SOBRE O BLOGUEIRO

Sou um Beatlemaniaco. Tudo começa assim... Fiquei reprovado duas vezes no Mobral, mas nunca desisti. Hoje, sou doutor em Parapsicologia formado na mesma turma do Padre Quevedo; sou antropólogo e sociólogo formado, com honra, em cursos por correspondência pelo Instituto Universal Brasileiro. Em minha vasta carreira acadêmica também frequentei até o nono ano de Medicina Cibernética, Letras Explosivas, Química da Pesada, Direito Irregularmente torto e assisti a quase todas as aulas do Telecurso 2000 repetidas vezes até desistir de vez. Minha maior descoberta foi uma fábrica secreta de cogumelos venenosos comestíveis no meio da Amazônia Boreal. Já tive duas bandas de Rock que nunca tocaram uma música se quer. Comi duas vezes, quando criança, caspas gigantes da China pensando que era merda amarela. Depois de tudo isso, tornei-me blogueiro. Se eu posso, você pode também. Sou um homem de muita opinião e isso desagrada muita gente. Os temas postados aqui objetivam enfurecer um bom número de cidadãos.

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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

“La muerte esta tan segura de alcanzarte, que te da toda una vida de ventaja”.





Que tal celebrar a morte com flores e muita festa? Se isso para nós parece estranho, no México, ao contrário, ninguém fica triste no Dia de Finados. Os mexicanos brincam com a morte e transformam todos os símbolos tradicionalmente associados com ela em motivo de riso e diversão. Começando com a comida. De todas as iguarias que são preparadas especialmente para a ocasião, a mais apreciada são pequenas caveiras sorridentes feitas de açúcar ou de chocolate, decoradas com lantejoulas e marcadas com o nome dos parentes falecidos de cada família. Aliás, as caveiras estão por toda a parte, exibindo seus enormes sorrisos e sombreros enfeitados com flores e plumas.

E se, nos povoados, o povo dança e canta nas ruas, nas cidades a festa é transferida para os cemitérios mesmo. É onde os amigos se encontram para passar o dia comendo, bebendo e cantando em homenagem aos seus “muertitos”. A alegria e irreverência, no entanto, não tiram o caráter religioso do Dia de Muertos. “Em poucos lugares do mundo se pode viver um espetáculo parecido ao que acontece durante as grande festas religiosas do México”, afirma o escritor Otávio Paz, em seu livro Labirinto da Solidão. E o Dia de Muertos é, sem dúvida, a maior celebração religiosa desse povo festeiro.

As manifestações populares que acontecem nos dias 1 e 2 de novembro são o resultado de uma forma de sincretismo, que mistura elementos do catolicismo popular, com rituais antiqüíssimos, típicos dos povos que habitavam o México milênios antes da chegada dos espanhóis: os olmecas, os teotihuacanos, os maias, os zapotecas, os mixtecos, os toltecas e os mexicanos.


Visões do paraíso.

Os mexicanos da época pré-hispânica se consideravam imortais. Para eles, a morte era apenas um jeito diferente de viver. “Os antigos diziam que os homens, quando morriam, não desapareciam, mas começavam a viver de novo, como se despertassem de um sonho, transformados em espíritos ou em deuses”, conta o historiador Bernadino de Sahagun, no clássico História Geral das coisas da Nova Espanha. Esses espíritos imortais habitavam um mundo paralelo ao dos vivos e, em muitos aspectos semelhante a ele.


A noção de que existe um mundo “do outro lado”, reservado para os mortos é compartilhada por quase todas as tradições religiosas. De modo geral, pegar o melhor ou o pior lugar é uma questão de mérito e das boas ações que praticamos em vida. O que torna tão original o pensamento dos antigos povos mexicanos, é que essa escolha está relacionada com a causa física da morte de cada um. Daí existirem nesse mundo espiritual vários paraísos. Um deles, por exemplo, correspondia ao deus Tláloc e chamava-se Tlalocan. Ali eram recebidos os que morriam afogados ou por qualquer outra razão que se relacionasse à água. Contava-se que haviam muitas árvores e alimento abundante para a alegria de seus habitantes.

É claro, que sempre haviam os casos em que a causa da morte refletia a vida. Os guerreiros, por exemplo, iam para um lugar especial, assim como os prisioneiros de guerra, que costumavam ser oferecidos em sacrifício para alimentar com seu sangue o deus-sol Tonatiuh. Essa distinção também era reservada às mulheres que morriam de parto, chamadas cihuateteos.

Quem morresse de causas naturais tinha lugar reservado em Mictlán, o reino de Mictlanteculi e Mictlancihualt , senhor e senhora dos mortos. Contava-se que, quando o sol se punha na terra, nascia em Mictlán. Estava longe de ser um local de castigo, mas o caminho até lá era cheio de perigos. Rios profundos, altíssimas montanhas e animais selvagens aguardavam os viajantes. Para que pudessem vencer tantos obstáculos, as pessoas eram enterradas com facas de obsidiana, oferendas e comida e bebida para a viagem.

Os mortos-crianças iam para Chichihualcuahtli, onde o leite para alimentar os pequenos escorria das árvores. Esse cuidado típico de mãe parecia natural para esses povos que acreditavam que gerar a vida e tirá-la eram dois atributos do feminino e, de fato, muitas deusas-mães povoavam seu universo espiritual.

A Mãe-Morte.

“A representação da morte no México é sorridente”, ensina o escritor Fernando Salazar Bañol, “ chama-se Coatlicue, ou Mãe-Morte e também é conhecida como a deusa da terra. É ela que gera todas as coisas e também as devora”. Essa idéia nasce da observação dos ciclos da Natureza, onde tudo está sempre nascendo, morrendo e renascendo. Cecílio A. Robelo, em seu Diccionario Náhuatl conta que a lua enviou um recado aos homens por intermédio de uma lebre: “Assim como eu morro e renasço todos os dias, vocês também vão morrer para renascer depois”.

Por isso, até hoje, os mexicanos se sentem à vontade para brincar com ela. “A morte não tem nada de terrível. No México, ela é feita de açúcar e distribuída para as crianças”, conclui Fernando Salazar.

A hora da festa.


Essa familiaridade está tão arraigada na alma mexicana que, ainda hoje, existe uma idéia muito forte de que os mortos têm licença para visitar seus parentes do mundo dos vivos, na época de Finados. No dia primeiro, Dia de Todos os Santos, também chamado Dia dos Santos Inocentes, os visitantes são os mortos-crianças. Os mortos adultos só aparecem no dia seguinte.


Para recebê-los, as casas são enfeitadas com cempasúchitl, uma flor amarela, típica do Dia de los Muertos. No lugar mais importante da casa, um altar é preparado em três andares, simbolizando a Santíssima Trindade, ou o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Nele, além da figura do santo da devoção da família e de imagens de Jesus Cristo, colocam-se fotos, água, frutas e os pratos de comida favoritos do ancestral que se quer honrar.

O banquete é preparado com um cuidado respeitoso. Não podem faltar receitas mexicanas tradicionais, como a calabaza de tacha, um doce de abóbora feito com açúcar e canela, o famoso pan de muertos, uma torta com decorações que imitam ossos e as caveiras de açúcar, que as crianças adoram.

O altar é todo enfeitado com papel picado de cor preta, símbolo do luto cristão e laranja, a cor do luto azteca. E, por toda parte, velas, muitas velas para ajudar os espíritos a encontrarem seu lugar.

Tudo tem que estar pronto até dia 31 de outubro, à meia-noite. A família reza junta e, em seguida, convida os ancestrais a participarem da festa. As velas são acesas e o ambiente é purificado, queimando-se uma resina aromática, o copal. Ninguém toca na comida. Os mortos devem ser os primeiros a se servir. Apenas no dia seguinte os vivos voltam para se reunir aos parentes falecidos e, juntos, saborearem o banquete. É hora de comer e beber ao som da música favorita dos que já partiram.

O ritual se repete no dia 2, para os mortos adultos. Hoje, nas cidades, em vez de fazer uma festa em casa, as pessoas preferem levar a refeição para os cemitérios, onde passam o dia lavando os túmulos e decorando-os com muitas flores. Lá eles rezam, choram, cantam e, eventualmente, se embriagam, porque, afinal a morte é um fenômeno inseparável da vida. E, para os mexicanos, a melhor forma de enfrentá-la, é rir e brincar com ela.
Jose Guadalupe Posada (1852-1913)

sábado, 26 de maio de 2012

CRÔNICAS IRLANDESAS #1: UM PAÍS QUE ENCANTA LOGO DE CARA!


AUTOR DO TEXTO: Bruno Coriolano.
TEMPO ESTIMADO PARA A LEITURA: 7 minutos. 

TEMPO TOTAL DO VÍDEO: 9m e 22s







Recentemente resolvi colocar a mochila nas costas e me mandar para Europa com a intensão de aprender um pouco mais sobre o Velho Mundo, para ser mais preciso; sobre os países que falam o inglês como língua estrangeira ou como língua franca. Todos dizem que naquele continente as pessoas são conhecidas por estudarem diversos idiomas ao mesmo tempo. Algo facilmente explicado devido, entre outras coisas, ao fato da acessibilidade e mobilidade para praticar e vivenciar o idioma estudado.


Imagem: Bruno Coriolano_Dublin_Ireland.


Entre os países que visitei, está a Irlanda. Todos sabem algo sobre a Ilha Esmeralda, como é conhecida por muitos. São coisas como a banda U2, a cerveja preta, Guinness, referências à cor verde (Saint Patrick’s day), Pubs, escritores Oscar Wilde e James Joyce entre outras coisas. Seja lá o que for, sabemos algo sobre a Irlanda.


Para quem já teve contato com outras culturas não é difícil perceber que a receptividade do povo irlandês é bem diferente; eles são atenciosos, prestativos e pacientes. Para entrar no país, as regras são as mesmas da Comunidade Europeia: Um turista pode ficar até 90 dias no país sem a necessidade de obtenção de visto. Uma coisa boa para os estudantes estrangeiros e que eles podem trabalhar até 20 horas semanais durante o período de aulas e 40 horas durante as férias para ajudar nos custos.




Ao chegar ao aeroporto, você já se depara com algo que chama a atenção de qualquer estudante de Línguas: todas as sinalizações estão escritas em inglês, língua oficial, e em Gaélico Irlandês, também conhecido como “Irish”, segunda língua oficial do país. Embora pouco, ou quase, não falada, essa segunda língua está presente na cultura irlandesa. O turista não escutará os nativos se comunicando nesse idioma, pois a língua inglesa é usada por (quase) toda a população. Segundo informações obtidas com um taxista, com quem aproveitei para perguntar tudo que tive direito, o Gaélico (Irish) é tido como algo que mantem as raízes e o orgulho daquele povo. Embora seja ensinado nas escolas, quase ninguém fala mais o idioma.


É bastante comum encontrar poloneses vivendo principalmente em Dublin, capital da República da Irlanda (lembro aqui que existem duas “Irlandas”). Dos imigrantes, esse povo é maioria, seguido dos brasileiros, que são muitos espalhados pela capital, estejam eles trabalhando, estudando ou à turismo.




Na Irlanda é possível comer quase igual ao Brasil, pois é fácil de encontrar produtos de várias partes do mundo em supermercados irlandeses. Por falar neles, a maioria oferece produtos com suas próprias marcas, o que deixa o custo mais barato. O prato mais tradicional do país é o guisado irlandês (Irish Stew); trata-se de um guisado muito conhecido por lá que leva batata, carne de carneiro e outros ingredientes à época. Outra refeição muito famosa; acredito ser a mais conhecida também, é o café de manhã (Irish Breakfast), servido com torradas, carne de porco, ovos, feijão doce, bacon, salsichas e alguns ingredientes que podem variar de acordo com a região.  Pode parecer estranho ao primeiro contato, mas vale à pena experimentar.


Lembro aqui que na Irlanda dirige-se usando a mão inglesa, ou seja, do lado inverso ao nosso. Sabendo que isso pode causar alguma confusão para turistas desacostumados, as ruas são bem sinalizadas com dizeres tipo “olha para o lado direto” sempre que for atravessar. Como o espaço é curto, em próximo artigo falaremos de temas como religião, celebrações, misticíssimos e algumas curiosidades sobre aquele país. Até a próxima.


Deixo aqui a dica desse vídeo muito bem feito sobre Dublin:



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Texto publicado no caderno DOMINGO do Jornal de Fato. Dia 27 de Maio de 12.

terça-feira, 1 de maio de 2012

CULTURA: Édith Piaf.


Édith Giovanna Gassion, (Paris, 19 de dezembro de 1915 — Plascassier, 11 de outubro de 1963), ou simplesmente, Édith Piaf foi uma cantora francesa de música de salão e variedades, mas foi reconhecida internacionalmente pelo seu talento no estilo francês da chanson.
O seu canto expressava claramente sua trágica história de vida. Entre seus maiores sucessos estão "La vie en rose" (1946), "Hymne à l'amour" (1949), "Milord" (1959), "Non, je ne regrette rien" (1960). Participou de peças teatrais e filmes. Em junho de 2007 foi lançado um filme biográfico sobre ela, chegando ao cinemas brasileiros em agosto do mesmo ano com o título "Piaf – Um Hino Ao Amor" (originalmente "La Môme", em inglês "La Vie En Rose"), direção de Olivier Dahan.
Édith Piaf está sepultada na mais célebre necrópole parisiense, o cemitério do Père-Lachaise. Seu funeral foi acompanhado por uma multidão poucas vezes vista na capital francesa. Hoje, o seu túmulo é um dos mais visitados por turistas do mundo inteiro.

Leia mais em >> aqui.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Crônicas Dublinenses.




Acho que nem se tivesse planejado teria sido tão legal quanto foi a estadia em Dublin. Quando decidi fazer essa viagem foi tudo de ultima hora, provavelmente, teria organizado melhor todas as visitas às cidades a passado mais tempo em cada país se tivesse planejado tudo minuciosamente no Brasil.

Não sou do tipo que fica lamentando e quando resolvi colocar a mochila nas costas e sair pelo mundo, não tinha noção de onde iria parar. Nem tinha em mente que iria conseguir fazer metade do pouco que planejei. Dublin, por exemplo, não estava nos meus planos inicialmente, mas só tenho o que comemorar, pois descobri que é a cidade europeia que mais tem para oferecer para um cara como eu. O que quero dizer é que Dublin me pareceu uma cidade relativamente pequena para uma capital europeia onde o povo prima pela qualidade de vida e não pelo corre-corre diário em busca de acumular fortuna, que muitas vezes não fazem nem sentido.

A melhor coisa da vida é viver, e Dublin oferece cultura, boa culinária, música rica, lugares interessantes e monumentos bonitos. Não é atoa que essa cidade produziu gente como James Joyce, Oscar Wilde, a banda U2, The Cranberries e muito mais. Além de ser o local onde você poderá apreciar uma cerveja com gosto muito forte: a Guinness. A Irlanda se gaba por não ter permitido que a Inglaterra tenha exercido o mesmo domínio que foi exercido sobre a Irlanda do Norte.

Nos esportes os irlandeses preferem ter seu próprio futebol (Irish Football) como atividade esportiva mais popular. Na verdade, o povo da Irlanda é muito patriota e costuma valorizar o que é do próprio país. Bem diferente de outro povo que conheço.

Os pubs são marcas registradas da Irlanda e em todas as placas de aviso e/ou publicidade, os irlandeses podem ler o que está escrito em inglês e em irlandês (Irish), embora a língua irlandesa seja pouco ou quase nunca usada.


Dicas:

Para conhecer Dublin planeje com certa antecedência e prefira caminhar ao pegar ônibus quando já estiver na cidade. É sempre bom caminhar e se surpreender com a vista. Dublin é uma cidade segura e limpa. É um lugar para viver e viver bem. A recessão só trouxe a certeza de que esse povo sabe se reinventar. A Irlanda foi o primeiro país a sofrer com a crise, mas se recuperou com a mesma velocidade.

Para brasileiros não é preciso ter visto para entrar no país (permissão máxima de 90 dias), mas na imigração você pode passar por um longo interrogatório. A melhor maneira é sempre ter tranquilidade, saber falar inglês, comprovar o vínculo empregatício no Brasil e mostrar as passagens de ida e volta. Outra dica é fazer uma reserva de hotel antes de entrar no país ou se for ficar na casa de amigo como eu, pedi para que o mesmo te envie uma carta-convite com endereço completo, número do telefone (eles ligam mesmo) e dados referente aos dias de permanecia no país, sempre respeitando o limite de 90 dias. E comportar-se respeitando os costumes do país, obviamente.


 Fica aqui a dica desse vídeo que fiz. Clique aqui>>


The Temple Bar, primeiro pub irlandês. 


Estátua de James Joyce, escritor de Ulisses e muitas outras obras da literatura inglesa.








Catedral de São Patrício, patrono da Irlanda. 

Estátua de Molly Malone. Figura simbólica do folclórica  irlandês. 

Trinity College. Para estudar aqui tem que ser um gênio.