SOBRE O BLOGUEIRO

Sou um Beatlemaniaco. Tudo começa assim... Fiquei reprovado duas vezes no Mobral, mas nunca desisti. Hoje, sou doutor em Parapsicologia formado na mesma turma do Padre Quevedo; sou antropólogo e sociólogo formado, com honra, em cursos por correspondência pelo Instituto Universal Brasileiro. Em minha vasta carreira acadêmica também frequentei até o nono ano de Medicina Cibernética, Letras Explosivas, Química da Pesada, Direito Irregularmente torto e assisti a quase todas as aulas do Telecurso 2000 repetidas vezes até desistir de vez. Minha maior descoberta foi uma fábrica secreta de cogumelos venenosos comestíveis no meio da Amazônia Boreal. Já tive duas bandas de Rock que nunca tocaram uma música se quer. Comi duas vezes, quando criança, caspas gigantes da China pensando que era merda amarela. Depois de tudo isso, tornei-me blogueiro. Se eu posso, você pode também. Sou um homem de muita opinião e isso desagrada muita gente. Os temas postados aqui objetivam enfurecer um bom número de cidadãos.

- [Portal da Língua Inglesa] -

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sábado, 20 de agosto de 2011

Da importância do individualismo e do egoísmo.


Que a vida é feita de escolhas, todos nós sabemos. São diversos caminhos e temos o livre-arbítrio de escolher qual ou quais deles seguir. Alguns pensamentos podem até parecerem absurdos, mas merecem nossa atenção.

Alguns sentimentos e atitudes acompanham o homem desde sempre. As necessidades fazem com que os povos passem por adequações e/ou adaptações. Na sociedade européia dos séculos XV e XVI as pessoas eram banqueiros, comerciantes, artesãos, contadores. Já não dependiam de nenhuma forma dos senhores feudais. Mas viviam em concorrência direta uns contra os outros. Naquele novo tipo de sociedade, onde o dinheiro se tornava cada vez mais importante e quem não aprendesse a cuidar de si mesmo não teria vida longa.

Esse modo de vida não poderia gerar outra coisa que não a competição e estimular o individualismo. Mas quando utilizamos tal palavra, devemos lembrar que dois significados são possíveis: o individualismo egoísta e pode ser também o individualismo que dá importância à liberdade de cada ser humano sem que isso prejudique os outros.

Não dá para mostrar aqui uma verdade absoluta, pois o mundo coexiste com uma porção de opiniões diferentes e, portanto não podemos apontar o dono de um pensamento correto e fechado. O que me chama a atenção são as idéias de dois nomes que ficarão escritos na história. O primeiro seria o filosofo escocês Adam Smith (a riqueza das nações). Seu raciocínio era simples: quando alguém procura o melhor para si, a sociedade toda é beneficiada. Vejamos um exemplo: se uma cozinheira prepara uma refeição maravilhosa existem dois motivos para isso. Ela poderia estar tentando agradar a seu patrão ou pensando no seu salário no final do mês. Se ela escolher a segunda opção, seu individualismo será benéfico para ela mesma e para seu patrão. Concluímos que os capitalistas só pensam em seus lucros, mas para isso precisam vender produtos bons e baratos, o que, no fim é ótimo para os seus consumidores.

O segundo pensador se escondia num cenário entre a luz e a sombra da política. Estou falando de Nicolau Maquiavel. Sua linguagem é mais cruel do que a do anterior e por isso lhe rendeu certo rótulo que muitas vezes podem deixar sua visão marginalizada ou distorcida em uma primeira leitura de sua obra.

O principal trabalho de Maquiavel foi o príncipe. Em sua obra, podemos notar que ele não estava interessado em arquitetar governos justos, mas imaginários. Preferia ver as coisas como elas são. Por isso sua conclusão é cruel: “o objetivo supremo do governo é perpetua-se no poder, não importando os meios para atingir esse fim”. Partindo desse pensamento, considerações sobre justiça e moral não têm vez, então é importante para o príncipe aprender a ser mau. A bondade não tem vez em um ambiente calcado na maldade. É como se ele estivesse dizendo que não poderia fazer nada, já que as coisas são assim. O egoísmo e individualismo, dependendo do ponto de vista, são úteis para a sociedade.

Nunca descanse antes de ter certeza de que já conquistou o que queria.

Liberte-se dessas pessoas que só te puxam para baixo.

Não é impressão, toda vez que você se destaca em sua profissão ou no meio de um determinado grupo, você precisa encarar as consequências dessas mudanças. Não é fácil viver sob essa ótica, mas muitas vezes, essas situações parecem te testar. Às vezes, você vai sendo direcionado a viver nesse mundo tendo a obrigação de saber que ninguém vai te notar até que um dia sua pessoa faça algo diferente.

Na vitória, pode esperar que muitos estarão ao seu lado; na derrota, nem sempre alguém vai estender a mão. A verdade é que no mundo moderno o que vale mesmo é se dá bem. Desde que as pessoas estejam desfrutando de momentos bons, elas não irão se preocupar com simples detalhes.

Hoje quero passar uma mensagem importante: nunca se sinta acomodado e lute para sempre ser uma pessoa melhor a cada dia. Na sua profissão, seja o melhor que você puder, mas sem passar por cima de ninguém. Mantenha seus princípios, mesmo que as outras pessoas assim não o façam.

Falar nem sempre é fazer. Trabalhe calado e colha seus resultados aos poucos, sem permitir que falsas ou pequenas vitórias te iludam. Muitos pensam que ao chegar a um determinado posto, já podem se sentar e descansar. Não descanse nunca. Depois de cada conquista, crie outros objetivos na vida, tenha sempre um plano B e quando não tiver, encare o desafio como sendo apenas mais uma chance para o aprendizado.

Lembre-se de que se você parar de caminhar, estrará mostrando que já desistiu de seus sonhos, de seus desejos. Quando isso acontece, significa que você está desmotivado. Essa situação é muito complicada, lute, liberte-se dessas mãos que te puxam para baixo.



Rock de verdade não é essa porcaria colorida de hoje!


Após ler esse texto, você terá contato com uma mente perturbada, mas que raciocina de uma forma coerente. Não irei aqui atacar artistas em particular, mas à essa nova geração que vai crescer ouvindo Luan Santana e essa garotada de roupa colorida que está completamente ferrada. Entenda a razão.

Durante muito tempo eu fiquei me perguntando qual era a utilidade da música. Indagação louca, pois si perguntar sobre a serventia de algo que está presente na vida das pessoas quase que 24 horas por dia. Mas essa inquietação me veio à cabeça quando começaram a surgir essas bandas de forró com essas letras de duplo sentido, melodia pegajosa e pobreza de espirito de seus compositores. 

Durante certo tempo, pensei que os outros estilos estavam livres dessa forma de fazer música. Sempre fui inquieto, mas sempre manifestei respeito pelo gosto musical dos outros. Nesse momento estou apenas mostrando um ponto de vista  que deve ser respeitado, afinal esse texto não foi criado para fazer história.


Hoje você liga a televisão e é sonoramente metralhado por diversas bandas ridículas que aparecam no cenário nacional há pouco tempo, ou fui eu que só percebido há pouco tempo? Seja lá como for, essas bandas não carregam nenhuma característica do que eu considero música de qualidade.

"Poneis coloridos: veadagem geral." 
É triste lembrar que no Brasil, por exemplo, já tivemos nomes importantes na música como Tim Maia, Jerry Adriane, Roberto Carlos e muitos outros artistas.  

Mas não é de nenhum desses músicos que quero falar. Gostaria de demonstrar algumas peculiaridades que existem no nosso país. Essa nova onda de "happy rock" está simplesmente mostrando o quanto nosso país precisa melhorar em relação às letras e à qualidade das canções, só para citar duas necessidades óbvias.

Hoje os jovens estão crescendo ouvindo essas coisas cafonas chamadas Restart (que peca na pronuncia) e Fiuk, uma verdadeira aberração da natureza. Esses primeiros são a personificação de música de péssima qualidade e o segundo uma forçada de barra por parte de alguns empresários, só por ser filho de Fábio Jr, esse sim, um bom cantor.

Quando lembro que tive o privilegio de crescer ouvindo Beatles, Bob Dylan, Pink Floyd, Nirvana, Guns n Roses, Jemmy Hendrix, Janis Joplin, Sex Pistols e Iron Maiden, só para citar os estrangeiros, fico feliz por minha geração e a geração anterior a minha terem sido abençoadas musicalmente.

Agora colocar essas desgraças como Fresno, NX zero, Restart e Fiuk como músicos de referencias para uma geração é, irresponsavelmente, desconsiderar nomes como Renato Russo, Cazuza, Nando Reis, Titãs e Raul Seixas, só para citar alguns grandes nomes do nosso bom e velho Rock n Roll.

Sei que questão de gosto não se discute, mas esses carinhas dessa geração são uma tristeza; verdadeiras aberrações. Crescer ouvindo isso me parece crescer correndo o risco de sofrer um estrupo sonoro; um aneurisma cerebral, tamanha a fraqueza na mensagem dessas suas músicas.

Segue agora uma lista de boas bandas em seus melhores momentos para que vocês possam curtir um som de qualidade. Todos foram retidados do site YouTube. É só clicar no nome das bandas para assistir ao vídeos.

Internacionais:


Nacionais:


Vida longa ao bom e velho Rock n Roll
Pô. Tô com preguiça de procurar o erros no texto, alguém acha ai e corrigi. Valeu!



CRÔNICA DO SÁBADO: A HORA DE GOZAR.


CLIQUEM NA IMAGEM PARA TER UMA VISÃO MELHOR.

Quem não gostaria de ter tempo livre para fazer tudo aquilo que lhe dá prazer e ficar ao lado da(s) pessoa(s) que lhe faz(em) bem? Acredito que dez em cada dez pessoas concordem comigo quando digo que todo mundo só quer o que é bom para si mesmo.

Passamos a vida toda fazendo diversas coisas ao mesmo tempo, e curiosamente, quase que na maior parte do tempo, fazemos mais aquilo que não nos dá prazer do que as coisas que gostaríamos de estar fazendo. Ai você pensa “como eu gostaria de estar em tal lugar fazendo tal coisa, talvez, com tal pessoa”. Insatisfação total.

Pois é, depois de algum tempo de trabalho e esforço, chega a hora de gozar, quero dizer; chega a hora do prazer; de colher tudo aquilo que se plantou durante uma vida inteira. Para William Blake: "há tempo de semear, aprender; tempo de colher, ensinar; tempo do inverno, gozar...".

Depois de anos de stress, brigas no trabalho, em casa, com amigos, colegas e até desafetos, você recebe a noticia que sua aposentadoria chegou. “oba, será o fim do meu sofrimento, das minhas angustias”, você pensa.

O curioso é que podemos tirar lições das próprias historias dos antigos. Os gregos, por exemplo, preenchiam seus tempos inventando histórias: conhecidas como mitos. Esse povo deixou um legado incrível para os povos do ocidente, se assim não fosse, muito provavelmente, vocês não estudariam as obras de Platão, Aristóteles e Sócrates, só para citar alguns.

Quando o seu tempo livre finalmente chega, você se depara com uma situação difícil de explicar. E agora o que fazer com meu tempo livre?
É exatamente nesse ponto que questiono: você já pensou que tempo livre pode ser uma prisão? Pense bem, agora você reclama porque não tem tempo para isso ou aquilo, mas quando está em sua casa sem ter o que fazer, reclama porque tudo parece chato e desmotivador.


A vida é assim tão cruel e contraditória que nós não estamos preparados para termos nossos desejos respondidos. Ontem, eu tive uma visão: sempre me perguntei o porquê de Deus não ter destruído o Diabo logo no paraíso. Acho que descobri a resposta. Deus precisa de algo para ocupar seu tempo, de um objetivo. Se pegarmos a profissão de professor, por exemplo, constataremos que por mais que os educadores queiram que seus pupilos estudassem e leiam mais, ser professor seria algo inútil, sem necessidade caso eles, os alunos, não demonstrassem a necessidade de aprender. Então chego à conclusão que, devemos viver a vida um dia de cada vez e gozarmos agora e não amanhã, pois ninguém tem certeza das oportunidades obscuras que podem surgir. Cultive coisas boas e deixe que o universo conspire ao seu favor. Acredite que a hora de plantar e colher não estão necessariamente nessa ordem cronológica. Pare de reclamar da vida e viva o dom que Deus, ou seja, lá em que você acredite, com alegria, faça do seu mundo um lugar melhor para você e seu próximo.

P.s. esse material faz parte de uma coletânea de textos que seriam descartados; aqueles que escrevemos quando julgamos ter uma ideia boa para um conto, poesia ou crônica, mas logo percebemos que estávamos errados ou não desenvolvemos o mesmo da forma que esperávamos. Famosa escrita de gaveta. Como não considerei esse material interessante para uma publicação mais séria, ele veio parar aqui no blog. Não espero que gostem dele. Se você nem ler, para mim não vai fazer muita diferença, nem é um texto de qualidade mesmo. Se não estivesse aqui, provavelmente ele estaria na lixeira do meu computador pessoal. 

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Por que o professor ganha tão ruim no Brasil? Parte II.

 

Se você perguntar para qualquer aluno do Ensino Médio ou Fundamental o que ele quer ser quando crescer, muito provavelmente não ouvirá PROFESSOR como resposta. Até mesmo se fizer a mesma pergunta para estudantes universitários de licenciaturas, ouvirá a mesma resposta. Mas a que se deve tamanha falta de interesse por essa profissão. Bem, todos têm suas razões; seus motivos. Claro que respeitamos, mas primeiramente temos que pensar que hoje em dia, nós temos mais acesso às informações mais rapidamente. Certamente, não precisamos de professores o tempo todo.

Hoje não precisamos do professor da mesma forma que precisávamos anos atrás. A maior prova disso é que se quisermos aprender uma língua estrangeira, podemos fazer isso apenas com um pouco de motivação e fazendo uso da internet. Existem inúmeros sites especializados em aprendizagem de línguas. Indo mais adiante, hoje temos até cursos de graduação e pós-graduação a distancia. Deixemos de lado a qualidade desses e passemos ao foco do tópico.

Diante da necessidade do mercado de trabalho, nós podemos constatar que o profissional tem seu valor mediado pela qualificação recebida durante seu período de preparo para exercer sua profissão. Mais ainda, o profissional ganha devido a quantidade. Se tivermos muitos professores no mercado, então é lógico que se pague menos.

Existe solução para isso? Não. Parece uma resposta simples, curta e carregada de um tom negativo, mas é melhor eu ser honesto e realista do que mentiroso e sonhador. Se chegamos até essa situação, é porque não podemos mais reverter esse quadro. O governo federal até tenta “tampar o sol com uma peneira”, mas isso não resolve problema algum. Com a ampliação dos Institutos Federais, tivemos a abertura de portas para profissionais de outras áreas, não apenas licenciaturas. O que vemos são muitos “ex-engenheiros”, literalmente, se arriscando na educação. Motivados pelo que? Dinheiro. Na maioria das vezes, mas nem sempre, eles não têm o conhecimento didático-pedagógico para o ensino de qualidade que o governo quer, se é que quer!

Não estou atacando nenhuma profissão, mas para expor meu ponto de vista, preciso de exemplos fortes. A justificativa para a criação de escolas técnicas é para preparar os alunos para o mercado de trabalho de forma mais rápida. Então, surgiu a necessidade de investir no Ensino Médio. Longe de não ser algo positivo, mas com isso os profissionais de outras áreas como a engenharia precisavam se interessar pela docência. Qual foi a solução encontrada pelo governo? Isso mesmo, atrair tais profissionais fisgando-os pelo bolso. Dinheiro, palavra mágica que pode mudar qualquer um.

Mas por que o professor ganha tão pouco? Porque uma profissão precisa ser marginalizada para que as outras sejam mais respeitadas. É a lógica do capitalismo. Outra razão: existe um número muito grande de “profissionais” nessa área e isso o torna fácil de ser encontrado. Mais além, existe a condição que chamo de “estar professor”, o que isso quer dizer? São pessoas que dão aulas para completar suas rendas, mas não estudaram para tanto. Terminando deixando uma perguntinha no ar: será que esses profissionais que são professores, teriam escolhido essa profissão quando estavam em suas universidades de Direito, Engenharia, Enfermagem, Ciências Econômicas...?


[crônica noturna] Devaneios noturnos.



Se minha vida fosse uma peça de teatro seria uma tragédia. Não estou sendo aqui autodestrutivo; apenas realista. Já perceberam como a vida pode parecer algo extremamente assustadora? Pois é, às vezes tudo vai bem e de uma hora para outra, a coisa desanda.

Claro que isso é mais uma daquelas situações corriqueiras e passageiras que temos todos os dias em nossas vidas, mas se meus olhos se fechassem hoje para sempre, eu ficaria muito desapontado (se assim fosse possível), pois existem tantas coisas que eu apenas sonhei e ainda não tive a chance de realizar. Dizem que existe hora para tudo, mas quando paramos para esperar, parece que essa hora nunca vai chegar!

Ah, tempo, esse eterno brincalhão que teima em passar de forma cruel. É hora de dormir e eu ainda estou com os olhos abertos; pela manhã, todos estarão acordados e eu ainda estarei iniciando minha jornada de olhos fechados.

Hoje senti que não sabia mais para onde estava indo; que tipo de conquistas tivera. A vida é um ciclo que às vezes apenas demora em passar. Ah, tempo... Vê se me erra. Adianta-me ai alguns anos para que eu possa ter certeza que vai dá tudo certo. Espera lá! Se eu adiantar também terei de entregar minha alma mais cedo também. Não, tempo... Pode ficar com aquilo que é seu de direito: o controle, que eu fico com minha vida.



P.s. esse material faz parte de uma coletânea de textos que seriam descartados; aqueles que escrevemos quando julgamos ter uma ideia boa para um conto, poesia ou crônica, mas logo percebemos que estávamos errados ou não desenvolvemos o mesmo da forma que esperávamos. Famosa escrita de gaveta. Como não considerei esse material interessante para uma publicação mais séria, ele veio parar aqui no blog. Não espero que gostem dele. Se você nem ler, para mim não vai fazer muita diferença, nem é um texto de qualidade mesmo. Se não estivesse aqui, provavelmente ele estaria na lixeira do meu computador pessoal. 

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

POR QUE O PROFESSOR GANHA POUCO NO BRASIL? Parte I



Depois desse texto, você será capaz de me odiar, pois acredito que não seria capaz de ler o mesmo sem a ajuda que obteve de algum professor um dia. Essa luta pela educação não é só de uma área, mas de uma nação.
Para começar a responder a essa pergunta, precisamos entender quem é o zelador da educação nesse país. No Brasil, o governo deveria ser o grande responsável pela manutenção da coisa publica. Bobagem, aqui está tudo entregue a um bando de sanguessugas. Não existe visão e os investimentos mais servem para cobrir rombos, gastos desnecessários e roubos do que para o que julgamos ser correto: o investimento em um país melhor.

Voltando a pergunta que serve também como título desse texto, tenho dito ao longo da minha vida que educação será sempre aquele setor usado para eleger alguns em época de campanha. Não haverá mudança se dependermos de políticos que não passaram pelas mazelas do nosso povo.



Comecemos pela visão que nossos governantes têm a respeito da palavra investimento. Quase 100% deles acreditam que dá dinheiro para a área do petróleo é investir, mas para a educação é gasto. Começo a acreditar que votar também deveria ser considerado gasto, pois gastasse muito para ter um pleito.

Acreditem, já foi bem pior. Antigamente, mas nem tão antigamente assim, os filhos de agricultores só tinham pela frente uma perspectiva: serem agricultores como os pais. 

Com o passar do tempo, surgiram aqueles que queriam “ensinar outras coisas”, mas não havia regulamentação nem preparo para tanto. O ensino era bem precário mesmo.

O tempo mudou, as necessidades mudaram, mas a educação ficou estagnada nessa visão, mesmo depois dos professores passaram a se preparar mais e melhor a coisa continua ruim.

Por que um professor ganha tão pouco no Brasil? Resposta simples: não são bem vistos pelo governo, pois “ensinar” a pensar criticamente pode ser uma arma muito perigosa nas urnas. Algo extremamente destruidor.

Como proposta, acredito que tornar a escola cada vez mais publica, obrigando os filhos e netos de políticos a cursarem as aulas como alunos regularmente matriculados, pode não só mostrar coerência, como também forçar o investimento nesse setor, pois qual político vai querer ver seu filho ou neto sem nenhuma perspectiva de vida como o resto de nós?
Fico triste quando imagino que pessoas como Paulo Freire, que deixaram um vasto legado para a educação, teriam que viver com um salario mínimo de professor em um país tão rico como esse nosso.