SOBRE O BLOGUEIRO

Sou um Beatlemaniaco. Tudo começa assim... Fiquei reprovado duas vezes no Mobral, mas nunca desisti. Hoje, sou doutor em Parapsicologia formado na mesma turma do Padre Quevedo; sou antropólogo e sociólogo formado, com honra, em cursos por correspondência pelo Instituto Universal Brasileiro. Em minha vasta carreira acadêmica também frequentei até o nono ano de Medicina Cibernética, Letras Explosivas, Química da Pesada, Direito Irregularmente torto e assisti a quase todas as aulas do Telecurso 2000 repetidas vezes até desistir de vez. Minha maior descoberta foi uma fábrica secreta de cogumelos venenosos comestíveis no meio da Amazônia Boreal. Já tive duas bandas de Rock que nunca tocaram uma música se quer. Comi duas vezes, quando criança, caspas gigantes da China pensando que era merda amarela. Depois de tudo isso, tornei-me blogueiro. Se eu posso, você pode também. Sou um homem de muita opinião e isso desagrada muita gente. Os temas postados aqui objetivam enfurecer um bom número de cidadãos.

- [Portal da Língua Inglesa] -

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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Our Lord wept differently!




No fim da vida, a maioria dos homens percebe, surpresa, que viveu provisoriamente e que as coisas que largou como sem graça ou sem interesse eram, justamente, a vida. E assim, traído pela esperança, o homem dança nos braços da morte. – Schopenhauer.


Quando li essa frase pela primeira vez, no dia 09 de outubro de 2009, comecei o que chamo de processo de migração para outra percepção em minha vida. Estava eu lendo o livro, A CURA DE SCHOPENHAUR (Irvin D. Yalom, mesmo autor de QUANDO NIETZSCHE CHOROU).

Na verdade, nunca ceguei a terminar esse livro. Comecei e parei dezenas de vezes e sempre tentava retomar do início. "tarefa hercúlea", eu diria, principalmente levando em consideração que naquele ano, eu começava uma jornada de trabalho maluca.

É exatamente por achar que aquela rotina louca poderia ter levado minha vida (eu trabalhava em praticamente em três lugares ao mesmo tempo, digo ao mesmo tempo mesmo, pois saía correndo de um local para outro e fazia minhas refeições dentro do carro), que lembrei da frase vivendo provisoriamente e que as coisas que largou como sem graça ou sem interesse eram, justamente, a vida. E assim, traído pela esperança, o homem dança nos braços da morte.

Ao pegar o livro à mãos nesse momento me deparo com a seguinte questão: eu deveria, finalmente terminar de ler o mesmo? Logo agora, que estou bem demais. Não tenho as mesmas preocupações nem mesmo um décimo dos problemas que tinha. Será que, se retomasse a leitura, eu teria clima para entender essa obra? Para quem não sabe, a obra é sobre “Julius Hertzfeld, alterego do escritor, que é surpreendido, aos 65 anos, com a notícia de que está prestes a morrer, após o diagnóstico de um câncer sem cura. Do ponto de vista da medicina ele tem apenas mais um ano de vida”.

Não, não estou doente, pelo contrário, estou cheio de saúde e transbordando felicidade! Me livrei de todo o “mal que me circo rondava”, se é que isso faz algum sentindo. Só vejo, com outros olhos, o quanto é verdade: é só nos braços da morte que os homens percebem que tudo que é vida, foi deixado para traz pela cegueira de outro momento.


Fazer o que gosto é de extrema importância, mesmo que os outros não entendem que aquilo que você está fazendo é o que, de fato, te faz feliz. A mi me gusta viajar y conocer lugares, culturas y gentes diferentes. Então a cura para quem não escrevia há tempos, é voltar a escrever! 


O nascimento da inteligência.

Esse é o tipo do texto que deve ser lido por todos os pais. Trata-se de um assunto de extrema importância: O nascimento da inteligência. Postarei apenas o início do mesmo com o link direcionando para a reportagem completa da revista ISTOÉ.



Pesquisas revelam que fatores como amamentação, suplementação de vitamina D e até a obesidade dos pais terão impacto no nível do QI da criança do seu nascimento até o resto de sua vida
Monique Oliveira e Wilson Aquino

Uma safra de novos estudos realizados em todo o mundo está apresentando revelações surpreendentes sobre o processo de desenvolvimento da inteligência humana. As pesquisas apontam, pela primeira vez, fatores importantíssimos associados ainda à vida uterina e aos primeiros anos de vida que serão decisivos para a evolução do intelecto. Reunidos, esses trabalhos traçam o mais completo retrato científico do nascimento da inteligência.
E se trata de um retrato belíssimo. Ele deixa claro o quanto essa habilidade depende de uma combinação complexa de circunstâncias para que atinja seu ápice na vida adulta. Condições que surgem antes mesmo da fecundação, como evidencia uma pesquisa realizada no Centro Médico Forest Baptist (Eua). O trabalho apontou que filhos de mães com Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 30 (já classificado como obesidade) têm maior chance de desenvolver limitações cognitivas. Eles manifestaram três pontos a menos de QI (quociente de inteligência) em relação aos nascidos de mulheres de peso normal. Ainda se estuda de que maneira o excesso de peso da mãe impacta a inteligência do filho, mas há algumas hipóteses. “O acúmulo de peso pode contribuir para um maior número de células anormais do sistema imunológico, capazes de atacar outras estruturas”, disse à ISTOÉ Jennifer Helderman, uma das autoras do estudo. “O mecanismo resulta em uma maior predisposição à inflamação, que poderia afetar o tecido neurológico da mãe e do feto”, especula.


Nas primeiras semanas após a fecundação, inicia-se uma etapa-chave: é quando começa a se formar o tubo neural, a estrutura que dará origem ao cérebro. Diversos trabalhos relacionam o sucesso desse processo à presença em concentração adequada de ácido fólico (vitamina B). Caso contrário, uma das extremidades do tubo não se fecha, originando, por exemplo, a anencefalia (ausência parcial do encéfalo e da calota craniana). “Pesquisas confiáveis apontam forte conexão entre déficit de ácido fólico e essa anomalia”, explica o médico Luiz Celso Villanova, chefe do setor de neurologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).







Para ler o texto "O nascimento da inteligência", Clique aqui (link)




terça-feira, 13 de agosto de 2013

Nós Beatles somos mais populares do que Jesus neste momento...


Clique na imagem para ver o próprio John explicando. O vídeo foi dublado, embora eu não tenha gostado da dublagem, vejamos... 


O dia 13 de agosto de 1966 ficou marcado na história dos Beatles com o levante da Radio Station KLUE in Longview, do Texas, contra uma entrevista do Beatle John Lennon, concedida no dia 4 de março de 1966. A rádio organizou um levante para que os fãs queimassem todos os discos do quarteto de Liverpool. John Lennon ainda era muito jovem e não tinha total dimensão do seu próprio sucesso. A impressa tirou a frase de contexto e fez com que o Beatle ganhasse uma visão distorcida de vilão ou anticristão, coisa que ele nunca foi.


VEJAM O QUE ELE DISSE:

 "O Cristianismo vai desaparecer. Vai diminuir e encolher. (...) Nós Beatles somos mais populares do que Jesus neste momento. Não sei qual vai desaparecer primeiro - o rock and roll ou o Cristianismo. Cristo não era mal, mas os seus discípulos eram obtusos e vulgares. É a distorção deles que estraga o Cristianismo para mim."


Longe de querer misturar religião com uma banda de Rock, mas o John estava certo. Hoje o que vemos, tanto no rock quanto no Cristianismo são características ruins e maléficas provenientes do ser humano. Portanto, acredito que o John mereceria desculpas hoje. Existem mais comunidades dos Beatles do que do Cristianismo no Facebook, logo, aqui no Facebook os Beatles são também mais famosos! 



terça-feira, 11 de junho de 2013

A arrogância segundo os medíocres.

É desse jeito que vejo o mundo. Sob a mesma perspectiva. É só ler esse texto pensando que também compartilho das mesmas ideias. Ah, sim, conheço boa parte de Europa e já morei nos EUA. Prefiro aprender coisas que me deixam culturalmente mais rico à gastar meu soado dinheiro em festas ao lado de pessoas fúteis que fingem ser legais. No final você percebe que encontrar o amor da sua vida numa balada não serve de nada, pois depois as diferenças aparecem com o tempo e que gastar não é um problema, mas fazer as escolhas erradas sim. Mas como cada animal racional tem sua limitação (não percebemos aos 20 anos) e escolhas... 

Só leiam se não tiverem medo de encontrar palavras que servem como soco na cara dos medíocres. Ah, prefiro postar coisas que são intelectuais à fotos dos meus tênis, carro, camisa falsificada, que digo ser de marca. E prefiro tomar uma Pint de uma boa cerveja do que um uísque falsificado de 100 reais.




“Adorei o seu sapato”, disse uma amiga para mim certa vez.
“Legal, né? Eu comprei em uma feira de artesanato na Colômbia, achei super legal também”, eu respondi, de fato empolgada porque eu também adorava o sapato. Foi o suficiente para causar reticências  quase visíveis nela e no namorado e, se não fosse chato demais, eles teriam dado uma risadinha e rolariam os olhos um para o outro, como quem diz “que metida”. Mas para meia-entendedora que sou, o “ah…” que ela respondeu bastou.
Incrível é que posso afirmar com toda convicção que, se tivesse comprado aquele sapato em um camelô da 25 de março, eu responderia com a mesma empolgação “Legal, né? Achei lá na 25!”. Só que aí sim eu teria uma reação positiva, porque comprar na 25 “pode”.
Experiências como essa fazem com que eu mantenha minhas viagens em 13 países, minha fluência em francês e meus conhecimentos sobre temas do meu interesse (linguística, mitologia, gastronomia etc) praticamente para mim mesma e, em doses homeopáticas, comente entre meu restrito círculo familiar e de amigos (aquele que a gente conta nos dedos das mãos).
Essa censura intelectual me deixa irritada. Isso porque a mediocridade faz com que muitos torçam o nariz para tudo aquilo que não conhecem, mas que socialmente é considerado algo de um nível de cultura e poder aquisitivo superior. E assim você vira um arrogante. Te repudiam pelo simples fato de você mencionar algo que tem uma tarja invisível de “coisa de gente fresca”.
Não importa que ele pague R$ 30 mil em um carro zero, enquanto você dirige um carro de mais 15 anos e viaja durante um mês a cada dois anos para o exterior gastando R$ 5 mil (dinheiro que você, que não quer um carro zero, juntou com o seu trabalho enquanto ele pagava parcelas de mil reais ao mês). Não importa que você conheça uma palavra em outra língua que expressa muito melhor o que você quer falar. Você não pode mencioná-la de jeito nenhum! Mas ele escreve errado o português, troca “c” por “ç”, “s” por “z” e tudo bem.
Não pode falar que não gosta de novela ou de Big Brother, senão você é chato. Não pode fazer referência a livro nenhum, ou falar que foi em um concerto de música clássica, ou você é esnobe. Não ouso sequer mencionar meus amigos estrangeiros, correndo o risco de apedrejamento.
Pagar R$200 em uma aula de francês não pode. Mas pagar mais em uma academia, sem problemas. Se eu como aspargos e queijo brie, sou “chique”. Mas se gasto os mesmos R$ 20 (que compra os dois ingredientes citados) em um lanche do Mc Donald’s, aí tudo bem. Se desembolso R$100 em uma roupa ou acessório que gosto muito, sou uma riquinha consumista. Mas gastar R$100 no salão de cabeleireiro do bairro pra ter alguém refazendo sua chapinha é considerado normal. Gastar de R$30 a R$50 em vinho (seco, ainda por cima) é um absurdo. Mas R$80 em um abadá, ou em cerveja ruim na balada, ou em uma festa open bar… Tranquilo!
Meu ponto é que as pessoas que mais exercem essa censura intelectual têm acesso às mesmas coisas que eu, mas escolhem outro estilo de vida. Que pode ser até mais caro do que o meu, mas que não tem a pecha de coisa de gente arrogante.
O dicionário Aulete define a palavra “arrogância” da seguinte forma:
1. Ação ou resultado de atribui a si mesmo prerrogativa(s), direito(s), qualidade(s) etc.
2. Qualidade de arrogante, de quem se pretende superior ou melhor e o manifesta em atitudes de desprezo aos outros, de empáfia, de insolência etc.
3. Atitude, comportamento prepotente de quem se considera superior em relação aos outros; INSOLÊNCIA: “…e atirou-lhe com arrogância o troco sobre o balcão.” (José de Alencar, A viuvinha))
4. Ação desrespeitosa, que revela empáfia, insolência, desrespeito: Suas arrogâncias ultrapassam todo limite.
Pois bem. Ser arrogante é, então, atribuir-se qualidades que fazem com que você se ache superior aos outros. Mas a grande questão é que em nenhum momento coloco que meus interesses por línguas estrangeiras, viagens, design, gastronomia e cultura alternativa são mais relevantes do que outros. Ou pior: que me fazem alguém melhor que os outros. São os outros que se colocam abaixo de mim por não ter os mesmos interesses, taxar esses interesses de “coisa de grã-fino” (sim, ainda usam esse termo) e achar que vivem em um universo dos “pobres legais”, ainda que tenham o mesmo salário que eu. E o pior é que vivem, mesmo: no universo da pobreza de espírito.


quinta-feira, 6 de junho de 2013

AS CORES NÃO IMPORTAVAM, EU JÁ ESTAVA MORTO!


Conto de Bruno Coriolano.

Chega um momento na vida de um homem em que ele deve se desprender de tudo que não o faz bem. Todas aquelas histórias antigas da aventura amorosa humana, as fantásticas narrativas de povos em terras distantes e tudo o mais... Nada disso jamais existiu. Somos irremediavelmente bombardeados por mentiras e estórias terrivelmente mal contadas.

A vida nada mais é do que uma sucessão de acontecimentos passageiros. Não, não estou aqui escrevendo um manual sobre como o homem deve viver sua vida aqui na Terra. Menos ainda, estaria eu querendo insinuar que devemos encurtar nossa existência por aqui. Não seria tolo ao ponto de deixar que minhas vontades passageiras me aterrorizassem assim, tão debilmente, a ponto de me fazer cortejar a ideia de tirar minha própria vida... Ou desistir dela. Gostaria mais uma vez, mas, de fato, não quero...

Dancei com a morte uma vez e aprendi, da pior maneira possível, que não se deve fazer isso. Nunca... Não quero convencer ninguém a ler ou ouvir falar desse acontecimento macabro ímpar que cuspo (ou vomito) agora nessas folhas melancólicas e deploráveis. Fui feliz uma vez e disso tenho certeza, mas foi só! À meia noite, tudo se foi: as flores, o perfume, as fotos, as cartas... Só restaram-me a escuridão, o medo e a preguiça. Preguiça de começar de novo. Já não tinha mais forças para tanto.

Tenho duas pernas, mas recuso-me a andar, tenho dois olhos, mas recuso-me a enxergar. Seria tão mais fácil se eu tivesse o real controle das minhas emoções, se eu soubesse lidar com os mascarados... Sim, eles não passam de fantasias; personagens que usam e abusam de suas mascaras. Vidas deploráveis e cheias de nada. Fantasmas! Um vazio que nunca se preenche. Vidas mentirosas de pessoas que não aceitam o fim inevitável. Acéfalos, imbecis, solitários e dementes. Assim, vejo o mundo, as pessoas. Não tenho pudor ao descrever a miséria humana, pois acordei, mesmo sem querer acordar, para relatar o que já vivi nesse mundo.

Estava eu naquele leito do hospital da Rua 12 (não sei se, de fato, esse era o número correto). Já não sentia dores nem angustias. Já ouvira todos os sussurros e lamentações daquelas almas que iam, uma a uma, fazendo sua passagem para outro mundo. Mentia para mim mesmo diversas vezes dizendo, em voz quase sem força, que eu tinha o controle da situação. Não, eu nunca tive. Na verdade, nem lembro como tinha ido parar naquela cama suja de hospital.

Como sempre fui muito mais dotado intelectualmente do que meus pares, eu arrumava um jeito de saber o que estava acontecendo ao meu redor. Triste do homem que não sabe discernir o real do imaginário. Eu sabia como proceder para entender tudo que se passava ao redor daquele quarto frio e sombrio.

Esperei com uma paciência helênica a enfermeira adentrar aquele cômodo. Sim, é melhor investir na fragilidade das mulheres, elas adoram falar. Falam tanto que dizem até aquilo que nunca aconteceu. Fantasiam tanto que fica fácil arrancar-lhes qualquer informação, desde que você invista em seu estado emocional. São traidores de si mesmas!

Pedi para a enfermeira me avisar o que estava acontecendo comigo: quando eu iria poder voltar para casa e gozar da minha saúde imbatível, inabalável.

A conversa não foi longa, pois ela parecia perturbada e não queria correr o risco de revelar algo. Foi então, fazendo uso da minha inteligência mencionada outrora, que deduzi que não arrancaria nada dela. Pedi que me desse um sinal por meio de cores: se ela trouxesse algo de cor verde, significaria que eu poderia ir embora em breve. Se trouxesse algo de cor amarela, significaria que eu ainda deveria passar mais tempo naquele hospital e que minha saúde realmente exigia cuidados. Mas, no final das contas era uma possibilidade, se ela me trouxesse algum objeto, qualquer que fosse, na cor vermelha, isso significaria que minha existência tinha chegado perto do fim.

Por horas observei cada sinal, cada detalhe – eu era bom nisso! Nada... Mais uma vez, nada me revelaria meu verdadeiro estado. As horas teimavam em passar devagar e a cada momento, mais angustia por saber como eu estava: vivo, quase morto, saúde piorando ou melhorando? Nada sabia.

Senti meu corpo amolecer e meus olhos ficarem cada vez mais pesados. Era o sono que tomava conta do meu corpo. Olhei para o lado e nada parecia claro. Estava ficando cada vez mais escuro naquele quarto gélido. Virei de lado e vi um livro de capa preta apenas com o título escrito em cores douradas. Não era um livro qualquer; era o livro AS FLORES DO MAL de Charles Baudelaire, grande poeta francês. Abri e vi que estava marcado. Não lembro o número da página, minha visão estava cada vez mais fraca.


Li as primeiras linhas de um poema que, salvo engano, dizia: Nós teremos leitos de rosas ligeiras, / e divãs profundos como campa ou mar, / e flores estranhas, sobre prateleiras / sob os céus formosos a desabrochar... Parei de ler imediatamente ao ver o que estava marcando aquele poema: Eram pétalas de rosas vermelhas murchas, sem vida, completamente mortas. O relógio marcava, precisamente, meia noite. Parei, olhei ao meu redor e reconheci, sentados ao lado da cama, os outros pacientes que já haviam partido horas, dias, semanas ou meses antes. Entendi, fazendo mais uma vez uso da minha percepção, de que as cores não importavam, eu já estava morto! 


Esse conto é dedicado à minha insônia. Já são quase 2 horas da manhã do dia 07 de junho de 2013 e ainda não consegui pregar o olho. Como acho que foi obra do Divino, resolvi sentar e escrever essa estória, que veio do nada.  Há tempos, reclamava da falta de inspiração. Parece que tudo está voltando ao normal, como era de se esperar... 

sábado, 4 de maio de 2013

Expectativas X realidade.




Todos nós temos aqueles prejulgamentos, pré-conceitos, expectativas, esperança e uma porção de outras coisas que não seria o caso de serem citadas aqui.

Essa semana, ouvi uma conversa (eu estava de passagem) de duas colegas de trabalho sobre a “ausência” nas redes sociais. Isso mesmo, as pessoas estão tão (hiper)conectadas que, ao “sumirem”, fazem falta, mesmo que seja quando só postam bobagem (não estou dizendo que é o caso).

O que realmente me chamou a atenção foi a “justificativa” para tal “ausência”:

-- Mulher, só vejo o povo postando que a vida está tudo bem e que todo mundo tá feliz; fotos de viagens... Não sinto que tenha nada para postar, então me afastei um pouco. Dei um tempo dessas coisas!

Pare um pouco para pensar e você vai perceber o quanto somos todos parecidos nesse aspecto. Sim, somos todos viciados em comentários do tipo “parabéns, você merece”, “que bom, amigo(a)... mais do que merecido”, “eu sabia que iria dá certo”... (a lista é enorme). O vício é tão grande que quando não recebemos (nem todos, claro) esses comentários, sentimos o “mundo” nos dando menos importância. Pura bobagem!

Minha cabeça trabalha à mil o tempo todo. Acho que até meus sonhos (enquanto durmo) são (mega)acelerados... Lembrei imediatamente da cena de um filme que passei em sala de aula semanas atrás. (por sinal o momento mais importante do filme na minha opinião está aqui embaixo):





Na cena do filme, vemos Tom, um rapaz que imaginava está levando a vida numa boa. Imaginava está em um relacionamento perfeito com Summer, mas descobre que existe uma diferença enorme entre as suas expectativas (expectations) e a realidade (reality). Tudo isso, provavelmente, fruto da nossa mídia atual.


A dica que fica, tirada de forma lúdica desse filme, é: O mundo real é muito diferente do que nós fantasiamos. Nem tudo que vai parar na WEB é aquilo que sentimos. Ninguém resolve problema de ninguém em uma rede social. Crie expectativas baseado em fatos. Não dá para ser médico, sem cursar medicina, assim como não dá para ganhar na loteria, sem jogar. É ilusão, mas antes de tudo é falta noção! Eu nunca postei uma foto da minha mãe no momento em que eu nasci e nem por isso eu não deixei de existir.

Comparo esse momento na história da humanidade igual ao “mito da caverna” de Platão. Enquanto uns estão passando todas as horas do dia em frente à uma tela de computador, outros estão vivendo a vida real! O difícil é descobrir se somos "uns" ou "outros"!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O lado ruim de ser bom. Entenda quais as situações em que ser um profissional eficiente pode atrapalhar.



 
Ao perceber que um colega é melhor, os outros começam a deixá-lo de lado. Isso acontece com movimentos simples, como não convidar para um almoço, e com alguns mais complicados, como não passar informações importantes para o andamento das atividades do grupo.
 
São Paulo - Ser um bom profissional, isto é, ágil, eficiente, que sabe entender quais as necessidades da empresa e que entrega bons resultados, não significa sucesso garantido.

Em algumas circunstâncias, ser bom pode significar uma barreira para o crescimento. "Na maioria delas, a insegurança é o problema", diz o consultor Mauricio Goldstein, de São Paulo, autor do livro Jogos Políticos nas Empresas (Ed. Campus/Elsevier, 212 páginas). Conheça alguns fatores ligados à insegurança que agem contra o sucesso profissional.

Ninguém ocupará essa cadeira
O chefe, ao perceber que dentro de sua equipe existe um profissional muito eficiente e com fortes chances de ocupar o lugar dele, deixa o subordinado na geladeira.
Sem o apoio e o reconhecimento do chefe, a confiança do profissional fica prejudicada. "Somos treinados para sermos o melhor", afirma Marcus Soares, professor de gestão de pessoas do Insper, de São Paulo. O profissional pode escolher mudar de área ou de empresa. Já o líder corre o risco de ficar estagnado. "Sem um bom sucessor, não há como crescer", diz Marcus.

Isolamento
A concorrência no mundo corporativo é normal e legítima. Sem ela, permaneceríamos no mesmo lugar. Por isso os profissionais lutam para que os chefes vejam o seu brilho. 

Ao perceber que um colega é melhor, os outros começam a deixá-lo de lado. Isso acontece com movimentos simples, como não convidar para um almoço, e com alguns mais complicados, como não passar informações importantes para o andamento das atividades do grupo.
A melhor fórmula para o profissional eficiente sair dessa dinâmica é, no fim de um projeto, dar os créditos a todos os participantes. "As pessoas se sentirão prestigiadas", diz Marcus, do Insper. É a velha lei da reciprocidade: uma mão lava a outra. 

Insubstituível

Você é um ótimo profissional, entrega tudo no prazo, ajuda com novas ideias, agrega para a equipe e tem um ótimo relacionamento com todos. "Nenhum chefe quer perder um bom profissional", diz Lucas Peschke, diretor da Hays, de São Paulo. O problema é que a empresa não consegue atender o desejo de crescimento de todos os funcionários e no tempo que eles desejam.

Alguns chefes, para não deixar o bom profissional ir embora, optam por não fazer comentários construtivos e avaliações positivas. A solução é fazer contatos com outros líderes da empresa e deixá-los a par de suas realizações. Assim, outros chefes saberão de seu desempenho. 

Só mais um pouquinho

Quando o profissional é ágil e eficiente, os líderes acabam canalizando para ele a maior parte das tarefas, pois sabem que ele entregará o resultado no nível desejado.
"O profissional aguenta a pressão, não reclama e traz resultados", diz Marcus Soares, do Insper. Com a sobrecarga de trabalho, ao longo do tempo o profissional pode se sentir injustiçado e querer ter um reconhecimento diferente.
"Tem muito profissional que não sabe dizer ‘não’, e isso é um problema para a carreira", diz o consultor Mauricio Goldstein. A saída é clara: aprender a negociar e a dizer "não" para interromper a dinâmica. 

Os outros são ruins

O profissional é eficiente, entrega resultados mas, ao se comparar com os pares, bate a arrogância. "A maioria dos profissionais acredita que é boa o suficiente para receber um aumento", diz o coach Homero Reis, do Rio de Janeiro. Até aí, tudo bem.
 problema é achar todos ao redor incompetentes. "Ao se colocar em posição superior, o profissional se marginaliza", diz Mauricio Goldstein. A saída é óbvia: manter a humildade e, se for o caso, reatar as ligações com os colegas.

Você já está preparado

Alguns chefes consideram um profissional tão bom que se esquecem de investir no desenvolvimento dele. "Para a empresa, todo investimento tem que ter um retorno", diz Lucas Peschke, diretor da Hays.
O bom profissional precisa mostrar suas necessidades e como o investimento nele retornará para a empresa. "É a própria pessoa que tem de argumentar por que ela merece o investimento", diz Lucas.

Degraus ocupados

Não importa se você é um ótimo profissional. Se não existirem espaços para crescer, você continuará no mesmo lugar. Depois de um tempo, sentirá que está estagnado.
"Nesse momento é hora de avaliar se vale a pena ou não ficar na empresa", diz o coach Homero Reis, do Rio de Janeiro. Uma opção é fazer uma movimentação horizontal e ir para outro setor, enquanto aguarda surgir a vaga desejada. 

Será que você é bom mesmo?

Saiba se você é eficiente ou só acha que é
Carga de trabalho: Ao comparar seu trabalho com pares e colegas que têm a mesma função em outras empresas, você está no mesmo nível? 
O que é esperado: A expressão "alinhar as expectativas" é uma forma de saber se você é bom. "Você é considerado bom profissional quando atinge a expectativa do chefe e da organização", diz o consultor Mauricio Goldstein. Não basta medir as competências técnicas. Avalie também a capacidade de se relacionar. Sem ela, você se tornará apenas uma boa ferramenta. Mas apenas isso.