros também não circulam no próprio continente, nem entre os países de mesma língua. Já em relação à vendagem das obras, amantes da literatura enfrentam alguns problemas: São poucas as editoras e os preços dos livros são inviáveis para a população local.

Ainda não despertamos para um contato mais aprofundado com a literatura africana, parecemos demonstrar certo desinteresse ou completo desconhecimento pela temática em questão. Então, segue uma lista de algumas obras e escritores africanos:

Ø  Balada do amor ao vento (1990), ventos do apocalipse (1993), em Niketche: uma história de poligamia (2002), o alegre canto da perdiz (2008) de Paulina Chiziante;

Ø  A louca de Serrano (2008) de Dina Salústico; o cão e os caluandas (1985), Yaka (1985), Jaime Bunda, agente secreto (2001), Jaime Bunda e a morte do americano (2002), predadores (2005); de Pepetela;


Ø  Raiz de orvalho (1983) e terra sonâmbula (1992) de Mia Couto.

Talvez no futuro iremos olhar no retrovisor do tempo e perceber que o continente africano também tem muito a nos ensinar através da sua literatura rica e diversificada. 

Por Bruno Coriolano.
Texto escrito em 2009.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Um olhar sobre a literatura nonsense inglesa: a Alice que se disfarça de possível.

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 “Alice estava começando a se cansar de ficar ali sentada ao lado da irmã no barranco e não ter nada que fazer: uma ou duas vezes espiara o livro que sua irmã estava lendo, mas não tinha figuras nem diálogos, “e para que serve um livro”, pensou Alice, “sem figuras nem diálogos?”.



Um dos clássicos mais aclamados da literatura mundial, Alice no país das maravilhas escrito pelo matemático Charles Dodgson, sobre o pseudônimo de Lewis Carroll, oferece ao público diversas temáticas que muitas vezes beiram o absurdo.

Para sermos mais claros e tecnicamente mais corretos, devemos nos referir à obra como sendo representante do nonsense, mas de que se trata esse termo? O nonsense não é algo falso. Mas também não é verdadeiro e nem pode ser. Na verdade, trata-se de uma proposição absurda que se disfarça de possível.
 
Erro, ilusão, loucura, fuga da realidade, o jogo de palavras e aquilo que não pode ser são alguns dos assuntos expostos na obra da menina que cai na toca do coelho para descobrir um mundo novo e tão irreal e fantasioso que permeia na imaginação de muitas crianças.

Escrito há dois séculos, Alice no país das maravilhas surgi como fruto da imaginação de Charles Dodgson às margens de um rio, quando o mesmo costumava contar estórias de uma menina em um mundo fantasioso e diferente do vivido pelo autor.  A mesma começa com Alice (provavelmente nome dado para homenagear a menina que costumava ouvir as estórias contadas por Carroll) seguindo um coelho de colete e relógio. É ai que temos a primeira cena sem sentindo, nonsense. Ora, como pode um coelho usar colete e relógio? Qual seria a preocupação de um animal com o tempo? O certo é que a menina vai parar em uma dimensão onde tudo é surreal, povoado por criaturas inusitadas que só poderiam existir em sonhos. Além do coelho que parece estar sempre atrasado (representação do homem moderno?), existe o gato cheshire, que tem o poder de aparecer e desaparecer quando quiser. Temos também a presença do chapeleiro maluco que está perpetuamente na hora do chá e foge da rainha de copas.

 O que essa obra nos mostra é a evidencia do absurdo, do sem sentido. Mas essas proporções parecem estar presentes na nossa vida o tempo todo. É só observar que nossas mães, quando ainda somos pequenos, tentam nos convencer a comer mais para podermos crescer. Isso não seria ilógico? Não. Não é absurdo afirmar que alguém cresce ou diminui tão logo coma ou deixe de comer. Não há dúvidas que o alimento é fundamental para o crescimento.  É o que acontece em Alice quando ela cresceu e diminuiu, coube e descoube nas medições de tal mundo apenas comendo um cogumelo. Claro que estamos falando de nonsense.


Até mesmo confusões e mal-entendidos lingüísticos corriqueiros estão presentes na obra de Carroll quando lemos “Ele está matando o tempo!” (cap. 7), de fato, não se pode matar o tempo já que ele não é um ser que pode morrer. Assim, temos mais uma vez o uso daquela proposição absurda que se disfarça de possível.

O leitor mais atento já deve ter notado que não dispomos de muito mais tempo para falarmos mais detalhadamente sobre o assunto. O que percebemos é que o nonsense não é uma falsidade e ainda faz uso do disfarce da realidade. Falso é alguma coisa que dizem que aconteceu sem ser verdade. Nonsense é algo que nem é e nem pode acontecer.

O que se aprende na obra Alice no país das maravilhas é a percepção do que há de nonsense no mundo dos adultos. Afinal, você, depois de ler esse ensaio, já não cabe mais nas roupas que cabia antes. Lembre-se que “a fantasia não é exatamente uma fuga da realidade. É um modo de entendê-la.”

por Bruno Coriolano