SOBRE O BLOGUEIRO

Sou um Beatlemaniaco. Tudo começa assim... Fiquei reprovado duas vezes no Mobral, mas nunca desisti. Hoje, sou doutor em Parapsicologia formado na mesma turma do Padre Quevedo; sou antropólogo e sociólogo formado, com honra, em cursos por correspondência pelo Instituto Universal Brasileiro. Em minha vasta carreira acadêmica também frequentei até o nono ano de Medicina Cibernética, Letras Explosivas, Química da Pesada, Direito Irregularmente torto e assisti a quase todas as aulas do Telecurso 2000 repetidas vezes até desistir de vez. Minha maior descoberta foi uma fábrica secreta de cogumelos venenosos comestíveis no meio da Amazônia Boreal. Já tive duas bandas de Rock que nunca tocaram uma música se quer. Comi duas vezes, quando criança, caspas gigantes da China pensando que era merda amarela. Depois de tudo isso, tornei-me blogueiro. Se eu posso, você pode também. Sou um homem de muita opinião e isso desagrada muita gente. Os temas postados aqui objetivam enfurecer um bom número de cidadãos.

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quarta-feira, 6 de julho de 2011

[Importante] Quatro informações úteis não divulgadas!

[Importante] Quatro informações úteis não divulgadas!



1. Quem quiser tirar uma cópia da certidão de nascimento, ou de casamento, não precisa mais ir até um cartório, pegar senha e esperar um tempão na fila.
O cartório eletrônico, já está no ar! www.cartorio24horas.com.br


Nele você resolve essas (e outras) burocracias, 24 horas por dia, on-line. Cópias de certidões de óbitos, imóveis, e protestos também podem ser solicitadas pela internet.
Para pagar é preciso imprimir um boleto bancário. Depois, o documento chega por Sedex.

Passe para todo mundo, que este é um serviço da maior importância.



2. DIVULGUE. É IMPORTANTE: AUXÍLIO À LISTA

Telefone 102... não!
Agora é: 08002800102
Vejam só como não somos avisados das coisas que realmente são importantes...


NA CONSULTA AO 102, PAGAMOS R$ 1,20 PELO SERVIÇO.
SÓ QUE A TELEFÔNICA NÃO AVISA QUE EXISTE UM SERVIÇO
VERDADEIRAMENTE GRATUITO.

Não custa divulgar para mais gente ficar sabendo.



3. Importante: Documentos roubados - BO (boletim de ocorrência) dá gratuidade - Lei 3.051/98 - VOCÊ SABIA?

Acho que grande parte da população não sabe, é que a Lei 3.051/98 que nos dá o direito de em caso de roubo ou furto (mediante a apresentação do Boletim de Ocorrência), gratuidade
na emissão da 2ª via de tais documentos como:

Habilitação (R$ 42,97);
Identidade (R$ 32,65);
Licenciamento Anual de Veículo (R$ 34,11).

Para conseguir a gratuidade, basta levar uma cópia (não precisa ser autenticada) do Boletim de Ocorrência e o original ao Detran p/ Habilitação e Licenciamento e outra cópia à um posto do IFP..


4) MULTA DE TRANSITO: essa você não sabia

No caso de multa por infração leve ou média, se você não foi multado pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses, não precisa pagar multa. É só ir ao DETRAN e pedir o formulário para converter a infração em advertência com base no Art. 267 do CTB. Levar Xerox da carteira de motorista e a notificação da multa.. Em 30 dias você recebe pelo correio a advertência por escrito. Perde os pontos, mas não paga nada.

Código de Trânsito Brasileiro
Art. 267 - Poderá ser imposta a penalidade de advertência por escrito à infração de natureza leve ou média, passível de ser punido com multa, não sendo reincidente o infrator, na mesma infração, nos últimos doze meses, quando a autoridade, considerando o prontuário do infrator, entender esta providência como mais educativa.

Peço que divulguem o meu blog (www.mochileiro-das-galaxias.blogspot.com), pois somente assim terei a certeza de que o mesmo está ajudando a tornar publica algumas das minhas opiniões e informações aos internautas que o leem.

Crônica da semana.

Crônicas do dia-a-dia: A vida em apartamento.

Bem, tudo começa assim: Eu acordo com o toque do meu despertador, aquela criatura cruel e aterrorizante. Depois de algum tempo tentando convencer meu corpo de que não dá mais para esperar cinco minutos, me levanto e começo a ensaiar minhas primeiras investidas embaixo do chuveiro.

Ai meu interfone toca com o primeiro vizinho já de mau humor tentando procurar um culpado para as mazelas de sua vida. Pergunta se o carro que está tampando o dele é o meu; prontamente respondo que não e ele se dá por satisfeito e começa a fazer a mesma coisa com os outros moradores.

É assim todos os dias, mas às vezes se torna mais interessante mesmo sendo uma situação desconfortável. Algumas noites, você chega a casa e não encontra local para estacionar seu veiculo no condomínio em que mora, aquele local onde todo dia surge uma nova figura desavisada e chega estacionando em qualquer lugar sem nem perguntar se já tem dono.

Existe cada figura! Só pra você ter uma ideia, tem o sonhador, estilo “Dom Quixote”, aquele cara que vai resolver os problemas do mundo, mas logo na primeira dificuldade se toca de que não vai obter sucesso, vai ser chamado de maluco e logo ele se toca de que acabou de se mudar e não vai pegar bem chegar reclamando de tudo.

Tem o “Don Juan de Marco”, aquele cara que bate na sua porta às quatro horas da madruga, primeiro perguntando se o carro é seu e depois exigindo que tire imediatamente do meio, pois ele precisa voltar pra casa porque sua mulher deve estar acordada ainda se perguntando a razão dele, o marido, ainda não ter chegado. Obviamente, no meio do caminho ele já vai pensando em uma desculpa. Pois é, pode ser que seu marido esteja dormindo ao lado do meu apartamento e de formicação com minha vizinha barulhenta.

Nesses condomínios você encontra de tudo. Tem até as figuras mitológicas. Tem o todo poderoso “Hercules” que diz que vai tirar o carro do meio sozinho e com as próprias mãos. Parece-me tarefa difícil, pois diferente dos doze trabalhos, esse conta com o carro desligado, travado e na primeira marcha. Realmente essa parece uma tarefa bem difícil. Essa, nem Zeus!

Não é tão difícil dá de cara com um “Sherlock Holmes”, aquele sujeito que te olha de cima a baixo e fica com a mão no queixo perguntando tudo sobre sua vida, julgando-se seu amigo de longa data. Já pensou que sujeito chato? Se toca, cara!

Mesmo vivendo situações onde tudo parece ser embaraçoso e perturbador, temos que tirar proveito delas às vezes. Outro dia quando cheguei ao meu apartamento, a vizinha do sete, estava toda rocha e suada porque tinha passado a noite gladiando contra o filho adolescente bêbado, que já tinha revelado todos os segredos da mãe pro resto do prédio inteiro e dos outros da vizinhança também. Desde aquele dia pra cá, ela me cumprimenta sempre fitando o chão. Pobre criatura, todos nós pensávamos que ela saia para ir à igreja. O diabo é crente e a cachaça é santa e um verdadeiro liquido revelador.

Pois é, viver em grupo tem dessas coisas e não tem como fugir. Você acaba conhecendo todo mundo e tendo de encarar todas essas pedreiras. Queria eu ser rico para poder comprar uma casa no meio do nada e morar isolado desse povo. Talvez eu tivesse um pouco de paz. Mas pensando bem, acho que iria sentir falta dessas figuras. Na verdade, meu medo é me deparar com alguns Rambos, He-man, She-há, os Smurfs e Gargamel...

Carreira - Entrevista | A armadilha do bônus



Jitendra Singh, professor da escola de negócios Wharton, critica os bônus e diz que os profissionais deveriam buscar conexões mais profundas com o trabalho que não sejam o dinheiro.

Professor de administração e gestão da Wharton School, da Universidade da Pensilvânia, o indiano Jitendra Singh, de 54 anos, é um dos grandes nomes da escola de negócios situada na cidade da Filadélfia, nos Estados Unidos. Especialista em estratégia e ética nos negócios, ele publicou em março um artigo com Adam Grant, também professor de Wharton, apontando as falhas das políticas de premiar pessoas com dinheiro — o bônus.

“Os incentivos financeiros estão por trás dos grandes escândalos corporativos”, diz. Para esta entrevista, Jitendra recebeu a reportagem de VOCÊ S/A em sua sala na Universidade da Pensilvânia, lotada de livros de finanças e gestão, mas também de clássicos da literatura.

Você S/A como os bônus corporativos influenciam o comportamento das pessoas?


Jitendra Singh As empresas passaram a adotar políticas de prêmios e bônus, pagos mediante o cumprimento de metas específicas, nos anos 70. O problema é que essa maneira de estimular pessoas virou um mantra. A consequência é que funcionários de todos os níveis, do topo à base, passa ram a trabalhar tendo o dinheiro como principal motivação. Veja, eu não nego a efetividade dos estímulos financeiros na produtividade. Há evidências de que os bônus aumentam sensivelmente o desempenho, de 42% para 49º%, em média. Só que esse regime tem consequências sérias e negativas. Em primeiro lugar, uma política de estímulo financeiro que não seja usada em casos estratégicos e específicos parte do pressuposto de que as pessoas trabalham simplesmente para ganhar dinheiro. Isto é obviamente um equívoco. Em segundo lugar, o estímulo financeiro ignora o fato de que muitos empregados passarão a não se importar com os meios necessários para alcançar as próprias metas. A premiação por resultados leva uma parcela significativa dos empregados a fraudar os números relativos ao próprio desempenho. A frase “os fins justificam os meios” vira a regra.

Existem impactos no relacionamento entre colegas de equipe?


Sim, os problemas éticos relacionados à fraude não são os únicos. O clima de trabalho começa a pesar. Os estímulos financeiros criam uma diferença na remuneração dos empregados. Isso pode gerar — e com frequência gera — ciúme e competição. Vários estudos já demonstraram que as pessoas não avaliam seu salário em termos absolutos, mas, sim, em comparação com o de seus colegas. Os bônus conferem diferentes status àqueles que os recebem e àqueles que não os recebem. Estabelece- se uma ordem de importância entre colegas que desempenham a mesma função. Em outras palavras, o estímulo financeiro pode trazer inveja e ressentimento por parte daqueles que se sentem excluídos.

Se o uso dos incentivos financeiros parece ter falhas graves, quais são as alternativas? Em que situação o bônus deve ser usado?


Bônus, ações da empresa e outros mecanismos financeiros são estímulos artificiais, não fazem parte das motivações mais íntimas de uma pessoa. Esses estímulos deveriam ser usados com cautela e em situações específicas, nas tarefas em que a maioria dos empregados considera desinteressantes. O que o professor Adam e eu propomos é a necessidade de as empresas e os profissionais focarem naquilo que lhes permite criar uma conexão mais profunda com o trabalho.

"O estímulo financeiro pode trazer inveja e ressentimento por parte de quem não o recebe”

O que seria essa conexão?


A sensação de conexão envolve o sentimento de comunidade, de pertencimento e de ser admirado por pessoas que valorizam as mesmas coisas que você. É importante que o empregado se identifique com a empresa em que trabalha. Aqui em Wharton, por exemplo, eu tenho meu trabalho reconhecido por alunos e outros professores, além do respeito da população da Filadélfia. Tenho boa remuneração, mas meu entusiasmo para lecionar vem das oportunidades de crescimento que tenho.

Se motivação interna é crucial para o desempenho, de que maneira ela deve ser cultivada?


O escritor Daniel Pink traz no livro Motivação 3.0 [Ed. Campus/Elsevier] um número incrível de evidências de que a motivação interna se sustenta em três fatores: autonomia, domínio e objetivo. Por autonomia, entenda-se a liberdade de escolher o que, quando e de que forma fazer. Quando as pessoas têm autonomia, mais responsabilidade elas assumem. Como consequência, investem mais energia no trabalho. Quanto ao domínio, a literatura mostra que indivíduos que têm a oportunidade de desenvolver habilidades e experiências relacionadas ao que fazem naturalmente voltam a buscar out ras ocasiões de aprender e contribuir. Finalmente, a presença de objetivos claros e factíveis ajuda a pessoa a se envolver.

O senhor dá ênfase à conexão com os colegas de trabalho. No entanto, empresas são ambientes competitivos. Como os profissionais devem lidar com essa contradição?


É por causa desse raciocínio que eu considero de extremo valor o ensino das ciências humanas para futuros administradores. Em Harvard há um curso que ensina gestão para futuros líderes por meio de grandes nomes da literatura, como Miguel de Cervantes e Anton Tchecov. A vida, como a literatura, é feita de contradições. A leitura de autores clássicos traz um tipo de autorreflexão e de automonitoramento que é importante dentro do mundo das corporações.

Há espaço para reflexão na cultura corporativa atual, voltada quase exclusivamente para a ação?


Assim como as pessoas, há corporações que são mais autorreflexivas que outras. Muitas vezes me pergunto o que estou fazendo durante minhas aulas em cursos de MBA. Se eu quisesse apenas formar técnicos, bastaria ensinar uma série de ferramentas de administração. Eu não creio nisso. Quero formar grandes líderes. Todo o profissional deveria fazer esse questionamento, seja um jovem em formação, um executivo ou um empreendedor. Wharton forma todo ano cerca de 800 alunos. Quantos serão líderes que fazem a diferença? Para ser especial, inteligência acadêmica não é o traço fundamenta l. Há outras coisas envolvidas: a autocrítica, os valores adquiridos em leituras, as vivências e a motivação interna.

Retirada de http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/carreira-entrevista-armadilha-bonus-631171.shtml 2011.

terça-feira, 5 de julho de 2011

O número de representantes na Câmara Municipal de Apodi seria mais vantajoso ou apenas mais gastos para o município?

O número de representantes na Câmara Municipal de Apodi seria mais vantajoso ou apenas mais gastos para o município?

Começo esse texto pedindo desculpas aos leitores desse blog, pois vou tratar de um assunto que possui dimensões diferentes dos que costumo tratar aqui nesse espaço: trata-se de uma cidade rica (em diversos aspectos), mas que é de pouco ou nenhum conhecimento de vocês. Ao final desse texto, espero que possamos abrir o debate sobre o assunto em questão. Mais uma vez, peço desculpas aos que não interessar.


Mesmo não deixando transparecer muito, fico indignado com as coisas que acontecem na cidade onde nasci. Costumo dizer que não tenho terra fixa; um lar apenas, mas sou filho do mundo e por isso me sinto na obrigação de pensar de forma global; não apenas local. Essa semana me veio à cabeça a questão do aumento do número de cadeiras (vou usar esse termo para me referir a ‘vereadores’ durante todo o texto) na Câmara Municipal de Apodi - CMA.

Na mesma semana que me vem essa inquietação sobre o aumento no número de cadeiras na casa do poder legislativo da cidade referida, me vem também a dúvida sobre a necessidade de mudança. Pergunto-me: será que não deveríamos diminuir? Não, ao contrario, estamos pensando em aumentar. Mas em que esse aumento acarretaria? Para isso precisamos entender qual o papel de um ocupante dessas cadeiras. Dizem que:

“O vereador, de maneira geral, é o representante do povo. No exercício desta função, o vereador é o fiscal dos atos do(a) prefeito(a) na administração dos recursos do município expressos no orçamento. O vereador também faz as leis que estão dentro de sua competência, e analisa e aprova as leis que são de competência da prefeitura, do Executivo. Em resumo, o vereador recebe o povo, atende as suas reivindicações e é o mediador entre o povo e o prefeito”.

Sou CONTRA o aumento no número de cadeiras e questiono a situação do município nesse momento. Seria viável aumentar o número quando, na verdade, precisamos de qualidade? Não lembro bem dos últimos feitos da maioria dos nossos edis (como eram chamados na Roma Antiga).

Essa função deve ser lembrada como nobre; muito mais nobre do que constitui e essência do seu mandato. O governo, em todos os seus níveis, argumenta que não pode aumentar os salários dos funcionários, dos professores, policiais, bombeiros e muitos outros, mas pode se dá ao luxo de aumentar os gastos com a criação desses novos cargos. Isso demandaria mais dinheiro público gasto com assessores, salários e sem falar naqueles que de forma inconstitucional (a palavra mais educada que achei para roubo) fazem uso do tesouro criado a partir dos nossos impostos.

Como vejo o representante do povo como alguém que defende a coisa pública, eu não acredito ser necessário o aumento do número na casa, diga-se de passagem, não vejo necessidade em cidade nenhuma. Acredito que o papel de fiscal do poder executivo pode ser feito pelo número já existente. E em nenhuma hipótese, o aumento no número pode trazer beneficio. Estamos falando de uma cidade de menos de 50 mil habitantes, não de uma Mossoró (mais de 200 mil), por exemplo.

Resumindo: sou contra o aumento e não vejo necessidade, pois a população não vem crescendo em um ritmo que justifique tal situação, mais além, farei campanha contra aquelas que votarem a favor dessa pouca vergonha.

Não vejo outra forma de discutir o assunto, se não convidando o povo a debatê-lo. É nesse momento que temo pelo resultado final. Aqueles que têm o mínimo de conhecimento possível deveriam avaliar tal situação e manifestar suas opiniões.

O assunto vem sendo discutido em quase todo o país nesse momento. Em algumas cidades (ver o link abaixo) o povo se mobilizou contrário ao aumento em número. Como sei que o circo já deve estar armado, termino esse texto com uma pequena e inquietante pergunta: nesse circo, você já sabe quem é o PALHAÇO?

Façamos campanhas na internet contra aqueles que votarem a favor desse aumento. Sugiro a primeira como #digonãoaoaumentodevereadores. Se insistirem em mudar, que façamos a mudança: #ApodiDe9para7Vereadores.

Anexos:

Abaixo-assinado Contra o Aumento do Número de Vereadores de Campo Bomhttp://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N10297

O próximo abaixo-assinado poderá ser contra o aumento do número de vereadores de Apodi.

www.peticaopublica.com.br


http://blogs.ocorreiodopovo.com.br/caricato/tag/aumento-de-vereadores/

foto:

domingo, 3 de julho de 2011

Greve no RN



O estado do RN está em greve, mas será essa a melhor forma de negociar?

Obs. Ao final desse texto, você será capaz de pensar criticamente sobre a questão da greve na educação no Estado do Rio Grande do Norte. Esse texto reflete a visão do seu autor, Bruno Coriolano, que não espera que todos concordem com o mesmo ponto de vista.

Nos últimos meses no brasil (eu grafo assim mesmo, com letra pequena) não se fala em outra coisa se não na repercussão do vídeo da professora Amanda Gurgel. A reação ao seu depoimento logo repercutiu nacionalmente por motivos óbvios: o que se joga na rede mundial de computadores logo vira notícia instantânea.

Que a educação nesse país é uma verdadeira porcaria (para não dizer M!@#), ninguém que tenha sua “base intelectual” na escola pública tem dúvidas. É verdade, isso que os alunos recebem durante suas horas de aulas nas escolas do governo desse país não prepara o alunado nem para o futuro e não serve para nada além de amputar a sua criatividade. Os alunos não se sentem motivados por não estudarem nada que tenha praticidade; eles não conseguem entender onde e quando irão colocar em prática os conteúdos ultrapassados, vistos entre quatro paredes quentes e muitas vezes despedaçadas.

A educação do estado do Rio Pequeno do Norte está parada. Que pena! mas somente agora descobriram isso? Não. A educação, não apenas nesse estado, mas no país todo já está em ruinas há anos. São décadas de descaso. Não estamos falando apenas de salário, mas de estrutura; incentivo e reconhecimento.

A professora mobilizou o país, mostrou o próprio contracheque e praticamente representou muitos profissionais da mesma situação. Até ai, tudo bem. Mas o que me chocou foi o fato que desencadeou, a meu ver, uma distorção do sentido de uma mobilização popular.

Os grevistas estão seguindo, mais uma vez, na contramão. É incrível como eles não conseguem enxergar o caminho mais eficaz. Eu faria tudo bem diferente, pois da forma que está; do modelo que estamos seguindo, não iremos alcançar, não somente hoje, mas nunca, o objetivo final: uma educação de melhor qualidade e forma de trabalho digno.

O problema não nasceu ontem ou há dois meses. A educação nacional é problema desde o seu embrião. Hoje ainda bem que se faz concurso, quando se faz, para contratar professor com pelo menos a graduação em nível superior para exercer o cargo. Tempos atrás os advogados eram professores, os Agentes de Serviços Gerais-ASGs eram professores, ganhavam a vida tapeando os alunos de forma que nada tinha qualidade. Qualquer um era professor. Isso desqualificou e deixou a profissão marginalizada, sem prestigio.

Temos que levantar a bandeira da educação de forma correta. Não acredito que sair às ruas pedindo aumento salarial vá resolver o problema. Essa forma é velha e está ultrapassada. Temos que fazer greve por qualidade de trabalho: condições melhores para trabalhar. Precisamos de escola equipadas e de profissionais preparados para o exercício da sua profissão, não de desordem. A meu ver quem perde mesmo com a greve é o alunado. Os mesmo não poderão prestar vestibular, assumir vagas em concursos públicos que exigem o Ensino Médio completo, por exemplo.

Sou a favor de uma paralização nacional, mas para que seja aprovada uma lei onde os filhos e netos de políticos eleitos com o voto popular tenham suas matriculas efetivadas em escolas e universidades públicas. Essa ideia não é minha, mas eu a abraço como se fosse. Acredito que se levantássemos esse debate poderíamos sonhar com escolas de qualidade. Teríamos mais investimento em todos os sentidos e ai sim, teríamos uma escola de qualidade.

Se for citar esse texto:

COSTA, Bruno Coriolano de Almeida. O estado do RN está em greve, mas será essa a melhor forma de negociar? Blog: www.mochileiro-das-galaxias.blogspot.com. On-line, 2011.

domingo, 8 de março de 2009

Luís da Câmara Cascudo


Luís da Câmara Cascudo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre




Luís da Câmara Cascudo (Natal, 30 de dezembro de 1898 — Natal, 30 de julho de 1986) foi um historiador, folclorista, antropólogo, advogado e jornalista brasileiro.
Passou toda a sua vida em Natal e dedicou-se ao estudo da cultura brasileira. Foi professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O Instituto de Antropologia desta universidade tem seu nome. Pesquisador das manifestações culturais brasileiras, deixou uma extensa obra, inclusive o Dicionário do Folclore Brasileiro (1952). Entre seus muitos títulos destacam-se: Alma patrícia (1921), obra de estréia, Contos tradicionais do Brasil (1946). Estudioso do período das invasões holandesas, publicou Geografia do Brasil holandês (1956). Suas memórias, O tempo e eu (1971) foram editadas postumamente. Quase chegou a ser demitido por estudar figuras folclóricas como o lobisomem

Posições políticas


Monarquista durante as duas primeiras décadas do século XX, durante a década de 1930, em combate e contraponto à crescente influência marxista no Brasil, e, em parte, sob a impressão causada pela assim chamada Intentona Comunista de 1935, quando Natal foi palco e sede da primeira tentativa de um governo fundado nas idéias marxistas da América Latina, Cascudo aderiu ao integralismo brasileiro e foi membro destacado e Chefe Regional da Ação Integralista Brasileira, o movimento nacionalista de extrema-direita encabeçado por Plínio Salgado. Desencantou-se rapidamente com o Integralismo, tal como outro famoso ex-integralista, Dom Hélder Câmara, e já durante a Segunda Guerra Mundial favoreceu os Aliados, demonstrando sua antipatia aos fascistas italianos e aos nazistas alemães. Fiel ao seu pensamento anti-comunista, não se opôs ao Golpe Militar de 1964, mas protegeu e ajudou a diversos potiguares perseguidos pelos militares. Muito contribuiu para a cultura na gestão do Prefeito de Natal, Djalma Maranhão.

Livros de Luís da Câmara Cascudo


O conjunto da obra de Luís da Câmara Cascudo é considerável em quantidade e qualidade: ele escreveu 31 livros e 9 plaquetas sobre o folclore brasileiro, em um total de 8.533 páginas. Ninguém no Brasil, nem antes nem depois dele, realizou obra tão gigantesca com reconhecimento nacional e estrangeiro. É também notável que tenha obtido reconhecimento nacional e internacional publicando e vivendo distante dos centros Rio e São Paulo.
Os títulos listados estão seguidos das publicações originais e suas respectivas editoras. Atualmente alguns deles já foram reeditados por outras editoras.
  • Alma Patrícia, critica literária – Atelier Typ. M. Vitorino, 1921
  • Histórias que o tempo leva – Ed. Monteiro Lobato, S. Paulo, (out. 1923), 1924.
  • Joio – crítica e literatura – Of. Graph. d’A Imprensa, Natal (jun), 1924
  • Lopez do Paraguay – Typ. d’A República, 1927
  • Conde d’Eu – Ed. Nacional, 1933
  • O homem americano e seus temas – Imprensa Oficial, Natal, 1933
  • Viajando o sertão – Imprensa Oficial, Natal, 1934
  • Em memória de Stradelli – Livraria Clássica, Manaus, 1936
  • O Doutor Barata – Imprensa Oficial, Bahia, 1938
  • O Marquês de Olinda e seu Tempo – Ed. Nacional, S. Paulo, 1938
  • Governo do Rio Grande do Norte – Liv. Cosmopolita, Natal, 1939.
  • Vaqueiros e Cantadores – (Globo, 1939) – Ed. Itatiaia, S. Paulo, 1984.
  • Antologia do Folclore Brasileiro – Martins Editora, S. Paulo, 1944
  • Os melhores contos populares de Portugal – Dois Mundos, 1944
  • Lendas brasileiras – 1945
  • Contos tradicionais do Brasil – (Col. Joaquim Nabuco), 1946 - Ediouro
  • Geografia dos mitos brasileiros – Ed. José Olímpio, 1947. 2ª edição, Rio, 1976.
  • História da Cidade do Natal – Prefeitura Mun. do Natal, 1947
  • Os holandeses no Rio Grande do Norte – Depto. Educação, Natal, 1949
  • Anubis e outros ensaios – (Ed. O Cruzeiro, 1951), 2ª edição, Funarte/UFRN, 1983
  • Meleagro – Ed. Agir, 1951 – 2ª edição, Rio, 1978
  • Literatura oral no Brasil – Ed. José Olímpio, 1952 – 2ª edição, Rio, 1978
  • Cinco livros do povo – Ed. José Olímpio, 1953 – 2ª edição, ed. Univ. UFPb, 1979.
  • Em Sergipe del Rey – Movimento Cultural de Sergipe, 1953
  • Dicionário do Folclore Brasileiro – INL, Rio, 1954 – 3ª edição, 1972
  • História de um homem – (João Câmara) – Depto. de Imprensa, Natal, 1954
  • Antologia de Pedro Velho – Depto. de Imprensa, Natal, 1954
  • História do Rio Grande do Norte – MEC, 1955
  • Notas e documentos para a história de Mossoró – Coleção Mossoroense, 1955
  • Trinta "estórias" brasileiras – ed. Portucalense, 1955
  • Geografia do Brasil Holandês – Ed. José Olímpio, 1956
  • Tradições populares da pecuária nordestina –MA-IAA n.9, Rio, 1956
  • Jangada – MEC, 1957
  • Jangadeiros – Serviço de Informação Agrícola, 1957
  • Superstições e Costumes – Ed. Antunes & Cia, Rio, 1958
  • Canto de Muro – Ed. José Olímpio, (dez. 1957), 1959
  • Rede de dormir – MEC (1957), 1959 – 2ª edição, Funarte/UFRN, 1983
  • Ateneu Norte-Rio-Grandense – Imp. Oficial, Natal, 1961
  • Vida breve de Auta de Souza – Imp. Oficial, Recife, 1961
  • Dante Alighieri e a tradição popular no Brasil – PUC, Porto Alegre, 1963 – 2ª edição Fundação José Augusto (FJA), Natal, 1979
  • Dois ensaios de História – (Imp Oficial Natal, 1933 e 1934) Ed. Universitária, 1965
  • História da República do Rio Grande do Norte – Edições do Val, Rio, 1965
  • Made in África – Ed. Civilização Brasileira, 1965
  • Nosso amigo Castriciano – Imp. Universitária, Recife, 1965
  • Flor dos romances trágicos – Ed. Cátedra, Rio, 1966 – 2ª ed. Cátedra/FJA, 1982
  • Voz de Nessus – Depto. Cultural, UFPb, 1966
  • Folclore no Brasil – Fundo de Cultura, Rio, 1967 – 2ª edição, FJA, Natal;, 1980
  • História da alimentação no Brasil – Ed. Nacional ( 2 vol) fev. 1963), 1967, (col. Brasiliana 322 e 323) – 2ª ed. Itatitaia, 1983
  • Jerônimo Rosado (1861-1930) – ed. Pongetti, Rio, 1967
  • Seleta, Luís da Câmara Cascudo – Ed. José Olímpio, Rio, 1967 – org. por Américo de Oliveira Costa. – 2ª Ed. 1972.
  • Coisas que o povo diz – Bloch, 1968
  • Nomes da Terra – Fundação José Augusto, Natal, 1968
  • O tempo e eu – Imp. Universitária – UFRN, 1968
  • Prelúdio da cachaça – IAA, (maio, 1967), 1968
  • Pequeno manual do doente aprendiz – Ed. Universitária – UFRN, 1969
  • Gente viva – Ed. Universitária UFPe, 1970
  • Locuções tradicionais no Brasil – UFPE, 1970 – 2ª edição, MEC, Rio, 1977
  • Ensaios de etnografia brasileira – INL, 1971
  • Na ronda do tempo – Ed. Universitária, UFRN, 1971 (livro biográfico)
  • Sociologia do Açúcar – MIC – IAA, 1971. Coleção Canavieira n. 5
  • Tradição, ciência do povo – Perspectiva, S. Paulo, 1971
  • Ontem – (maginações) – Ed. Universitária UFRN, 1972
  • Uma História da Assembléia Legislativa do RN – FJA, 1972
  • Civilização e cultura (2 vol.) – MEC/Ed. José Olímpio, 1973
  • Movimento da independência no RN – FJA, 1973
  • O Livro das velhas figuras – (6 vol.) – 1, 1974; 2, 1976; 3, 1977; 4, 1978; 5, 1981; 6, 1989 – Inst. Histórico e Geográfico do RN
  • Prelúdio e fuga do real – FJA, 1974
  • Religião no povo – Imprensa Universitária, UFPb, 1974
  • História dos nossos gestos – Ed. Melhoramentos, 1976
  • O Príncipe Maximiliano no Brasil – Kosmos editora, 1977
  • Antologia da alimentação no Brasil – Livros Técnicos e Científicos ed., 1977
  • Três ensaios franceses, FJA, 1977 (do Motivos da Literatura Oral da França no Brasil, Recife, 1964 – Roland, Mereio e Heptameron)
  • Mouros e Judeus – Depto. de Cultura, Recife, 1978
  • Superstição no Brasil – Itatiaia, S. Paulo, 1985

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Dom Juan nos infernos - Charles Baudelaire, tradução Jorge Pontual


Dom Juan nos infernos

Quando ao mundo da treva desceu Don Juan,
Assim que a Caronte o óbolo pagou,
Um mendigo sombrio, mirada malsã
E braço vingador, cada remo tomou.

Com as roupas abertas e os seios de fora,
Um bando de mulheres, na negra manhã,
Rebanho sensual que matadouro implora,
Mugia atrás do herói num lânguido cancã.

Leporelo, a zombar, o salário cobrava.
O velho Don Luís, totalmente tantã,
Apontava a um morto, que ali passava,
O filho que jogou na lama o seu clã.

Histérica de dor, a casta e magra Elvira,
Ao marido traidor que era o seu afã,
Suplicava um último olhar sem mentira,
Um sorriso com a velha pose de galã.

O gigante de pedra, visão imponente,
Assomava à proa tal Leviatã,
Mas o calmo herói, a tudo indiferente,
Olhava sem temor o reino de Satã.