SOBRE O BLOGUEIRO

Sou um Beatlemaniaco. Tudo começa assim... Fiquei reprovado duas vezes no Mobral, mas nunca desisti. Hoje, sou doutor em Parapsicologia formado na mesma turma do Padre Quevedo; sou antropólogo e sociólogo formado, com honra, em cursos por correspondência pelo Instituto Universal Brasileiro. Em minha vasta carreira acadêmica também frequentei até o nono ano de Medicina Cibernética, Letras Explosivas, Química da Pesada, Direito Irregularmente torto e assisti a quase todas as aulas do Telecurso 2000 repetidas vezes até desistir de vez. Minha maior descoberta foi uma fábrica secreta de cogumelos venenosos comestíveis no meio da Amazônia Boreal. Já tive duas bandas de Rock que nunca tocaram uma música se quer. Comi duas vezes, quando criança, caspas gigantes da China pensando que era merda amarela. Depois de tudo isso, tornei-me blogueiro. Se eu posso, você pode também. Sou um homem de muita opinião e isso desagrada muita gente. Os temas postados aqui objetivam enfurecer um bom número de cidadãos.

- [Portal da Língua Inglesa] -

Facebook Badge

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

“NÃO IMPORTA QUANTOS RECURSOS VOCÊ TEM. SE VOCÊ NÃO SABE COMO USÁ-LOS, NUNCA SERÁ SUFICIENTE”.






Não adianta gritar para os quatro cantos do mundo ouvir seu berro. Algo que aprendi nessas quase três décadas de existência é que o que move o mundo mesmo é o conhecimento das pessoas. Boa vontade sem preparo não serve para nada! É preciso ter conhecimento sólido para poder ser bem sucedido em qualquer empreendimento. Não basta abrir um supermercado e esperar que os clientes entrem em um ciclo vicioso e compulsivo e comprem todos os dias e ponto final!

Na política, a coisa não é diferente. Mesmo com muita boa vontade, é impossível se ter uma ótima administração sem uma equipe sólida (pessoas com know-how). Ter recursos não resolve muito se os responsáveis pelos mesmos não souberem o que fazer com tais recursos. Se um mendigo (sem preconceitos, certo?!) encontrasse agora, nesse exato momento, dez milhões de dólares aqui no Brasil, muito provavelmente ele não saberia o que fazer com tamanha quantia. Primeiramente, teríamos o risco do mesmo acreditar que tal moeda nem tenha valor (estou supondo que o mesmo tenha um baixo grau de escolaridade, o que não é o caso de 100% dos mendigos, ok?) e ainda existe o risco dele – o mendigo – ser enganado por algum espertalhão que queira se aproveitar da situação (não é assim na política?).

No exemplo acima, o mendigo assume status de metáfora, ou seja, não é quem realmente parece ser: um mendigo.




Na imagem acima, temos um senhor querendo passar para o outro lado do muro. Ele tem vários recursos para tamanha façanha, mas o que lhe impede de fazer isso é sua limitação estratégica e intelectual.

Pelos tamanhos da escada e do muro, apenas uma ferramenta resolveria esse “problema”. Daí temos a sensacional mensagem, “NÃO IMPORTA QUANTOS RECURSOS VOCÊ TEM. SE VOCÊ NÃO SABE COMO USÁ-LOS, NUNCA SERÁ SUFICIENTE”.


Triste realidade da nossa política tupiniquim. Gastamos tanto dinheiro na manutenção da ordem (e na farra desses bandidos de colarinho branco), que nem nos damos conta de que do jeito que as coisas estão, estamos jogando nossos imposto pelo ralo. Temos que repensar, às vezes, nossas estratégias, nossos planos, nossas equipes... não podemos viver em um mundo de faz de conta. A política no Brasil é um fracasso multimilionário. Eu tenho vergonha de ser brasileiro! 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

CONTO: “O Estranho caso da jovem de Apophistyphon”



Na imagem tem uma garota nadando, ela representa a inocência (Helena em todas as descrições), ela está nua, não se esconde atrás de nenhuma máscara ou roupa. Os homens de máscaras Venezianas são os “carnais” que escondem seus rostos, são as pessoas comuns que se preocupam com sua imagem perante a sociedade. Os seres sobrenaturais são as forças da natureza, os sonhos, o poder de conseguir algo impossível.


Allan Cassiano



Bruno Coriolano de Almeida Costa

ATENÇÃO: Dizem que nem todos conseguem ler esse conto até o seu final, especialmente no horário recomendado: depois da meia-noite, hora essa que muitos acreditam ser o momento onde o portal entre dois mundos se abre. Claro que isso não passa de uma lenda, superstição ou coisa do tipo. Você não precisa fazer isso se não quiser, mas se assim fizer, boa sorte! Como dizem por ai “existem mais mistérios entre o céu e a terra do que sonhamos em nossa vã filosofia.” E todos sabem que” o adormecer da razão gera monstros”.

Caro Felipe, você sempre reclamou que eu nunca lhe escrevia e que nas raríssimas vezes que assim eu procedia, nunca se mostrou satisfeito com os acontecimentos da nossa cidadezinha, Apophistyphon. Pois bem, agora você pode me agradecer pelas notícias que chegam às suas mãos nesse momento por meio dessa carta. Subitamente, sinto um frio estranho percorrer, de forma intensa e amedrontadora, todo o meu corpo, futuro candidato a cadáver. Exatamente, todos os meus um metro e sessenta e nova centímetros. Tenho a incrível e não confortante sensação de que estou sendo observado. Não estou certo de que pela manhã, quando você tiver terminado de ler essa carta, eu ainda terei pulso, mas se a morte vier me buscar, que pelo menos, encontre-me devidamente preparado.  Então, que os relatos, aqui presente, lhe tenham alguma serventia. Não hesitarei em contar cada detalhe e se o cavaleiro do apocalipse já se mostrar pronto para cumprir sua missão, eu já terei, indubitavelmente, completado a minha.
Ontem encontraram os restos mortais de uma jovem no pequeno rio que se encontra próximo à casa do morro. Acredito que ainda se lembre do lugar, pois se trata de um casarão velho e abandonado com aspecto sombrio e macabro. Nós costumávamos ficar espiando pela janela suja que dava para um quarto. Essa morada era ornamentada de velhos quadros empoeirados. Verdadeiras testemunhas de tempos bem remotos e singularmente sinistros.
 O corpo em questão estava bastante deteriorado devido à ação severa do tempo e dos peixes. Ninguém tinha idéia de quem se tratava, mas ontem mesmo os peritos vieram das cidades vizinhas para tentar descobrir de quem era aquele cadáver podre que antes havia pertencido a alguém que reluzia a inocência de uma pobre alma que caíra nos braços da serpente maligna e se perdera para toda a eternidade.
Mas o que todos descobriram ontem já não era novidade para a minha pessoa. Infelizmente, eu já tinha conhecimento dos acontecimentos que precederam aquelas situação toda. Ela se chamava Helena, nome bonito e até poético. Era uma mocinha muito conhecida na cidade. Você não a conheceu porque quando partiu, ela ainda era muito jovem.
Não sei se lembra que aos domingos costumávamos freqüentar os grupos de jovens naquela pequena capela do centro. Na nossa época somente os homens participavam dos grupos dominicais, mas com a morte do padre Pedro, que Deus o tenha, as coisas mudaram muito por aqui. O novo padre, que se chama Caronte, é um tipo de sacerdote totalmente diferente do anterior. Ele é bem menos conservador e permitiu várias mudanças na igrejinha. Uma dessas mudanças estava ligada aos grupos de jovens. Quando ele se tornou padre, deu o direito às meninas de também fazerem parte desses grupos. O que para muitos não foi algo tão alarmante assim, pelo contrário, pareceu ser mais democrático, uma vez que Deus não teria feito restrições a ninguém e todos teriam o mesmo direito de comungar e se sentir mais próximos do Criador.
Como falei, esse comportamento do padre foi aceito com bastante entusiasmo entre os moradores de Apophistyphon. Você sabe que tudo que acontece de novo na cidade vira o maior rebuliço e se torna o tema principal nas mesas de bares e na feira. Todos só falavam nisso durante meses, eles achavam que o sacerdote estava modernizando a igreja e que isso era normal na cidade grande, não havia problema, pois o padre Pedro seguiu sempre um pensamento tradicionalista. Para muitos, estava até na hora de mudar algumas coisas em nossa velha Apophistyphon. Meu caro amigo, a voz do povo é a voz de Deus. Uma avalanche de mudanças estava por vim.
O padre Caronte é um sujeito muito estranho, não é muito de conversar e nem de fazer amigos. Sempre que tentamos nos aproximar, ele sempre dá um jeito de nos afastar argumentando estar muito ocupado. Certo dia, ele terminou a reunião de domingo mais cedo. Teria sido algo muito normal se ele tivesse dispensado a todos: meninos e meninas. Foi aí que comecei a achar que algo estava tomando um caminho muito dubitável. Esperamos as meninas saírem de dentro da capela, que se encontrava trancada a sete chaves e perguntamos o que tinha acontecido, mas nenhuma delas falou nada. Todas estavam com um semblante de alguém que havia tido contato com um ser das trevas. Assustadas e silenciadas, era assim que elas se mostraram.
O tempo foi passando e as coisas foram ficando ainda piores. Conversamos com os nossos pais sobre o comportamento do padre Caronte, mas eles nos desprezavam e estavam sempre muito ocupados para nos dar atenção.
Insatisfeitos e incomodados com algo, Getúlio e eu fomos até a casa do padre, mas ele não estava por lá. Entramos, mesmo sabendo que não havia ninguém, e encontramos vários livros sobre a mesa da sala. Algo normal para alguém extremamente culto, se não fosse bastante chocante devido aos títulos. Tratava-se de livros nada cristãos. Não lembro o nome de todos, mas um em especial me chamou a atenção: Liber Al vel Legis ou o Livro da Lei de Thelema, de um bruxo inglês chamado Aleister Crowley. Dizem as más línguas que esse tal de Crowley era um seguidor de Satã e se autodenominava “a Besta’’. Imediatamente abandonamos aquele covil e seguimos, chocados com o que vimos, em busca de aprofundarmos o nosso conhecimento sobre o que acabáramos de ver.
O que um padre fazia com livros considerados demoníacos? Era exatamente para essa pergunta que queríamos encontrar uma resposta. Procuramos ajuda em vários locais, mas como nossa biblioteca publica não tinha mais do que dez livros velhos e maltratados não conseguimos mais informações sobre o conteúdo dos textos e nem sobre o seu escritor.
Helena sempre foi a menina mais bela da cidade. Ela tinha um olhar muito sedutor, olhos azuis e pele perfeita, tinha um corpo não de menininha, mas de uma mulher sedutora, tinha pernas grossas e seios volumosos e singularmente bonitos; chamavam a atenção no meio da multidão, mas a menina tinha um pequeno problema: a sua bem aparente inocência. A pobrezinha era muito imatura; nunca havia aprendido a dizer não para uma pequena tentação. Não era candidata a freira por opção, tinha começado a freqüentar as reuniões depois de uma briga com o próprio pai, que se encontrava preso por ser suspeito de roubo. Era de família complicada. Desestruturada mesmo antes dela nascer.
Encontros entre o padre e a menina foram se tornando freqüentes e ultrapassavam todos os limites da moral. No começo, eram mais controlados devido ao ambiente, eles se viam na igreja, mas depois começaram a se encontrar nas dependências do sujeito. Caronte era um ser desprezível. Ele estava mantendo relações sexuais com todas as meninas que freqüentavam as reuniões dominicais. Um dia desses flagrei uma orgia promovida pelo verme, que mais parecia um barqueiro que estava levando as meninas todas elas, sem nenhuma exceção, para o inferno por um rio apodrecido pelos atos pecaminosos da humanidade. Um verdadeiro abandono da fé. Um lobo vestido em cordeiro.
Mais uma vez tentei conversar com meus pais sobre o que eu acabara de ver e mais uma vez fui desprezado. Tudo inútil. Pobres são os espíritos dos adultos, eles acham que sabem de tudo, mas a realidade é bem diferente, são pessoas que não aprenderam nada e só acreditam no que eles idealizam como verdade. Suas verdades; estão certos.
Resolvi desistir de procurar ajuda e decidi agir por conta própria, alguém iria acreditar se visse. Levei Raul da padaria para confirmar o que eu estava falando. Queria que alguém popular pudesse ver as coisas que eu via. Invadimos a casa do padre e procuramos por longas horas o livro da Lei. Mas o sujeito era muito esperto, não encontramos nem vestígios de sua existência. Ganhei o título de mentiroso e perdi ainda mais a credibilidade quando fomos flagrados pelo padre Caronte. Isso mesmo, subitamente, o padre, bem...  O desgraçado entrou calmamente pela porta da frente como se não soubesse de nada e como se fosse vítima de alguma injustiça, acusação sem nenhum fundamento. Os enviados do demônio deviam ter muito mais força do que pensei.
Parei de procurar provas contra Satanás e comecei a acreditar que se todos queriam tratar o mal como bem, que assim fosse então. Encontrava o padre e não trocava nem um singelo bom dia. O diabo me olhava como se fosse me destruir com aqueles olhos avermelhados. Mais pareciam duas tochas de fogo prontas para me desintegrar em questão de segundos.
Um dia, para minha surpresa, Helena veio ao meu encontro e contou que precisava de minha ajuda. Ela me procurou porque ouviu boatos na cidade de que eu tinha provas contra o senhor Caronte. A menina me relatou varias coisas absurdas e ainda que estava grávida, esperando um filho do padre. Um anti-Cristo talvez. Não poderia deixar a pobre moça sem uma mão amiga ou amparo. Na verdade, aquela era a minha chance de mostrar que tudo que eu já havia falado não era fruto da minha imaginação.
Após uma longa conversa, decidimos contar primeiro ao padre Caronte, que aquela altura não sabia de nada ainda sobre a gravidez, mas o que nós decidimos fazer em conjunto foi quebrado por um ato impensável de Helena. Ela saiu da minha casa antes que eu pudesse perceber que estava falando sozinho enquanto procurava um gravador velho para registrarmos a conversa com o sacerdote. A menina estava, e eu não a condenei por isso, muito chocada com tudo que havia passado até então.
Quando tomei conhecimento do que aconteceu ontem, fiquei perplexo e não sabia mais o que fazer e a quem contar, por isso; estou lhe comunicando tudo. Os peritos que analisaram o corpo disseram que ela havia cometido suicídio. Juravam de pés juntos que a pequena jovem colocou várias pedras enormes dentro dos bolsos do vestido e caminhou em direção ao lago até se afogar, com o peso que carregava não poderia retornar caso se arrependesse.
E você deve estar se perguntando sobre o padre. Bem, o padre Caronte foi encontrado enforcado em uma árvore em frente a minha casa. Todos pensam que tenho alguma ligação com o acontecido, mas ninguém acreditaria em uma única palavra minha, eu não tenho mais nenhuma credibilidade nessa cidade.
Caro Felipe, você é o único que sabe da verdade, por favor, me ajude a contar isso ao mundo. O padre Caronte foi o homem mais maligno e satânico que já pisou no planeta terra. Estou até com medo que o demônio coloque a sua alma para vir aqui atrás de mim. Sempre imaginei que Apophistyphon seria uma cidade conhecida por algo bom e não por causa do estranho caso dessa jovem...
FIM?


Ps. Ao terminar esse conto, seu autor foi encontrado misteriosamente morto com um bilhete sobre seu corpo gélido. Era uma noite fria e gélida onde as nuvens pairavam baixas e opressoras. Ninguém sabe ao certo o que aconteceu, mas dizem que o mistério gira em torno do caso relatado nas páginas anteriores. Se você, leitor descobrir algo, escreva uma carta para alguém de Apophistyphon explicando o que aconteceu. Não sabe onde fica Apophistyphon? Não se preocupe, pois você jamais achará essa cidade, o barqueiro desse lugar, encontrará você primeiro para que juntos, possam ter uma conversa sem hora para acabar. Até breve! 



Todos os direitos reservados a BRUNO CORIOLANO DE ALMEIDA COSTA. Nenhuma reprodução, parcial ou completa, desse material poderá ser feita sem a autorização do autor que possui os direitos autorais assegurados por lei.
A imagem cedida por Allan Cassiano.


All rights reserved® 2011. No part of this publication may be reproduced, stored in a retrieval system, or transmitted in any form or by any means, electronic, mechanical, photocopying, recording or otherwise without the prior permission of the author, BRUNO CORIOLANO DE ALMEIDA COSTA, the copyright holder. 

Our Lord wept differently!




No fim da vida, a maioria dos homens percebe, surpresa, que viveu provisoriamente e que as coisas que largou como sem graça ou sem interesse eram, justamente, a vida. E assim, traído pela esperança, o homem dança nos braços da morte. – Schopenhauer.


Quando li essa frase pela primeira vez, no dia 09 de outubro de 2009, comecei o que chamo de processo de migração para outra percepção em minha vida. Estava eu lendo o livro, A CURA DE SCHOPENHAUR (Irvin D. Yalom, mesmo autor de QUANDO NIETZSCHE CHOROU).

Na verdade, nunca ceguei a terminar esse livro. Comecei e parei dezenas de vezes e sempre tentava retomar do início. "tarefa hercúlea", eu diria, principalmente levando em consideração que naquele ano, eu começava uma jornada de trabalho maluca.

É exatamente por achar que aquela rotina louca poderia ter levado minha vida (eu trabalhava em praticamente em três lugares ao mesmo tempo, digo ao mesmo tempo mesmo, pois saía correndo de um local para outro e fazia minhas refeições dentro do carro), que lembrei da frase vivendo provisoriamente e que as coisas que largou como sem graça ou sem interesse eram, justamente, a vida. E assim, traído pela esperança, o homem dança nos braços da morte.

Ao pegar o livro à mãos nesse momento me deparo com a seguinte questão: eu deveria, finalmente terminar de ler o mesmo? Logo agora, que estou bem demais. Não tenho as mesmas preocupações nem mesmo um décimo dos problemas que tinha. Será que, se retomasse a leitura, eu teria clima para entender essa obra? Para quem não sabe, a obra é sobre “Julius Hertzfeld, alterego do escritor, que é surpreendido, aos 65 anos, com a notícia de que está prestes a morrer, após o diagnóstico de um câncer sem cura. Do ponto de vista da medicina ele tem apenas mais um ano de vida”.

Não, não estou doente, pelo contrário, estou cheio de saúde e transbordando felicidade! Me livrei de todo o “mal que me circo rondava”, se é que isso faz algum sentindo. Só vejo, com outros olhos, o quanto é verdade: é só nos braços da morte que os homens percebem que tudo que é vida, foi deixado para traz pela cegueira de outro momento.


Fazer o que gosto é de extrema importância, mesmo que os outros não entendem que aquilo que você está fazendo é o que, de fato, te faz feliz. A mi me gusta viajar y conocer lugares, culturas y gentes diferentes. Então a cura para quem não escrevia há tempos, é voltar a escrever! 


O nascimento da inteligência.

Esse é o tipo do texto que deve ser lido por todos os pais. Trata-se de um assunto de extrema importância: O nascimento da inteligência. Postarei apenas o início do mesmo com o link direcionando para a reportagem completa da revista ISTOÉ.



Pesquisas revelam que fatores como amamentação, suplementação de vitamina D e até a obesidade dos pais terão impacto no nível do QI da criança do seu nascimento até o resto de sua vida
Monique Oliveira e Wilson Aquino

Uma safra de novos estudos realizados em todo o mundo está apresentando revelações surpreendentes sobre o processo de desenvolvimento da inteligência humana. As pesquisas apontam, pela primeira vez, fatores importantíssimos associados ainda à vida uterina e aos primeiros anos de vida que serão decisivos para a evolução do intelecto. Reunidos, esses trabalhos traçam o mais completo retrato científico do nascimento da inteligência.
E se trata de um retrato belíssimo. Ele deixa claro o quanto essa habilidade depende de uma combinação complexa de circunstâncias para que atinja seu ápice na vida adulta. Condições que surgem antes mesmo da fecundação, como evidencia uma pesquisa realizada no Centro Médico Forest Baptist (Eua). O trabalho apontou que filhos de mães com Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 30 (já classificado como obesidade) têm maior chance de desenvolver limitações cognitivas. Eles manifestaram três pontos a menos de QI (quociente de inteligência) em relação aos nascidos de mulheres de peso normal. Ainda se estuda de que maneira o excesso de peso da mãe impacta a inteligência do filho, mas há algumas hipóteses. “O acúmulo de peso pode contribuir para um maior número de células anormais do sistema imunológico, capazes de atacar outras estruturas”, disse à ISTOÉ Jennifer Helderman, uma das autoras do estudo. “O mecanismo resulta em uma maior predisposição à inflamação, que poderia afetar o tecido neurológico da mãe e do feto”, especula.


Nas primeiras semanas após a fecundação, inicia-se uma etapa-chave: é quando começa a se formar o tubo neural, a estrutura que dará origem ao cérebro. Diversos trabalhos relacionam o sucesso desse processo à presença em concentração adequada de ácido fólico (vitamina B). Caso contrário, uma das extremidades do tubo não se fecha, originando, por exemplo, a anencefalia (ausência parcial do encéfalo e da calota craniana). “Pesquisas confiáveis apontam forte conexão entre déficit de ácido fólico e essa anomalia”, explica o médico Luiz Celso Villanova, chefe do setor de neurologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).







Para ler o texto "O nascimento da inteligência", Clique aqui (link)




terça-feira, 13 de agosto de 2013

Nós Beatles somos mais populares do que Jesus neste momento...


Clique na imagem para ver o próprio John explicando. O vídeo foi dublado, embora eu não tenha gostado da dublagem, vejamos... 


O dia 13 de agosto de 1966 ficou marcado na história dos Beatles com o levante da Radio Station KLUE in Longview, do Texas, contra uma entrevista do Beatle John Lennon, concedida no dia 4 de março de 1966. A rádio organizou um levante para que os fãs queimassem todos os discos do quarteto de Liverpool. John Lennon ainda era muito jovem e não tinha total dimensão do seu próprio sucesso. A impressa tirou a frase de contexto e fez com que o Beatle ganhasse uma visão distorcida de vilão ou anticristão, coisa que ele nunca foi.


VEJAM O QUE ELE DISSE:

 "O Cristianismo vai desaparecer. Vai diminuir e encolher. (...) Nós Beatles somos mais populares do que Jesus neste momento. Não sei qual vai desaparecer primeiro - o rock and roll ou o Cristianismo. Cristo não era mal, mas os seus discípulos eram obtusos e vulgares. É a distorção deles que estraga o Cristianismo para mim."


Longe de querer misturar religião com uma banda de Rock, mas o John estava certo. Hoje o que vemos, tanto no rock quanto no Cristianismo são características ruins e maléficas provenientes do ser humano. Portanto, acredito que o John mereceria desculpas hoje. Existem mais comunidades dos Beatles do que do Cristianismo no Facebook, logo, aqui no Facebook os Beatles são também mais famosos! 



terça-feira, 11 de junho de 2013

A arrogância segundo os medíocres.

É desse jeito que vejo o mundo. Sob a mesma perspectiva. É só ler esse texto pensando que também compartilho das mesmas ideias. Ah, sim, conheço boa parte de Europa e já morei nos EUA. Prefiro aprender coisas que me deixam culturalmente mais rico à gastar meu soado dinheiro em festas ao lado de pessoas fúteis que fingem ser legais. No final você percebe que encontrar o amor da sua vida numa balada não serve de nada, pois depois as diferenças aparecem com o tempo e que gastar não é um problema, mas fazer as escolhas erradas sim. Mas como cada animal racional tem sua limitação (não percebemos aos 20 anos) e escolhas... 

Só leiam se não tiverem medo de encontrar palavras que servem como soco na cara dos medíocres. Ah, prefiro postar coisas que são intelectuais à fotos dos meus tênis, carro, camisa falsificada, que digo ser de marca. E prefiro tomar uma Pint de uma boa cerveja do que um uísque falsificado de 100 reais.




“Adorei o seu sapato”, disse uma amiga para mim certa vez.
“Legal, né? Eu comprei em uma feira de artesanato na Colômbia, achei super legal também”, eu respondi, de fato empolgada porque eu também adorava o sapato. Foi o suficiente para causar reticências  quase visíveis nela e no namorado e, se não fosse chato demais, eles teriam dado uma risadinha e rolariam os olhos um para o outro, como quem diz “que metida”. Mas para meia-entendedora que sou, o “ah…” que ela respondeu bastou.
Incrível é que posso afirmar com toda convicção que, se tivesse comprado aquele sapato em um camelô da 25 de março, eu responderia com a mesma empolgação “Legal, né? Achei lá na 25!”. Só que aí sim eu teria uma reação positiva, porque comprar na 25 “pode”.
Experiências como essa fazem com que eu mantenha minhas viagens em 13 países, minha fluência em francês e meus conhecimentos sobre temas do meu interesse (linguística, mitologia, gastronomia etc) praticamente para mim mesma e, em doses homeopáticas, comente entre meu restrito círculo familiar e de amigos (aquele que a gente conta nos dedos das mãos).
Essa censura intelectual me deixa irritada. Isso porque a mediocridade faz com que muitos torçam o nariz para tudo aquilo que não conhecem, mas que socialmente é considerado algo de um nível de cultura e poder aquisitivo superior. E assim você vira um arrogante. Te repudiam pelo simples fato de você mencionar algo que tem uma tarja invisível de “coisa de gente fresca”.
Não importa que ele pague R$ 30 mil em um carro zero, enquanto você dirige um carro de mais 15 anos e viaja durante um mês a cada dois anos para o exterior gastando R$ 5 mil (dinheiro que você, que não quer um carro zero, juntou com o seu trabalho enquanto ele pagava parcelas de mil reais ao mês). Não importa que você conheça uma palavra em outra língua que expressa muito melhor o que você quer falar. Você não pode mencioná-la de jeito nenhum! Mas ele escreve errado o português, troca “c” por “ç”, “s” por “z” e tudo bem.
Não pode falar que não gosta de novela ou de Big Brother, senão você é chato. Não pode fazer referência a livro nenhum, ou falar que foi em um concerto de música clássica, ou você é esnobe. Não ouso sequer mencionar meus amigos estrangeiros, correndo o risco de apedrejamento.
Pagar R$200 em uma aula de francês não pode. Mas pagar mais em uma academia, sem problemas. Se eu como aspargos e queijo brie, sou “chique”. Mas se gasto os mesmos R$ 20 (que compra os dois ingredientes citados) em um lanche do Mc Donald’s, aí tudo bem. Se desembolso R$100 em uma roupa ou acessório que gosto muito, sou uma riquinha consumista. Mas gastar R$100 no salão de cabeleireiro do bairro pra ter alguém refazendo sua chapinha é considerado normal. Gastar de R$30 a R$50 em vinho (seco, ainda por cima) é um absurdo. Mas R$80 em um abadá, ou em cerveja ruim na balada, ou em uma festa open bar… Tranquilo!
Meu ponto é que as pessoas que mais exercem essa censura intelectual têm acesso às mesmas coisas que eu, mas escolhem outro estilo de vida. Que pode ser até mais caro do que o meu, mas que não tem a pecha de coisa de gente arrogante.
O dicionário Aulete define a palavra “arrogância” da seguinte forma:
1. Ação ou resultado de atribui a si mesmo prerrogativa(s), direito(s), qualidade(s) etc.
2. Qualidade de arrogante, de quem se pretende superior ou melhor e o manifesta em atitudes de desprezo aos outros, de empáfia, de insolência etc.
3. Atitude, comportamento prepotente de quem se considera superior em relação aos outros; INSOLÊNCIA: “…e atirou-lhe com arrogância o troco sobre o balcão.” (José de Alencar, A viuvinha))
4. Ação desrespeitosa, que revela empáfia, insolência, desrespeito: Suas arrogâncias ultrapassam todo limite.
Pois bem. Ser arrogante é, então, atribuir-se qualidades que fazem com que você se ache superior aos outros. Mas a grande questão é que em nenhum momento coloco que meus interesses por línguas estrangeiras, viagens, design, gastronomia e cultura alternativa são mais relevantes do que outros. Ou pior: que me fazem alguém melhor que os outros. São os outros que se colocam abaixo de mim por não ter os mesmos interesses, taxar esses interesses de “coisa de grã-fino” (sim, ainda usam esse termo) e achar que vivem em um universo dos “pobres legais”, ainda que tenham o mesmo salário que eu. E o pior é que vivem, mesmo: no universo da pobreza de espírito.


quinta-feira, 6 de junho de 2013

AS CORES NÃO IMPORTAVAM, EU JÁ ESTAVA MORTO!


Conto de Bruno Coriolano.

Chega um momento na vida de um homem em que ele deve se desprender de tudo que não o faz bem. Todas aquelas histórias antigas da aventura amorosa humana, as fantásticas narrativas de povos em terras distantes e tudo o mais... Nada disso jamais existiu. Somos irremediavelmente bombardeados por mentiras e estórias terrivelmente mal contadas.

A vida nada mais é do que uma sucessão de acontecimentos passageiros. Não, não estou aqui escrevendo um manual sobre como o homem deve viver sua vida aqui na Terra. Menos ainda, estaria eu querendo insinuar que devemos encurtar nossa existência por aqui. Não seria tolo ao ponto de deixar que minhas vontades passageiras me aterrorizassem assim, tão debilmente, a ponto de me fazer cortejar a ideia de tirar minha própria vida... Ou desistir dela. Gostaria mais uma vez, mas, de fato, não quero...

Dancei com a morte uma vez e aprendi, da pior maneira possível, que não se deve fazer isso. Nunca... Não quero convencer ninguém a ler ou ouvir falar desse acontecimento macabro ímpar que cuspo (ou vomito) agora nessas folhas melancólicas e deploráveis. Fui feliz uma vez e disso tenho certeza, mas foi só! À meia noite, tudo se foi: as flores, o perfume, as fotos, as cartas... Só restaram-me a escuridão, o medo e a preguiça. Preguiça de começar de novo. Já não tinha mais forças para tanto.

Tenho duas pernas, mas recuso-me a andar, tenho dois olhos, mas recuso-me a enxergar. Seria tão mais fácil se eu tivesse o real controle das minhas emoções, se eu soubesse lidar com os mascarados... Sim, eles não passam de fantasias; personagens que usam e abusam de suas mascaras. Vidas deploráveis e cheias de nada. Fantasmas! Um vazio que nunca se preenche. Vidas mentirosas de pessoas que não aceitam o fim inevitável. Acéfalos, imbecis, solitários e dementes. Assim, vejo o mundo, as pessoas. Não tenho pudor ao descrever a miséria humana, pois acordei, mesmo sem querer acordar, para relatar o que já vivi nesse mundo.

Estava eu naquele leito do hospital da Rua 12 (não sei se, de fato, esse era o número correto). Já não sentia dores nem angustias. Já ouvira todos os sussurros e lamentações daquelas almas que iam, uma a uma, fazendo sua passagem para outro mundo. Mentia para mim mesmo diversas vezes dizendo, em voz quase sem força, que eu tinha o controle da situação. Não, eu nunca tive. Na verdade, nem lembro como tinha ido parar naquela cama suja de hospital.

Como sempre fui muito mais dotado intelectualmente do que meus pares, eu arrumava um jeito de saber o que estava acontecendo ao meu redor. Triste do homem que não sabe discernir o real do imaginário. Eu sabia como proceder para entender tudo que se passava ao redor daquele quarto frio e sombrio.

Esperei com uma paciência helênica a enfermeira adentrar aquele cômodo. Sim, é melhor investir na fragilidade das mulheres, elas adoram falar. Falam tanto que dizem até aquilo que nunca aconteceu. Fantasiam tanto que fica fácil arrancar-lhes qualquer informação, desde que você invista em seu estado emocional. São traidores de si mesmas!

Pedi para a enfermeira me avisar o que estava acontecendo comigo: quando eu iria poder voltar para casa e gozar da minha saúde imbatível, inabalável.

A conversa não foi longa, pois ela parecia perturbada e não queria correr o risco de revelar algo. Foi então, fazendo uso da minha inteligência mencionada outrora, que deduzi que não arrancaria nada dela. Pedi que me desse um sinal por meio de cores: se ela trouxesse algo de cor verde, significaria que eu poderia ir embora em breve. Se trouxesse algo de cor amarela, significaria que eu ainda deveria passar mais tempo naquele hospital e que minha saúde realmente exigia cuidados. Mas, no final das contas era uma possibilidade, se ela me trouxesse algum objeto, qualquer que fosse, na cor vermelha, isso significaria que minha existência tinha chegado perto do fim.

Por horas observei cada sinal, cada detalhe – eu era bom nisso! Nada... Mais uma vez, nada me revelaria meu verdadeiro estado. As horas teimavam em passar devagar e a cada momento, mais angustia por saber como eu estava: vivo, quase morto, saúde piorando ou melhorando? Nada sabia.

Senti meu corpo amolecer e meus olhos ficarem cada vez mais pesados. Era o sono que tomava conta do meu corpo. Olhei para o lado e nada parecia claro. Estava ficando cada vez mais escuro naquele quarto gélido. Virei de lado e vi um livro de capa preta apenas com o título escrito em cores douradas. Não era um livro qualquer; era o livro AS FLORES DO MAL de Charles Baudelaire, grande poeta francês. Abri e vi que estava marcado. Não lembro o número da página, minha visão estava cada vez mais fraca.


Li as primeiras linhas de um poema que, salvo engano, dizia: Nós teremos leitos de rosas ligeiras, / e divãs profundos como campa ou mar, / e flores estranhas, sobre prateleiras / sob os céus formosos a desabrochar... Parei de ler imediatamente ao ver o que estava marcando aquele poema: Eram pétalas de rosas vermelhas murchas, sem vida, completamente mortas. O relógio marcava, precisamente, meia noite. Parei, olhei ao meu redor e reconheci, sentados ao lado da cama, os outros pacientes que já haviam partido horas, dias, semanas ou meses antes. Entendi, fazendo mais uma vez uso da minha percepção, de que as cores não importavam, eu já estava morto! 


Esse conto é dedicado à minha insônia. Já são quase 2 horas da manhã do dia 07 de junho de 2013 e ainda não consegui pregar o olho. Como acho que foi obra do Divino, resolvi sentar e escrever essa estória, que veio do nada.  Há tempos, reclamava da falta de inspiração. Parece que tudo está voltando ao normal, como era de se esperar...