SOBRE O BLOGUEIRO

Sou um Beatlemaniaco. Tudo começa assim... Fiquei reprovado duas vezes no Mobral, mas nunca desisti. Hoje, sou doutor em Parapsicologia formado na mesma turma do Padre Quevedo; sou antropólogo e sociólogo formado, com honra, em cursos por correspondência pelo Instituto Universal Brasileiro. Em minha vasta carreira acadêmica também frequentei até o nono ano de Medicina Cibernética, Letras Explosivas, Química da Pesada, Direito Irregularmente torto e assisti a quase todas as aulas do Telecurso 2000 repetidas vezes até desistir de vez. Minha maior descoberta foi uma fábrica secreta de cogumelos venenosos comestíveis no meio da Amazônia Boreal. Já tive duas bandas de Rock que nunca tocaram uma música se quer. Comi duas vezes, quando criança, caspas gigantes da China pensando que era merda amarela. Depois de tudo isso, tornei-me blogueiro. Se eu posso, você pode também. Sou um homem de muita opinião e isso desagrada muita gente. Os temas postados aqui objetivam enfurecer um bom número de cidadãos.

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terça-feira, 5 de junho de 2012

Leonardo Boff - Economia verde vs Economia solidária.




Por Leonardo Boff


O Documento Zero da ONU para a Rio+20 é ainda refém do velho paradigma da dominação da natureza para extrair dela os maiores benefícios possíveis para os negócios e para o mercado. Através dele e nele o ser humano deve buscar os meios de sua vida e subsistência. A economia verde radicaliza esta tendência, pois como escreveu o diplomata e ecologista boliviano Pablo Solón “ela busca não apenas mercantilizar a madeira das florestas mas também sua capacidade de absorção de dióxido de carbono”. Tudo isso pode se transformar em bonos negociáveis  pelo mercado e pelos bancos. Destarte o texto se revela definitivamente  antropocêntrico como se tudo se destinasse ao uso exclusivo dos humanos e a Terra tivesse criado somente a eles e não a outros seres vivos que exigem também sustentabilidade das condições ecológicas para a sua permanência neste planeta.

Resumidamente: “O futuro que queremos”, lema central do documento da ONU, não é outra coisa que o prolongamento do presente. Este se apresenta ameaçador e nega um futuro de esperança. Num contexto destes, nãoavançar é retroceder e fechar as portas para o novo.

Há outrossim um agravante: todo o texto gira ao redor da economia. Por mais que a pintemos de marron ou de verde, ela guarda sempre sua lógica interna que seformula nesta pergunta: quanto posso ganhar no tempo mais curto, com o investimento menor possível, mantendo forte a concorrência? Não sejamos ingênuos: o negócio da economia vigente é o negócio. Ela não propõe uma nova relação para com a natureza, sentindo-se parte dela e responsável por sua vitalidade e integridade. Antes, move-lhe uma guerra total, como denuncia o filósofo da ecologia Michel Serres. Nesta guerra nãopossuimos nenuma chance de vitória. Ela ignora nossos intentos. Segue seu curso mesmo sem a nossa presença. Tarefa da inteligência é decifrar o que ela nosquer dizer (pelos eventos extremos, pelos tsunamis etc), defender-nos de efeitos maléficos e colocar suas energias a nosso favor. Ela nos oferece informações mas não nos dita comportamentos. Estes devem se inventados por nós mesmos. Eles somente serão bons caso estiverem  em conformidade com seus ritmos e ciclos.

Como alternativa a esta economia de devastação, precisamos, se queremos ter futuro, opor-lhe outro paradigma de economia de preservação, conservação e sustentação de toda a vida. Precisamos produzir sim, mas a partir dos bens e serviços que a natureza nos oferece gratuitamente, respeitando o alcance e os limites de cada  bioregião, destribuindo com equidade os frutos alcançados, pensando nos direitos das gerações futuras e nos demais seres da comunidade de vida. Ela ganha corpo hoje através da economia biocentrada, solidária, agroecológica, familiar e orgânica. Nela cada comunidade busca garantir  sua soberania alimentar. Produz o que consome, articulando produtores e consumodres numa verdadeira democracia alimentar.

A Rio 92 consagrou o conceito antropocêntrico e reducionista de desenvolvimento sustentável, elaborado pelo relatório  Brundland de 1987 da ONU. Ele se transformou num dogma professado pelos documentos oficiais, pelos Estados e empresas sem nunca ser submetido a uma crítica séria. Ele sequestrou a sustentabilidade só para  seu campo e assim distorceu as relações para com a natureza. Os desastres que causava nela, eram vistos como externalidades que não cabia considerar. Ocorre que estas se tornaram ameaçadoras, capazes de destruir as bases físico-químicas que sustentam a vida humana e grande parte da biosfera.

Isso não é superado pela ecocomia verde. Ela configura uma armadilha dos países ricos, especialmente da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) que produziu o texto teórico do PNUMA Iniciativa da Economa Verde. Com isso, astutamente  descartam a discussão sobre a sustentabilidade, a injustiça social e ecológica, o aquecimento global, o modelo econômico falido e mudança de olhar sobre o planeta  que possa projetar um  real futuro para a Humanidade e para a Terra.

Junto com a Rio+20 seria um ganho resgatar também a Estocolmo+40. Nesta primeira conferência mundial da ONU de 5-15 de julho de1972 em Estocolmo na Suécia sobre o Ambiente Humano, o foco central não era o desenvolvimento mas o cuidado e a responsabilidade coletiva por tudo o que nos cerca e que está em acelerado processo de degradação, afetando a todos e especialmente aos países pobres. Era uma perspectiva humanística e generosa. Ela se perdeu com a cartilha fechada do desenvolvimento sustentável e agora com a economia verde.


terça-feira, 22 de maio de 2012

Mudanças climáticas podem impactar diretamente na nossa mesa. Veja aqui os alimentos que podem sumir do mapa.


(Imagem: Fotografia do grego Christos Lamprianis)

Se você é fã de chocolate ou de tomar um cafezinho é melhor ficar atento, pois pode ser que dentro de algum tempo esses itens, junto a outros alimentos como mel, uísque escocês, arroz e vinho de Bordeaux sejam extintos, ou se tornem escassos, devido as mudanças climáticas no planeta.

Além de afetar vários outros aspectos no meio ambiente, o aquecimento global também pode estar impactando diretamente na nossa mesa.

Alguns cientistas relacionaram, por exemplo, o colapso que está ocorrendo com a população mundial de abelhas e a produção de mel à alteração do padrão de floração na natureza, que estão ocorrendo devido às mudanças climáticas, e que influenciam diretamente no comportamento das abelhas.

A elevação de 2 a 3 graus Celsius na temperatura do planeta, o que os cientistas esperam que aconteça até 2050 caso não diminuirmos as nossas emissões de CO2, pode também impactar diretamente de maneira irreversível as principais regiões produtoras de cacau que são a Gana e Costa do Marfim. Os fazendeiros já estão estudando alternativas de cultivo, porém elas ainda são muito limitadas.

A região de Bordeaux, responsável pela fabricação de 1/3 dos vinhos na França também está sofrendo com as mudanças climáticas, deixando todos muito preocupados. Cientistas preveem que até 2050 a área possa se tornar inapropriada para a atividade.

E nem o nosso querido cafezinho escapou dessa, nos últimos anos a produção de alguns grãos tem decaído em várias regiões da América Latina, isso porque para que as plantas cresçam saudáveis, elas necessitam de condições de temperatura e chuva adequadas. De acordo com a Embrapa, a produção de café no Brasil pode cair até 92% se nada for feito para reduzir o aquecimento global.

Assim como o café, o arroz e outros cereais, como por exemplo, o malte, utilizado na produção do uísque escocês, também estão sofrendo com os impactos, e podem no futuro sumir de nossas mesas.

Portanto se você é fã de alguma dessas iguarias, talvez seja a hora de você começar a se preocupar com o planeta e fazer a sua parte reduzindo as suas emissões.

Fonte: Planeta Água (link).

Publicado em Atualidades. 21 de maio de 2012 - 07:14 - por Rafaela Mussi