SOBRE O BLOGUEIRO

Sou um Beatlemaniaco. Tudo começa assim... Fiquei reprovado duas vezes no Mobral, mas nunca desisti. Hoje, sou doutor em Parapsicologia formado na mesma turma do Padre Quevedo; sou antropólogo e sociólogo formado, com honra, em cursos por correspondência pelo Instituto Universal Brasileiro. Em minha vasta carreira acadêmica também frequentei até o nono ano de Medicina Cibernética, Letras Explosivas, Química da Pesada, Direito Irregularmente torto e assisti a quase todas as aulas do Telecurso 2000 repetidas vezes até desistir de vez. Minha maior descoberta foi uma fábrica secreta de cogumelos venenosos comestíveis no meio da Amazônia Boreal. Já tive duas bandas de Rock que nunca tocaram uma música se quer. Comi duas vezes, quando criança, caspas gigantes da China pensando que era merda amarela. Depois de tudo isso, tornei-me blogueiro. Se eu posso, você pode também. Sou um homem de muita opinião e isso desagrada muita gente. Os temas postados aqui objetivam enfurecer um bom número de cidadãos.

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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Sua vida toda está on-line. Isso pode ser usado contra você.




Ei palhaço, você está sendo vigiado diariamente e não percebe. Se não quer ficar surpreso como esse pessoal do vídeo, acorda para vida. O mundo real não está atrelado às redes sociais.

Está cada vez mais fácil saber onde você esteve semana passada, com quem comeu no ultimo final de semana e que seu primo assumiu ser boiola depois de tomar umas caipirinhas no bar do caramelo vizinho à casa do caralho.

Pois é, essa moçada de hoje perdeu a noção. Ao chegar a um lugar ou outro, essa criançada usa seus brinquedos para alertar aos sequestradores, onde eles, o povo burro, estão.  

O que falta para esse povo? Cagar e depois comer a merda? Pior, ainda postar nas redes sociais.

Para que essa postagem não seja só bobagem, segue uma informação importante para o pessoal que está vindo para a Copa do Mundo: Os plug-ins para seus aparelhos eletrônicos. Sim, agora os bobalhões internacionais já sabem como se precaver para poder postar o local onde estão e o que estão fazendo.  



sábado, 26 de maio de 2012

CRÔNICAS IRLANDESAS #1: UM PAÍS QUE ENCANTA LOGO DE CARA!


AUTOR DO TEXTO: Bruno Coriolano.
TEMPO ESTIMADO PARA A LEITURA: 7 minutos. 

TEMPO TOTAL DO VÍDEO: 9m e 22s







Recentemente resolvi colocar a mochila nas costas e me mandar para Europa com a intensão de aprender um pouco mais sobre o Velho Mundo, para ser mais preciso; sobre os países que falam o inglês como língua estrangeira ou como língua franca. Todos dizem que naquele continente as pessoas são conhecidas por estudarem diversos idiomas ao mesmo tempo. Algo facilmente explicado devido, entre outras coisas, ao fato da acessibilidade e mobilidade para praticar e vivenciar o idioma estudado.


Imagem: Bruno Coriolano_Dublin_Ireland.


Entre os países que visitei, está a Irlanda. Todos sabem algo sobre a Ilha Esmeralda, como é conhecida por muitos. São coisas como a banda U2, a cerveja preta, Guinness, referências à cor verde (Saint Patrick’s day), Pubs, escritores Oscar Wilde e James Joyce entre outras coisas. Seja lá o que for, sabemos algo sobre a Irlanda.


Para quem já teve contato com outras culturas não é difícil perceber que a receptividade do povo irlandês é bem diferente; eles são atenciosos, prestativos e pacientes. Para entrar no país, as regras são as mesmas da Comunidade Europeia: Um turista pode ficar até 90 dias no país sem a necessidade de obtenção de visto. Uma coisa boa para os estudantes estrangeiros e que eles podem trabalhar até 20 horas semanais durante o período de aulas e 40 horas durante as férias para ajudar nos custos.




Ao chegar ao aeroporto, você já se depara com algo que chama a atenção de qualquer estudante de Línguas: todas as sinalizações estão escritas em inglês, língua oficial, e em Gaélico Irlandês, também conhecido como “Irish”, segunda língua oficial do país. Embora pouco, ou quase, não falada, essa segunda língua está presente na cultura irlandesa. O turista não escutará os nativos se comunicando nesse idioma, pois a língua inglesa é usada por (quase) toda a população. Segundo informações obtidas com um taxista, com quem aproveitei para perguntar tudo que tive direito, o Gaélico (Irish) é tido como algo que mantem as raízes e o orgulho daquele povo. Embora seja ensinado nas escolas, quase ninguém fala mais o idioma.


É bastante comum encontrar poloneses vivendo principalmente em Dublin, capital da República da Irlanda (lembro aqui que existem duas “Irlandas”). Dos imigrantes, esse povo é maioria, seguido dos brasileiros, que são muitos espalhados pela capital, estejam eles trabalhando, estudando ou à turismo.




Na Irlanda é possível comer quase igual ao Brasil, pois é fácil de encontrar produtos de várias partes do mundo em supermercados irlandeses. Por falar neles, a maioria oferece produtos com suas próprias marcas, o que deixa o custo mais barato. O prato mais tradicional do país é o guisado irlandês (Irish Stew); trata-se de um guisado muito conhecido por lá que leva batata, carne de carneiro e outros ingredientes à época. Outra refeição muito famosa; acredito ser a mais conhecida também, é o café de manhã (Irish Breakfast), servido com torradas, carne de porco, ovos, feijão doce, bacon, salsichas e alguns ingredientes que podem variar de acordo com a região.  Pode parecer estranho ao primeiro contato, mas vale à pena experimentar.


Lembro aqui que na Irlanda dirige-se usando a mão inglesa, ou seja, do lado inverso ao nosso. Sabendo que isso pode causar alguma confusão para turistas desacostumados, as ruas são bem sinalizadas com dizeres tipo “olha para o lado direto” sempre que for atravessar. Como o espaço é curto, em próximo artigo falaremos de temas como religião, celebrações, misticíssimos e algumas curiosidades sobre aquele país. Até a próxima.


Deixo aqui a dica desse vídeo muito bem feito sobre Dublin:



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Texto publicado no caderno DOMINGO do Jornal de Fato. Dia 27 de Maio de 12.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Desconecte-se do mundo real e veja a vida com outra perspectiva.



Existem aqueles dias que paramos e nos perguntamos: será que vale a pena? O que estou fazendo nesse imenso universo? Estou com vontade de comer uma pizza e não posso porque tenho que fazer dieta. Quero viajar, mas não posso porque não estou de férias. Quero ver TV, mas não tem nada interessante na programação. Redes sócias são "a morte da criatividade".

Não, esse não é mais um tópico sobre reclamação ou sobre períodos de crises existencialistas. Estou aqui abrindo uma reflexão, rápida e sorrateira, sobre a vida. É normal se sentir oprimido pelo mundo e se sentir entediado. Nesse momento estou apenas empurrando meus dedos sobre o teclado sem ter um tema definido para escrever. Como essa semana tive um tempo mais livre, resolvi apenas escrever e vou publicar sem fazer correção; é um momento de liberdade que há tempos não tinha. Se não posso viajar propriamente, posso imaginar como seriam os lugares; fechar meus olhos e quando os abrir está onde eu quiser. Vou fazer uma viagem ao redor do mundo em menos de dez minutos.

Vejam vocês que eu estou nesse momento no alto de um edifício enorme em Buenos Aires. Está frio e a cidade está apenas acordando. Os Hermanos estão apenas acordando para o trabalho nesse momento. Tudo parece tranquilo e logo posso tomar um café aqui mesmo. Melhor, vou imaginar outro local que já estive e tomar um café do jeito que eu quiser.




Abro meus olhos e estou em Lisboa. Vou tomar meu café da manhã agora, melhor dizendo; vou tomar meu pequeno almoço em qualquer viela da cidade. Pode até ser em Belém. Sei lá, de repente um bom vinho do porto e de sobremesa um pastel de nata (opa, é pecado chamar de nata; é de Belém).





Que saber de uma coisa? Cansei dos lisboetas. Eu posso fazer isso. Embora o ambiente estivesse muito agradável ao som de Jorge Palma, excelente artista português, eu gostaria de viver mais aventuras. Se eu vim do sul da América para o país mais próximo do velho mundo em um piscar de olhos, posso ir para Pequim (esses chineses já estão cheios de zero hora, querem que chamem a capital de Beijing).





Aqui na china, eu estou caminhando pelas ruas no meio desse povo que parece não se interessar em fazer amizades; são muito mais frios do que os alemães (agora os alemães me degolam). Ah, não. Aqui tá muito sem graça. Muita gente e pouco espaço até para respirar. Estou caindo fora daqui!  




Já é quase meio dia e vou ter um pouco de paz interior em algum lugar no Tibet. Nossa! Aqui está muito monótono, vou sair antes de perder meu juízo por completo. Fui...

Agora sim, estou em Las Vegas, América, local onde os sonhos... Opa. Só tem ladrão passando por aqui. O local está cheio de gente mafiosa. Vou voltar para lugar de onde eu não deveria ter saído: da minha cama.



Estão vendo, em todos os lugares do mundo, o mundo pode ser um pouco entediante? Isso tudo depende do seu ponto de vista. Life is not that good, right? Take a second look! 





sexta-feira, 18 de maio de 2012

Crônica: Os ingleses são pontuais mesmo ou isso é uma fama que não condiz com a realidade?

Imagem da internet (Parlamento Britânico). 

Lendo uma matéria do blog do Marcelo Duarte, Guia do curioso [link], lembrei-me de uma cena que vai ficar guardada na minha memoria para sempre: eu atrasei um voo em Londres. Se quiserem eu digo mais o dia e local. Isso mesmo; foi bem recente. Era noite do dia 24 de janeiro desse ano quando eu já estava pronto para entrar na ultima aeronave daquele dia, e um comissário de bordo viu meu bilhete e disse que eu não poderia embarcar porque meu ticket deveria ter sido trocando no check-in. “Check-in? Nem fiz isso quando cheguei ao aeroporto Gatwick”.

Bem, para resumir tudo: eu cheguei ao aeroporto por volta das 5 horas da tarde e meu voo estava marcado para 9h21m (no momento só lembro mais ou menos desse horário), e ninguém me avisou que eu teria que trocar de bilhete por não fazer parte da Comunidade Europeia (por não ser cidadão europeu; entenderam?). O pior de tudo é que o problema não foi de comunicação (falo inglês e não tenho problemas com o sotaque britânico, apesar de ter tido formação em inglês mais puxado para o americano). Foi falta de informações mais claras, eu acho, dos trabalhadores do aeroporto mesmo, ou pelo menos, foi isso que um dos funcionários falou depois.

Percebendo que minha batalha era contra o tempo, mobilizei um aeroporto todo, pois já não teria voo naquele dia para nenhum local na Europa e eu teria outro voo (ah, Meu Deus!!) às 4 horas da manhã do dia seguinte para Frankfurt, Alemanha. Bem, não sei nem o nome da senhorinha, mas mesmo de salto alto (high Heels) ela saiu correndo comigo para podermos (re)fazer todo o procedimento correto de check-in e troca de bilhete. Lembro-me dela com um telefone na mão pedindo para segurarem o voo por mais alguns minutos e explicando, mesmo que às pressas, o que estava ocorrendo. Bem, no final deu certo, mas poderia ter sido bem menos estressante. Entrei no avião quando as portas já estavam sendo fechadas. Só agradeço pelo acontecido por ter história para contar, mas outra dessas não sei se aguento. (Risos)

Se os ingleses são pontuais ou não, não quero nem saber, só sei que atrasaram um avião por minha causa. Termino essa postagem com o mesmo comentário que deixei no blog do Marcelo: “Eu já atrasei um voo em Londres. Se são pontuais ao não, esse atraso salvou minha vida, caso contrário, eu teria perdido outro voo saindo de Dublin às 4 da manhã do dia seguinte. Detalhe, esse voo que estou falando era o ultimo do dia no Gatwick. Oh, sorte tive naquele dia, isso sim!”. 


Se fosse escolher alguma trilha sonora para o episódio, eu diria, em francês ruim, “Non... rien de rien... Non... je NE regrette rien. Ni Le bien qu'on ma fait, Ni Le mal - tout ça m'est bien égal!”.



Que olhos grandes, você tem!

Imagem roubada da internet. (Se o autor pedir, eu só devolvo se pagar pelo resgate ou se o lobo devolver e Chapeuzinho do jeito que levou, caso contrário, "perdeu, preyboy".)



Em tempos de revolução tecnológica e de inversão de valores, chegaram a hora e a vez do Lodo-mal (inventei a escrita). Longe de querer inventar a roda aqui, mas na nova versão da história (ou seria estória?), que nunca será escrita, destaco uma versão onde em vez de comer a vovozinha, o Lobo parte logo é para cima da Chapeuzinho vermelho (será que criança pode ler isso?). Boa sorte ao lobão motoqueiro.
                                                                       
Será que a moça cansou de andar por ai à pé e resolveu olhar nos olhos grandes do Canino de outra forma? (para que serve essa boca grande?...). Isso me lembra de Voltaire: “Os homens que procuram a felicidade são como bêbados que não conseguem encontrar a própria casa, mas sabem que têm uma.”. Cada ser é livre para escolher o que quer da vida, certo? Só te garanto uma coisa: A Chapeuzinho Vermelho aí não estava com boas intenções quando foi apanhada pelo Lobo no meio do mato (isso mesmo, o lobo pegou ela no mato!). Estão vendo o líquido na cestinha que, supostamente, seria entregue à Vovozinha?


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

ÀS VEZES É SÓ LOUCURA MESMO, MAS QUEM DISSE QUE SER NORMAL É NORMAL?





Não tenho de que reclamar: tenho uma ótima vida, não tenho problemas financeiros, estou amorosamente realizado, tenho um emprego que supre minhas necessidades e estou bem de saúde. Mas nem sempre estamos satisfeitos com a vida que estamos levando.

Motivado por diversas coisas, estamos sempre querendo mais, tudo bem que, às vezes, queremos aquilo que não temos. Não diria que existe vida perfeita, já foi dito que “vida boa é a dos outros”. Existe esse eterno querer por aquilo que nem sabemos se existe: As mulheres querem um príncipe encantado, os homens; um carro do ano. Claro que não é tão simples assim; existem os diferentes. Bob Marley já dizia isso. Não estou aqui querendo dizer que sou diferente, mas que temos que tentar algo diferente.

Não aguentava mais ficar sempre entrincheirado atrás de meus lençóis. Sempre as mesmas coisas: O mesmo amanhecer, a mesma rotina, as mesmas reclamações. Foi nesse momento que percebi que deveria fazer alguma coisa para mudar essa realidade. Queria fazer o que nunca havia tentado antes. Fiz. Peguei as econômicas e fui ganhar o mundo. Descobri aquilo que os livros não podem me ensinar. Vi que nem tudo que é dito por outrem é tão fácil de entender quanto o “experimentar”; ver com os próprios olhos.

O que tenho a dizer dessa nova experiência é que tenho nova perspectiva, pois aprender não quer dizer sentar seu traseiro em uma universidade e ficar apenas retransmitindo o conhecimento dos antigos. Tem gente tão maquinal que nem consegue respeitar as simples relações envolvidas entre os seres humanos. Conheci em minha vida gente que nem sabe o que é ser um humano. Mas isso fica de lado. Foi por isso que fui aprender com o mundo, e volto a dizer o que minha infância difícil me ensinou: Não existe melhor professor do que o tempo e nem melhor escola do que a vida.

Fiz o que Robert Frost me ensinou eu fui para os bosques para aprender (parafraseando e já pedindo desculpas ao autor). O que eu aprendi com isso tudo? Viva a vida de forma que, quando você olhar pelo retrovisor do tempo, não se arrependa de não ter feito aquilo que seu eu interior queria.

Como disse, não tenho nada a reclamar... Mas me pergunto e espero que o leitor faça a mesma coisa: O QUE TE FAZ LEVANTAR DA CAMA TODA MANHÃ? Hoje eu sei. O que me faz feliz é viver a vida. O normal me assusta.  

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

De volta a Dublin: The Temple Bar.

Dublin e a música estão, sem dúvidas, intimamente ligadas, seja pelos U2 (banda do Bono Vox), seja pela música tradicional irlandesa e é no Temple Bar que atinge o seu apogeu. Ao contrário do que muita gente pensa, o Temple Bar não é apenas um pub, mas o mais histórico e cultural bairro da capital da Irlanda é ponto de passagem obrigatório para quem visita Dublin.




Dublin é uma cidade cheia de pubs. O ambiente é semelhante aos da maioria, mas ali respira-se história. Uma história de mais de mais de 800 anos. A cidade nasceu próxima ao Temple Bar. Alguns dos primeiros moradores do Temple Bar que foram os vikings. A área é rica em história medieval e da cultura Viking, incluindo a concepção e planejamento urbano. Havia até Reis Vikings em Dublin por volta do século nove. O padrão de ruas modernas de Temple Bar é baseado no plano medieval da cidade velha.






Claro que não poderia vir a Dublin e não registrar esse local. Essa cidade é muito tranquila e um ótimo lugar para ser viver. Foi a primeira a sofrer com a recessão, mas foi também a primeira a se recuperar, graças a organização e o comprometimento do governo local. 







MAIS SOBRE ESSE MARAVILHOSO PAÍS E SUA CULTURA:

A cultura irlandesa tem muitos significados diferentes. Não existe definição certa da cultura irlandesa, mas existem alguns símbolos que são exclusivos da Irlanda. A Irlanda é comumente chamada de “terra de santos e sábios”, fazendo menção à idade de ouro do aprendizado monástico, ou de “ilha de esmeralda”, por causa da paisagem verde.




A seção verde da bandeira simboliza a antiga maioria da tradição gaélica da Irlanda, composta principalmente por católicos romanos. A cor laranja representa a minoria predominantemente protestante. O branco no centro significa uma trégua duradoura entre as duas culturas, vivendo juntas em paz.


A CONSTITUIÇÃO

Bunreacht na hÉireann, a Constituição da Irlanda, é a legislação fundamental da Irlanda. Nenhuma lei que não a siga pode ser aprovada. A Constituição pode ser alterada apenas por um referendo, no qual cada cidadão da Irlanda maior de 18 anos é obrigado a votar. A Constituição foi aprovada em referendo em 1º de julho de 1937. A Constituição está disponível em inglês e irlandês em www.constitution.ie


O FERIADO NACIONAL E O TREVO

 

Dia 17 de março é o Dia de São Patrício, feriado nacional na Irlanda. Acredita-se que São Patrício tenha trazido o cristianismo para a Irlanda, e 17 de março é a data em que se diz que ele morreu. Os desfiles do Dia de São Patrício acontecem na maioria das cidades da Irlanda e em vários países em todo o mundo, para comemorar o feriado nacional. Muitas pessoas levam consigo uma planta chamada “trevo” no Dia de São Patrício. Não é oficial, mas talvez seja o símbolo mais reconhecido da Irlanda. Diz-se que São Patrício usava as três folhas do trevo para explicar o conceito cristão da Trindade.


Costumes

 

Como qualquer outro país, existem costumes e tradições específicos da Irlanda.


Cumprimentar pessoas (+)


Os irlandeses têm a reputação de serem muito amigáveis. Geralmente, as pessoas apertam as mãos quando se conhecem pela primeira vez. Amigos se abraçam ou simplesmente dizem oi. Às vezes, as pessoas se beijam no rosto, se se conhecerem bem. As pessoas se olham nos olhos porque isso é sinal de confiança e de que estão interessadas no que está sendo dito.

Cumprimento de horário (


Às vezes pode parecer que o cumprimento de horário não é muito importante na Irlanda. Geralmente quando alguém marca de se encontrar com você às 8 da noite, normalmente quer dizer 8:15 ou depois. Os irlandeses, em geral, são muito tranquilos com o horário.

Boas maneiras


As pessoas normalmente dizem “por favor” e “obrigado”. A maioria das pessoas, por exemplo, agradece ao motorista ao descer do ônibus.
As pessoas também costumam fazer fila e esperar a vez, por exemplo, em uma loja.

COMIDA IRLANDESA

 

As seguintes refeições são consideradas como tradicionalmente irlandesas:
·         Batatas são o estereótipo de comida da Irlanda, mas elas são comidas regularmente como purê, fritas, cozidas ou assadas.



·          Irish stew (cozido irlandês) – geralmente consiste em carne, batatas, cebolas e cenouras cozidas ou fervidas juntas
·         Bacon e repolho

Esse foi meu café da manhã em Dublin (Irish Breakfast)

·         Fry – geralmente comido no café da manhã, consiste em linguiça, rashers (bacon), tomate, cogumelos, ovo, pudim preto e branco com pão irlandês (soda bread)
·         Colcannon – normalmente consiste em batatas, repolho e alho-poró.


PARA SABER MAIS SOBRE A CULTURA IRLANDESA (LINK). 

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Crônicas londrinas: Abbey Road, o templo dos Beatles e outras referências da banda em Londres.


Faixa de pedestres de Abbey Road 

Para todo beatlemaniaco, Londres é a segunda Meca. Por quê? Porque é lá que você encontra a Abbey Road. Pois é, foi no Abbey Road Studio onde os Beatles gravaram a maior parte de suas canções.
O primeiro single de sucesso da banda, I wanna hold your hand, foi escrito em Londres, na residência da então namorada do Paul, Jane Asher. O filme “a hard day’s night” foi filmado na estação Marylebone, em Londres.

ABBEY ROAD. 


3 Abbey Road, St Johns Wood, NW8 9AY. Esse talvez seja o endereço Beatle mais famoso. Os quatro atravessaram a faixa de pedestres da rua onde se localizava o estúdio Abbey Road para a capa do álbum homônimo. Paul McCartney, que resolveu caminhar com os pés descalços, foi alvo de boataria após a sessão de fotos. Foi naquela época que surgiu o rumor de que ele estaria morto, e aquele seria um sósia mandando uma mensagem para os fãs do grupo.


Estação de St. John’s Wood

Você pode aproveitar para tomar um café no Beatles Coffee Shop na estação de St. John’s Wood, em Finchley Road, NW8 6EB. O dono do lugar, Richard Porter, é o guia da Beatles Walk e, se estiver por lá, pode prover uma conversa bem agradável e nostálgica sobre a década de 60.



Beatles Coffee Shop 

 Aproveitei para comprar uma agenda com a capa dos Beatles por cinco Libras. Antes de efetuar a compra, fiquei em dúvida se levaria a agenda ou um baralho com fotos do quarteto de Liverpool, hoje, pensando bem, deveria ter comprado os dois. DROGA. MALDITA DÚVIDA!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

[CHRONICLE] THE DRIED ROSES PRESSED BETWEEN THE PAGES OF MEANING POEMS.

[Autumn_Wind_by_Juli_SnowWhite]




By Bruno Coriolano


When I was 10 years old I was given a bicycle as a gift from my parents. That day was one of the best days in my whole life. I had so much fun and finally I could play with my friends – who already had bikes. I rode my bike for many hours and then I stopped to have dinner. During the dinnertime my family and I spent some time together and then I did not have the chance to remember why I was so happy. Something weird seemed to be happening around that table. 

Everybody knows that we almost never stop or forget to say “thank you”. It happened to me that day. While I was so excited about my gift my mother and my father were having an argument. I was too young to understand what was really going on between them in that right moment. Many years after that, I can have an idea of what it was.

My mother and my father were always kind. They were all the time doing whatever it was necessary to make me feel happy. I couldn’t imagine why they started talking like that saying those horrible things to each other.

“All truths are easy to understand once they are discovered”. One day I found my mother’s journals and by chance I saw that she had many dreams when she was 10. And I thought “how difficult can it be to understand that other people have wishes as we have too?”

Now I know why my parents had that argument in front of me. They couldn’t afford to buy a bicycle, but they did it anyway. Just to make me happy. That gives me a lesson – learn to value everything people do for you. That gift gave me a chance to dream of bigger things I wanted in life. Because of that bicycle I did not grow up as a frustrated boy. That money my parents spent buying me something was the amount of money they would use to pay the rent that month.

And you can be asking yourself now “what the hell have you seen in that journals?” I saw that mom wanted to have a bicycle when she was a teenager, but her parents couldn’t buy her one. So she grew up with an empty feeling in her heart – a feeling they didn’t allowed me to have.

My mother always dreamed of becoming an Alice of Wonderland. She couldn't become an Alice of her dreams. All she could become was my mother, a mother who strived all her life so that her children were not deprived of their dreams, a mother who fought with our father for our dreams, a mother who cared and dared, both for us ... a mother I was proud to have ... a mother others envied me for having ....
She could never become the Alice of her dreams. She became far greater than that, my mother. Did someone say, dreams are best fulfilled? At times, it is better they remain unfulfilled, just dreams. LIFE is far better than the one we keep dreaming of. So, let us wait for dawn to break, let us look forward to our dreams to shatter, let us get back to this thing called "LIFE"...

Thank you for reading this one. I promise I’ll try to write a new chronicle every other week. I’d like to ask you guys to let me know what you thought about this text. Should I change something, or delete it? Are there any mistakes in this text? Please, whatever it is… let me know. 

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

CRÔNICA: A PENA CONTRA O TEMPO.

{Imagem oriunda de algum site tenebroso}


Etevaldo está nesse momento sozinho em sua casa, local sagrado para esse homem simples que apenas deseja desfrutar de alguns momentos de puro lazer. Depois de um longo dia no seu trabalho chato, Etevaldo, que é chamado de ET pelos seus colegas de escritório, é o típico cidadão comum. Não existe registro algum de uma única discussão em que ele tenha feito parte.

Etevaldo senta ao seu computador e começar a ensaiar as primeiras tecladas rumo a mais uma das suas estórias. Difícil imaginar que um ser tão pacato é capaz de escrever tão perfeitamente. Isso mesmo, o Etevaldo é escritor, e dos bons. Outro dia ele recebeu um premio por um conto que fez para um periódico muito bem conceituado. Trata-se da “esmola literária”, uma revista muito bem conhecida em Porto Alegre. Grandes escritores como Luís Fernando Verissimo nunca nem foram nomeados para tal honraria.  

Eu sei que ganhar a vida sendo escritor é muito penoso, por isso esse desbravador do mundo literário já namorou várias vezes com a ideia de abandonar tudo e passar dias, talvez meses, só escrevendo. Muitos iriam dizer que isso não passaria de uma loucura; coisa insana, mas a vida não é alicerçada sobe os sonhos? Ser escritor em tempo integral é o grande desejo do Etevaldo.

Escritor não pode ter outro oficio, se assim acontecer, sua escrita sai defeituosa. Não dá para pensar e trabalhar ao mesmo tempo. A inspiração não ganha forma; as ideias fogem e nunca mais voltam. Eu sei muito bem do que estou falando, o Etevaldo sempre me dizia essas coisas. “o escritor é um criador que deve focar na sua obra em tempo integral, mesmo que o mundo esteja para acabar”, dizia ele.

Enquanto Etevaldo se distrai na sua escrita, o sol já mostra seus primeiros raios escaldantes. Já são quase seis horas da manhã e o Etevaldo ainda nem pregou o olho, mas dormir para que se em menos de uma hora ele já deve estar no trabalho?

Pois é... Mais um dia chato no escritório do Doutor Marianaldo, um ser irritante que sempre insiste em pegar no pé do Etevaldo. O dia passa penosamente. Horas que parecem dias...

Logo a noite chega mais uma vez e o escritor revelasse, mais cansando é verdade, mas nunca cabisbaixo ou desmotivado. Escrever é preciso, dormir; não.

É sempre assim, de manhã trabalho, à noite; escrever. Nós podemos lamentar que o Etevaldo não pode ter um pouco mais de liberdade para poder trabalhar os seus manuscritos já esboçados. Nessa vida que ele leva, não vai demorar muito para que o cansaço vença o desejo de publicar um grande livro. Podemos afirmar que o Etevaldo não passa de um zumbi que foi enterrado vivo no nosso cotidiano. Se houvesse como colocar em um livro essa sua história, provavelmente o melhor título seria “a pena contra o tempo”.


Por Bruno Coriolano

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

[CRÔNICA] CHAPEUZINHO VERMELHO: VERSÃO DE QUEM TINHA MEDO DO LOBO.

[sweet Snow riding hood by Juli SnowWhite]




“Quanto mais doce a língua, mais afiados os dentes.”

Eu sempre vi os contos de fadas como verdadeiras histórias de terror. Isso mesmo. Não conseguia tirar da minha mente a imagem do lobo-mal. Na verdade, o medo sempre me fizera me concentrar mais no medo que eu tinha do lobo do que na magia que o conto parecia conter. Inúteis eram as palavras e as tentativas da minha mãe em me convencer a torcer pela protagonista, quando, na verdade, eu queria era que o lobo devorasse aquela menina tola.

Depois de crescido, não posso deixar passar essa chance de contar a minha própria versão. Não estou disposto a fazer o leitor gostar mais da minha do que da versão original, seja lá quem a tenha escrito. É apenas uma forma de mostrar que também podemos acreditar naquilo que quisermos.

Eu não tenho medo de dizer que a estorinha da menininha da capa vermelha ficaria mais engraçada se ela fosse uma vampira que levou um fora do lodo. Isso mesmo. Nesse caso, o lobo seria um bad boy mauricinho que não estava nem ai para o que acontecia na floresta. Esse negocio de que ele teria comido a vovozinho não está com nada. Um lobo forte, alto e elegante deveria era ter comido a irmã da Chapeuzinho Vermelho (quem foi que traduziu assim?). Pronto. Esse seria o motivo da moleca odiar tanto o lobão. Alias, o lobo poderia ser o fanfarrão que fazia de cada noite um happening na floresta. Muito Rock N Roll com Gim e Tônico. Olha... Outra coisa. Essa de que era uma floresta encantada não rola. Era uma floresta escrota para caralho. Melhor... Era uma boate. Isso mesmo. Uma boate. Rolava de tudo, só não podia quebrar o braço das meninas que não queriam dançar com um bad boy. Isso não era permitido.

Ok. Já temos os personagens, o enredo... O que mais está faltando?  Ah, falta sangue. Nessa bodega não morre ninguém não é?

Essa parada não começa com “era uma vez uma garotinha que foi visitar sua vovó”. Que brega! Isso é démodé! Anos 80! Assim não dá. Desse jeito é muita apelação. Nessa versão a Chapeuzinho não ia para a casa da vovó. Quem vai para casa de uma vovó pela floresta? Ela estava muito doidona pilotando um jaguar no centro de Milão quando foi desafiada a beijar o lobo naquela brincadeira de “verdade ou desafio”.

O leitor deve estar pensando que falta mais emoção; um clímax. Então vamos apimentar essa porcaria.

O lobo e a Chapeuzinho marcaram um encontro no bosque. Ele a olhava com um olhar maquiavélico cheio de péssimas intenções, enquanto ela estava ali toda tímida e boquiaberta.

-- Não me temes? – perguntou o animal.

-- Eu não. E você, não tem medo de mim? – perguntou a doce menina.

O lobo obviamente não entendeu nada. Temer uma criatura que parecia inofensiva? Foi nesse momento que o lobo ficou mais confuso. A Chapeuzinho se desfez de sua capa e depois de todo o resto e permaneceu ali parada em frente ao lobo por algum tempo. Quando o bobalhão começou a se animar, a boneca o agarrou por traz e revelou que ela na verdade era ele. Um traveco. 

Nem preciso contar o fim do lobo, que mais uma vez se deu mal. Pronto, agora as criancinhas nunca mais vão ouvir essas estórias sem graça que nos são impostas. Onde já se viu... Um lobo que come uma vovó? Que coisa mais sem noção.