SOBRE O BLOGUEIRO

Sou um Beatlemaniaco. Tudo começa assim... Fiquei reprovado duas vezes no Mobral, mas nunca desisti. Hoje, sou doutor em Parapsicologia formado na mesma turma do Padre Quevedo; sou antropólogo e sociólogo formado, com honra, em cursos por correspondência pelo Instituto Universal Brasileiro. Em minha vasta carreira acadêmica também frequentei até o nono ano de Medicina Cibernética, Letras Explosivas, Química da Pesada, Direito Irregularmente torto e assisti a quase todas as aulas do Telecurso 2000 repetidas vezes até desistir de vez. Minha maior descoberta foi uma fábrica secreta de cogumelos venenosos comestíveis no meio da Amazônia Boreal. Já tive duas bandas de Rock que nunca tocaram uma música se quer. Comi duas vezes, quando criança, caspas gigantes da China pensando que era merda amarela. Depois de tudo isso, tornei-me blogueiro. Se eu posso, você pode também. Sou um homem de muita opinião e isso desagrada muita gente. Os temas postados aqui objetivam enfurecer um bom número de cidadãos.

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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Funcionário em primeiro lugar.




Para motivar a equipe, empresas oferecem pacotes de benefícios que incluem desde orientação financeira até apoio a problemas pessoais.

As empresas estão mais preocupadas com o bem-estar de seus funcionários. Segundo a pesquisa da consultoria Towers Watson com 198 companhias nacionais e multinacionais, 36% oferecem programas de Employee Assistance Program (EAP), que fornecem serviços de apoio a problemas pessoais, como advogado, psicólogo e consultor financeiro. No ano passado, 20% das empresas ofereciam o benefício.

Os prestadores deste tipo de serviços têm aumentado o leque de ofertas. Empresas como Albenture, Auster e Prestus já ajudam o funcionário a encontrar empregada doméstica, levar filhos para escola, tratar de tarefas de cartório. Tudo para não perder o tempo do funcionário. "Às vezes, os problemas pessoais podem prejudicar o desempenho do trabalhador. Ele fica com aquilo na cabeça, ao mesmo tempo em que tem reuniões, planejamento, orçamento. Isso gera um conflito que se torna estressante", diz Peter Rosemberg, diretor da Albenture no Brasil.

O Grupo BB e Mapfre, por exemplo, oferece como benefício, para os 5 400 funcionários no Brasil, o Programa de Ouvidoria e Papo (POP), fornecido pela Auster e que inclui, além de ouvidoria, orientação jurídica, financeira, nutricional e apoio emocional em problemas vividos pelos profissionais. 



Sua empresa já está fazendo isso?

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Afinal, qual é o seu talento?




Calma, caro leitor! Se você não conseguiu responder à pergunta acima com a mesma presteza com que diria qual seu time do coração ou qual seu estilo preferido de música, não significa que você não seja uma pessoa talentosa. 


Esse é um assunto que exige atenção e 90% das pessoas não teriam a resposta na ponta da língua. Mas é algo a se pensar, pois, em uma sociedade que se acostumou a valorizar as pessoas talentosas e em que as empresas dizem que se dedicam a atrair, desenvolver e reter, parece que não identificar em si mesmo um talento especial transformou-se numa espécie de pecado capital. Para desmistificar o assunto é útil lembrar alguns princípios. Ter talento não significa nascer com uma inteligência superior, uma habilidade artística ou uma qualidade única. Talento não é dom, não nasce com a pessoa, e sim é desenvolvido com a prática, o que demanda tempo e persistência. 


A prática, a dedicação e as chances lapidam o talento

Toda pessoa tem a capacidade inata de aprimorar-se, tornar-se muito boa em algum tema ou atividade e ser, então, considerada um talento. Encontrar seu próprio talento depende, em parte, das oportunidades da vida e, em parte, da determinação pessoal. No mundo do RH, profissional talentoso é aquele que, apesar de ter bom desempenho, não se acomoda e continua em busca de mais aprendizado e aprimoramento.
 

Talento é a capacidade de fazer benfeito um trabalho, aprender com relativa facilidade um assunto e, acima de tudo, sentir prazer em fazer o que faz. Portanto, ser um talento está mais voltado ao campo das escolhas pessoais do que do determinismo do destino — ao contrário do que pensa muita gente. É praticamente impossível não ser considerado um talento após dedicar parte de sua vida a um trabalho com empenho, determinação e afeto. Se você ainda não encontrou seu talento, deixe que ele encontre você.
 

Dê-lhe uma oportunidade. Ele pode estar camuflado em qualquer trabalho que seja digno e que lhe dê a sensação de estar sendo útil. Um trabalho que dá sentido à vida é mais do que um trabalho, é uma missão, e é também a proteína que dará corpo ao seu talento adormecido.
TEXTO DE Eugenio Mussak. >>> Link do original <<<



quinta-feira, 21 de junho de 2012

CAUSA NOBRE Por Erica Martin.




Até os 30 anos, a paranaense Alessandra Fontana, hoje com 36, trabalhava como jornalista. Durante um mestrado em relações internacionais, em Londres, começou a estudar países pobres e em desenvolvimento. Decidiu largar o jornalismo, permanecer no exterior e redirecionar a carreira. "Queria ajudar as pessoas de uma maneira bem prática", diz. 


Em 2007, ela começou a trabalhar no instituto anticorrupção Christian Michelsen, na Noruega. Na entidade, ela coordena um centro que fiscaliza como governos de nações pobres usam os envios financeiros de oito nações ricas. Caso a verba esteja sendo desviada, seu grupo age para conscientizar a população local de que existe um dinheiro que deveria estar chegando até ela.


O que move Alessandra é o propósito de ajudar. Quando volta para casa, na Noruega, traz histórias bonitas e tristes na bagagem. "Às vezes, retorno de alguns países tão desapontada que penso em desistir. Ao mesmo tempo, se não tiver ninguém que faça o que faço, nada vai mudar", completa. 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Podemos recusar uma proposta da empresa?



Um texto bem elaborado que trata bem essa questão referente ao mundo corporativo. Não é uma questão simples e ler muito sobre o assunto é a ação mais assertiva. O tempo de leitura do mesmo é de maios ou menos cinco minutos. Boa leitura. 





Sempre que penso nessa questão me lembro da fábula dos moicanos canadenses que resumidamente diz:


“…formigas aboletadas em tronco que desce rio abaixo, acreditam, piamente, que estão conduzindo o tronco…”

Na minha opinião essa resposta passa por entendermos a diferença entre conduzirmos efetivamente a carreira ou acharmos que estamos conduzindo.

Quando aceitamos uma proposta da empresa pelo simples fato de imaginarmos que a recusa pode significar um tarja negativa no histórico ou a possibilidade de uma demissão, estamos agindo como as formigas que caminham para o lado que o tronco leva e na velocidade que o rio conduz e ainda assim acham que estão conduzindo o tronco. Aceitar uma proposta nessas condições significa sentar no banco do passageiro e deixar que alguém conduza sua carreira dizendo como e o que você deve fazer. Significa delegar a empresa e ao líder algo que é indelegável: a gestão da sua carreira.

Partindo, então, do princípio de que não se delega a gestão da carreira, a resposta a questão inicial fica clara. Sim, podemos e devemos recusar propostas que nos levem na direção contrária a aquela que acreditamos ser a mais adequada para nossos desejos e ambições profissionais. Entender essa questão não resolve um outro problema inerente a questão. Como dizer “não” sem gerar uma situação desconfortável junto ao seu líder e aos planos da empresa? Só vejo uma saída: agir com transparência e proatividade.

Transparência para esclarecer o real motivo para não aceitar a proposta, mostrando todas as variáveis que fazem com que, tanto do ponto de vista profissional quanto do pessoal, a proposta não atenda aos seus anseios e expectativas e proatividade para apresentar alternativas que possam viabilizar os planos da empresa mesmo com a sua recusa.

Aproveite a oportunidade para reforçar, se for o caso, o seu comprometimento e envolvimento com a empresa e que essa recusa não significa um desconforto com a empresa e sim com a proposta apresentada. Estou certo que um bom líder saberá entender e respeitar sua postura. Caso contrário, talvez valha a pena repensar se você esta na empresa correta e sob uma liderança que o apoiará na construção da sua carreira.

Texto de Fábio Jorge Celeguim
@fabioceleguim

terça-feira, 22 de maio de 2012

Quando eu quase desisti.

Compartilho aqui um texto bem estimulante onde podemos aprender o valor de termos uma boa equipe para nos prover suporte no momento que precisamos. Indico o mesmo para líderes que querem mostrar o valor de trabalhar em boas equipes e/ou para aqueles que querem seguir um bom exemplo e encontrar motivação em momentos difíceis.


Quando eu quase desisti

Crédito: Ilustração: Lula Palomanes

Antes de abandonar um desafio, faça uma pausa para refletir e converse com um amigo que saiba te escutar.

Recentemente fiz uma viagem aventura. Com meus amigos Júlio e Décio fui de moto até Cuzco, no Peru, onde encontramos nossas mulheres para visitar Machu Picchu. Percorremos mais de 5 000 quilômetros em sete dias. Foi uma das experiências mais emocionantes, e duras, que tive em toda a vida. Houve momentos mágicos, como a entrada na região amazônica e a travessia dos Andes. Houve um momento difícil, em que quase desisti.

Em Mato Grosso, já com algumas dores no corpo, comecei uma manhã enfrentando um infernal trânsito de caminhões, com a meta de viajar mais de 900 quilômetros naquele dia, sob um sol de 40 graus. Para piorar, perdi uma das malas, que, com um pequeno defeito na presilha, saiu quicando pelo asfalto quase provocando um acidente. Assustado, na primeira parada informei a meus amigos que iria só até Cuiabá, despacharia a moto para São Paulo e voltaria de avião.

Era meu limite e, para mim, já tinha sido uma vitória. Foi quando senti o valor da equipe. "Vamos respeitar sua escolha", disse Júlio. "Mas primeiro vamos almoçar, depois você decide." E durante o almoço, um pouco mais relaxado, a conversa foi sobre o valor do companheirismo, a força que o grupo emana, a coesão proporcionada pelos objetivos comuns, tudo isso fluindo naturalmente das histórias de vida de cada um.

Ao fim da refeição, respondendo ao olhar interessado de meus amigos, eu disse: "Vamos em frente pessoal". A viagem foi maravilhosa, principalmente pelo prazer da aventura associado ao aprendizado relacionado às dificuldades, mas confesso que aquele episódio ajudou a tornar a experiência ainda mais rica. Se eu não passasse por um momento tão duro, acho que não teria valido tanto a pena.

Isso me fez recordar vários momentos da vida, igualmente difíceis, que exigiram doses extras de energia, e que, por isso mesmo, foram marcantes e colaboraram para a construção de meu caráter. Você fez vestibular? Batalhou para conseguir um emprego? Abriu seu próprio negócio? Faliu? Casou? Montou sua primeira casa? Em todos esses eventos com certeza há momentos de dúvida e pensamentos de desistência.

Mas não dá para desistir de viver. Em todos esses momentos ter uma equipe de verdade a seu lado pode ser determinante. Que equipe? Ora, a que você constrói enquanto caminha pela longa estrada da vida família, amigos, companheiro(a). Não desista de nada já. Primeiro tenha um almoço descontraído e troque uma ideia com alguém que saiba ouvir.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Menos dívida, Mais dinheiro Faça escolhas mais simples e baratas para ter dinheiro para curtir a vida.



Casa própria. Por darem tanta importância a esse sonho, inúmeros brasileiros se precipitam e assinam um contrato de financiamento bem antes de conquistar reais condições de quitá-lo com tranquilidade. Pagam uma montanha de juros por isso. Assumem prestações que tornam a maior parte do orçamento inflexível. Falta dinheiro para o lazer e para os planos de curto e médio prazo.

Não há verba para se educar e aumentar sua renda. Poupar? Nem pensar. Com um orçamento apertado por uma pesada prestação, qualquer imprevisto leva esses brasileiros a contraírem pequenas dívidas. Férias? Carro? Só financiados. A casa está a caminho de se tornar própria, mas todo o consumo é dependente do dinheiro de bancos ou financeiras, deteriorado por juros, que diminuem o poder de compra.

O que nos falta é a percepção de que a ingênua escolha de se endividar excessivamente para pagar a casa própria faz com que seu consumo cotidiano deixe de ser próprio. Uma vez dentro da ciranda das dívidas, esse brasileiro só consegue consumir se tiver um banco disposto a lhe alugar dinheiro a juros nada convenientes. Não é raro deparar com a absurda proposta de dividir compras de supermercado em 12 prestações.

Se desmembrarmos o orçamento da classe média entre consumo, impostos e custo financeiro, teremos aproximadamente um terço da renda para cada um desses itens. Em outras palavras, apenas um terço do suado dinheirinho do trabalho realmente se transforma em aquisição de bem-estar. O restante é dividindo entre um governo ganancioso e incompetente e bancos competentes em entender e explorar esse jogo.

Existe receita para tornar seu consumo mais eficiente. Prefira uma vida simples, para que mais dinheiro sobre para suas escolhas de bem-estar. Enquanto não tiver ao menos 40% do valor do imóvel que deseja comprar, trabalhe bastante, estude para aumentar sua renda e viva em um imóvel alugado, mais modesto do que aquele que você compraria. Poupe um pouco e gaste seu dinheiro com prazer.

A hora de comprar chegará quando, ao fazer as contas, você perceber que pode quitar seu imóvel em um prazo de até 15 anos. Depois disso, você terá que gastar com reformas. Discipline-se para acumular dinheiro antes de realizar seus sonhos cotidianos de consumo. Evitando dívidas e compras a prazo, você pagará menos juros e comprará mais bens e serviços, dando mais produtividade a seu dinheiro.É um ganho considerável.

Artigos - Gustavo Cerbasi. 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Não deixe sua expectativa te pirar!


Esse texto de Danilo España (Você/SA) é muito bom e nos ajuda a refletir sobre nossas próprias expectativas na vida pessoal e no ambiente de trabalho. Nunca esperar demais e exigir o que é seu de direito são duas ações que podemos tomar para fazer com que nossas expectativas nunca nos tornem pessoas frustradas. Recomendo e leitura do mesmo com muita calma e sem pressa para termina-la. #ficaDica





A nossa motivação pode ser diretamente relacionada às expectativas que criamos diante das situações do dia-a-dia. Isso pode até parecer algo óbvio, porém atentar-se ao que nossa mente está criando é crucial para evitar frustrações mesmo quando o resultado final ainda é positivo.

No ambiente de trabalho, por exemplo, as expectativas em relação à empresa que se trabalha têm que ser do tamanho da realidade que ela vive no momento. Quantas vezes já tivemos a expectativa de receber um super-reconhecimento, juntamente com aquela sensação de merecer ser aplaudido e até presenteado por tamanho esforço para cumprir uma tarefa ou função, mas no final somos tratados como se não tivéssemos feito mais que a obrigação. A sensação é péssima e a motivação vai por água a baixo.

Mas veja bem, não estamos falando de sonhos, objetivos ou projetos, estamos tratando do que esperar quando efetuamos algum trabalho específico. E é aí que o bom senso deve entrar em ação, para mediar o eminente conflito entre uma expectativa e a avaliação do resultado final.

Ter a clara noção e ciência dos nossos méritos define o grau de expectativa que devemos ter ao desempenharmos uma ação. A partir daí surgem três condutas que podemos adotar:

A primeira é não esperar demais, assim a chance de frustração diminui, e qualquer surpresa positiva, por menor que seja se torna bem vinda. Porém cuidado com o pessimismo e conformismo, pois diminuir a expectativa é um tipo de posicionamento que também diminui a ansiedade e o estresse.

A segunda conduta a ser tomada se trata de exigir o que é seu de direito e cobrar as honras de seu mérito, seja ética ou financeiramente. Isso trará o devido respeito pelo seu trabalho e desempenho.

E ainda existe a terceira possibilidade que é comumente adotada quando esperarmos demais, como se fosse uma espécie de fé, que pode até funcionar, mas caso não funcione só não vale se decepcionar, pois sabemos muito bem dos altos riscos desse jogo. Seja qual for a sua expectativa, cobre principalmente de si mesmo pra que ela seja apenas justa!



“Vigie seus pensamentos, porque eles se tornarão suas palavras, Vigie suas palavras, porque elas se tornarão seus atos. Vigie seus atos, porque eles se tornarão seus hábitos. Vigie seus hábitos, porque eles se tornarão seu caráter. Vigie seu caráter, porque ele se tornará seu destino.”

segunda-feira, 18 de julho de 2011

NINGUÉM CONSEGUE REALIZAR NADA SEM A COLABORAÇÃO DE MUITOS.


Ninguém consegue realizar nada sem a colaboração de muitos

Unir-se é um bom começo, manter a união é um progresso, e trabalhar em conjunto é a vitória.

Sempre que falamos de um Líder estamos supondo que há um grupo de pessoas que o segue ou pelo menos acredita que a sua orientação será de fundamental importância para a execução da tarefa. Por outro lado, há um bocado de diferença entre pessoas trabalhando juntas num projeto e todas elas apenas trabalhando ao mesmo tempo.

Existem quatro fundamentos básicos para todo de trabalho de uma equipe:

1. Objetivos Claros

É necessário que o líder esclareça qual o objetivo a ser cumprido. Parece óbvio, mas muitas vezes as pessoas não sabem exatamente o que vão fazer, pois não conhecem o contexto ou não percebem a grande figura. Se for uma equipe nova é mais crucial ainda que o objetivo esteja claro. A pergunta é: O que queremos fazer?

2. Competências críticas

Um dos diferenciais para se trabalhar em equipe é usar a diversidade de ideias e conhecimento como um fator competitivo. Quando o líder investe um tempo em conhecer as pessoas e identificar os pontos fortes de cada um, ele pode encontrar as soluções para o desafio dentro da equipe ou buscar pessoas de fora da equipe que podem colaborar para a resolução do desafio. A pergunta é: Do que precisamos saber para nos sair bem?

3. Função dos integrantes

Existe um ditado popular que diz que “cachorro que tem muito dono morre de fome ou morre gordo!” Aqui é importante que o líder deixe claro a cada um qual é a sua tarefa ou quais atividades que cada um será responsável. Sem dúvida que quanto maior for a experiência ou conhecimento dos integrantes nas suas respectivas tarefas melhor será a contribuição individual. A pergunta é: Quem é o responsável pelo quê?

4. Comunicação

De todos os fundamentos de uma equipe é a comunicação que pode ajudar de forma significativa ou dificultar de forma implacável. Na maioria das vezes é o líder o maior causador da dificuldade, pois a sua forma de expressar leva em conta o seu ponto de vista e a sua própria experiência; e não a perspectiva ou a bagagem da equipe. A pergunta é: Como informaremos uns aos outros aquilo que precisamos saber?

E aqui vai uma Dicaduka: Se você é o líder de uma equipe faça regularmente uma refeição com todos fora da empresa. A base de uma equipe é a confiança e como se diz no interior de São Paulo: “Para conhecer bem um caboclo, é necessário comer um quilo de sal junto”.

Mochila nas costas e até a próxima trilha!

Paulo Campos / 2011.07.14

@pvcampos10 ou pvcampos@terra.com.br

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Carreira - Entrevista | A armadilha do bônus



Jitendra Singh, professor da escola de negócios Wharton, critica os bônus e diz que os profissionais deveriam buscar conexões mais profundas com o trabalho que não sejam o dinheiro.

Professor de administração e gestão da Wharton School, da Universidade da Pensilvânia, o indiano Jitendra Singh, de 54 anos, é um dos grandes nomes da escola de negócios situada na cidade da Filadélfia, nos Estados Unidos. Especialista em estratégia e ética nos negócios, ele publicou em março um artigo com Adam Grant, também professor de Wharton, apontando as falhas das políticas de premiar pessoas com dinheiro — o bônus.

“Os incentivos financeiros estão por trás dos grandes escândalos corporativos”, diz. Para esta entrevista, Jitendra recebeu a reportagem de VOCÊ S/A em sua sala na Universidade da Pensilvânia, lotada de livros de finanças e gestão, mas também de clássicos da literatura.

Você S/A como os bônus corporativos influenciam o comportamento das pessoas?


Jitendra Singh As empresas passaram a adotar políticas de prêmios e bônus, pagos mediante o cumprimento de metas específicas, nos anos 70. O problema é que essa maneira de estimular pessoas virou um mantra. A consequência é que funcionários de todos os níveis, do topo à base, passa ram a trabalhar tendo o dinheiro como principal motivação. Veja, eu não nego a efetividade dos estímulos financeiros na produtividade. Há evidências de que os bônus aumentam sensivelmente o desempenho, de 42% para 49º%, em média. Só que esse regime tem consequências sérias e negativas. Em primeiro lugar, uma política de estímulo financeiro que não seja usada em casos estratégicos e específicos parte do pressuposto de que as pessoas trabalham simplesmente para ganhar dinheiro. Isto é obviamente um equívoco. Em segundo lugar, o estímulo financeiro ignora o fato de que muitos empregados passarão a não se importar com os meios necessários para alcançar as próprias metas. A premiação por resultados leva uma parcela significativa dos empregados a fraudar os números relativos ao próprio desempenho. A frase “os fins justificam os meios” vira a regra.

Existem impactos no relacionamento entre colegas de equipe?


Sim, os problemas éticos relacionados à fraude não são os únicos. O clima de trabalho começa a pesar. Os estímulos financeiros criam uma diferença na remuneração dos empregados. Isso pode gerar — e com frequência gera — ciúme e competição. Vários estudos já demonstraram que as pessoas não avaliam seu salário em termos absolutos, mas, sim, em comparação com o de seus colegas. Os bônus conferem diferentes status àqueles que os recebem e àqueles que não os recebem. Estabelece- se uma ordem de importância entre colegas que desempenham a mesma função. Em outras palavras, o estímulo financeiro pode trazer inveja e ressentimento por parte daqueles que se sentem excluídos.

Se o uso dos incentivos financeiros parece ter falhas graves, quais são as alternativas? Em que situação o bônus deve ser usado?


Bônus, ações da empresa e outros mecanismos financeiros são estímulos artificiais, não fazem parte das motivações mais íntimas de uma pessoa. Esses estímulos deveriam ser usados com cautela e em situações específicas, nas tarefas em que a maioria dos empregados considera desinteressantes. O que o professor Adam e eu propomos é a necessidade de as empresas e os profissionais focarem naquilo que lhes permite criar uma conexão mais profunda com o trabalho.

"O estímulo financeiro pode trazer inveja e ressentimento por parte de quem não o recebe”

O que seria essa conexão?


A sensação de conexão envolve o sentimento de comunidade, de pertencimento e de ser admirado por pessoas que valorizam as mesmas coisas que você. É importante que o empregado se identifique com a empresa em que trabalha. Aqui em Wharton, por exemplo, eu tenho meu trabalho reconhecido por alunos e outros professores, além do respeito da população da Filadélfia. Tenho boa remuneração, mas meu entusiasmo para lecionar vem das oportunidades de crescimento que tenho.

Se motivação interna é crucial para o desempenho, de que maneira ela deve ser cultivada?


O escritor Daniel Pink traz no livro Motivação 3.0 [Ed. Campus/Elsevier] um número incrível de evidências de que a motivação interna se sustenta em três fatores: autonomia, domínio e objetivo. Por autonomia, entenda-se a liberdade de escolher o que, quando e de que forma fazer. Quando as pessoas têm autonomia, mais responsabilidade elas assumem. Como consequência, investem mais energia no trabalho. Quanto ao domínio, a literatura mostra que indivíduos que têm a oportunidade de desenvolver habilidades e experiências relacionadas ao que fazem naturalmente voltam a buscar out ras ocasiões de aprender e contribuir. Finalmente, a presença de objetivos claros e factíveis ajuda a pessoa a se envolver.

O senhor dá ênfase à conexão com os colegas de trabalho. No entanto, empresas são ambientes competitivos. Como os profissionais devem lidar com essa contradição?


É por causa desse raciocínio que eu considero de extremo valor o ensino das ciências humanas para futuros administradores. Em Harvard há um curso que ensina gestão para futuros líderes por meio de grandes nomes da literatura, como Miguel de Cervantes e Anton Tchecov. A vida, como a literatura, é feita de contradições. A leitura de autores clássicos traz um tipo de autorreflexão e de automonitoramento que é importante dentro do mundo das corporações.

Há espaço para reflexão na cultura corporativa atual, voltada quase exclusivamente para a ação?


Assim como as pessoas, há corporações que são mais autorreflexivas que outras. Muitas vezes me pergunto o que estou fazendo durante minhas aulas em cursos de MBA. Se eu quisesse apenas formar técnicos, bastaria ensinar uma série de ferramentas de administração. Eu não creio nisso. Quero formar grandes líderes. Todo o profissional deveria fazer esse questionamento, seja um jovem em formação, um executivo ou um empreendedor. Wharton forma todo ano cerca de 800 alunos. Quantos serão líderes que fazem a diferença? Para ser especial, inteligência acadêmica não é o traço fundamenta l. Há outras coisas envolvidas: a autocrítica, os valores adquiridos em leituras, as vivências e a motivação interna.

Retirada de http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/carreira-entrevista-armadilha-bonus-631171.shtml 2011.