SOBRE O BLOGUEIRO

Sou um Beatlemaniaco. Tudo começa assim... Fiquei reprovado duas vezes no Mobral, mas nunca desisti. Hoje, sou doutor em Parapsicologia formado na mesma turma do Padre Quevedo; sou antropólogo e sociólogo formado, com honra, em cursos por correspondência pelo Instituto Universal Brasileiro. Em minha vasta carreira acadêmica também frequentei até o nono ano de Medicina Cibernética, Letras Explosivas, Química da Pesada, Direito Irregularmente torto e assisti a quase todas as aulas do Telecurso 2000 repetidas vezes até desistir de vez. Minha maior descoberta foi uma fábrica secreta de cogumelos venenosos comestíveis no meio da Amazônia Boreal. Já tive duas bandas de Rock que nunca tocaram uma música se quer. Comi duas vezes, quando criança, caspas gigantes da China pensando que era merda amarela. Depois de tudo isso, tornei-me blogueiro. Se eu posso, você pode também. Sou um homem de muita opinião e isso desagrada muita gente. Os temas postados aqui objetivam enfurecer um bom número de cidadãos.

- [Portal da Língua Inglesa] -

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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

[crônica noturna] Devaneios noturnos.



Se minha vida fosse uma peça de teatro seria uma tragédia. Não estou sendo aqui autodestrutivo; apenas realista. Já perceberam como a vida pode parecer algo extremamente assustadora? Pois é, às vezes tudo vai bem e de uma hora para outra, a coisa desanda.

Claro que isso é mais uma daquelas situações corriqueiras e passageiras que temos todos os dias em nossas vidas, mas se meus olhos se fechassem hoje para sempre, eu ficaria muito desapontado (se assim fosse possível), pois existem tantas coisas que eu apenas sonhei e ainda não tive a chance de realizar. Dizem que existe hora para tudo, mas quando paramos para esperar, parece que essa hora nunca vai chegar!

Ah, tempo, esse eterno brincalhão que teima em passar de forma cruel. É hora de dormir e eu ainda estou com os olhos abertos; pela manhã, todos estarão acordados e eu ainda estarei iniciando minha jornada de olhos fechados.

Hoje senti que não sabia mais para onde estava indo; que tipo de conquistas tivera. A vida é um ciclo que às vezes apenas demora em passar. Ah, tempo... Vê se me erra. Adianta-me ai alguns anos para que eu possa ter certeza que vai dá tudo certo. Espera lá! Se eu adiantar também terei de entregar minha alma mais cedo também. Não, tempo... Pode ficar com aquilo que é seu de direito: o controle, que eu fico com minha vida.



P.s. esse material faz parte de uma coletânea de textos que seriam descartados; aqueles que escrevemos quando julgamos ter uma ideia boa para um conto, poesia ou crônica, mas logo percebemos que estávamos errados ou não desenvolvemos o mesmo da forma que esperávamos. Famosa escrita de gaveta. Como não considerei esse material interessante para uma publicação mais séria, ele veio parar aqui no blog. Não espero que gostem dele. Se você nem ler, para mim não vai fazer muita diferença, nem é um texto de qualidade mesmo. Se não estivesse aqui, provavelmente ele estaria na lixeira do meu computador pessoal. 

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

POR QUE O PROFESSOR GANHA POUCO NO BRASIL? Parte I



Depois desse texto, você será capaz de me odiar, pois acredito que não seria capaz de ler o mesmo sem a ajuda que obteve de algum professor um dia. Essa luta pela educação não é só de uma área, mas de uma nação.
Para começar a responder a essa pergunta, precisamos entender quem é o zelador da educação nesse país. No Brasil, o governo deveria ser o grande responsável pela manutenção da coisa publica. Bobagem, aqui está tudo entregue a um bando de sanguessugas. Não existe visão e os investimentos mais servem para cobrir rombos, gastos desnecessários e roubos do que para o que julgamos ser correto: o investimento em um país melhor.

Voltando a pergunta que serve também como título desse texto, tenho dito ao longo da minha vida que educação será sempre aquele setor usado para eleger alguns em época de campanha. Não haverá mudança se dependermos de políticos que não passaram pelas mazelas do nosso povo.



Comecemos pela visão que nossos governantes têm a respeito da palavra investimento. Quase 100% deles acreditam que dá dinheiro para a área do petróleo é investir, mas para a educação é gasto. Começo a acreditar que votar também deveria ser considerado gasto, pois gastasse muito para ter um pleito.

Acreditem, já foi bem pior. Antigamente, mas nem tão antigamente assim, os filhos de agricultores só tinham pela frente uma perspectiva: serem agricultores como os pais. 

Com o passar do tempo, surgiram aqueles que queriam “ensinar outras coisas”, mas não havia regulamentação nem preparo para tanto. O ensino era bem precário mesmo.

O tempo mudou, as necessidades mudaram, mas a educação ficou estagnada nessa visão, mesmo depois dos professores passaram a se preparar mais e melhor a coisa continua ruim.

Por que um professor ganha tão pouco no Brasil? Resposta simples: não são bem vistos pelo governo, pois “ensinar” a pensar criticamente pode ser uma arma muito perigosa nas urnas. Algo extremamente destruidor.

Como proposta, acredito que tornar a escola cada vez mais publica, obrigando os filhos e netos de políticos a cursarem as aulas como alunos regularmente matriculados, pode não só mostrar coerência, como também forçar o investimento nesse setor, pois qual político vai querer ver seu filho ou neto sem nenhuma perspectiva de vida como o resto de nós?
Fico triste quando imagino que pessoas como Paulo Freire, que deixaram um vasto legado para a educação, teriam que viver com um salario mínimo de professor em um país tão rico como esse nosso.

domingo, 24 de julho de 2011

Política deveria ser assim no Brasil também.





Já parou pra pensar como poderíamos ter um mundo melhor e mais igualitário se pensássemos política de forma mais justa? Não vou me alongar nessa postagem, pois acredito que o vídeo (reportagem bem feita pela TV Bandeirantes) fale por si só.
Peço que após ver essa reportagem, façam uma reflexão sobre a importância da participação de todos vocês nos debates políticos em todas as esferas.
Temos que parar com essa forma que fazemos política no nosso país e somente com a tomada de consciência é que poderemos traçar os novos caminhos de um real desenvolvimento do Brasil.
Esse vídeo mostra como funciona o sistema político na Suécia. Peço que divulguem o vídeo.

[POESIA] REPETIU A MESMA ROTINA



repetiu a mesma rotina


Aqui alguém disse:
“Outrora já houve cinema”.
Então o tempo passou.
E triste, anos depois, falou:
“Ai que pena!”

Aqui alguém disse:
“antigamente havia paz”.
Mas cruelmente foram-se os anos.
“se havia, onde estás?”

Então se repetiu a mesma rotina.
Foi ai que perguntaram:
“teve alguma idéia brilhante?”  
A resposta ficou num olhar insinuante.

As flores são mesmo insensatas.
O problema vem de tudo que respira.
Colhidas ferozmente por mãos ingratas.
Mesmo depois de morta, ela conspira!

Aí alguém disse:
“Ai que pena!”
Então o tempo passou.
Ainda bem que teve o cinema.



BRUNO CORIOLANO DE ALMEIDA COSTA
Mossoró – RN, 28/08/2010.


sábado, 23 de julho de 2011

Conto: O dia que não nasceu! Por Bruno Coriolano.



Por Bruno Coriolano de Almeida Costa


Sofia adorava ficar debruçada na janela de casa, olhando para as estrelas. Contava, conversava ou só olhava para elas por horas a fio. Só as nuvens a atrapalhavam. Juntavam-se em conspiração para roubar-lhe o céu estrelado, aquele tapete de pontinhos brilhantes parecia levá-la a um novo mundo mais cheio de vida e radiante. A lua daquela noite iluminava bastante os campos onde repousavam os sonhos. Era uma lua cheia, e a brancura se espalhava de uma maneira que parecia possível um contato mais íntimo. Quando havia lua, o céu não exibia todo o seu esplendor.
Ao nascer do sol, a lua não se deixava ofuscar por ele. O astro brilhante fazia seu papel de uma forma que não roubava a cena só para si. Mas ela continuava por ali, a cortejá-lo. Pareciam ter sido feitos um para o outro, uma combinação perfeita que somente algum ser com uma sabedoria infinita poderia ter pensando nisso, antes mesmo da criação das outras espécies.
Todas as noites se repetiam como uma dobra atemporal. As vozes que vinham do seu coração pareciam querer dizer-lhe algo mais; pareciam estar se comportando de forma diferente naquele dia. Estava escaldada pelo sentimento mais límpido, era uma margem da própria alma, sentiu que a expressão daquele sentimento era maior: Era uma experiência poética.
Sofía ficou com a cabeça nas nuvens, mas com os pés no chão, ainda estava lúcida. Viu cada imagem como única, abriu um livrinho azul de poesias, decodificou cada verso, cada palavra, cada letra. Ela, na verdade, tinha fome de beleza. Olhou para um riacho que se encontrava naquele parque. Pescou um peixe sem entender de anzol; Entendeu que aquele momento era particular, único em sua vida. Pensou que estava sonhando, mas sabia que a metafísica pousa na realidade. Ah, Sófia como sonhava aquela menina!
O tempo foi passando e mais uma vez, de tanto admirar o sol, não viu que a lua já estava mostrando todo o seu esplendor. Sofia Sentia que a beleza não era luxo; era uma necessidade.
Sofia começou a cantar mesmo sendo desafinada. Soltou algumas frases melódicas temperadas com poesias. Ela conhecia vários tons para uma mesma palavra. Naquele momento sua sensibilidade não tinha mais governo; estava completamente libertada de qualquer regra.
No dia que se sucedeu aquele, ela continuou de forma religiosa toda a sua rotina. Mais uma vez levantou-se e contemplou as luzes límpidas que se refletiam no riacho que podia ser visto de seu quarto. “Admirar-se do que é extraordinário é fácil para qualquer idiota, mas admirar-se das coisas simples é para poucos!” Às vezes os atos heróicos estão mais escondidos e no anonimato do que pensamos. 
Depois de dias e mais dias vivendo a mesma rotina, os mesmos atos simples, ela sentiu que deveria fazer algo para aliviar seu sofrimento. Durante a noite, pareceu estar mais triste. Ninguém conseguia entender o que estava acontecendo naquele momento. Será que alguma coisa não estava indo bem na vida dela?
Mas tudo na vida tem uma explicação. Nada se passa nesse grande teatro sem que exista um propósito. As noites existem porque têm algum sentido. As estrelas da mesma forma e tudo mais que existe no universo. Tudo foi criado por algum motivo que muitas vezes não são claros.
Sofía cometeria mais atos como os relatados acima. Ela tem todo o direito de viver uma vida da forma que bem entender. Ninguém é dono de ninguém. Nenhum ser humano tem o direito de escolher o destino de outrem.
Quem nunca se imaginou realizando aquela viagem dos sonhos? Ou viver aquele amor como nos contos de fadas? Ter todos os seus desejos realizados? Tentar viver a vida de outra forma e aproveitar ao máximo as coisas boas, esse era seu objetivo.
Mas somente o dono da dor sabe o quanto ela doe. Tudo isso teria acontecido com Sofía se a sua mãe a tivesse permitido nascer. Isso mesmo. Sofía nunca existiu. Ou melhor, chegou a estar no ventre de sua mãe, mas devido a uma gravidez não desejada da mãe, Sofía não teve a oportunidade de viver tudo aquilo que foi descrito nas linhas que ficaram para trás. Enquanto tudo isso poderia ter acontecido um dia, a mãe da nossa personagem cometeu um aborto antes.
Como um guerreiro sanguinário, essa mãe não se permitiu conhecer o sentido e a alegria de ter um filho. Com a espada ainda suja de sangue, ela nem teve tempo de se despedir de sua filha. Após ingerir várias doses de diversos medicamentos. Mas Sofía não sente angustia ou ódio da sua progenitora, ela tem os níveis de ódio e perdão de formas iguais. Sabe usar os dois na mesma proporção.
Agora Sofía não fica mais debruçada na janela de casa, olhando para as estrelas. Contando-as. Só as nuvens a atrapalhavam. Agora ela é uma delas; E sua mãe chora ao olhar para o céu, onda cada estrela parece uma lágrima!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

[CONTO] Leve isso para o seu túmulo

Imagem meramente ilustrativa

Quem me conhece sabe do meu interesse por literatura, para ser mais específico, sou muito viciado em contos. Se alguém me perguntar quando esse interesse começou, respondo facilmente.

Tudo começou quando eu ainda estava na faculdade de Letras. Sou graduado em Letras com habilitação em Língua Inglesa e suas Respectivas Literaturas. Quando falo em Respectivas Literaturas, me refiro também à Literatura Americana, aquela literatura produzida nos Estados Unidos da América. Bem, em um determinado período, a universidade onde estudava entrou em greve, perdi um semestre por causa dela. Como sempre acreditei que tudo tem uma razão, não fiquei muito preocupado. Nesse momento, comecei a devorar muitos livros para poder manter meu ritmo de leitura mesmo sem estar sendo obrigado a tal coisa. Foi ai que “conheci” um autor que me chamou a atenção: Edgar Allan Poe.

Um dia, movido pela vontade de encontrar algo interessante, fui até um estabelecimento que vendia revistas e livros na minha cidade e comprei um livro de capa de luxo azul: Histórias Extraordinárias. Esse livro mudou minha vida completamente. Comecei a ler motivado pela curiosidade que o autor causou em mim. Depois de algum tempo, eu já estava escrevendo contos e ai não parei mais. Não me considero um autor bom ainda, mas tenho certeza que no futuro terei desenvolvido melhor essa técnica. Esse é o tipo de oficio que só se aprende mesmo com o tempo, não tem outro jeito. Hoje, olhando pelo retrovisor do tempo, eu digo: QUE GREVE ABENÇOADA AQUELA. Foi o período que mais aprendi durante a universidade.

Segue aqui um conto de minha autoria. Não o considero uma obra-prima, mas serve para despertar a curiosidade devido ao seu final inesperado. Esse foi publicado em uma revista do Rio de Janeiro em 2011 (Revista Litteris – ISSN 1983-7429. Número 7). Segue o inicio desse conto e o restante no link abaixo.



Leve isso para o seu túmulo

Bruno Coriolano de Almeida Costa

A Vida nos carrega do desconhecido ao desconhecido. Não temos certeza de nada. Não podemos considerar o que vivemos ou que sentimos como coisas absolutamente reais. Cada minuto está revestido de um apaixonante mistério. Eu não sei de onde vim, nem para onde vou. Mas tenho certeza de que não estou aqui por acaso. Sei que tenho uma ligação muito grande com esse país, com essa cidade e com minha nova família. Chamo-me Jenny Sutton, mas tenho certeza de que já tive outro nome e outra vida. Vivo na Irlanda, onde sei que já vivi há algum tempo. Sou alguém que procura respostas para as perguntas que me são feitas.

Isso tudo começou há alguns meses. Foi quando consegui superar o grave problema que chamamos de medo. Certa noite, comecei a sonhar com aquela mulher de pele clara, cabelo curto e estatura média. Ela se chamava Mary Cockell, vivia na Irlanda por volta de 1579, para ser mais exata, ela vivia em Dublin e era de família humilde. Era uma menina cheia de sonhos, mas sem muitas perspectivas.

Ela havia cometido vários erros no passado, mas todos os seres fazem a mesma coisa. Aquele que diz que nunca cometeu um erro está mentindo. Todos os seres humanos já fizeram coisas ruins, mas poucos percebem que as pessoas com quem agimos errado, tornam a cruzar nossos caminhos.

Veja o restante do conto

CONTO: LEVE ISSO PARA O SEU TÚMULO

http://revistaliter.dominiotemporario.com/doc/CONTO_REVISTA__BRUNO.pdf

terça-feira, 19 de julho de 2011

[POESIA] O MUNDO É SEU ESPELHO


O mundo é seu espelho

é com o passar do tempo que sua mente,

Em um excesso de angústias e preocupações

Percebe ter vivido rápida e profundamente

Todas as suas desventuras e decepções.


E sob um leve desespero você pensa.

Que existe confusão entre o acaso e a sorte

E que a vida, com o tempo, fica mais tensa

E você só descansa nos braços da morte.


Nossa existência chega a enfadar

Não me perco no meio da multidão,

Nem ligo pra morte a me esperar

Pois sei, não serei exceção.


Nem sorria, nem lamente pela dor.

Viva sempre esse conselho

Nessa vida você é mero espectador

E o mundo é seu espelho.



BRUNO CORIOLANO DE ALMEIDA COSTA


Mossoró – RN, 26/11/2009.