SOBRE O BLOGUEIRO

Sou um Beatlemaniaco. Tudo começa assim... Fiquei reprovado duas vezes no Mobral, mas nunca desisti. Hoje, sou doutor em Parapsicologia formado na mesma turma do Padre Quevedo; sou antropólogo e sociólogo formado, com honra, em cursos por correspondência pelo Instituto Universal Brasileiro. Em minha vasta carreira acadêmica também frequentei até o nono ano de Medicina Cibernética, Letras Explosivas, Química da Pesada, Direito Irregularmente torto e assisti a quase todas as aulas do Telecurso 2000 repetidas vezes até desistir de vez. Minha maior descoberta foi uma fábrica secreta de cogumelos venenosos comestíveis no meio da Amazônia Boreal. Já tive duas bandas de Rock que nunca tocaram uma música se quer. Comi duas vezes, quando criança, caspas gigantes da China pensando que era merda amarela. Depois de tudo isso, tornei-me blogueiro. Se eu posso, você pode também. Sou um homem de muita opinião e isso desagrada muita gente. Os temas postados aqui objetivam enfurecer um bom número de cidadãos.

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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

CIENTISTAS BRASILEIROS: RABISCO SOBRE A QUALIDADE/QUANTIDADE DAS PESQUISAS ACADÊMICO/CIENTIFICAS E SUAS PUBLICAÇÕES EM PERIÓDICOS E REVISTAS.

[Imagem da internet]


Esse texto não tem pretensões alguma. Não passou por correções ortográficas nem por uma revisão mais criteriosa. Ele foi escrito apenas como forma de exercício diário. Se você tem alguma coisa para adicionar ou alguma reclamação, fique à vontade para fazer isso nos comentários dessa postagem.

Essa semana me vieram vários temas e esboços de ideias à cabeça. Sobre o que escrever? Não tinha ideia alguma sobre qual assunto escreveria. Quem me conhece sabe que minhas ideias surgem do nada e de repente começo a empurrar meus dedos sobre as teclas do meu computador e depois é que decido se o texto tem algum valor ou não (nesse caso, ele vem parar nesse blog).

Nesse momento me deparo com questões relativas ao nosso enorme país. Para ser mais claro, gostaria de escrever algumas linhas longe da ficção, minha parte favorita desse negocio denominado escrita. Nesse texto não vou inventar uma estória, uma crônica, ou seja lá como queiram chamar. Aqui, venho expor minha indignação com as pesquisas nesse país. Não venho dizer que estamos, comparando com outros países, longe do ideal para nos consideramos um país de pesquisadores, mas sair por ai jogando artigos, muitos deles sem qualidade, é algo que me parece desnecessário.

Sei que as instituições que foram criadas para o incentivo da pesquisa querem muitas publicações e participações em eventos, mas o que vale mais: QUANTIDADE ou QUALIDADE?

Nesse meio em que vivo, vejo sempre os números prevalecerem. Muitos colegas apenas primam pela quantidade, quase nunca pela qualidade. Não estou aqui dizendo que devemos montar um regime ditatorial para as publicações, mas melhorar a qualidade das mesmas seria uma boa escolha.

Não bastasse a questão dos “números” que falei anteriormente, ainda existe a falta de ética. Muitos “pesquisadores” recebem créditos por publicações apenas em revisar o material ou colocá-los nas normas de um periódico ou revista. Ridículo, pois não sei quem perde mais, a pessoa que vai ganhar esse mérito ou quem, de fato, escreveu o artigo.

Na minha concepção, escrever é algo único, que vem à sua cabeça em momentos de inspiração, às vezes; da alma, não porque tem um evento acadêmico onde você precisa publicar, mas se isso for necessário, defendo que se publique pela qualidade e relevância do material, não pela imposição ao mesmo.

Querem outra situação “fabulosa”? Conheço gente que não sabe falar ou, pelo menos escrever, em uma língua de alcance internacional como o inglês ou o espanhol, por exemplo, mas já teve material publicado em revistas que exigiam o domínio de uma língua estrangeira. Tudo bem que nesse caso, você pode procurar os serviços de um tradutor, mas não é deselegante sair por ai dizendo que publicou um trabalho em revista internacional quando na verdade ao traduzir o material, o tradutor faz uma versão em outra língua? Logo ele deixa muito dele (o tradutor) no trabalho, muitas vezes dando uma nova visão ao artigo ou vocês acham que traduzir é escrever tal qual o texto se encontra na primeira língua?

Termino esse texto com um pensamento do Renato Russo. Esse músico falou uma vez que ao gravarmos um material, em seu caso um CD, nós devemos lembrar que o mesmo será algo que ficará para a eternidade, que devemos caprichar, pois depois ficará difícil modificá-lo. No caso da música pode-se até fazer outras versões, mas nos textos acadêmicos, muitas vezes, as primeiras versões publicadas são as que servem de referência, embora possam ser alteradas no futuro também.

Acho que publicar é uma honra, algo que causa orgulho naquele que, depois de longas pesquisas e estudos sobre um assunto, poderá se orgulhar pela aceitabilidade e relevância do seu trabalho, mas publicar qualquer material e não desrespeitar as regras do jogo limpo... Ai já é contribuir para a depreciação do trabalho dos verdadeiros cientistas desse maravilhoso país chamado Brasil.
FIM?

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

MAIS LONGO QUE NO TWITTER, MAS MAIS CURTO DO QUE UM TEXTO NORMAL.



É incrível como a internet e outras tecnologias transformaram as pessoas em seres totalmente previsíveis. Não é difícil saber onde uma pessoa está, ou o que ela está fazendo ou quais os planos para hoje à noite. A colaboração é espontânea e quase que a cada dez minutos.

Se você não sabe nada sobre a vida de alguma pessoa. É questão de tempo para saber que ela estudou em uma universidade boa, que tem uma amiga chamada Maria ou Juliana, que gosta de ir à praia nos finais de semana...

Está cada vez mais fácil vigiar as pessoas. Estamos vivendo um verdadeiro Reality Show. Desafio o leitor a ler um texto completo na internet. Missão quase impossível para quem passa o dia inteiro tuitando no telefone móvel.

Ainda existem estudos que comprovam que nós estamos mais BURROS devido à desatenção que a rede mundial de computadores vem causando em nós. As informações são mais superficiais e a correria para publicar algo novo só aumenta a cada segundo. Aonde isso vai dá? Eu sei lá! Enquanto nós estamos nos distraindo aqui na internet, os velhos donos do jogo estão preparando a jogada do cheque e mate.
Por Bruno Coriolano

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Mais um gol de placa do Romário. Dessa vez contra a corrupção na CBF/FIFA.



Ele foi o maior jogador de futebol que vi jogar. Não vi o Zico, nem o bobalhão do Pelé, Michael Laudrup e Zidane foram gênios, mas não chegam nem perto do peixe, e quando vi o Maradona jogar (copas de 1990 e 1994) ele não deu o mesmo show que o baixinho deu.

Mas não é de futebol que venho falar nessa postagem. O ex-jogador de futebol, Romário de Souza Faria, agora deputado Romário Faria, merece ter esse vídeo divulgado aos quatro cantos desse país, e se legendado, os quatro cantos desse planeta. Isso sim é cidadão. Muitos, eu fui um, achavam que o Romário iria se envolver em política apenas para ser mais um. Engano meu. Como é bom estar errado! Nesse vídeo, sem medo, o baixinho dá um show de bola ao questionar Ricardo Teixeira e ao secretario da FIFA.

Notem que o brasileiro é bicho corrupto mesmo. Vejam o que o deputado, que presidia a casa no dia, diz. Reparem na reação (vozes) do público que assistia à sessão.

Muito bem Romário. Você acabou de ganhar mais um olho atento ao seu trabalho como deputado. Gol de placa.  

Sobre a CBF. Nunca vi uma instituição tão fraca em termos de tomada de decisão. Até hoje existe falta de informações claras sobre quem foi o campeão brasileiro de 1987 – Flamengo ou Sport Recife. As meninas de futebol nem liga para jogarem no país têm. Espero que durante essa copa no Brasil ou eu esteja morando fora do país ou vivendo em uma cidade com praia para que eu possa passar um momento de lazer durante as partidas desse campeonato.

Sobre a FIFA. A meu ver, uma instituição que cuida de tudo, menos futebol. Como pode a maior instituição do mundo não conseguir organizar um mundial de clubes de vergonha? Foi preciso incorporar a Copa Toyota de clubes do Japão para poder reconhecer um time campeão no mundo? Mera formalidade. O interesse da FIFA é financeiro. 

Legalização da maconha: Você é contra ou a favor?

Estou postando esse vídeo para que os meus leitores, se existir algum, possam refletir sobre a legalização da maconha. Todos nós sabemos que as drogas são substâncias devastadoras. Muitas famílias já acabaram por causa do uso descontrolado dessas substâncias.

Segundo o vídeo, um estudo mostra que o uso é maior entre os estudantes universitários. Por isso resolvi publicar esse material, que não é de minha autoria, para que os leitores mais jovens entrem no debate. Será que a legalização diminuiria o consumo e consequentemente a dependência e os outros problemas?


É certo que para se ter opinião, o cidadão precisa ser exposto à ideias e argumentos de outros. Muitos defendem que a droga em si não é o problema, mas a falta de controle sobre o que é adicionado à esse material.

Você é contra ou a favor? Será que os jovens estão preparados para tamanha responsabilidade? Usa quem quer?







[SEGUNDO VÍDEO] O Portal Gaz foi ao centro de Santa Cruz do Sul para saber a opinião das pessoas sobre a legalização da maconha.




Minha opinião: sou a favor da descriminalização da maconha, mas contra a legalização e o uso em público. Muitos irão argumentar que em países como a Holanda a droga rola solta, mas existe uma explicação para isso. São culturas diferentes. E a Holanda é um país com mão de obra escassa, assim sendo o governo encontrou essa forma de chamar a atenção dos mais jovens para aquele país.

Sou contra a legalização, mas não contra a discussão. Acredito que, como cidadãos, devemos manifestar nossas opiniões sobre assuntos do interesse coletivo.

Sou a favor da descriminalização, como sou a favor do fim da corrupção no nosso sistema político. Não deveríamos falar sobre isso também? 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

CONTO: QUANDO OS ANJOS CHORAM.


 

Durante a maior parte de sua vida, Ana Lúcia viveu algo que lhe renderia um Oscar em Hollywood, caso tivesse ela vivendo a interpretação de um personagem dos cinemas. Aos sete anos fugiu de casa com um empresário do mundo da moda, que se dizia muito influente e prometera fazê-la muito famosa. Esse homem, de gosto duvidoso e de sexualidade suspeita, não fez nada mais do que levar a garota para os piores lugares do mundo do sexo.
Aos quinze anos já era a mais procurada estriper de uma boate de segunda da cidade do Rio de Janeiro. Todas as noites, os homens mais ricos daquela cidade estavam por lá para cortejá-la e tentar leva-la para a cama. Muitos pagavam somente para olhar para sua beleza e tocá-la nas pernas.
Certa noite, após uma briga com a dona do estabelecimento, Ana resolveu que não mais trabalharia naquele local e procurou um inferninho no outro lado da cidade onde poderia oferecer seus serviços.
Foi o acontecimento mais marcante daquele barzinho, o seu novo local de trabalho, logo transformado em boate de strip tease. Ana, agora conhecida como Nicole Marshall, transformou-se em uma mina de ouro, ou melhor, numa espécie de Rei Minos, em tudo que tocava transformava em ouro. Um mês após Nicole levantar aquela espelunca, já estava ganhando três vezes mais do que ganhava no emprego anterior. Muito trabalho lhe rendeu contatos. Após sair com um magnata muito rico, ela aceitara de presente aquilo que já havia sonhado há anos: um implante de silicone.

Era uma nova mulher que nascia depois da cirurgia. Ana (ou seria Nicole?) mudou de nome mais uma vez. Agora se chamava Mary Taylor, não tinha mais o cabelo escuro original e nem as medidas peitorais originais, que eram mais da metade daquelas que a transformaria em uma verdadeira celebridade naquele mundo.
Tudo ia bem, mas foi nesse momento que apareceu Arthur, americano que se tornou sue namorado e a levou para viver nos Estados Unidos da América.
Naquele país recebeu casa, comida, amor e atenção de Arthur. Vivia uma verdadeira vida de princesa. Não tinha que trabalhar, não precisava se preocupar em acordar cedo para fazer as tarefas de casa. Havia sempre uma empregada em casa para isso. Mas em uma noite triste de outubro, chega aos seus ouvidos uma péssima notícia: O avião que Arthur havia tomado para a Califórnia caíra e com ele todo aquele castelo e fantasias de princesa de Mary.
Foram anos de brigas judiciais e nada de conseguir receber a herança deixada pelo amor de sua vida. Mary voltou à vida de garota de programa. Mudou-se para Nova York com uma amiga brasileira que havia conhecido em uma viagem à Boston. A amiga além de ajudá-la com os problemas causados pela dificuldade da língua também conseguiu um lugar onde ela poderia trabalhar como estriper.
De volta à sua antiga e primeira ocupação, Mary se encontrava triste e desta vez viciada em drogas. Não tinha mais ânimo para exibir um desempenho como o dos tempos da cidade maravilhosa.
Depois de um programa decepcionante, ela se trancou em casa, procurou ajuda nas drogas, mas não encontrou nada além de muita dor de cabeça e horas de alucinações. Rezou, mesmo sem acreditar que existiria algum deus que ouviria suas preces. Não sabia como pedir, mas sabia o que queria: ser feliz.
Obrigada a volta ao Brasil, Mary vai para um apartamento que havia comprado anos antes de ir para o exterior viver com Arthur. Por lá ficou três dias sem se alimentar; apenas tomando água e meditando. Teve uma visão: um ser com feições andrógenas lhe aparecera. Esse ser estava parado à sua frente sem pronunciar uma única palavra. Como ela estava ali parada meditando há hora não tinha a menor ideia de quanto tempo ele havia ficado ali parado a observando.
Mary levantou a cabeça, o olhou nos olhos e perguntou.
-- Quem é você, e o que faz aqui?
A resposta demorou um pouco. Eles se olharam e por alguns segundos e ela pareceu um pouco abobalhada.
-- Vamos, responda!
O silêncio foi quebrado por uma breve explicação.
-- Você pediu ajuda. Eu sou sua ajuda. Sou seu anjo da guarda. – respondeu o ser misterioso com uma voz que mais parecia o som da água do mar encontrando-se com a praia e trazendo paz.
Ela não sabia o que fazer. Não sabia como aquele maluco tinha entrado e nem o que ele realmente queria. Mas parecia sentir um pouco de confiança nele. O ser pediu para Mary sentar-se na cama, pois o que ele tinha para dizer iria demorar muito. Passaram-se exatas três horas e as explicações ainda prosseguiam. O ser sumiu quando ela foi tomada pelo cansaço e deixou-se cair em um sono profundo. Ao levantar no dia seguinte não encontrou mais o tal ser. Sentia-se decepcionada, pois julgara que tudo não havia passado de um sonho.


Fui tudo muito rápido. Três dias se passaram. Mary estava sozinha em casa e mais uma vez o encontro aconteceria. O ser estranho, que respondia por Gabriel, agora estava ali para se despedir. Explicara que não podiam mais se ver por causa das ordens de seu superior. Triste, ela entrou em um ritmo que desafiava a ficção. Sozinha e sem ter a quem pedir ajuda, embarcou em uma jornada de misturas de substâncias perigosas.
Sufocada no próprio vômito, na cama do hotel onde vivia, a loira que incendiava imaginações masculinas e até a de um anjo com o seu corpão voluptuoso se encontrava. E você se pergunta. Quando os anjos choram? A resposta é o amor. Eles choram porque não podem amar. Não podem sentir a verdadeira face do amor pelo outro. Eles invejam os homens por isso. Encontram-se privados do amor. Vivem em outra dimensão esperando o momento de viverem histórias mais felizes do que essa.


Esse texto ainda não passou pela correção ortográfica e nem foi bem trabalhado ainda. Críticas, sugestões e outros serão bem aceites. Está sendo publicado nesse blog porque o mesmo serve como laboratório. O texto está muito verde e será descartado de qualquer publicação mais séria, então para não ficar esquecido completamente, segue essa versão para blog. 

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

SONHAR GRANDE OU SONHAR PEQUENO DÁ O MESMO TRABALHO.

SONHAR GRANDE OU SONHAR PEQUENO DÁ O MESMO TRABALHO.

Após ler esse texto, espero que o leitor faça uma reflexão sobre suas prioridades na vida e entenda que nunca é tarde para repensar seus conceitos, suas ações. O mundo é enorme e está ai para que todos nós possamos desfrutar das suas maravilhas. Nunca desista dos seus sonhos e se for para sonhar, sonhe grande, almeje algo magnifico para sua vida, se não der certo, reescreva sua própria escola. Boa leitura!



O sonho no sentido do desejo é, sem dúvida, aquilo que move o mundo. Visualizar o que você espera da sua vida profissional, familiar, por exemplo, é algo normal na existência de toda e qualquer pessoa. Não há nada de errado em querer ser um médico, advogado ou qualquer profissional bem sucedido. Na verdade, pensar assim é a forma mais sadia de traçar metas.

Certo dia, quando ainda estava no Ensino Médio em uma cidade tão pequena que nem aparece no Google quando você coloca na pesquisa, um amigo me falou algo que vou carregar para o resto da vida. Esse companheiro de batalha me falou que o que ele queria da vida era sobreviver. Pensei de imediato: “Como alguém pode pensar tão pequeno assim?”. Dada à situação que vivíamos e as condições precárias da escola que estudávamos, esse pensamento era o mais adequado possível. Mas a verdade é que existe um mundo gigantesco esperando por você e eu lá fora e não acredito que devamos planejar nossas vidas apenas pensando em morar ou fazer uma vida inteira apenas em um local.

Com o passar do tempo, me tornei um homem ambicioso, mas não considero essa ambição algo do mal. Para ser bem sincero, hoje me sinto mais motivado por saber que sou ambicioso. Minha lógica foi a seguinte: Na vida, nós não temos muito tempo para tomarmos decisões. O mundo é muito líquido e as pessoas mudam muito rapidamente. Não acredito que querer ter sucesso na vida e passar de um conformista seja algum pecado. Se não estou enganado, o próprio Deus deixou claro que deveríamos sair pelo mundo e nos multiplicarmos; conquistarmos o mundo e nunca ser conquistado por ele.

Por outro lado, querer o que eu escrevi no paragrafo anterior não é regra. Ninguém tem obrigação de pensar como eu penso: de querer ter sucesso na vida profissional e sair pelo mundo afora.  Seria insensato da minha parte não considerar que, em um mundo com tantas pessoas que pensam diferente umas das outras, compartilhem da mesma ideia que o autor desse texto. Mas acredito, e defendo essa ideia, que se você vai sonhar pequeno ou grande, você terá o mesmo trabalho, então por que não querer algo melhor, maior e de mais qualidade?

Se você leu esse texto até o seu final, o que você acha de deixar sua opinião? Não sei quantas pessoas leem esse blog. Seria interessante saber se você concorda ou discordo do que está escrito. Na verdade, acredito que a internet sirva para outras coisas muito além do Facebook, Orkut, Twitter e seus similares. Li que uma pesquisa apontou que cada vez mais brasileiros passa mais horas na rede mundial, mas que dificilmente leem algum texto completo. Claro que é questão de escolha, mas se você tiver o interesse de comentar, sinta-se à vontade.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

CRÔNICA DA SEMANA: ATÉ NO CÉU?





Por Bruno Coriolano de Almeida Costa
Não poderia ser vingança mais justa do que uma exterminação coletiva de políticos corruptos brasileiros. Estavam todos no voo número 378 da empresa brasileira de turismo aéreo conhecida como AeroBraz.
Na aeronave estavam doze políticos indo de Brasília ao Rio de Janeiro. Depois de passar por sete turbulências, o avião bamboleou e estava em voo rasante direto para um choque inevitável com um terreno baldio. Para muitas famílias, obviamente, aquele seria um dia triste, pra se esquecer, mas para a maioria do povo brasileiro da época, um alivio. Menos ladrão para se preocupar. Nesse caso, plural.
Houve um silêncio; uma batida forte. Silêncio.
Ao termino da batida entre o avião e o chão, todos os deputados começaram a brigar para saber quem seria o primeiro a entrar no céu.
– Eu serei o primeiro porque sou o líder do partido – Antecipou-se um deles.
– Nada disso. Você está sendo cassado e não tem moral para falar com Deus. Portanto, eu irei representar o grupo diante do Altíssimo. – disse outro homem entre eles.
A confusão já era enorme às portas do paraíso e de repente uma voz surgiu e ordenou que todos fizessem silêncio. Caso alguém começasse a gritaria mais uma vez, todos seriam mandados direto pro Inferno. Sem julgamento justo ou segunda chance.
– Como estou entrando no meu dia de folga, vou deixar alguém em meu lugar até amanhã pela manhã. – Falou São Pedro.
– Mas santo tem folga? – Sussurrou um dos doze deputados, que foi logo silenciado pelo colega com um discreto shhhh!
Ao sair, São Pedro chamou um jovem de feições familiar aos políticos e pediu que fosse justo e rápido em relação à investigação da vida de cada um para poder pesar a quantidade de pecados deles. Essa era a forma que se fazia no céu: Pesava-se o pecado de cada um.
Na manhã seguinte, São Pedro volta para seu posto: guardião da porta do Céu, e percebe que não tem mais ninguém ali esperando na frente.
– Bom trabalho. Já mandou todos para o Capeta? Aqueles caras são todos um bando de corruptos. A presença deles aqui no céu só iria nos trazer dor de cabeça. Ainda bem que escolhi você para tomar essa decisão.
Houve um momento breve de silêncio, mas São Pedro continuou:
– Eu sabia que escolher um brasileiro para tomar essa decisão foi acertada. Você passou no teste. Foi just... Quando estava prestes a completar a palavra “justo”, Pedro foi pego de surpresa.
– E aí Pedrão! Como estão as coisas? Puxa... Você realmente voltou a trabalhar no horário, eim? Você tem palavra mesmo. – Falou um dos políticos.
São Pedro não entendeu nada e virou-se para o seu substituto e perguntou o que estava acontecendo.
– O que esse homem está fazendo aqui dentro do céu?
– Tinha muito papel aqui para analisar; muito documento e eu ia levar um dia todo para pesar os pecados de cada um desses políticos. Decidi deixar logo todo mundo entrar.
– Mas como é possível? – Disse São Pedro já se irritando.
– Primeiro, eles me prometeram um cargo assim que conseguissem ganhar uma eleição aqui no céu e depois de morto, você ainda me dá trabalho para fazer?! Quando eu era funcionário público lá na Terra eu trabalhava no dia que queria e ninguém dizia nada. Eu vou trabalhar depois de salvo? Vou nada. Já consegui minha estabilidade aqui no céu. Todo problema que vier agora é problema seu. – Deu as costas logo após terminar de falar.
– Isso é o que eu chamo de raça ruim essa raça brasileira. Nem no céu respeitam ninguém. – Completou São Pedro olhando em direção para a Terra.


Crônica criada em dezembro de 2005.